Dama e o Lobo

UMA PAIXO INICIADA

UMA MALDIO LIBERADA

UM AMOR ETERNO

Rin Ozawa sabe muito bem o escndalo que corteja quando tenta seduzir o notrio Sesshoumaru - de fato ela conta com o escndalo para poder escapar do sdico controle
de seu irmo adotivo. Infelizmente, os melhores instintos de Lorde Taishou prevalecem... embora no antes de mostrar a Rin um gosto totalizante do que ela est perdendo.
E quando surge a oportunidade de resgatar Sesshoumaru de um destino amargo enquanto muda o prprio, Rin sabe que deve aproveit-la.

Sesshoumaru sabe que no pode ignorar a mulher Ozawa mais do que seu ancestral pode resistir a mulher sedutora que amaldioou os homens Taishou com a horrenda transformao
que ocorre com a apario da lua cheia - e  desencadeada pelo amor. Agora, para salvar a reputao da mulher e sua prpria liberdade ele deve se casar com Rin.
Mas jura que embora eles possam compartilhar os prazeres da cama marital, ela nunca ter seu corao...

Mas conforme eventos estranhos e misteriosos os aproximam de corpo e alma, Sesshoumaru acha enormemente difcil manter seus sentimentos pela esposa trancados. Especialmente
quando a realidade do insacivel desejo - e certo perigo - queima cada vez mais forte do que nunca pela luz da lua cheia...

Maldita seja a bruxa que me amaldioou.

Eu pensei que seu corao era puro.

AH! Nenhuma mulher entende o dever,

Seja ele a famlia, o nome ou a guerra.

Eu no encontrei modo algum de quebr-la

Nenhuma poo, encantamento ou faanha.

Do dia em que ela rogou a maldio,

Ela passar de semente a semente.

Trado pelo amor, meu prprio idioma falso,

Ela ordenou  Lua para me transformar.

O nome de famlia, antes meu orgulho,

Tornou-se a besta que me assombra.

E na hora da morte da bruxa

Ele me chamou a seu lado.

Sem clemncia, nenhuma compaixo,

Ela falou antes de morrer:

"Procure e encontre seu pior inimigo,

Seja bravo e no fuja.

O amor  a maldio que te prende

Mas  tambm a chave para te libertar."

Sua maldio e charada  minha destruio,

Essa bruxa que eu amei e com a qual no pude casar.

Batalhas eu lutei e ganhei,

E ainda derrotado eu fiquei em meu lugar.

Aos Taishou que sofrem meus pecados,

Aos filhos que no so nem homens nem bestas,

Desvendem o enigma que eu no resolvi

E se livrem dessa maldio.

Myuga Taishou

No ano do Senhor de 1715.

CAPTULO 1

Londres 1821

Seu corao era o abismo do inferno mais profundo e escuro. Um lugar frio e amargo onde sonhos e esperanas h muito haviam sido destrudos. E sem sonhos, sem esperanas,
por que ele se importava? Sesshoumaru Taishou, movia-se livremente entre a sociedade, mas apenas como um fantasma  uma presena escura que assombrava as sombras
dos vivos  esperando, sempre esperando, pelos pecados do passado o alcanar.

Embora tenha ttulos e riqueza, a famlia Taishou foi amaldioada, o futuro deles exposto. Os homens nasceram para arriscar, testarem os limites de suas foras e
de suas fraquezas. Ele no podia fazer nada disso. Uma existncia normal para ele estava fora de cogitao. Apenas a sobrevivncia o mantinha arrastando os ps.
Um p na frente do outro. Cambaleando sem cuidado a nenhuma direo particular. Oh! Ao inferno com isso, nem mesmo ele est com humor para seus pensamentos obscuros.

Nem estava entusiasmado ao se encontrar parado sozinho no primeiro baile da temporada em Greenleys, pressionado a estar entre a sociedade por tdio no, ele admitiu,
mas pela simples necessidade de sentir a vida pulando ao redor dele. Ningum ousava se aproximar dele. Ele era um homem envolto em mistrio, assassinato e loucura.
Mas ainda assim apenas um homem... ao menos por enquanto.

O som de risos femininos chegou aos ouvidos ultra-sensveis de Sesshoumaru. Que ele era o objeto de ateno de muitas mulheres no passou despercebido por ele. Ele
no podia ignorar o odor da atrao delas, o perfume fsico do musk feminino escondido de muitos por um uso liberal de gua de rosas.

Se ele fechasse os olhos e se concentrasse, ele poderia ouvir a palpitao excitada dos coraes delas, o sangue correndo pelas suas veias. Mas Sesshoumaru no se
torturou com seus estranhos dons. Ele aceitou seu destino na vida, sua posio entre a sociedade, ou melhor, a falta dela.

Apesar do apelo misterioso que causa nas mulheres, nenhuma era corajosa o suficiente para se aproximar dele. Ele achava que era outra maldio que ele devia sofrer...
ou talvez, simplesmente uma conseqncia daquela que j pairava sobre sua cabea. A maldio da famlia. A maldio dos Taishou.

- Lorde Taishou, que bom v-lo, meu garoto. Mas por que voc est aqui sozinho e aborrecido? Voc deveria estar perseguindo jovenzinhas ou ao menos ir a uma das
salas l do fundo jogar cartas com os outros cavalheiros.

Um raro sorriso tomou forma nos lbios de Sesshoumaru. Ele olhou para baixo na direo dos olhos desbotados da Duquesa Me de Brayberry. A dama era uma velha amiga
da famlia e a nica mulher de sangue azul de Londres que no era to esperta de se aproximar dele. Ela gostava de causar tumulto na sociedade por recusar a se afastar
dele como todos os outros fizeram. E por isso ele era grato.

- O problema em perseguir jovenzinhas hoje em dia, Sua Graa,  que elas simplesmente se recusam a correr, ele provocou. Os velhos nas salas dos fundos so ainda
menos esportivos. Eles podem muito bem me passar o dinheiro e acabar com o jogo.

A risada crepitada da duquesa se elevou acima do burburinho de conversas e ela o golpeou com o leque.

- Voc  um demnio, Sesshoumaru, meu menino. Embora voc parea um anjo. E o contraste, eu acho  ela adicionou correndo seus olhos desbotados sobre ele   o que
as mulheres acham fascinante.

Era sua indiferena, e Sesshoumaru sabia bem disso. Tudo o que ele tinha de fazer era se mostrar realmente interessado em uma senhorita da sociedade e ela correria
para as montanhas. O passado de sua famlia, os rumores, o mistrio, a intriga de tudo isso, era o que atraia as mulheres para ele como mariposas para a luz  mas
tambm as mantinha a uma distancia segura.

- Voc conheceu sua nova vizinha? A duquesa me cortou seus pensamentos. Os cabelos dela estavam diminuindo, ele notou do alto de seu porte acima dela. Ele podia
ver seu couro cabeludo abaixo das finas tranas de cabelos grisalhos afastados de seu rosto.

Sesshoumaru no sabia que tinha novos vizinhos. Ele nem conhecia o anterior. Ozawa, ele achava que esse era o nome, e nenhum deles trocou sequer uma palavra desde
que o homem e sua me fixaram residncia h dez anos atrs.

- Ozawa vendeu sua casa?

Ela sacudiu sua cabea.  No  dele para vender. Sua me, a duquesa, recebeu a casa de seu falecido marido, o Duque de Montrose. Durante sua ausncia, a irm de
criao de Ozawa veio morar com ele. A garota estava escondida no campo a maior parte de sua vida. Agora que seu pai morreu, ela deve assumir seu lugar na sociedade.
Ela  uma herdeira. Claro que ela tem dinheiro. Mas voc pode ter uma chance com ela.

- Uma chance para fazer o que?  ele perguntou com desdm - Se no for para nada indecente, como  senhora bem sabe, dada minha m reputao, eu no estou interessado.

Seus lbios finos estremeceram como se ela fingisse achar sua resposta chocante.

- Garoto safado. Eu estou falando de um possvel compromisso. Voc ainda tem ttulos, propriedades, e riqueza. Eu no me importo para o que  sociedade decidiu;
uma garota pode encontrar coisa pior. Se voc se aproximar dela e roubar seu corao com essa sua aparncia magnfica antes de ela estar por aqui tempo suficiente
para ouvir os rumores sobre sua pobre famlia, voc pode ter uma chance com ela.

No mesmo tom seco ele perguntou:

- E o que a leva a acreditar que so apenas rumores? Talvez todos ns Taishou sejamos to loucos como dizem.

Ela o golpeou com o leque novamente, um pouco mais forte para ser brincadeira.

- Tolices. Voc e seu irmo fogoso no so nem um pouco loucos. Que esquema perfeito para permanecerem solteiros e manterem as mulheres caindo a seus ps ao mesmo
tempo!

Mulheres raramente caiam a seus ps... a menos que estivessem morrendo. E no foi um irmo em particular que decidiu o curso atual de ao dele, foi um acordo feito
por eles, o caula, que deixou Londres pouco depois da primeira visita da maldio no lar dos Taishou.

O amor era supostamente a maldio e a chave. O que quer que seja que isso signifique. Tudo o que encontraram de referncia sobre a maldio que caiu sobre a famlia
foi um poema apagado colocado no meio de um livro que pertencera ao pai deles. Havia uma charada l, sups Sesshoumaru, embora nenhum deles tenha sido capaz de decifrar
a mensagem.

A duquesa me precisava ser lembrada de que ele e seus irmos tinham mais a lidar aos olhos da sociedade:

-E aquele outro assunto?  ele perguntou  Aquele que aconteceu h apenas oito meses atrs? Aquele sobre o assassinato?

O brilho nos olhos da duquesa me diminuiu. Ela olhou ao redor como se com medo de que sua conversao pudesse ser ouvida.

- Voc no se faz nenhum bem remexendo nesse assunto obscuro novamente, Lorde Taishou. Foi m sorte sua encontrar aquela pobre garota. Ningum conseguiu provar nada.
Voc e seu irmo tm libis. O que voc precisa  de uma esposa. Uma linda garota da sociedade que ir mostrar o erro desses rumores escusos sobre sua famlia. Seus
pais, que Deus tenha piedade de suas almas, podem ter sido loucos, mas eu no vejo nada alm de inteligncia nesses seus olhos. Por que chamar os pecados deles sobre
voc? Deixe o passado morrer. Viva sua vida. Prove que esses esnobes esto errados.

Mas esse era o problema. A sociedade no estava errada sobre Sesshoumaru. Verdade, ele no matou a pobre mulher que ele encontrou moribunda em seu estbulo oito
meses atrs, mas ele no estava to certo de que o sangue dela no manchou o nome de sua famlia. E se um de seu irmo estivesse mentindo? E se a mulher tivesse
sido colocada l de propsito, para trazer mais pecados obscuros sobre os irmos Taishou?

Sesshoumaru gastou os meses passados tentando provar a inocncia de sua famlia apesar de tudo, mas o rastro para encontrar o assassino da mulher esfriou. A sociedade
estava certa sobre os pais dele, contudo. Os dois enlouqueceram; a sociedade no sabia apenas o que os levou  beira da loucura. Sesshoumaru sabia. Todos os irmos
sabiam.

- Lorde Taishou?

O som de seu nome sendo pronunciado interrompeu a conversao de Sesshoumaru com a duquesa-me. A dama que o chamou estava em p atrs dele e a sua voz arrepiou
a parte de trs do pescoo dele. Algo em seu tom, a maciez dele, a leve textura rouca dele, cresceu ao redor e acima dele, e tocou um nervo. Ele se virou lentamente
e encarou sua runa face a face.

O que quer que fosse a viso de branco frente a ele, ela era puro pecado empacotado enganosamente e disfarado de inocncia. Se algum dia existiu uma mulher que
poderia fazer um homem se esquecer de seus princpios, suas obrigaes, suas promessas mais secretas, essa era ela. O sangue de Sesshoumaru se transformou em fogo,
sua virilha se apertou, e o cu ajudasse a moa, ela conseguiu fazer o que nenhuma antes dela tinha conseguido. No espao de uma batida de corao ela o cativou
totalmente.

- Detesto ser atirada  a jovem disse  mas no consegui ningum que me apresentasse de forma apropriada ao senhor. Temo que tenha sido forada a resolver o problema
com minhas prprias mos.

Sesshoumaru tinha algo que ele gostaria que ela tomasse em suas mos... E em sua boca e em sua parte mais profunda e doce. As palavras o abandonaram. Ele apenas
a encarava... Hipnotizado.

Os cabelos dela eram da cor da meia-noite. Seus lbios, cheios, vermelhos, maduros, convidativos, tentariam um santo. Os olhos do mais puro chocolate, e levemente
oblquos o encaravam a partir de clios grossos e negros. Sua pele era plida, macia e lisa  cremosa como a espuma em cima de um balde de leite. Ele a quis imediatamente.
No era uma reao que um homem que se orgulhava do prprio controle pudesse admitir.

- Voc  ousada, minha querida - disse a duquesa me, visto que a voz de Sesshoumaru parecia t-lo abandonado.  Eu ouso dizer que seja qual for  escola preparatria
que voc freqentou falhou miseravelmente no seu caso.

Ainda o encarando ousada mente, a jovem respondeu:

- Eu vivi no campo a maior parte de minha vida. Desculpe-me pelas maneiras rudes, mas o tempo  importante. Eu preciso da ajuda de Lorde Taishou em um assunto urgente.

Com seu sangue em fogo, seus sentidos rodando, Sesshoumaru momentaneamente se esqueceu de seu juramento, seu pacto, suas obrigaes. Essa era uma mulher que poderia
ter o mundo a seus ps apenas agitando seu dedinho, e ela necessitava da ajuda dele? O que ele poderia fazer por ela que sua aparncia sem defeitos, seus brilhantes
cabelos negros e sua boca pecaminosa no podiam?

Ele tentou, com muita dificuldade, diminuir o ritmo de seu corao palpitante e aparentar uma falsa fachada de controle.

- Como posso ajud-la, Senhorita...?

- Ozawa  ela respondeu, sua voz um pouquinho ofegante.  Lady Rin Ozawa

- Ah, sua nova vizinha  interrompeu a duquesa me, relembrando a Sesshoumaru que a velha senhora ainda participava da conversao.  A jovem herdeira que eu acabei
de lhe mencionar, Sesshoumaru.

- A geradora de descendentes  Lady Rin corrigiu, e ento corou quando percebeu ter revelado seu ressentimento. Rapidamente se recuperou  J que somos mesmo vizinhos,
Lorde Taishou, eu acho que seria desapropriado que danssemos.

Com a ateno totalmente voltada para a jovem dama, Sesshoumaru no havia percebido que a msica havia comeado. Seus pensamentos corriam desenfreados com todas
as coisas que ele gostaria de fazer para e com Rin Ozawa, mas danar no estava no topo da lista.

Sesshoumaru nunca danava. Parecia no haver motivo. Os homens danavam para agradar as mulheres ou para cortej-las ou seduzi-las. Ele no tinha nenhuma inteno
de fazer essas coisas. Ou no tinha at hoje  noite.

Ele no podia evitar que seus olhos vagassem por suas generosas curvas, curvas exibidas um tanto quanto escandalosamente pelo recorte baixo de seu decote. Ela notou
seu interesse e, possivelmente, o desejo que estava estampado em seu rosto e, involuntariamente, deu um passo para trs, o que provava que ela tinha um pouco de
bom senso. Ento endireitou os ombros e deu um passo para frente novamente, o que foi a pior coisa que poderia ter feito.

Sua paixo aumentou - se  que paixo poderia ser comparada  reao que estava acontecendo na parte da frente de suas calas, o que parecia ser o caso neste momento.
O que ela estava fazendo com ele? O que quer que fosse ele precisava por um fim nisso.

- Sinto muito, Lady Rin, mas eu no dano, e no sou do tipo de fazer amizade com vizinhos.  Ele achou que sendo rude poderia afast-la, mas ela o tocou no brao.

O leve contato o agitou. Seus sentidos tornaram-se afiados de um modo doloroso. Sesshoumaru tinha conscincia de tudo sobre ela  at o pulso batendo rpido na base
de sua garganta. Ela estava amedrontada, mas determinada, e novamente essa combinao o intrigou.

Sesshoumaru permitiu que a jovem o puxasse a uma pequena distancia da duquesa me, que fechou a cara por ter sido excluda da conversa.

- Voc vai me fazer implorar?  Ela parou para molhar os lbios, e a viso de sua pequena lngua rosada, sensualmente acariciando seus lbios quase o fez implorar
realmente.  Voc no pode ver que todos riro de mim por causa de sua recusa? Apesar do que dizem de voc, certamente nem mesmo voc seria to cruel!

- O que dizem de mim?  ele desafiou  Se ela sabia muito, saberia que, de acordo com os boatos, Lorde Taishou no tinha escrpulos sobre fazer mulheres implorarem,
e que de algum suspeito de assassinato, de um homem amaldioado pela insanidade no se poderia esperar nenhum trao de compaixo.

- Eu sei que voc  Sesshoumaru Taishou, o Marqus de Wulfglen  um dos selvagens Taishou de Londres. O mais velho. Temidos pelos homens, Proibidos para as mulheres.
Um homem a quem nenhuma debutante jovem e decente deveria se associar.

Sesshoumaru piscou para ela: - E voc quer danar comigo?

Ela endireitou os ombros e impulsionou os seios, ele sups para mostrar coragem. Ele contemplou aqueles montes gmeos quase saltando para fora e suas mos coaram
de vontade de segur-los.

- Eu quero mais do que danar com o senhor, Lorde Taishou, - ela anunciou  eu ficaria enormemente agradecida se o senhor arruinasse minha reputao.

Sesshoumaru lutou para manter sua expresso afetada, embora estivesse se sentindo como se um de seus fogosos cavalos tivesse acabado de chut-lo no estmago.  Aqui?
 ele perguntou.

A senhorita empinou o queixo para ele  Agora  ela insistiu.  Hoje a noite mesmo. Nesta casa, em frente de todas essas pessoas.

Seria um sonho bizarro? Sesshoumaru estava quase se beliscando. Mulheres no faziam propostas a ele, ao menos, no esse tipo de mulher. Lady Rin Ozawa, uma tentao
de pessoa, era to louca quanto se dizia que a famlia dele era, ou estava querendo algo. Ele desviou o olhar de sua boca tentadora e tentou se controlar. Era algo
que ele fazia bem... se controlar.

Ele no perdia a cabea por causa de anjos de cabelos escuros. Perder a cabea andava de mos dadas com perder o corao, e Sesshoumaru no podia arcar com isso...
nunca.

- Voc me ouviu, Lorde Taishou?

J que parecia que todos no salo de baile tinham parado com seus prprios assuntos e agora os encaravam, Sesshoumaru pegou-a pelo brao e a conduziu para a pista
de dana. Sua cintura era incrivelmente pequena debaixo de sua mo. Comearam a danar.

As pessoas ficaram chocadas por ver um Taishou danar, mas Sesshoumaru tentou se concentrar nos passos que foram ensinados a ele h tanto tempo atrs. Ele estava
surpreso por se lembrar, mas se lembrava, e juntos, ele a jovem dama giravam, seus corpos em perfeita sintonia, quase como se um fosse  extenso do outro.

- Voc dana muito bem  sua nova vizinha comentou, mordiscando seu grosso lbio inferior, - Mas eu tinha esperado mais.

- Mais?  De repente ele se sentiu um idiota que no conseguia formular uma sentena inteligente na presena dela.

- Voc est me segurando de um modo muito apropriado  ela opinou.  Devido a sua reputao, eu pensei que o senhor seria menos formal. No h nada de chocante com
suas maneiras.

Sesshoumaru sentiu que era seu dever esclarec-la sobre a matria.

- Somente o fato de voc estar danando comigo, eu lhe asseguro,  mais do que chocante para os presentes dessa noite.  Quando seu comentrio no pareceu satisfaz-la,
ele perguntou: - Voc deseja que eu a seqestre?

Suas sobrancelhas negras, perfeitamente assentadas em sua testa, enrugaram. Ela pressionou os lbios como se em considerao:

- Eu tinha esperado evitar medidas to drsticas, mas agora considero que elas so realmente necessrias. Voc faria? Quer dizer voc se importaria muito?

Ele quase errou um passo. "Ele se importaria?" Seria a jovenzinha idiota? No, ela no era idiota; seus lindos olhos vibravam com inteligncia.

- Que jogo voc est jogando, Lady Rin?

Ao invs de responder, ela examinou a multido. Ele, naturalmente, fez o mesmo, seu olhar atrado para um grupo de jovens debutantes que os encaravam, suas faces
enrubescidas de excitao por v-lo danando. Seria a aproximao dela algum tipo de aposta entre amigas? Um desafio? Teria ela decidido fazer sua debutante na sociedade
em grande estilo?

Talvez ela apenas quisesse se fazer notar  uma noite que a distinguiria de todas as outras jovens damas lindas e disponveis que tinham vindo para a temporada em
Londres.

- Meus desejos so muito sinceros, Lorde Taishou  ela disse olhando para ele novamente.  Estou muito desapontada com suas boas maneiras at agora. Sua reputao
no est sendo suficiente para minhas expectativas. Se o senhor no deseja me ajudar, talvez eu deva procurar outro que o faa.

Sua paixo diminuiu um pouco. Sesshoumaru tinha passado os ltimos dez anos sentindo o peso das piadas da sociedade. Ele no se importava de ser temido ou de ser
falado, mas no seria feito de tolo. Quando a jovem comeou a se afastar, como se fosse abandon-lo na pista de dana, ele a puxou de encontro a si.

- Se  comprometimento o que voc quer voc veio ao homem certo  ele afirmou a ela  E eu prometo que voc no sair desapontada. No h nada de "insuficiente"
em mim, Lady Rin.

Ele a conduziu at o final da pista de dana, sua mente traando planos de onde eles poderiam ter mais privacidade. Lady Rin tolamente acendeu seu fogo. Ela jogou
as luvas e se ela queria algo para se divertir com suas tolas amigas, ele faria com que ela o obtivesse.

CAPTULO 2

Lorde Taishou a conduziu atravs das portas duplas que estavam abertas para permitir que o ar noturno entrasse no salo de baile abafado. Deslumbrada pela sua prpria
ousadia, Rin o seguiu por um pequeno jardim at a rua, onde as carruagens estavam estacionadas esperando por seus ocupantes retornarem do baile. Seu corao batia
to alto e rpido que ela pensou que poderia saltar de seu peito. Apesar de suas aes ousadas, seus joelhos tremiam. Ela estava desesperada, e o desespero quase
sempre pode se disfarar de coragem.

Quando Rin localizou Sesshoumaru Taishou entre os convidados do baile em Greenleys, ela imaginou que sua boca deveria ter cado e a baba ter escorrido pelo seu queixo.
Ela nunca tinha visto um homem to lindo. Ele era alto e magro, como um grande felino. Seus cabelos longos de corte perfeito e eram de uma rica cor prateada, recordando
a ela de sua casa no interior onde se podia ver a lua em seu total esplendor. Seus olhos eram mbar, turbulentos como o sol num dia de vero.

Sua face era finamente entalhada, seu maxilar forte e quadrado. Sua boca apenas poderia ser descrita como perturbadora, seus lbios no eram nem grossos nem finos,
mas sensualmente modelado. Suas sobrancelhas e clios eram surpreendentemente escuros para um homem com seu tom de prata, e sua pele era clara. Quando ele chegou
ao Greenleys todas as mulheres do salo o admiraram... Ento comearam os suspiros.

Quando ela foi informada de seu nome, Rin percebeu que ele era o vizinho de quem seu irmo de criao, Bankotsu, a havia mandado manter distncia. Taishou tinha
estado fora desde que ela chegara a Londres, mas seu retorno hoje a noite no poderia ter sido melhor para ela. Rin tinha um plano. Um plano para arruinar os esquemas
que seu irmo de criao tinha montado e, tinha esperana, ser mandada de volta para a propriedade que seu falecido pai tinha no interior, para onde ela queria tanto
voltar.

- Shippo, desa da e v procurar algo para fazer  Taishou disse ao seu condutor quando chegou a sua carruagem.

O rosto de Rin queimou. O que o condutor no iria pensar? Ela no podia pensar nisso. No agora.

- Por quanto tempo, Vossa Senhoria?  o homem perguntou.

Taishou correu seus olhos mbar tempestuosos por todo o corpo de Rin do alto a baixo  Por um tempo.

Nervosa, Rin olhou atrs deles em direo a casa. Bankotsu deveria estar procurando por ela e poderia estragar tudo.

- No poderamos andar por a de carruagem durante, isto , enquanto ns..

 ela no conseguiu completar o pensamento.

- Interessante  ele disse.  Mudanas de planos, Shippo. Leve-nos pelo quarteiro umas poucas vezes; ento nos traga de volta quando me ouvir arranhar o teto.

Shippo acenou.

- Briggs est fora dividindo uma bebida com outros lacaios. Devo abrir a porta para o senhor, mi lorde?

- No. Taishou abriu a porta da carruagem e, ao invs de ajudar Rin a subir, ele a ergueu de um modo descuidado e a depositou dentro da carruagem. Ele subiu e bateu
a porta.

O estranhamento do momento cresceu. Rin no tinha idia do que esperar. Ela sentia que Lorde Taishou estava zangado, mas zangado com o que? Ela havia se oferecido
a ele. No era isso que todo homem quer? Entrar embaixo das saias das mulheres na primeira oportunidade que tivessem?

De acordo com seu irmo de criao, isso era exatamente o que os homens queriam. A carruagem moveu-se para frente. Rin olhou para a porta. Eles no estavam se movendo
rpido o suficiente para que ela se machucasse caso decidisse saltar para fora.

-Voc fez sua cama. Agora deve deitar nela.

Ela olhou para ele. O interior da carruagem estava na escurido, as lmpadas apagadas e ela no conseguia ver sua expresso.

-Minha oferta foi sincera. Eu cumprirei com minha parte na barganha at o fim.

Lorde Taishou suspirou: - No estamos mais s vistas de ningum do Greenleys. No precisamos mais manter o faz de conta.

Faz de conta? Ser que ele no tinha entendido seu convite? Rin precisava que ele realizasse um servio e pensou que ele tivesse entendido a troca. Ele a havia olhado
anteriormente como se a desejasse demais. Todo o lugar onde os olhos dele a tocaram sentia queimar, no com o calor do embarao, mas como de algo mais. Algo para
que sua existncia protegida no a havia preparado. Algo travesso.

Mas voc deve aprender que nem todos os homens gostam que brinquem com eles. Eu sou um deles.

Ento ele no acreditou que a oferta que ela fez era sria? Claro que no. Rin sups que era muito raro uma dama bem nascida se aproximar de um homem e solicitar
que ele arruinasse sua reputao. Talvez ainda houvesse uma chance de ela desistir do caminho que havia escolhido.

Talvez eu devesse ter pensado melhor no assunto. - ela admitiu. Na escurido, ela voltou seus olhos para ele. - Se voltarmos a toda pressa, nossa sada ainda pode
no ter sido percebida.

Ele riu, mas a resposta no pareceu sincera. - Sem chance de isso acontecer agora. Voc queria um escndalo, Lady Rin, e conseguiu. E voc me usou para conseguir
o que quer que pensa em ganhar. Embora, por minha vida, eu no consigo imaginar o que possa ser. Talvez voc possa esclarecer para mim?

Rin no podia. No era da conta dele mesmo. Ela apenas tinha solicitado para ele que realizasse uma tarefa; depois disso, ela no precisava v-lo novamente. Mas
havia se aproximado dele com seu prprio ganho em mente. Retornar  liberdade. Escapar de seu irmo de criao e de seus planos tolos para ela. Escapar de Bankotsu
a qualquer custo.

Sua coragem se renovou. Rin disse:

Estou surpresa de que precise de explicaes, Lorde Taishou. Eu duvido que outro homem as pea. - Ela mais sentiu do que viu ele se voltar para olh-la. Embora ela
soubesse que ele no a podia ver, ela levantou o queixo - Eu pensei que podia contar com o senhor. O senhor...

Sua boca repentinamente encontrou a dela na escurido. Ela estava falando, de modo que seus lbios estavam separados. Rin tentou fech-los, mas ele capturou seu
queixo, segurando-a de modo a no permitir que ela se fechasse para ele. Ele tinha sabor de champanhe e morangos frescos.

O beijo era uma punio, como se para ensin-la a lio de que precisava. A reao natural de Rin foi de lutar. Um baixo lamento de medo escapou de sua boca aberta.
Subitamente ele se afastou, encarando-a.

Voc est me machucando - ela murmurou.

Ele relaxou o aperto em seu queixo. As pontas de seus dedos percorrendo seu rosto, to leves quanto o tremor de uma asa de borboleta. Lentamente, seu rosto se dirigiu
para ela novamente. O roar de seus lbios contra os dela dessa vez era gentil. Ela achou o repentino contraste mais perturbador do que quando ele usou de fora
bruta. Rin estava habituada ao abuso. Ela no era perita em seduo. Mas, obviamente, ele era.

A lngua dele traou a linha de seu lbio inferior, morna, mida, procurando. Algum instinto desenrolou dentro dela e ela se abriu toda para ele. A lngua dele entrou
em sua boca, provocando, explorando, incitando sensaes chocantes que ela nunca tinha sentido antes.

Deus, voc  doce! - ele disse contra seus lbios, e o tom rouco de sua voz fez o calor correr por lugares muito ntimos.

Quando ele capturou sua boca novamente, ela o deixou gui-la, seguindo seu exemplo e mostrando o modo como os lbios deles se uniam perfeitamente. Rin tinha sido
beijada apenas uma vez antes - o filho do jardineiro quando tinha doze anos. Seu primeiro beijo tinha sido estranho e inexpressivo. Esse no tinha nada a ver com
aquele. Esse era algo como ela nunca tinha experimentado ou mesmo imaginado.

Ele inclinou sua boca de lado com a dela e aprofundou o beijo, e os braos dela fecharam-se ao redor do pescoo dele, seus dedos torcendo os longos e sedosos cabelos.
Ela estava com problemas para respirar normalmente, e ele tambm, pelo som de suas respiraes irregulares que enchiam o silncio da carruagem. Ela estava, de repente,
com todo o corpo to quente que no se importava com o que ele fizesse com ela. Ela no se importava nem um pouco.

A carruagem caiu num sulco e o salto os separou. Rin caiu no assento de costas, mas ele a seguiu num instante, quase em cima dela. Ela no conseguia dizer por que
a viso dele agigantando-se sobre ela, seu rosto escondido pelas sombras, a excitou. Apenas que isso aconteceu. Ele libertou algo que estava dormente dentro dela
por anos, e ela no tinha a menor idia de como recuperar sua sanidade. Ele se curvou em direo a ela.

Os dentes dele arranharam seu pescoo, mandando arrepios pela sua espinha. Ele parou contra a forte pulsao na base de sua garganta. Que ele pudesse fazer isso
por um instante a alarmou, ela no sabia por que. Ento ele capturou sua boca novamente, e todos os pensamentos sobre medo desapareceram.

Quando de repente ele colocou as mos em concha sobre seus seios, Rin conseguiu recuperar um pouco do bom senso que havia sido roubado. Ela quase o empurrou para
longe. Uma tolice admitiu momentos depois. Se ela no permitisse que ele a tocasse intimamente, como, em nome de Deus, ela poderia conseguir que ele a arruinasse?

Determinada a ver sua reputao arruinada, ela se manteve quieta. Ele a beijou novamente - um beijo longo, lnguido que quase a fez esquecer onde ele estava descansando
suas mos... quase. O polegar dele se aprofundou dentro do decote baixo de seu vestido e brincou com seu mamilo. Ela se sacudiu automaticamente, mas a resposta no
o deteve. Vagarosamente, seu polegar circulou o mamilo at que ele se levantasse endurecido como um seixo. A sensao extraiu um pequeno lamento de seus lbios.
Ela arqueou as costas, como se pudesse se pressionar mais firmemente contra a mo dele.

Com a mente nublada pela paixo, ela no percebeu que ele havia escorregado as faixas de seu vestido pelos ombros at que o ar da noite acariciou sua pela fervente.
Ela imediatamente tentou erguer seus braos para cobrir seus seios expostos. Antecipando sua reao, ele capturou seus pulsos, colocando-os acima da cabea dela.

Est com medo de mim? - ele perguntou

"Sim" - Rin queria responder, mas no, no era totalmente verdade.

- Estou com medo do que voc est me fazendo sentir! - ela respondeu.

Voc quer que eu pare?

Novamente, sua primeira resposta foi dizer "Sim". A voz dele, naturalmente profunda, tinha diminudo um oitavo. O som se agitou sobre suas terminaes nervosas e
trouxe um anseio desesperado. Ela havia sentido anseio antes, por sua casa, por sua famlia, mas nunca por um homem. Ela deveria dizer a ele para parar, mas lutou
contra os ensinamentos morais passado a ela. Rin no podia par-lo se ela realmente queria frustrar suas chances de arranjar um bom casamento. Que homem, em seu
juzo perfeito, poderia quer-la uma vez que fosse de conhecimento geral que ela estava arruinada?

No. Por favor, no pare.

Ele hesitou por tempo suficiente para preocup-la. E se ele se recusasse? O que ela faria, ento? E como seria humilhante se oferecer a um homem que no a queria.
Quando ele no continuou, ela se angustiou e pensou que talvez o problema no fosse com ela, mas com ele. Ela j tinha ouvido falar dessas coisas.

Voc tem problema com sua .. - ela no sabia como denomin-lo.

Conscincia? - ele perguntou

Ela se sentiu exposta, deitada seminua debaixo dele. O assunto tinha de ser resolvido, e rapidamente. No havia sentido ficar latindo para a rvore errada.

Voc no consegue faz-lo?

Ele se pressionou contra ela. - No. Eu no tenho problema.

Sesshoumaru Taishou poderia no ter problema, mas ela de repente tinha. No tinha sido uma ostentao sem propsito quando ele disse que no tinha nada de insuficiente
nele. Ela engoliu seu repentino temor.

Ento, continue, por favor. - ela o encorajou.

Bem devagar, ele abaixou sua cabea para seus seios. Ele levou seu mamilo endurecido para dentro do recesso morno e molhado de sua boca e o sugou. Ela quase caiu
do banco da carruagem. Ele a segurou e experimento um seio, depois o outro. Sua lngua fazendo coisas indecentemente sensuais a seus mamilos, circulando, serpenteando
e depois novamente o tragando para dentro da boca para sug-lo.

Os msculos do estmago dela se apertaram, como se a boca dele passeando pelos seus seios estivesse de algum modo conectado a essa resposta. Mais embaixo, ela se
sentia mida e quente entre as pernas. Ela se arqueava contra ele e teria enrolado seus dedos entre os cabelos dele se seus braos no estivessem presos ao seu lado.
Ele se moveu para beij-la novamente. E a lngua dele se moveu mais profundamente dentro de sua boca, a boca dele pressionada contra a dela, criando um ritmo sensual
que a deixava sem flego, tremendo, desesperada por algo mais.

Ela se projetava para ele - dolorida, ansiando, caindo em um abismo de sensaes, consciente apenas dele, dela, do calor da resposta entre eles. Ele puxou seu vestido,
afastando-o at a cintura.

No escuro, ele a deixou, sentando-se para lutar contra seu colarinho, ento puxando sua camisa de suas calas justas. Enquanto se despia, ele olhava para ela. Rin
no conseguia ver suas feies claramente no interior escuro da carruagem, mas de um modo muito estranho ela conseguia ver seus olhos.

Eles brilhavam... como os olhos noturnos de um animal. Um arrepio levantou os pelos de seus braos. Suas mos protegeram sua garganta, talvez num gesto inconsciente.

A luz de uma lmpada de rua repentinamente iluminou o interior escuro da carruagem. Ela o viu claramente no claro. Ele ainda estava lindo de tirar o flego, sua
camisa aberta revelando a pele macia, mas seus olhos, eles no haviam mudado. Ainda estavam cheios de uma radiante luz azulada. Ela arfou com a estranha viso. Abruptamente
ele olhou para alm dela; ento pegou sua bengala e a raspou no teto.

Vista-se.

Ele praticamente rosnou as palavras para ela. Rin se mexeu, envergonhada de que a luz da rua revelou seu estado de seminu dez para ele ainda h pouco. Ela comeou
a puxar seu vestido para cima de seus seios, confusa pelo que tinha acontecido entre eles... e pelo que no tinha acontecido.

- Quando retornarmos, voc vai direto para a sua carruagem e pedir a seu condutor para lev-la para casa  ele instruiu.  Voc no vai falar com ningum. Eu enviarei
uma mensagem a seu irmo de criao. Voc passou mal, entendeu? Seu condutor a levou para casa to logo eu a conduzi com segurana a sua carruagem.

Ela parou sua atrapalhada tentativa de se arrumar. Ele acabara de lhe dar um libi que ela no queria.

- Voc est dizendo o que eu devo dizer sobre onde eu estive e o que estive fazendo?

Arrumando as prprias roupas ele respondeu:

- Somente para as pessoas que importam. Certamente, partilhe suas experincias com suas jovens amigas em segredo. Eu espero ter-lhe dado o que desejava.

Ele no havia. Ela ainda era to casta como quando deixou o baile de Greenleys com ele. Casta se no intocada. E Rin no tinha amiga com quem compartilhar segredos.
O que ele estava dizendo, e pior, por que ele no terminava o que havia comeado?

- Voc no me quer  ela entendeu de repente. Algo nela causava repulsa nele. Talvez seu atrevimento para com ele.

Taishou voltou a olh-la, mas ela no podia ver seus olhos no escuro dessa vez. Ela se perguntou se os tinha visto brilhar de modo estranho para comear. Talvez
tenha sido uma iluso do luar.

- O jogo acabou Lady Rin.  seu tom de voz era frio, embora ela ainda sentisse o calor do corpo dele enroscado ao seu redor.  Eu joguei junto. Eu lhe dei a fofoca
para contar a suas amiguinhas tolas. Eu tornei o seu baile de debutante na sociedade memorvel. Fique contente por eu no lhe ter dado mais do que voc barganhou.

A carruagem parou. Ele saltou e segurou a porta para ela. Rin o permitiu ajud-la a descer, muito confusa para fazer qualquer outra coisa a no ser segui-lo. Seus
joelhos estavam fracos, uma reao tanto da paixo que partilharam anteriormente quanto do medo de enfrentar as conseqncias de seus atos. Sesshoumaru a conduziu
pela linha dos carros que aguardavam.

- Qual delas  a sua?

Ainda confusa Rin apenas apontou para uma carruagem diretamente  frente. Ele a acompanhou at o veculo, abriu a porta e a ajudou a se instalar. Ela pensou que
ele ia simplesmente bater a porta em sua cara e partir, mas ele parou, olhou-a do lado de fora da porta.

- Boa noite, Lady Rin. O prazer foi... bem principalmente meu, de qualquer forma.

Ele fechou a porta. Rin o ouviu instruir o condutor para lev-la para casa. A carruagem arrastou-se para frente. Ela se dirigiu a janela, puxou as cortinas e colocou
a cabea para fora. Sesshoumaru ainda estava parado onde ela o havia deixado. Observando a carruagem partir.

Seus olhares se cruzaram. Ela viu que as plidas brasas do desejo ainda queimavam em seus olhos, o rpido movimento de sobe e desce de seu peito, como se ele ainda
estivesse lutando consigo mesmo. Ela podia ser inocente, mas sua inocncia estava sumindo rapidamente. Ele a queria. Ento por que ele havia parado? Por que ele
no aceitou o que ela ofereceu a ele?

Apesar dos rumores sobre ele, teria ele realmente um senso de decncia? Teria ele parado por seguir um cdigo de tica de uma sociedade que o abandonara? Se fosse
o caso, ela tinha escolhido muito errado hoje  noite. Se fosse o caso, ele estava enganando a alta sociedade por um longo perodo. A raiva substituiu a confuso
e paixo que ainda queimava debaixo de sua pele.

Ele tinha brincado com ela. Pior, ele havia arruinado seus planos e ela teria de enfrentar srias conseqncias por causa de seus atos de hoje  noite. Mas nada
srio o suficiente para mand-la de volta para o interior envergonhada, como ela havia esperado.

- H um boato que eu no ouvi sobre voc hoje  noite, Lorde Taishou  ela disse a si mesma.  Ningum me disse que voc era covarde.

CAPTULO 3

A fora do tapa fez com que ela tropeasse para trs. Rin trouxe uma mo para seu rosto dolorido. Lgrimas de dor e humilhao queimavam em seus olhos.

- Como voc ousou se comportar como fez essa noite!  Bankotsu Chapman gritou.  Voc deveria se resguardar para um marido rico e com ttulos, no provocar escndalo
com tipos como Sesshoumaru Taishou.

- Foi apenas uma dana  Rin murmurou. O que Bankotsu faria se soubesse de tudo o que aconteceu entre ela e Lorde Taishou? Apesar das conseqncias, ela teria dito
a Bankotsu caso tivesse sido bem sucedida em seus planos, como no foi, no viu razo alguma para sofrer a fria de seu irmo de criao sem uma causa justa.

Bankotsu havia sido banido de sua vida quando Rin ainda era criana. Ele tinha sido um jovem detestvel; e se tornou um adulto ainda pior. Agora seu pai no estava
mais vivo para proteg-la de Bankotsu. Seu irmo de criao considerava que era tarefa de Rin restaurar a fortuna da famlia que ele havia dispersado inconsequentemente...
a herana dela.

Cas-la com um homem riqussimo por um alto dote era a soluo mais fcil... ao menos aos olhos de seu irmo de criao. Rin no se importava muito com casamento,
mas ela se importava em ser forada a isso, e tudo porque Bankotsu tinha acumulado dividas de jogo altssimas nos ltimos anos, a ponto de estar quase com ordem
de priso.

- Apenas uma dana?  ele repetiu. Uma veia pulsava em sua testa macia e ele deu um passo ameaador em direo a ela.  Voc saiu com ele da festa! Todos viram!
Eu disse a voc para ficar longe dele. Qualquer contato com o condenado prejudicar enormemente sua reputao. Alm disso, ele te comeria e te cuspiria. Sesshoumaru
Taishou  perigoso!

Rin achava que nenhum homem poderia ser mais perigoso do que Bankotsu. Suas lembranas de infncia de Bankotsu eram vagas, mas mesmo naquela poca ele era um tirano.
Ela achou que ele havia mudado quando foi visit-la no campo trs meses atrs, mas ele a enganara.

Ele havia dito que sua me estava em seu leito de morte e que queria v-la uma ltima vez. No curto perodo em que a Duquesa de leste havia vivido sob o mesmo teto
que o pai de Rin, a dama tinha sido muito bondosa com ela, quase como uma me, na realidade. Rin deixou a propriedade de campo e viajou para Londres com Bankotsu.
Sua me, na realidade, estava em um quarto no andar superior, morrendo de uma morte lente, muito fraca at mesmo para conversar com Rin. Mas Bankotsu havia mentido
sobre o motivo de querer Rin vivendo sob seu teto.

- Suas tolas aes de hoje  noite causaram fofocas. Voc me deixa pouca escolha a no ser terminar sua temporada mais cedo e aceitar a oferta que o Visconde Jenine
me fez sobre voc. Voc se lembra dele? Ns o encontramos na cidade semana passada quando visitamos a chapeleira.

Lembrar do visconde no era difcil. Bankotsu no permitiu que Rin se socializasse muito at ser apresentada a corte, ento essa noite, o baile de Greenleys tinha
lanado a temporada. Lorde Jenine era um homem baixo, gordo, careca, que babou em sua mo e a olhou de um modo que fez sua pele se eriar.

- Ele  velho o bastante para ser meu pai  ela apontou.  Se voc quer forar o meu casamento eu esperava que pelo menos voc me permitisse escolher o meu marido.

bankotsu se aproximou e apertou seu rosto entre seus dedos frios.  E o que um rato do campo como voc sabe sobre escolher marido? Seu irmo mais velho sabe o que
 melhor para voc. Eu comandarei sua vida at que possa passar voc para as mos de outro homem.  Seus dedos apertaram mais forte.  A menos que voc tenha estragado
at mesmo sua chance com Jenine devido ao seu comportamento dessa noite.

- Eu lhe disse, eu estou inocente.  ela mentiu  Eu passei mal na pista de dana e Lorde Taishou simplesmente me acompanhou at a carruagem antes que eu me humilhasse.

O que ela havia pensado? Ela sabia que Bankotsu era capaz de usar de violncia contra ela. Ele j a havia estapeado quando ela tinha se recusado a usar o vestido
de decote indecente que ele havia mandado fazer para ela essa noite. Ela ainda no o havia visto assim enraivecido, contudo, e se ela tivesse deixado que Sesshooumaru
Taishou a arruinasse, ela tinha quase certeza de que Bankotsu a mataria.

Bankotsu soltou seu rosto, mas seus olhos permaneceram frios, mortos, como os olhos de uma serpente.

-  melhor que voc no esteja mentindo para mim. Sua virgindade  um bem muito importante para assegurar um marido adequado. Fique longe de Sesshoumaru Taishou.
Se voc escapou da violao dele essa noite, considere-se uma das poucas mulheres afortunadas que saem com ele numa noite e voltam com sua virtude intacta... ou
ao menos retornam.

Ela no conseguiu segurar sua curiosidade, embora ela quisesse acabar com a conversa e fugir para a segurana de seu quarto.

- O que voc quer dizer com isso?

Seu irmo de criao sorriu seu sorriso de cobra.

- Eu deveria ter lhe contado mais sobre Lorde Taishou do que contei. Ele assassinou uma mulher poucos meses atrs em seu prprio estbulo. A assassinou e nunca respondeu
pelo crime.

Um calafrio correu pelas costas de Rin  Assassinato  ela murmurou. - Mas ele e eu  quer dizer, ele pareceu ser um perfeito cavalheiro quando me acompanhou at
a carruagem. Cham-lo de "perfeito cavalheiro" era uma mentira, mas ela havia ficado sozinha com Sesshoumaru e nunca se sentiu em perigo ou que sua vida corria risco...
sua virtude, sim, mas no sua vida. Um flash de memria veio a sua mente. Sentiu os dentes de Sesshoumaru contra a veia em seu pescoo. Ela sentiu um momento de
alarme, como se ele fosse mord-la.

- Todos viram quando vocs saram juntos  Bankotsu relembrou-a  Ele no seria to corajoso achando que poderia sair livre com um segundo crime, no quando todos
o viram acompanhando voc  sada do baile. O que me traz de volta a Jenine. Ele estar no ch de Lady Sakura depois de amanh. Seja gentil com ele.

Ainda pensando em Lorde Taishou, ela respondeu:

- Serei civilizada. Desde que ele tenha melhores maneiras do que no nosso ltimo encontro.

Bankotsu se aproximou e enterrou os dedos na pele macia de seus ombros, recapturando a ateno de Rin completamente.

- Voc vai ser atenciosa apesar do modo como ele a tratar. Jenine e eu temos negcios conjuntos. Eu devo a ele uma considervel quantia em dvidas de jogo. Entre
outras coisas...- ele acrescentou, como se a si mesmo.  Eu no sei por que ele se interessou tanto por voc. Ele a acha uma coisinha linda.

Para Bankotsu, Rin era somente uma "coisa". No uma pessoa com sonhos ou esperanas ou sentimentos. Ele sempre havia sido um tirano. E mesmo quando criana ela havia
se sentido amedrontada perto dele. Ela suspeitava que Bankotsu houvesse sido o motivo da separao de seu pai e sua madrasta. Mas por mais maravilhosa que a duquesa
tivesse sido para Rin, a mulher tinha criado um filho maldoso.

- Talvez eu deva ir ver como est sua me  Rin disse, movendo-se em direo s escadas.  Tenho certeza de que Mary pode ir descansar um pouco enquanto eu fao
companhia  pobre senhora.

- Minha me nem sabe quem voc   Bankotsu bufou  Ao invs disso eu devo ir ao seu quarto e ajud-la a escolher o que voc ir usar no ch de Lady Sakura. Voc
deve ter a melhor aparncia, Rin. Aparncia  tudo.

Ela podia entender muito bem porque Bankotsu se preocupava com a aparncia exterior, ao invs de considerar mais importante o interior das pessoas. Seu irmo de
criao poderia ser charmoso na presena dos outros. Apenas ela sabia que tipo de homem ele era realmente. Rin, e ela achava, seu pai, j que ele havia mandado Bankotsu
e a me embora. Rin no queria que Bankotsu fosse ao seu quarto. Era o nico lugar da casa em que ela se sentia segura longe dos seus abusos.

- Eu posso muito bem escolher minhas roupas sozinha  disse Rin.  No precisa se preocupar com coisas insignificantes.

- No  incomodo  Bankotsu cortou suavemente  Os credores logo comearo a vir receber a soma considervel que eu paguei para renovar o seu guarda-roupa. Seu gosto
modesto era um pouco juvenil. Voc deve mostrar a mercadoria, Rin. Quem melhor para dizer que vestido vai servir a seus propsitos do que um homem?

Quando Bankotsu se moveu a sua frente, como se esperasse que ela o seguisse como um animal de estimao, Rin bateu os ps.

- No quero voc em meu quarto, Bankotsu. Meu pai pagou por essa casa, embora pertena a sua me. Ele nunca teria me deixado aos cuidados dela se soubesse que ela
cairia to doente pouco tempo aps sua morte.

Seu irmo de criao parou ereto em frente s escadas, de costas para ela.

- Sim, realmente uma pena o que aconteceu com a duquesa. Mas seus advogados concordaram que ela no estava em condies de definir o seu futuro ou sua herana. Eles
ficaram muito felizes de passar a responsabilidade para mim.

Quando ele se voltou para ela, seu rosto estava vermelho e a veia ainda pulsava em sua testa.

- Eu tenho o controle sobre voc, Rin. Seu papai caduco no est mais vivo para me colocar para fora de casa. Voc far exatamente o que eu disser a voc para fazer,
ou sofrer as conseqncias. Conseqncias que eu acho que voc no gostar... ou talvez voc goste; quer pagar para ver?

Por mais corajosa que Rin gostaria de ser, ela deu o brao a torcer e abaixou o olhar. O que ele disse era verdade. Sua guarda havia sido dada a Bankotsu. Ele controlava
o seu dinheiro, que agora estava de forma imprudente perdido para ela. Bankotsu era viciado em jogo. Foi por esse motivo que ela conseguiu fugir com Sesshoumaru
do baile em Greenleys. Bankotsu tinha ficado jogando nas salas do fundo ao invs de acompanh-la como deveria ter feito. Um erro que, ela imaginava, ele no cometeria
novamente.

Seu irmo se voltou e se dirigiu s escadas  Voc vem irmzinha?

Rin olhou para o vestbulo e, por um momento, se sentiu tentada a fugir. Mas ela no tinha dinheiro prprio, nenhum lugar para ir, exceto de volta ao campo, e nenhum
meio de pagar a passagem para l. Por agora, ela estava  merc de Bankotsu. Mas ela ainda no havia desistido da idia de estragar os planos dele para ela. Como
iria conseguir sem faz-lo se zangar ao ponto de espanc-la ela ainda no havia planejado. Mas ela ia conseguir.

- Rin  ele chamou, seu tom mais mando  Venha junto comigo, como eu lhe disse para fazer.

De ombros cados, ela o seguiu, temendo muito seu encontro com Lorde Jenine daqui a dois dias e ainda sentindo a dor do tapa de Bankotsu em seu rosto.

- Ele  tudo o que voc disse que ele era, isso eu lhe garanto. Nenhum osso fora do lugar nesse corpo. O animal  magnfico  disse Lorde Pratt

Sesshoumaru escovou um fio imaginrio de seu casaco de montaria escuro. Ele pensava no por que, com sua reputao de criador de cavalos, as pessoas ainda pareciam
surpresas por sua integridade. Se ele no negociasse corretamente com as pessoas estpidas, ele no teria tal reputao como criador.

Ele havia retornado recentemente de sua propriedade no campo, onde havia tomado cuidado especial na escolha dos cavalos que traria para Londres para vender. Os Taishou
poderiam ser taxados de assassinos ou pior, mas no tinham rivais na criao de cavalos.

- Vamos l para dentro  disse o conde.  Poderemos beber um brandy no escritrio enquanto acertamos o pagamento pelo animal.

- Ainda  hora do ch  Sesshoumaru lembrou-o  Eu no gosto de bebidas alcolicas. Apenas o pagamento e tomarei meu caminho.

O conde acenou com a cabea, provavelmente feliz por se ver aliviado de sua funo de anfitrio. Sesshoumaru seguiu o cliente por um caminho de tijolos at a casa.
Assim que pisou dentro da casa, o murmrio de vozes pode ser ouvido vindo do salo de visitas.

- Minha esposa est oferecendo um ch  disse o conde  Ela esta introduzindo na sociedade  filha do falecido Duque do leste. Oh! Eu tinha me esquecido: voc conheceu
a jovem no baile em Greenleys.

A julgar pelo brilho astuto nos olhos do conde o homem mais do que sabia que Sesshoumaru e Rin j se conheciam. Ele estava especulando por fofoca.

- Sim, uma jovem adorvel  Sesshoumaru se ouviu respondendo.  Uma pena que o pato assado servido no jantar daquela noite no caiu bem para ela. Eu fui forado
a ajudar Lady Rin at sua carruagem a toda pressa antes que ela se envergonhasse na pista de dana.

- Oh  o conde suspirou  Bem, foi o que eu ouvi. Ela foi um pouco insolente, contudo  ele acrescentou  Danar com um homem a quem no foi propriamente apresentada.

- Danar comigo, voc quer dizer  Sesshoumaru falou lentamente  A dama  minha vizinha. Ela foi criada no interior e no sabia que eu era um parceiro de dana
inadequado. Eu deveria t-la poupado do embarao que ela sem dvida sofreria com relao a essa questo, mas ningum espera o melhor de mim.

- Claro que no  o conde concordou, ento percebeu o que havia acabo de afirmar e corou  Esse  o caminho para o escritrio.

Os finos tapetes no corredor quase camuflaram o som dos passos deles. Eles estavam passando pelo salo e as portas se abriram em boas vindas. Sesshoumaru lutou consigo
mesmo para no olhar para dentro da sala.

- William!

O conde parou bruscamente, forando Sesshoumaru a parar tambm.

- Voc me prometeu que viria ao meu ch e disse que o assunto do cavalo no iria demorar muito.

Lady Sakura, a mulher idosa do conde, parou quando viu Sesshoumaru escurecendo seu corredor. Ela colocou uma mo sobre o corao

- Oh eu no o tinha percebido que voc ainda estava cuidando dos seus negcios com Lorde Taishou. Por favor, perdoem minha interrupo.

Sesshoumaru sorriu para a senhora envergonhada. Ele sabia que a deixaria ainda mais nervosa.

- E eu peo que me perdoe por manter seu marido longe de suas obrigaes.

Ela acenou aceitando as desculpas, mas sua mo ainda estava repousando em seu corao, como se ela tivesse levado um susto e ainda no tivesse se recuperado.

- Eu ofereci um brandy a Lorde Taishou e ele sabiamente me apontou que ainda  muito cedo para bebidas alcolicas. Seria muito apropriado, querida, oferecer um ch
ao homem enquanto eu separo o dinheiro para pagar a compra do cavalo.

O conde obviamente pensou em punir a esposa por alguma transgresso anterior. Sesshoumaru pouco se importava em ser a ferramenta de seu castigo.

- Certamente Lorde Taishou  bem vindo para tomar um ch conosco  Lady Sakuta grasnou. Seu olhar amedrontado pousando em Sesshoumaru.  Seria uma honra se pudesse
se juntar a minha festa.

Ela estava fora de si, e Sesshoumaru sabia. Ele tambm suspeitava que a dama soubesse que ele nunca participava de uma coisa to chata quanto um ch social.

- Ficarei honrado em me juntar a vocs.

Sesshoumaru no conseguia acreditar que havia dito essas palavras. O modo como os olhos da senhora se arregalaram, mostrava que ela tambm no acreditava que ele
as havia dito. Sesshoumaru queria voltar atrs com sua aceitao, mas seu maldito orgulho no o permitiu. A verdade  que ele queria ver Lady Rin Ozawa novamente
e, por Deus, ele a veria.

CAPTULO 4

Sesshoumaru seguiu a dama para dentro do salo. A conversa foi de um rudo para um murmrio num piscar de olhos. Ele no estava vestido para uma visita social, mas
mesmo que estivesse ele duvidava que os presentes ficassem menos chocados de v-lo ali.

- Lorde Taishou  a dama o anunciou, - O cavalheiro ir se juntar a ns para o ch enquanto meu marido conclui uma negociao sobre um cavalo.

Lady Sakura tinha de dizer a razo por que Sesshoumaru estava l ou teria de enfrentar a fofoca de ter mau gosto para convidados para o ch. Por anos o ttulo ligado
 propriedade da famlia. Era essa a razo da sociedade se referir a Sesshoumaru como Lorde Taishou. Ele se sentou longe dos outros convidados, aceitando uma delicada
xcara que parecia estranha em suas mos grandes.

Uma vez que os murmrios sobre ele se acalmaram, ele pesquisou pela sala sobre a borda de sua xcara. Ele reconheceu lady Rin imediatamente, embora ela estivesse
de costas para ele. Ela se sentava bem, com a coluna reta. Uma cascata brilhante descia pelas suas costas, presos por um pequeno e bonito chapu azul com um pequeno
vu. Uma pena, ele pensou, esconder aquele rosto.

Sua pele parecia mais plida em contraste com o vu escuro, suas maas do rosto e os grandes e expressivos olhos estavam borrados atrs da fina obstruo, mas sua
boca  Deus, com o rosto parcialmente escondido fez com que seu olhar automaticamente se focalizasse sobre seus cheios lbios vermelhos. Ele se lembrava do gosto
deles. Eles eram doces como frutas maduras.

Como se sentisse seu escrutnio, Lady Rin olhou para ele. Seus olhares se encontraram e se fixaram embora o vu manchasse qualquer reao que ele pudesse discernir
em seus olhos adorveis. Rapidamente ela retomou sua conversao, ignorando-o. Obviamente ela havia aprendido a lio sobre ficar brincando com homens perigosos.
Uma pena pensou. Ele adoraria ensin-la outra lio.

Quando ela se separou do grupo e andou pela sala admirando as pinturas que cobriam toda uma parede, Sesshoumaru no pode evitar observ-la. Ela no era nem alta,
nem baixa. Sua cintura era pequena, seu quadril ondulava levemente sob seu vestido.

Embora modestamente vestida, a curva de seus seios se projetando com deleite sob seu corpete apenas fazia com que um homem sentasse e ansiosamente considerasse remover
todo aquele tafet para chegar at eles. Sesshoumaru teve mais do que um vislumbre de seus abundantes encantos. Ele os tocou e beijou. Ele queria mais.

Ele levantou-se e colocou a xcara de lado, mas ao invs de sair da sala, como pretendia, ele se aproximou dela. Ela o atraia. Querendo ele ser atrado ou no.

- Percebo que j se recuperou do baile de Greenleys  ele disse assim que chegou ao lado dela.  E obviamente no aconteceu nada de mais pela sua ousada travessura
ou a senhorita no estaria aqui agora.

Ela o olhou rapidamente: - Por favor, no me dirija a palavra  ela disse, voltando a prestar ateno s pinturas.

Normalmente, Sesshoumaru no via problema em evitar mulheres. Era muito simples, na realidade. Um homem tem apenas de passar reto. Ele deu um passo para perto dela,
fingindo achar  pintura berrante que ela estava estudando interessante.

- Duas noites atrs voc me pediu para compromet-la. Voc teria me permitido arruinar sua reputao completamente. Hoje voc me pede para fingir que nunca a vi.
Mulheres. Instveis como o pecado.

- Aproximar-me do senhor foi um claro erro de minha parte.  ela disse pelos lbios apertados.  Se o senhor tivesse um pouco de educao, faria o que lhe pedi e
me deixaria em paz.

Ele coou o queixo e considerou:

- Desculpe-me. Eu no tenho educao. Pensei que soubesse disso.

Ela se afastou dele e parou em frente  outra pintura.

- Tenho de discordar. O senhor tem boas maneiras, embora prefira permitir que a sociedade pense de outro modo.

Ento, ela parou para pensar sobre isso. Obviamente apenas por um momento.

- Eu no me importo com o que a sociedade pensa.  ele disse.  A senhorita realmente acredita que eu no sei o que pretendia no Greenleys? Voc se aproximou de
mim num desafio. Voc se balanou como uma isca para ganhar o favor de suas amigas. Teve sorte de eu no ter levado o jogo mais longe do que voc pretendia.

- Sorte?  Percebendo que falou muito alto, ela deu um passo para mais longe dele.  Sorte no teve nada a ver com isso! Mesmo levando-se em considerao sua m
reputao, eu sabia que no corria srio risco. Nenhum homem  to tolo em pensar que poderia seduzir uma inocente e no enfrentar as repercusses da sociedade.
Nem mesmo o senhor.

- E eu sou um covarde.

Ela levantou a cabea em sua direo  O que disse?

Sesshoumaru se inclinou para ela.  Voc acha que eu sou um covarde  ele repetiu. Voc acredita que eu no tirei vantagem da situao com medo de represlias. Voc
esta certa. Mas a represlia que eu temo no  a que voc pensa. Estou muito tentado a pedir uma nova chance para provar que est errada.

Ela enrubesceu  No haver segunda chance  disse.  Cometi um erro. Um que no pretendo repetir.

Quando ela se afastou, Sesshoumaru no a seguiu. Ele ainda tinha um pouco de bom senso, se bem que ele parecia abandon-lo quando estava em companhia de Rin. Pelo
canto do olho ele a observava. Ela falou algo com a esposa do conde, recebeu informao e deixou a sala. Havia se retirado para o reservado, ele imaginou.

Sesshoumaru tambm precisava sair. Ele tinha de concluir as negociaes e quanto antes, melhor. Ele queria sair da casa, ir bem longe de Lady Rin e do feitio que
ela havia lanado nele. Ele conhecia muito a respeito de feitios e maldies para lev-los a srio.

Ele quase atropelou Rin no corredor. Eles tentaram passar ao lado um do outro, os dois se movendo na mesma direo, depois se voltando ao outro lado. Era cmico.
 Vamos danar novamente?  ele provocou.

Ela no riu.  Deixe-me passar, por favor!

Seu humor desapareceu.  Voc no parece nem um pouco amigvel como da ltima vez em que nos encontramos.  Sesshoumaru disse.  Voc tem o hbito de se oferecer
aos homens que no conhece? Se for assim, devo avis-la de que da prxima vez voc pode se dar mal.

- Eu j lhe disse, no haver uma prxima vez, Lorde Taishou.  ela respondeu sua voz fria.  Nosso ltimo encontro foi uma mal passo de minha parte, e temo que
tenha sido uma reao ao champanhe. J fui aconselhada a ficar longe de bebidas alcolicas, e, tambm, para no ser vista em sua companhia. Nenhum dos dois, agora
est claro para mim,  benfico para a sade de uma mulher.

O corredor estava mal iluminado, mas Sesshoumaru tinha uma excepcional viso no escuro. Agora que eles estavam face a face, ao invs de fingirem que no estavam
conversando, como no salo, ele achou ter visto algo embaixo do vu que ela estava usando, algo que o perturbou. Quando ele se aproximou da leve obstruo, ela hesitou.
Apesar disso, ele levantou o vu. O que viu gelou seu sangue.

- O que aconteceu com seu rosto?

Ela afastou sua mo e rapidamente abaixou o vu.

- No  de sua conta, Lorde Taishou. Peo-lhe novamente, permita-me passar.

Quando ela tentou se afastar, ele bloqueou seu caminho.

- No fui eu quem fez isso, foi?  Ele sabia que havia sido passional, mas rezava para que no tivesse sido rude com ela.

Seus olhos, meramente entrevistos atravs do vu se suavizaram.  No  ela garantiu.  Eu sou terrivelmente desastrada. Eu tropecei to logo cheguei do baile. Ca
e bati meu rosto numa cadeira. No foi nada de mais.

Sesshoumaru levantou o vu novamente. Gentilmente tocou a pequena e redonda contuso.  Nunca vi uma mulher se mover to graciosamente quanto voc, quando atravessa
uma sala. Voc parece uma princesa, fazendo a corte.

Seus clios se abaixaram.  Voc sempre insulta uma mulher, Lorde Taishou, e depois recita poesias para elas no prximo minuto?

- No  respondeu honestamente.  Nunca. E pode me chamar de Sesshoumaru. Sermos formais um com o outro  um pouco estranho, considerando-se o que j passamos juntos.

Ela o olhou. Algo brilhou em seus olhos. Ele no tinha certeza se era raiva... ou desejo.  Vou lhe pedir mais uma vez para esquecer esse assunto.

- J tentei  ele admitiu  Centenas de vezes.

Ela colocou a mo no pescoo.  Ento deve tentar mais. Voc no entende, eu no considerei o perigo...

- Sei.  Sesshoumaru a interrompeu, e ele sabia, e se sentiu idiota por acreditar que, por um momento, ela poderia por os boatos de lado e julg-lo de modo justo
 Mas no tem mais dvidas depois de ter sido informada com que tipo de homem esteve brincando no baile em Greenleys.

Ele se surpreendeu quando ela levantou a cabea e o observou atentamente atravs do vu  Voc  um assassino, Lorde Taishou?

Sesshoumaru estava acostumado com sussurros pelas costas. Raramente havia algum com coragem suficiente para confront-lo face a face.  O que voc acha? Incomodava-o
por honestamente querer saber sua resposta. Incomodava-o se importar de repente com o que algum pensasse dele.

- Penso que se voc fosse um assassino talvez no estivssemos tendo essa conversa.

Ele sorriu com sua esperteza.

Ela o surpreendeu novamente dizendo  Voc devia fazer isso com mais freqncia. Voc no parece nem um pouco amedrontador quando sorri.

Sesshoumaru sossegou. Ela podia no acreditar nos boatos sobre ele ser um assassino, mas no sabia toda a verdade. Ela no sabia sobre a maldio que pesava em sua
cabea. Ela no sabia que era um absurdo para ele estar conversando com ela. Ela era proibida para ele. Tanto quanto ele era proibido para ela.

- Prometa-me que de hoje em diante voc vai ter mais cuidado sobre com quem voc anda de carruagem, Lady Rin.

A face de Rin inflamou-se sobre o vu. Percebeu que estava flertando com ele, embora no tivesse muita pratica nessa rea. Ela estava flertando e se lembrando.

Lembrando dos toques das mos dele sobre sua pele, da boca dele se movendo contra a dela. Ele era perigoso, mas Lorde Taishou no entendeu que o perigo a que Rin
se referiu antes era Bankotsu. Quando ela viu Lorde Taishou no Greenleys ela ficou to subjugada pela sua bela face que nem prestou ateno aos sussurros. Ela ouviu
apenas o suficiente para perceber que ele era perfeito para arruinar sua reputao. Mas Bankotsu a avisou para ficar longe desse homem e se ele os visse juntos...

- Lorde Taishou  ela tentou se recompor e finalizar a conversao  Eu lhe sou muito grata. Foi muito bom que pelo menos um de ns tivesse um pouco de juzo. Quer
dizer, que voc no tenha ido mais longe do que foi. Acho que tive sorte de voc ter sido...

- Um covarde?

Um arrepio correu por sua espinha. Como ele sabia que ela havia dito isso sobre ele? Ele no poderia t-la ouvido.  Eu ia dizer um homem honrado. - Mas isso tambm
no era realmente a verdade.

- Voc pediu  ele lembrou - eu simplesmente fiz o favor.

Ele no fez o favor, mas ela no ia recomear novamente. Rin precisava voltar para o ch. Ela no podia olhar para a boca de Sesshoumaru sem se lembrar de seus beijos.
No podia olhar para suas mos sem lembr-las tocando sua pele nua. E ela pensou que havia imaginado o quo lindo ele era, mas estava errada. Ele era pecaminosamente
bonito.

- Quando voc me olha desse jeito, eu me arrependo de nosso primeiro encontro.

Ela rapidamente abaixou os olhos.  Eu tambm me envergonho de meu comportamento. Devemos tentar esquecer o que aconteceu.

- Eu quis dizer que me arrependo do que no aconteceu.

Rin o encarou novamente. Ele tinha a impresso errada dela. Que homem no teria? Ela mesma no sabia o que pensar de si mesma. Ela nunca reagiu to audaciosamente
a um homem antes. Ela pensava que o romance era algo frio, impessoal, mas agora sabia que era diferente.

- Voc no  um cavalheiro, Lorde Taishou!

Ele pegou sua mo e a trouxe aos lbios  Isso era algo que voc j sabia.  ele disse, ento virou sua palma para cima e beijou seu pulso. Sua pulsao se acelerou.
Ela retirou a mo rapidamente como se tivesse sido queimada.

- Algum problema, Rin?

Rin ficou tensa. Ela olhou por sobre Sesshoumaru. Aconteceu exatamente o que ela temia. Bankotsu estava parado olhando para ela, sua expresso calma, embora ela
visse a veia que pulsava em sua testa.

- No, Bankotsu  ela respondeu.  Eu j estava voltando para o ch.

Sesshoumaru se voltou e olhou para seu irmo de criao. Ele o reconheceu dos clubes, embora nunca tivessem conversado.  Voc deve me perdoar por manter Lady Rin
afastada da festa. Encontramos-nos acidentalmente aqui no corredor. J que danamos juntos em Greenleys e ela passou mal, queria saber de sua sade.

- A sade dela esta tima  Bankotsu disse friamente. Seus olhos se moveram para Rin, e Sesshoumaru viu um brilho de raiva se acender nos olhos escuros.  Pelo menos
por enquanto.

Sendo um homem intuitivo, Sesshoumaru imediatamente percebeu uma corrente oculta perturbadora entre Rin e seu irmo.

- Retorne ao salo, Rin  Bankotsu ordenou  J irei me encontrar com voc.

O olhar de Rin passou de um homem a outro.  Pensei que voc me acompanharia Bankotsu.

- Faa o que estou mandando  Bankotsu disse de modo cortante.

Sesshoumaru observou Rin passar por eles e sair do corredor. Seus olhos fixos no balano de seus quadris. Foi inconsciente, mas ele percebeu o que fazia e rapidamente
desviou os olhos para Bankotsu.

- Ela  adorvel, no ?  perguntou.

- Muito  Sesshoumaru concordou.

O homem lhe deu um olhar duro  Fique longe dela.

Embora Sesshoumaru no pudesse culpar o homem por ser protetor com a irm, algo sobre Bankotsu imediatamente o incomodou de modo estranho. Ele estava acostumado
a insulto, mas no estava acostumado a ameaas. Era fcil evitar confronto. Era s passar longe. Sesshoumaru encarou o homem com seu prprio olhar frio.

- Lady Rin no tem de temer nada de mim... e espero que ela no tenha de temer nada de voc. - Ele no sabia por que disse essa ultima parte. Novamente, instinto.

O rosto de Bankotsu ficou vermelho  No sei o que est insinuando, mas minha irm  assunto meu.

- Irm de criao, no ?  Sesshoumaru continuou a instigar.

Bankotsu mudou de ttica e sorriu, embora sua riso no tenha chegado a seus olhos escuros.  Sim. E embora no tenhamos laos de sangue, eu lhe asseguro que me preocupo
muito com Rin, Desejo v-la se casando bem nessa temporada. Voc sabe que qualquer ateno que dispensar a ela causar fofoca e por sua reputao em risco. Duvido
que voc tenha honra, mas peo que leve o futuro bem-estar dela em considerao e evite comparecer em qualquer evento social desta temporada.

A audcia do homem surpreendeu Sesshoumaru. O fato de que o mais velho dos irmos Taishou raramente comparecia a eventos sociais estava fora de questo. No passado,
a escolha tinha sido dele.

-  claro que voc est certo  Sesshoumaru disse, ento sorriu em resposta, com a mesma expresso sem emoes que Bankotsu mantinha.  Eu no tenho honra.

Sesshoumaru se voltou e continuou a andar pelo corredor, onde esperava, chegaria ao escritrio do conde. Ele sentia o olhar de Bankotsu em suas costa. Ele tinha
algo a dizer ao homem, e voltou-se.

- No futuro, mantenha suas mos longes de usa "querida irm" ou voc vai ter que lidar comigo. E eu lhe prometo, isso  algo que voc no desejaria a seu pior inimigo.

Bankotsu no respondeu, mas Sesshoumaru no esperava que ele o fizesse. Por mais que se orgulhasse sobre aceitar sua cota na vida, permanecendo nas sombras com relao
aos assuntos da sociedade, ele no era o tipo de homem que fica parado quando v uma mulher sendo abusada. Talvez Rin tivesse realmente causado seu ferimento, mas
Sesshoumaru suspeitava que esse no era o caso.

Ele analisaria a situao, julgaria sua reao e veria se, como sempre, ele no estava correto quando o assunto era seu instinto. E se Bankotsu colocasse as mos
sobre Rin novamente, ele sairia machucado.

Sesshoumaru tentou refrear seus pensamentos. Ele deveria rir do absurdo de suas noes. Ele protegendo Lady Rin? E novamente no tinha certeza de que ela necessitasse
de sua proteo.

Ele deveria estar mais preocupado em saber quem a protegeria dele. Ele quase perdeu o controle com ela no baile. Ele nunca tinha se sentido to atrado fisicamente
por uma mulher em toda a sua vida. Ele j pensava no curto passeio pelo gramado que os separava. Uma fronteira pattica realmente  de pouca conseqncia para um
homem com habilidade atltica.

Lady Rin se comportou friamente com ele hoje. Ele queria senti-la quente novamente, ver seus olhos cheios de desejo, ver seus lbios separados num convite. Ele queria
tudo o que haviam partilhado na primeira noite em que se encontraram... e mais. E ele iria conseguir. Ele sabia disso tanto quanto ele sabia que seu futuro estava
maldito. Deus o ajudasse, ele no iria resistir.
CAPITULO 5

Rin no poderia se sentir mais aliviada quando viu Bankotsu retornar ao ch social de Lady Sakura e Sesshoumaru no. Tinha algo de irresistvel em Lorde Taishou.
Bem, ela se corrigiu mentalmente, tudo nele era irresistvel. Mas ela tinha que evit-lo.

No havia sentido em irritar Bankotsu. Embora ela no pudesse evitar pensar, enquanto Lorde Jenine se aproximava dela vindo do outro lado da sala, por que Sesshoumaru
no poderia ser considerado uma boa escolha no mercado de casamentos, ao invs desse homem horroroso que Bankotsu queria for-la a aceitar.

- Lady Rin.  o visconde disse, pegando sua mo e babando sobre ela.  Estou muito satisfeito de encontr-la ainda aqui. Estou lamentavelmente atrasado.

Lamentavelmente grudado em sua cabea, mas ela conseguiu sorrir.  Fico feliz em rev-lo, Lorde Jenine.  Rin lutou para libertar sua mo e enxug-la no vestido.

Boa tarde, Jenine - Bankotsu se juntou a eles. - Vejo que est formidavelmente atrasado - ele disse com desdm. - Pena que no chegou um pouco mais cedo para caar
o Lobo.

Jenine ergue a sobrancelha - E que lobo seria esse?

Lorde Sesshoumaru Taishou - Bankotsu falou pausadamente. - Parece que ele est interessado em minha pobre irmzinha.

Rin ficou chocada por Bankotsu discutir tal assunto com o visconde. O homenzinho se inflou como um sapo.

O maldito nunca mostrou qualquer interesse por um de ns anteriormente. Ele parece gostar mais de prostitutas. Ele piscou para Rin. Ela no achou graa alguma no
comentrio.

A mulher que foi encontrada assassinada em sua propriedade - explicou-lhe Bankotsu - Era uma prostituta.

Rin ainda no achou graa. Ela se ocupou com as dobras do vestido. - Eu no creio que Lorde Taishou, ou mulheres desse tipo sejam assuntos prprios para serem discutidos
entre cavalheiros e damas.

Ambos a olharam de modo frio, como se ela no tivesse direito  opinio. Finalmente Lorde Jenine encolheu os ombros.

Perdoe-nos nossos modos rudes - ele disse. - Certamente encontraremos assunto mais prazerosos que os irmos Taishou. Voc sabe sobre a maldio que os assombra?

Apesar de no haver mudana de assunto, Rin ficou curiosa sobre o homem - Maldio?

Insanidade - disse Lorde Jenine. - O pai se matou. A me o seguiu a sepultura pouco depois, e dizem que estava completamente louca antes de partir. Os filhos, deles,
embora ningum saiba o que aconteceu com o caula, esto marcados com o mesmo sangue, e vindo de ambos os lados, bem, no h como escapar. Nenhuma mulher decente
se ligar a uma famlia com tal histria. Eles fizeram um juramento, acredito, de nunca se casarem. Uma sbia deciso.

Talvez devssemos mesmo falar sobre outra coisa - cortou Bankotsu - Voc vai ao clube quando sairmos daqui?

Jenine concordou - Excelente idia. Voc deve se juntar a mim, Bankotsu. Talvez voc consiga recuperar um pouco da fortuna que ainda me deve.

Rin no pode deixar de notar que Lorde Jenine lembrou a Bankotsu de sua dvida, mas no estava interessada na conversa deles. Ela estava pensando em Sesshoumaru.
Que horrvel para ele. Ser amaldioado com a loucura. Seria ele j insano? Ela no pensava assim. Mas certamente se estava no sangue tanto da me quanto do pai,
acabaria o atingindo um dia. Teria ele feito um juramento de se manter solteiro? Seria essa mesma a sua deciso? Talvez a sociedade tivesse decidido por ele.

Voc nos acompanhar amanh?

Ele compreendeu que Jenine lhe fizera uma pergunta - Desculpe-me?

No acho que seja uma boa idia, considerando-se tudo  Bankotsu respondeu por ela.

Por favor, Bankotsu! Ns estaremos junto com ela. Quero s ver Taishou tentar sair da linha. Ns o espancaremos at ele virar uma polpa de sangue.

Bankotsu sorriu considerando a idia, mas Rin ainda no tinha certeza sobre o que eles estavam discutindo. - Desculpe, no entendi onde o senhor quer que eu o acompanhe
amanh, visconde.

Estou pensando em comprar uma parelha de cavalos para minha carruagem. - Explicou. - Taishou pode ser um assassino, e logo pode estar louco como seus pais amaldioados,
mas ele sabe como criar cavalos. Eu pensei que voc gostaria de ir comigo e seu irmo de criao quando da compra.

Agora Rin entendeu o que Lady Sakura havia dito sobre negcios com cavalos. Ela podia ver a casa de Sesshoumaru da sacada de seu quarto e se perguntava do porqu
de um estbulo to grande em uma casa de cidade.

Ela achava melhor no ir. - Negcios com cavalos  assunto masculino - disse, embora no acreditasse nisso. Ela era uma amazona competente e sabia muito bem julgar
as qualidades do animal.

Mas eu quero que voc v. - Jenine zangou-se. Ele se voltou para Bankotsu com uma expresso muito sria - Eu a quero l.

Seu irmo de criao encarou o outro homem por um momento, depois deu de ombros - No vejo mal algum em lev-la conosco. Como disse, ela estar protegida.

Rin compreendeu que no tinha voz ativa com relao ao fato quando os dois comearam a discorrer sobre os clubes e quais eles visitariam depois do ch. Ela tentou
visualizar Bankotsu e Jenine levando a melhor sobre sesshoumaru Taishou em uma luta. Apesar de t-lo considerado um covarde no baile em Greenleys, ela no conseguia
imaginar Lorde Taishou como perdedor numa batalha de socos. Ela o veria amanh. Sua pulsao se acelerou com o pensamento.

O condutor a levar para casa assim que acabar essa reunio - Bankotsu a avisou. - Eu a verei depois de jogar um pouco. Discutiremos o que aconteceu no corredor,
ento.

Ela tinha sido tola ao pensar que seu irmo deixaria passar o fato. Ser que ele bateria nela apenas por ter tido a infelicidade de cruzar com Lorde Taishou no corredor?
Seu estmago se torceu ao pensamento. Prometia ser uma tarde muito longa, enquanto esperaria pelo retorno de Bankotsu. - esperando para ver que punio ele tinha
em mente.

Caminhar de um lado para o outro parecia acalmar seus nervos. Rin fazia isso, enquanto Lydia, sua criada pessoal, trocava as roupas de cama. Sua opinio sobre Lorde
Jenine no havia mudado. O homem era repulsivo, como ela havia considerado da primeira vez que o tinha visto. Sua opinio sobre Sesshoumaru Taishou havia mudado
um pouco. Ela no o considerava mais um covarde. Ela no deveria ficar pensando nele. Mas mesmo dizendo isso a si mesma, Rin foi at a sacada de seu quarto e ficou
olhando para fora em direo  casa ao lado.

O que vou fazer?

Voc deve fazer o que seu irmo de criao quer e encontrar um bom marido. - Lydia, a criada, respondeu, como se a pergunta tivesse sido dirigida a ela, quando na
verdade ela havia apenas pensado alto. - Eu vejo o modo como ele a olha quando a senhorita est distrada. No vai demorar muito para ele se arrastar at seu quarto
durante a noite e subir em sua cama.

Lydia! - chocou-se Rin. - Voc no deve dizer essas coisas! A criada no deveria dizer tais coisas, principalmente porque Rin no queria encarar a possibilidade
de seu irmo de criao ter desejos por ela. J era horrvel sofrer os abusos fsicos. Ela tinha dado muita liberdade  criada, ou Lydia jamais teria coragem de
dizer tal coisa a ela. Mas a jovem era a nica amiga que Rin tinha feito, ou provavelmente faria desde que Bankotsu a tinha enganado para vir a Londres com ele -
desde que ele a prendeu em casa. Rin prezava essa amizade, muito embora a sociedade torcesse o nariz com relao a tal combinao.

Sem considerar a advertncia, Lydia deu de ombros - A senhorita acha que no conheo os apetites do senhor? - A criada estremeceu visivelmente - Toma o que deseja
aquele. - Da ltima vez que ele me ordenou a ir para a cama com ele, pensei que me mataria com seus modos rudes. Sangrei por uma semana, isso sim!

Rin achou que seu queixo havia cado. Sua vida no interior havia sido plenamente protegida. Ela certamente j havia ouvido a troca de palavras vulgares entre as
criadas, mas nada do modo como Lydia estava insinuando.

Lydia, voc esta me dizendo que bankotsu... que ele se imps a voc?

Ele acha que nenhuma mulher v dizer no ao seu lindo rosto. - Lydia a olhou enquanto batia um dos travesseiros. - Mas ns sabemos que ele no  to bonito por dentro,
no , Lady Rin?

Rin atravessou o quarto para se aproximar da empregada - Por que voc no contou a algum, Lydia? Por que voc continua trabalhando aqui se sujeitando a tais atos
contra sua vontade?

A empregada deu de ombros, novamente. - No tenho famlia; a senhorita sabe, E eu preciso desse emprego. O senhor disse que se eu no fizer o que ele manda, ele
no me dar nenhuma referencia. Ele pode no ser de alta classe social, como a senhorita, Lady Rin, mas ele pode tornar minha vida mais difcil do que j .

Rin levou uma das mos  tmpora e a massageou. -  um comportamento inaceitvel. Ele no pode continuar lhe tratando como se voc no tivesse poder de deciso sobre
algo to ntimo. Como se voc fosse apenas um objeto criado por Deus apenas para satisfazer-lhe os desejos, no considerando seus sentimentos.

Lydia tocou-a nos ombros  Ele j parou com isso. E eu temo pela senhorita embaixo do mesmo teto que ele. Faa o que ele pede e salve-se enquanto ainda pode. Se
ele me chamar a sua cama novamente, eu juro que pulo dessa sacada antes de permitir que ele me estraalhe como da ltima vez. Nenhuma mulher deveria sofrer tal humilhao.

Os olhos de Rin passearam pela sacada como se considerando se ela no deveria pular ao invs de viver com o medo do que Bankotsu lhe faria ou de se casar com Lorde
Jenine. Como a pobre Lydia, ela tambm no tinha famlia. Nenhum tio querido que viesse salv-la, nem primos com quem procurar abrigo. Estava s no mundo, como a
criada.

- Sinto muito, Lydia  disse suavemente.  Sinto pela sua vergonha e sofrimento. Falarei com Bankotsu sobre isso, pode ter certeza.

- No, milady  Lydia sussurrou  Se ele souber que lhe contei, ele me machucar mais. No faa nada contra ele. No por minha causa.

Rin abriu a boca para retrucar, mas uma batida soou na porta e, falando no diabo, ele entrou. Lydia abaixou os olhos rapidamente e fugiu pela porta. Rin enfrentaria
Bankotsu sozinha.

- Temos de conversar, irmzinha.

Sentindo ainda o golpe da confisso de Lydia, e se debatendo se deveria cham-lo a responsabilidade, ou no, apesar do pedido da criada, ela se manteve quieta. Mas
comeou a se defender, imediatamente.

- Foi um acidente meu encontro com Lorde Taishou no corredor, no ch de Lady Sakura  ela disse.  Eu jamais o procuraria propositadamente depois da advertncia
que voc me fez.

Bankotsu levantou uma sobrancelha. Ela sabia que, apesar dele no demonstrar, ele estava secretamente satisfeito de entrar no quarto e, imediatamente, v-la balbuciando
sobre sua inocncia como uma idiota sem coragem. O medo a transformou numa covarde. Mas Rin no poderia se manter em silncio com relao  criada.

- E... voc no deve tocar em Lydia novamente.

Sua ordem apagou a expresso orgulhosa do rosto de seu irmo de criao:

- O que aquela vagabunda andou te falando?

Rin se afastou inconscientemente quando ele se aproximou.

- Ela  eu  quer dizer...  ela se esforou a se manter firme.  Ela acidentalmente deixou escapar que voc tem exigido certos direitos que no so seus para exigir,
Bankotsu. Ela disse que no estava disposta e que voc a forou.

Ele se aproximou e agarrou seus ombros, enterrando os dedos fortemente em suas carnes. Rin retrocedeu, mas no se acovardou.

- Os serviais dessa casa no so de sua conta  ele rosnou  Voc vai levar em considerao a palavra de uma criada, uma prostituta, ao invs da minha? Posso lhe
garantir que ela veio se insinuando em minha cama, esperando ganhar um pouco mais. Eu no peguei nada que ela no estava disposta a oferecer. Como voc ousa me confrontar
com esse assunto! Voc no tem nenhum direito aqui, Rin no sob meu teto!

Quando mais ele enterrava os dedos em sua pela, mais difcil era para Rin permanecer forte frente ao inimigo. E Bankotsu era o inimigo. Ela no tinha nenhuma dvida.
Seus dedos apertaram mais fortemente e Rin no conseguiu segurar o lamento que escapou de seus lbios.

- Eu entendo, ela murmurou.  Por favor, bankotsu, voc est me machucando!

Como se precisasse de mais vontade do que ele era capaz, Bankotsu a soltou e deu-lhe as costas.

- Voc consegue me deixar nervoso. Voc vive se esquecendo que sua situao atual  totalmente diferente daquela a que voc estava acostumada. Seu pai me expulsou,
sabia? Eu considerei a idia de ser capaz de expuls-la, ou jog-la aos ces, ou fazer o que eu quisesse com voc.

- Isso foi h muito tempo atrs  Rin o relembrou, esfregando os pontos doloridos nos ombros.  Eu era uma criana, voc um jovenzinho, mal sado das calas curtas.
Eu no tive nada a ver com a partida sua e de sua me. Na realidade, eu chorei quando a duquesa me disse que tinha de partir. Eu senti muita falta de sua me todos
esses anos. Foi por isso que eu vim com voc, esqueceu? Para v-la.

- Claro que eu sabia de seus sentimentos para com ela, e os dela para com voc. Por isso eu sabia que voc viria. Voc veio para uma armadilha, idiotinha!  ele
a insultou.  Agora, voltando para assuntos mais urgentes. Amanh cedo voc acompanhar Jenine e eu at a jia e orgulho de Lorde Taishou a ao lado. Seus estbulos.
Espero no haver mais nenhum problema entre Lorde Taishou e voc. Eu odiaria ter de espanc-lo. Como disse a Jenine, Taishou ficou apavorado quando eu o adverti.

Rin controlou sua lngua, mas duvidava seriamente de que seu irmo tivesse apavorado Lorde taishou. Nesse momento, ela falaria qualquer coisa para que bankotsu a
deixasse sozinha. Raramente eles podiam ficar sozinhos sem que ela o irritasse.

- Se voc quer que eu v, eu irei  ela disse.  Posse ver sua me agora  tarde? Tenho sido desleixada em minhas visitas e desejo compensar.

Bankotsu encolheu os ombros  Suponho que deva. Acabei de mandar servir o ch para ela. Uma mistura especial de que ela gosta muito. D-lhe minhas lembranas.

O modo como ele fez o ltimo comentrio foi sarcstico, mas Rin estava muito feliz por v-lo partir para se importar. Ela caminhou at o espelho, aplicou p para
esconder o pequeno ferimento da face, pegou sua cesta de costura e subiu ao terceiro andar.

A duquesa cochilava numa cadeira perto da janela. O remanescente de seu ch matutino estava colocado em uma mesa junto a ela. Mary, a governanta, estava ocupada
em limpar o quarto sombrio.

- Ela est melhor hoje?  Rin perguntou  governanta.

A mulher sacudiu a cabea  No consegui tirar um pio dela j por dois dias. A mente dela parece estar em outro lugar. Ela est to terrivelmente cansada que eu
quase no consigo mais tir-la da cama e coloc-la na cadeira para evitar que fique com feridas.

Rin se ajoelhou perante a madrasta e tomou-lhe as mos geladas entre as suas.

- Boa tarde, Sua Graa. Sinto muito no ter vindo visit-la com mais freqncia. Eu prometo melhorar meu comportamento com relao a isso.  Ela se voltou para Mary
 Ficarei com ela um pouco. Tenho certeza que voc tem outros afazeres.

- Deus a abenoe, tenho mesmo.  admitiu a governanta.  O senhor Bankotsu nos mantm apurados. So poucos de ns para fazermos todo o servio que precisa.

A diminuio de serviais foi obviamente uma necessidade dos agora parcos fundos de bankotsu, juntamente com a diminuio dos mveis l embaixo. Rin tinha certeza
que o irmo de criao vendeu tudo o que era valioso na casa para alimentar seu vcio em jogo e pagar seu reduzido nmero de criados.

Aps Mary sair da sala, Rin tentou pensar em algo alegre para conversar com sua madrasta. Ela no esperava que a dama respondesse. Os olhos da duquesa estavam sempre
fechados, como se ela no vivesse mais nesse mundo, mas tivesse fugido para outro. Rin desejava poder fazer o mesmo, nesse momento. Ela esperava poder represar suas
emoes, mas os ombros ainda doloridos e a perspectiva de permanecer em uma casa onde o abuso estava se tornando uma companhia habitual levaram a melhor sobre ela.
Abaixou a cabea e se permitiu a fraqueza de chorar. Um momento depois, a mo da madrasta lhe tocou os cabelos.

O toque gentil da mulher, num mundo que havia se tornado violento, apenas trouxe mais lgrimas. Rin continuou a chorar enquanto a senhora, seus olhos ainda encobertos
e fixados num ponto cego, acariciava seus cabelos.

Ficaram assim por um tempo; ento a mo da senhora caiu, revelando que ela havia adormecido. Rin se levantou, pegou uma manta da cama e cobriu a duquesa. Ela ficou
em seu trabalho de costura at Mary voltar para fazer companhia  pobre senhora.

 noite, Mary preparou um banho morno para Rin e ela permitiu que a gua perfumada aliviasse suas dores externas. Nada poderia aliviar o turbilho interno. Ela precisava
de um salvador.

Uma viso do lindo rosto de Sesshoumaru Taishou surgiu. Talvez porque ele se parecesse com um anjo com sua linda cabeleira prata. Mas no, ela sacudiu a cabea para
apagar a viso. Ele no era um anjo. Mas seria ele um assassino? Seria louco?

Rin deslizou para a cama com essas perguntas girando em sua mente. Estava quase adormecida quando sentiu uma presena em seu quarto. Seu primeiro pensamento foi
de que Lydia estava certa sobre as atenes no naturais de Bankotsu com relao a ela e que ele havia conseguido destrancar sua porta. Ela se sentou, seus olhos
procurando pelo quarto imerso em sombras. Uma sombra escura estava parada perto da porta da sacada.

- Bankotsu? - ela sussurrou, o medo agitando seu corao.

Ele entrou em um facho de luar deixado pelas portas abertas da sacada e ela viu que no era seu irmo. Talvez Rin devesse ter ficado mais amedrontada pela sua identidade,
mas ela ficou estranhamente aliviada.

- O que voc est fazendo aqui, e como conseguiu entrar?

Sesshoumaru, vestido em uma camisa de tecido branca aberta no pescoo, e calas pretas justas, deu um passo para frente.

- Voc no deveria dormir com suas portas abertas  ele disse  E a grade a fora no e difcil de escalar, no se o homem estiver determinado.

Rin puxou as cobertas para cima do pescoo.  Determinado a fazer o que?

Ele a encarou por um momento, longo o suficiente para preencher de tenso o ar entre eles. Ento disse.

- Conversar com voc em particular.

- Conversar comigo?  Teria ela detectado desapontamento na prpria voz?  Conversar comigo sobre o que?

Sesshoumaru se aproximou dela.

- Sobre esse machucado em seu rosto. Tem me incomodado.

Suas narinas se alargaram levemente enquanto ele se aproximava. Lorde Taishou tinha um cheiro especial. No era nem um pouco desagradvel. No era resultado de nenhum
perfume, mas natural. Ela no conseguia identific-lo exatamente, mas lembrava a ela de perigo. Ou masculinidade. Ou algo selvagem.

- Eu lhe disse sobre minha falta de jeito  ela o relembrou.  Voc no deveria estar aqui. E voc no  to desprovido de boas maneiras que no consiga compreender
isso.

- Seu irmo de criao deveria estar aqui?  ele questionou  Em seu quarto, a essa hora da noite? Voc pensou que eu fosse ele um momento atrs.

Ela torceu para que a escurido escondesse o embaraoso rubor que subiu pelo seu pescoo.

- Por que no deveria? Ela respondeu.  Ele  o dono da casa. Faz sentido que eu pensasse que fosse Bankotsu, talvez vendo se eu estava bem.

-  um hbito dele?

Rin engasgou quando ele ousou sentar na beira de sua cama. Ela se afastou para longe dele, tanto quanto permitia seu colcho.

- No, no , e mesmo que fosse no  da sua conta. Voc deve ir embora j. No  apropriado que fique aqui.

- J lhe disse que alm de ser covarde, no ter honra e modos, eu no dou a mnima para o que seja apropriado?

- Eu sou perfeitamente capaz de perceber isso sozinha  ela lhe assegurou. Rin pensou em gritar. Mas Bankotsu seria o nico homem a vir em seu socorro. Ela estava
certa de que Sesshoumaru Taishou era o menor de dois males. Ainda assim, ela no poderia deix-lo acreditar que era aceitvel que ele deslizasse para seu quarto
no meio da noite.

- Se voc no sair imediatamente, eu gritarei pelo meu irmo. Ele disse que voc morre de medo dele.

Os dentes de Sesshoumaru brilharam brancos na escurido do quarto quando ele riu.

- E voc acreditou nele?

O tom sarcstico em sua voz confirmou as suspeitas anteriores que ela teve. Sesshoumaru a deixava nervosa, mas Rin no estava certa de que o frio em seu estmago
e sua falta de ar eram resultado de medo.

- O que voc quer?  ela exigiu.

Ele passeou os olhos sobre ela.  Voc sabe o que eu quero.

CAPTULO 6

Sesshoumaaru disse a si mesmo que ele apenas queria saber sobre o machucado em seu rosto. Que era uma tarefa herica de sua parte ter certeza de que a dama no estava
sendo abusada. Ele havia mentido a si mesmo. O que ele realmente queria era toc-la novamente. Beij-la. Sentir o calor crescendo entre eles como no dia do baile
em Greenleys. Ela extraa dele emoes que ele pensava ter controlado h muito tempo atrs. Ela o fazia sentir. Ela o fazia querer. Ela o fazia se comportar como
um tolo.

- Eu o confundi  ela disse, e tentou se afastar ainda mais dele. Apesar do meu comportamento na noite do baile, eu no sou o tipo de mulher que permite a um homem
entrar em seu quarto sem convite para facilmente se deslizar pela minha cama. Devemos esclarecer tal fato entre ns de uma vez por todas.

Ele sabia que tipo de mulher ela era. Seus beijos, embora o tivessem afetado muito mais do que os que havia trocado com mulheres mais experientes, tinham sidos inocentes
na noite do baile. Ela tinha sido inocente ao brincar de insolente. Mas por que ela deixou o jogo ir to longe? Ele ainda no entendia isso. Por ateno? Bem, ela
havia conseguido isso, e ele devia lembr-la de que ateno no era sempre uma coisa boa quando se tratava da sociedade ou de homens como ele.

- Essa formalidade comigo no combina com voc  ele disse.  No quando eu sei que debaixo desse gelo corre um incndio. Voc no est nem um pouco tentada a se
queimar novamente?

As mos dela fecharam  gola de sua camisola simples. Sua pequena lngua rosada molhou os lbios, um gesto inconsciente, mas que capturou o olhar dele para sua boca
pecaminosa.

- Se eu pudesse voltar atrs e mudar o que aconteceu conosco aquela noite, eu o faria. Agora percebo como fui tola em sair do baile com voc. Eu percebo que no
estava pensando com clareza, que no tinha pensado em todas as ramificaes de fazer algo to ousado. Eu o usei para meus propsitos, e j me desculpei. O que mais
voc quer de mim?

"Muito mais" ele estava pensando, mas apesar de sua boca pecaminosa, um ar de inocncia ainda a rodeava e fez com que a conscincia mostrasse sua cara feia. Seus
cabelos escuros caiam pelos ombros, desarrumados. Suas curvas eram visveis debaixo da modesta camisola. Como ela podia despertar sentimentos de decncia e desejo
dentro dele ao mesmo tempo? O que mais ele podia pedir a ela? No tanto quanto ele gostaria, mas mais do que deveria. Ele se inclinou para ela.

- Outro beijo.

- Um beijo.  ela sussurrou sem flego, ento ergueu as mos como se para par-lo.  Um beijo e nada mais? Depois voc ir embora e me deixar sozinha?

- Se for o seu desejo  Verdade seja dita, Sesshoumaru tinha de deix-la em paz. Ela era perigosa para ele. Ele no iria se enganar acreditando que no era. Supostamente,
ele tambm gostava de brincar com fogo, porque era exatamente isso que estava fazendo.

Vagarosamente, ela abaixou as mos. Permisso concedida, ele entendeu. Porm, agora que Sesshoumaru teve permisso, ele no sabia se no deveria colocar o rabo entra
as pernas e fugir. Conseguiria beij-la e no querer mais nada? Poderia beij-la e deix-la em paz daqui para frente? Com certeza que no. Mas ele o fez de qualquer
modo.

Como Rin poderia no ter curiosidade para saber se a ocorrncia daquela noite na carruagem no tinha sido algo estranho e mgico que nunca mais aconteceria novamente?
Ou se Sesshoumaru Taishou no havia desenterrado algo dentro dela que tinha estado adormecido todos esses anos? Rin sentia que podia confiar na palavra dele, talvez
por ele no ter tirado vantagem total dela aquela noite e isso ele poderia ter feito. Ela pensou que estava relativamente a salvo com ele... at que ele a beijou
novamente.

Seus lbios eram firmes contra os dela, sua boca aberta mida, sua lngua procurando. Ela se abriu para ele como uma flor sedenta de chuva. Foi uma chama lenta,
o crescendo entre a primeira tentativa de toque de seus lbios e o modo como ele o possuiu completamente. O fogo dentro dela rugiu com vida, se alastrando pelos
ossos, acendendo sua carne, enviando chamas por todos os lados at que ela queimava inteira.

- Rin  ele a chamou  Como posso lhe prometer que no pedirei mais, quando tudo sobre voc me faz querer mais? Mais calor, mais pele, mais do que me permite minha
vida amaldioada?

Ela se lembrou, ento, sobre a maldio de sua famlia. Embora seus beijos a fizessem esquecer de tudo. Seria ele um louco? E se fosse, ele tinha lhe passado  doena.
Ela estava certamente to louca quanto ele por permitir que ele entrasse em seu quarto, em sua cama, numa parte dela que ela nem sabia existir. Embora ela devesse
empurr-lo, suas mos o agarraram pelo colarinho da camisa e o puxou mais para perto.

'- Isso  loucura, ela conseguiu murmurar entre os beijos   errado me sentir desse modo. E nem mesmo o conheo.

Ele se afastou dela rapidamente. Ela viu seu rosto no brilho fraco das brasas do quarto  viu seus olhos. Por um breve momento, eles brilharam e estavam cheios de
uma luz azul iridescente; ento, to rpido como surgiu, o brilho desapareceu.

- No, voc no me conhece  ele concordou.

Sesshoumaru soltou as mos dela de seu colarinho. Levantou-se e sem dizer uma palavra atravessou o quarto, saiu pelas portas da sacado e desapareceu. Rin ficou pensando
se no estivera sonhando. Se ele realmente esteve em seu quarto. Tocou os lbios inchados. Eles queimavam. Ela queimava. Debaixo de sua apropriada camisola de algodo,
coisas muito imprprias aconteciam com seu corpo.

Seus seios estavam inchados e doloridos. Ela se sentia mida e quente entre as pernas. Ela estava faminta por mais do que ele havia lhe dado. E ela se sentia confusa
por que ele conseguir extrair esses sentimentos dela. O que seria preciso para destruir esse controle aparentemente inumano que ele tinha? E o que a possua que
a fazia querer descobrir? Ela j tinha muitos problemas na vida. Sesshoumaru Taishou no era um problema que ela precisava.

Ocorreu a ela naquele instante que nada em Sesshoumaru apelava para as necessidades de uma mulher, mas tudo nele apelava para os desejos de uma mulher. Ele a havia
advertido na primeira noite em que se conheceram sobre o perigo de se brincar com homens como ele. Homens como ele? Ela nem mesmo tinha certeza de que tipo de homem
ele era, mas ela sentia que havia poucos, se  que a havia, outro como ele.

CAPTULO 7

Rin estava exausta. A noite passada tinha sido cheia, e uma vez que Sesshoumaru tinha partido, ela teve problemas para dormir. Mais tarde, teve pesadelos. Pesadelos
que a fizeram gritar dormindo, ou pelo menos ela acha que ouviu gritos. Ela no se lembrava dos sonhos, apenas de que Saesshoumaru estava neles.

Essa manh, ela havia implorado para Bankotsu permitir que ela ficasse em casa, mas ele recusou. Agora aqui estava ela, na propriedade de Sesshoumaru. Forada na
companhia de dois homens a quem desprezava quase com igual fervor, e no estbulo de Lorde Taishou. O lugar onde uma mulher havia morrido.

Rin no sabia se eram esses pensamentos negros que a faziam ficar nervosa, ou se era simplesmente se ver forada a acompanhar Lorde Jenine que estava fazendo seus
nervos ficarem a flor da pele. O Visconde no era menos sutil em seus lnguidos olhares para ela hoje do que nas duas ocasies anteriores em que se encontraram.
Bankotsu estava se comportando ainda mais estranhamente do que o normal essa manh. Seu irmo de criao tinha arranhes no rosto. Rin no tinha visto Lydia hoje.
Ela teve um mau pressentimento sobre isso... um pressentimento muito ruim.

- Ah! Aqui est voc, Lorde Taishou!

Rin espiou por sobre o cavalo que estava admirando. Sesshoumaru estava de costas para ela, encarando os dois homens. Seu casaco abraava seus ombros largos, era
confeccionado para mostrar seu fsico impressionante. Ele usava calas justas, enfiadas em longas botas negras, ambas chamando a ateno para suas longas pernas
musculosas. Sesshoumaru era um homem impressionante  indo ou vindo.

Uma pequena chama se acendeu em sua barriga e se espalhou pelas regies baixas. Maldito seja o homem, como ele podia afet-la quando nem mesmo a estava olhando?
E como ela deveria trat-lo, considerando o fato de ele ter entrado sorrateiramente em seu quarto e a beijado a noite passada?

- O que voc est fazendo aqui, Bankotsu?

Dificilmente esse era o modo de um negociante tratar um possvel cliente, pensou Rin. No se precisava ter uma grande inteligncia para se perceber que Sesshoumaru
no gostava de seu irmo de criao, e vice versa.

- Vim como convidado de Jenine  Bankotsu respondeu  Minha irm e eu.

J que Bankotsu a havia apontado com a cabea, Rin ficou esperando que Sesshoumaru olhasse para ela. O que ela no antecipou foi o repentino calor que reluziu nos
olhos deles quando seus olhares se encontraram e se fixaram. Eles ficaram parados se encarando por um tempo desconfortavelmente longo.

- Eu j atrelei os cinzas em minha carruagem, Jenine  disse Sesshoumaru, finalmente desviando o olhar dela.  Presumi que voc iria querer test-los antes de tomar
a deciso final.

O homem repugnante acenou concordando, seu papo balanando com o movimento.  Uma idia muito feliz, Taishou. Talvez a jovem senhorita e eu possamos passear juntos.
Ele sorriu libidinosamente para Rin.

- No permito que mulheres cavalguem quando testamos animais  Sesshoumaru interviu, lanando ao visconde um olhar maldoso.  Muito perigoso. Presumo que voc queira
que eles dem tudo de si, para ver do que eles so capazes?

Jeneni franziu os lbios; ento concordou. Ele se voltou para Bankotsu:

- Mas voc vai comigo, no vai, Bankotsu? Quero ter uma segunda opinio e no vejo motivo para que voc deixe de me acompanhar, a no ser que no esteja inclinado
a me fornecer uma.

- No seria apropriado deixar Rin sozinha  disse Bankotsu  Esperarei aqui pelo seu regresso.

- No me importo de ficar sozinha  Rin disse  Ela ansiava por alguns minutos sem Bankotsu respirando em seu pescoo. E apesar do medonho pensamento sobre assassinato
que insistia em permanecer em sua mente, ela adorava o cheiro do estbulo e esfregar os narizes de veludo dos cavalos. Ela se lembrava do interior e isso trouxe
um forte sentimento de saudades.

- Tenho certeza de que Lady Rin ficar bem  Sesshoumaru disse aos homens.  Mas se quiserem vir um outro dia, Jenine, eu compreendo. Talvez os animais ainda estejam
disponveis.

Jenine franziu os lbios novamente. Ele se virou para Bankotsu Vamos l. Ela ficar bem aqui, enquanto o resto de ns dar um pequeno passeio. Eu rasgarei suas
dvidas da vspera se voc me fizer esse favor.

O visconde havia feito uma proposta que Bankotsu no podia recusar. Ele aceitou.  Muito bem, ento. Vamos logo para retornarmos rapidamente.

Quando os homens saram do estbulo, Rin queria gritar de alegria. Finalmente, um tempo sozinha, quando no estava fechada em seu quarto. Ela poderia respirar novamente;
ela poderia girar com abandonamento. Talvez ela pudesse roubar um dos finos cavalos de Sesshoumaru e fugir. Ela acalentou a idia apenas por um momento. Ela no
tinha para onde fugir. Ela no tinha dinheiro com ela, nenhuma comida, nenhuma roupa extra. Se ela realmente desejava escapar, ela devia planejar melhor.

Ela se voltou para o animal que estava acariciando, atrada pelas linhas belas da gua rabe, sua crina sedosa e seus lindos olhos castanhos, Rin desejou ter seu
cavalo com ela em Londres. Ela adorava cavalgar quando estava no interior e sentia falta das sadas dirias.

- Voc tem bom gosto para cavalos

Alarmada, ela se voltou rapidamente. Sesshoumaru a estava observando.

- Pensei que voc conduziria a carruagem  ela disse  quer dizer, eu presumi...

- Jenine e seu irmo tambm.  ele comentou com um meio sorriso. Meu condutor  perfeitamente capacitado para mostrar os animais de modo mais vantajoso. No vi razo
para acompanhar dois homens cuja companhia me d nos nervos. Bankotsu ficou zangado.

- No permita que eu atrapalhe seus afazeres  ela disse  ficarei bem aqui sozinha.

- Est com medo?

- Medo?

Ele andou em direo a ela e se recostou contra a cocheira prxima  gua. Um lindo garanho castanho colocou a cabea para fora do porto e tocou o pescoo de Sesshoumaru
com o focinho. Rin sentiu uma estranha necessidade de fazer o mesmo.

- De ficar sozinha comigo?  ele especificou.

- Deveria ter?  ela desafiou.

Ele deu um sorriso diablico. Ele se tranqilizou aps um momento.

- Quero dizer, aqui. Onde uma mulher morreu.

De repente um calafrio atravessou o ar. Rin estremeceu:

- Onde voc a encontrou?

Sesshoumaru apontou com a cabea para um local no final do estbulo onde ainda estava escuro.

- L no fundo. No posso mais instalar os cavalos l, agora. Parece que eles sentem o cheiro de sangue.

Ela estremeceu novamente.

- Voc a conhecia?

Voltando o rosto para a cocheira em que estava recostado, Lorde Taishou acariciou o focinho do castanho.

- Seu nome era Kagura, e no, eu no a conhecia. Ela era uma prostituta, ningum importante, ou tenho certeza de que se teria feito muito mais para encontrar seu
assassino.

- Como ela chegou aqui?  Rin caminhou at o centro do estbulo e observou a longa fileira de cocheiras.

- No sei. Eu cheguei em casa aps uma sada noturna. Tinha dispensado os funcionrios do estbulo para um casamento. Um dos cava larios se casou aquela noite.
Fui guardar meu cavalo e ouvi um gemido. Foi quando a encontrei.

Rin esfregou os braos:

- Ela lhe disse algo?

Quando ele no responde, ela o olhou. Ele parecia perdido em pensamentos. Como se percebendo que era observava, se endireitou e se afastou do cavalo.

- No. Ela havia sido espancada. Tentei descobrir algo sobre ela logo depois que aconteceu. Queria muito encontrar o homem responsvel pelo seu sofrimento. Queria
muito faz-lo sofrer tambm.

A paixo em sua voz fez com que Rin acreditasse nele. Nesse momento ela pensou que o homem responsvel pela morte de Kagura tinha muita sorte por Sesshoumaru no
saber quem ele era.

- Rin!

Ela pulou e se voltou rapidamente para ver Bankotsu e Jenine parados na entrada do estbulo. Seu corao disparou contra o peito e ela imaginou que a cor sumiu de
sua face. Seu irmo de criao estava lvido.

- J voltaram?  perguntou Sesshoumaru. Ele se dirigiu ao meio do estbulo, se colocando diretamente entre Rin e os dois homens.  Estava mostrando os cavalos a
lady Rin. . Ela parece ter gostado muito da jovem gua rabe. Gostaria que eu a selasse para sua irm test-la?

O rosto de Bankotsu ficou roxo.

- Voc nos enganou propositadamente.  ele acusou.  Pensei que voc conduziria a carruagem. Se eu soubesse que voc no nos acompanharia, jamais teria permitido
que Rin ficasse aqui, e voc sabe disso!

Sesshoumaru no se acovardou pelo tom raivoso de Bankotsu, no do modo como Rin fez. Mas ento, Sesshoumaru nunca tinha estado do outro lado das mos dele.

- Lady Rin no sentiu medo algum por ficar alguns minutos sozinha em minha companhia, como voc pode facilmente perceber.

- Essa no  a questo  Bankotsu rosnou.

Sessoumaru levantou uma sobrancelha.  No ? Ento qual , Bankotsu?

Seu irmo de criao se dirigiu ameaadoramente em direo a Sesshoumaru.

- Se algum os tivesse visto aqui sozinhos, poderia levantar suspeita. Jenine planeja fazer uma oferta por ela. Ele no iria querer uma mulher cujo nome tivesse
sido arrastado na lama.

Obviamente nem um pouco intimidado por Bankotsu, Sesshoumaru dirigiu o olhar ao visconde:

-  verdade, Jenine? Voc planeja fazer uma oferta por Lady Rin? A mesma que ir fazer pelos cavalos?

Jenine parecia estar se divertindo durante o confronto. Agora ele tornou-se srio.

- Veja o que fala, Taishou! Meus planos para Lady Rin dizem respeito a seu irmo de criao e eu.  O homem levantou uma sobrancelha.  Planeja fazer uma oferta
por ela?

Os olhos de Rin viajavam de um homem a outro durante a discusso. Agora seus olhos pousaram em Sesshoumaru, e por um breve momento ela desejou que ele dissesse "Sim".
Por que ela desejava isso ainda no estava muito claro para ela. Bem, alm do bvio. Um deus alto e loiro em contrapartida a um visconde baixo, rechonchudo e careca.
Mas Rin sabia em seu corao que havia mais do que desespero guiando-a para tal deciso. Respeito? Sesshoumaru olhou para alm do visconde, e at mesmo essa opo
foi tirada dela.

- Foi o que pensei  Jenine bufou.  Voc sabe muito bem que no deve ficar se atirando para senhoritas bem nascidas. Nenhuma mulher quer um louco para marido, ou
passar seus maus traos para os filhos. Podemos ir resolver a venda dos cavalos, agora?

Quase partiu seu corao perceber que as palavras de Jenine haviam alterado um pouco da postura arrogante de Sesshoumaru. Parecia que ele ficou envergonhado. Mas
rapidamente encobriu qualquer sinal de fraqueza que pudesse ter mostrado alterando suas belas feies em uma mscara de indiferena.

- Se todos me seguirem at a residncia, pedirei que sirvam ch a Bankotsu e Lady Rin, enquanto discutimos a venda  disse Seshoumaru.

Bankotsu deu um passo  frente.

- No considero sua residncia um local apropriado a minha irm de criao. Esperaremos por voc na carruagem, Jenine. Poderamos atravessar a curta distncia para
casa se no fosse por Rin. O forte orvalho estragaria seus sapatos.

Sesshoumaru olhou para Rin:

-  uma proposta apropriada, Lady Rin? O ar est muito mido. Presumo que estaria muito mais confortvel em minha sala de visitas, bebendo um ch quente.

Mas que droga! Rin tinha a impresso de que ele a estava jogando contra Bankotsu de propsito. Talvez em retaliao por ela ter testemunhado sua fraqueza. Agora
ela era obrigada a mostrar a dela.

- Ficarei bem na carruagem  ela disse, recusando-se a encar-lo.

- Tolice  Jenine disse finalmente.  Bankotsu, guarde esse seu ressentimento contra Taishou para outra ocasio, e entrem os dois na casa. Eu no quero ser apressado
na negociao por estar preocupado com sua irm me aguardando. Esperava poder conversar com ela sobre certo assunto depois de ter terminado aqui e tenho outro compromisso
que devo atender logo depois.

Rin olhou para Bankotsu. Seu irmo franziu as sobrancelhas para o visconde, mas depois de um momento acenou em concordncia. Rin pensou que era estranho. Ela sabia
que o irmo devia muito dinheiro ao homem, mas assim mesmo, ela no pensava que seu irmo pudesse ser tiranizado por algum. Ele era o tirano. E repentinamente sentiu
que ela era o espinho que todos usavam para ferir os egos masculinos uns dos outros.

Ela deveria ter se retirado e recusado o ch oferecido por Sesshoumaru, simplesmente porque se recusar a ser a fonte de frico entre os homens presentes, mas ela
sentia curiosidade em ver sua casa. Ela tinha muita curiosidade a respeito de tudo sobre Sesshoumaru, percebeu. Jenine se aproximou dela e ofereceu-lhe o brao rechonchudo:

- Vamos?

Embora preferisse no tocar no homem, Rin tinha muita boa educao para recusar. Ela percebeu o olhar de nojo de Sesshoumaru quando ela segurou no brao de Jenine.
Ela tambm percebeu o fato de que no foi Sesshoumaru o primeiro a se oferecer para acompanh-la a casa.

- O caminho para a casa  pedregoso.  Sesshoumaru parou repentinamente em frente a eles  Devo conduzir Lady Rin, uma vez que estou familiarizado com o terreno.
Devo me assegurar de que ela pise com cuidado.

Ele no deu tempo de Jenine argumentar retirando sua mo do brao dele, colocando-a no prprio, comeando a sair do estbulo.  Por aqui.

Rin sentia o olhar fumegante de Bankotsu em suas costas enquanto se dirigia a casa. Ela estava surpresa por sentir qualquer outra coisa alm do brao musculoso de
Sesshoumaru debaixo de sua mo. Surpresa por ainda conseguir pensar claramente com seu perfume fazendo-a ficar consciente dele. Sndalo. Isso ela percebeu, mas era
s o que ela identificava que no era do prprio cheiro de Sesshoumaru.

Quando chegaram a porta principal da casa um servial imediatamente abriu-lhes a porta, como se ele estivesse posicionado ali simplesmente esperando pela volta de
Sesshoumaru. No demonstrou surpresa pelo fato de Sesshoumaru ter convidados. Ele no revelava nenhuma emoo, de qualquer modo. Sesshoumaru os conduziu para dentro
da casa.

A decorao no era o que Rin esperava. Para um homem falado e misterioso, no havia gatos pretos vagando pelos corredores, nenhuma teia de aranha pendurada no teto,
nenhum esqueleto esperando para saltar dos armrios, pelo menos nenhum que ela visse.

- Jaken, acomode meus convidados no salo da frente  disse Sesshoumaru ao mordomo. Jenine me acompanhar ao escritrio.

Jaken respondeu com um aceno. Sesshoumaru seguiu pelo corredor com Jenine, e Rin e Bankotsu foram conduzidos para uma sala na frente. Um fogo vivo brilhava na lareira.
O salo era decorado com bom gosto. As poltronas eram de veludo e confortveis, os tapetes imaculados, e as obras de artes estonteantes. Particularmente um retrato
que se erguia acima da larga lareira. Rin foi atrada pela pintura. Que era da famlia Taishou no havia dvida. Ela reconheceu Sesshoumaru imediatamente, um menino,
rapidamente chegando  idade adulta. Havia mais um menino, de fato, cada um mais estonteantemente lindo do que o outro.

- Estranho como os dois parecem normais  Bankotsu estava parado ao lado dela.

- Talvez eles sejam perfeitamente normais - disse Rin.  S porque os pais, quero dizer, talvez o irmo no tenha sido afetado.

- Duvido seriamente de que esse seja o caso, e obviamente eles sentem o mesmo. Voc ouviu Jenine; eles fizeram um juramento de no se casarem. Por que eles fariam
isso, a no ser que queiram ter certeza de que a maldio termine com eles? Ento novamente, quem sabe? Talvez tenham sido esses rapazes de aparncia inocente que
levaram os pais a loucura.

Era difcil de acreditar que aqueles anjinhos de cabelos prateados que a olhavam pudessem ter culpa de algo. Eles pareciam perfeitos... talvez perfeitos demais.

- Onde esto os outros irmos?  ela se viu perguntando.

- Partiram.

Ela se voltou rapidamente para ver Sesshoumaru parada atrs deles, parecendo deslocado segurando um servio de ch de prata.

- Lorde Mirok e Lorde Inuyasha vivem na propriedade de campo. Isso evita que se metam confuso. Por favor, permitam que lhes sirva. Ele indicou um sof de veludo.
 Jenine est analisando uns documentos. Jaken no est acostumado a servir convidados, ento eu mesmo o farei.

Enquanto Bankotsu manteve sua posio, esnobando a generosa oferta de Sesshoumaru, Rin se sentou. Havia algo particularmente encantador em ver um homem se passando
por criado. Embora as mos de Sesshoumaru fossem grandes, seus dedos longos e finos, ele manuseava as delicadas xcaras de porcelana com grande gentileza.

- Com tudo o que vocs tm pendendo sob suas cabeas, no sei por que vocs todos no desaparecem da sociedade tambm. Ningum iria sentir a falta.

Sesshoumaru o olhou enquanto servia a segunda xcara de ch  Eu no estou interessado em saber sua opinio. Ele ainda insultou Bankotsu ao beber do ch que tinha
acabado de servir ao invs de oferec-lo ao convidado.

Bankotsu soltou fascas, ento marchou em direo  porta que conduzia a sada do salo  Venha Rin. No ficarei aqui sendo insultado por tipos como esse. Esperaremos
por Jenine na carruagem como tinha sugerido anteriormente.

Colocando a xcara de lado, Rin se levantou. Ela sabia que no devia discutir com Bankotsu.

- Muito obrigada pela hospitalidade  disse a Sesshoumaru.

Ele pegou-lhe a mo e corajosamente a trouxe aos lbios, dando-lhe um beijo morno contra o pulso.

- Embora seu irmo de criao no seja bem vindo nesta casa, voc est convidada a vir  hora que quiser.

Seus olhos a queimavam. Ela percebeu que ele no estava sendo educado, mas sim relembrando o beijo que trocaram na noite passada. O beijo que nenhum deles deveria
pensar hoje. A enraivecia que ele pudesse lembr-la da intimidade que partilharam, mas anteriormente ele no cara na armadilha de Jenine sobre cortej-la seriamente.

Rin retirou a mo de seu aperto.

- No contaria com isso  ela disse com rigor, depois se afastou dele.

- Oh, mas eu conto, ela o ouviu dizer, to macio e baixo que ela soube que suas palavras foram dirigidas apenas aos seus ouvidos.

Um calafrio lhe percorreu as costas, um que no tinha nada a ver com a friagem do ar. Ela correu para acompanhar Bankotsu no corredor, onde Jaken, como se tivesse
aparecido no ar, segurava a porta para eles.

Bankotsu imediatamente comeou a interrog-la to logo subiram na carruagem.

- O que aconteceu quando Taishou e voc ficaram sozinhos nos estbulos?

- Nada  ela respondeu.  Ficamos vendo os cavalos.

- Vocs estavam falando sobre alguma coisa quando eu cheguei. O assassinato que aconteceu l. O que ele sabe sobre isso?

- Rin deu de ombros.  No muito. Ele no conhecia a mulher. No tem idia de como ela foi parar l. Ele me disse que est procurando pelo assassino.

Bankotsu esfregou o rosto.  Por tudo que sei, ele  o assassino. De fato, estou apostando que ele  culpado, Ou ele ou um dos seus irmos selvagens. Novamente,
devo insistir para que voc se mantenha longe dele, Rin. Qualquer associao com ele poder prejudicar sua reputao. Jenine pode at dizer que no se importa com
o que a sociedade pensa, mas acredite, ele se importa.

Rin olhou para a janela para esse dia de garoa. Ela no via sinal de Jenine.  Sobre Jenine  ela disse.  Eu no me importo com ele, Bankotsu. Eu no gosto do modo
como ele me olha. Como se eu fosse um porco gordo no aougue.

Seu irmo de criao suspirou.  Eu j lhe disse, sua opinio sobre ele no me interessa. jenine est interessado, e enquanto ele estiver interessado, voc fingir
que est interessada nele. Ele pode parecer uma pessoa alegre, mas no . Ele  um homem acostumado a conseguir o que quer, sem se importar com o que destri em
troca. Tenho dvidas muito altas com ele. Por mais que me deixe doente, devo fazer o que ele quer.

Se no fosse Jenine que trouxesse bankotsu sob seu controle, Rin teria gostado da ironia. Agora seu irmo sabia o que era estar  merc de outra pessoa. Mas ela
no podia se alegrar com a situao. Embora ela no conhecesse Jenine muito bem, j desprezava o pouco que sabia sobre ele.

O objeto da discusso subiu subitamente na carruagem pela porta aberta.

- Bastardo arrogante!  resmungou Jenine sentando-se perto de Rin, - Consegui os cavalos, mas por um preo bem maior do que havia esperado. Taishou riu de minha
proposta e se retirou da sala. Tive de persegui-lo pelo corredor para fechar o negcio.

- O homem devia ser escorraado de Londres  Bankotsu concordou.  Ele no devia ficar aqui entre a alta sociedade, lado a lado com todos como se no tivesse nenhuma
mancha negra contra seu nome. J expulsaram homens de maior importncia por menos do que essas histrias escuras que flutuam ao redor dos irmos Taishou.

- Mas conhece cavalos  o visconde admitiu rancorosamente, - No h melhor criador no pas. Difcil de enganar nos negcios. Sabia que ele me disse que se souber
algum dia que meu condutor abusar dos cavalos, ele os toma de volta? Os nervos do homem!

Embora soubesse que no deveria, Rin admirou Sesshoumaru nesse momento. Defender os pobres animais do mais cruel dos predadores  o homem.

- Lhe verei no sarau de Lady LeGrande daqui a duas noite, meu docinho?

Levou um momento para Rin perceber que Jenine estava lhe dirigindo a palavra e que a baba estava escorrendo pelo queixo dele enquanto a media de alto a baixo.

- Claro  seu irmo de criao respondeu por ela.  Na verdade, voc ter a honra de conduzi-la, comigo junto como acompanhante,  claro.

Rin mordeu a lngua para no discordar.

Jenine amarrou a cara como sempre  Eu tinha esperanas de passar algum tempo s ss com Lady Rin  ele disse.  Gostaria de conhec-la bem melhor.

- Voc sabe to bem quanto eu que uma senhorita solteira no deve ser vista em pblico sem acompanhante  disse Bankotsu.  Voc a ter no tempo devido. Primeiramente,
deve cortej-la. No se pode saborear a torta antes de pagar ao vendedor.

- Por que vocs falam de mim como se eu no estivesse presente?  Rin no conseguiu mais manter-se em silncio.  E por que falar de modo que me insulta? Eu...

Foi tudo o que conseguiu dizer antes de Bankotsu se aproximar e estape-la. Rin engasgou e trouxe a mo ao rosto dolorido. Ela olhou imediatamente para Jenine, envergonhada,
humilhada, e perguntando-se se ele a defenderia.

O homem franziu as sobrancelhas.

- Se voc for disciplinar sua irm, Bankotsu, no bata no rosto. Ela  muito bonita para aparecer com machucados, ao menos machucados visveis. Controle-se, embora
saiba que esse no  seu melhor dom.

Ambos trocaram um olhar. Rin estava to apavorada por Jenine aceitar o abuso de Bankotsu para decifrar qualquer significado oculto a. Seria esse o tipo de marido
que ela desejava? Um que ficaria parado observando enquanto outro homem a humilhava? Um que afirmava que bater em mulher era permitido, desde que no se deixasse
marcas visveis? Ela olhou bem para os dois homens.

Seus olhos doeram e seu corao se partiu. O que quer que Sesshoumaru fosse, ele no era o tipo de homem que concordaria com isso. Ela sabia por que ele a havia
perguntado sobre o machucado que ela havia dito ser resultado de sua falta de elegncia.

E se ele fosse o homem sentado ao lado dela quando Bankotsu a estapeou? Ela no conseguir imaginar Sesshoumaru indiferente, como Jenine ficou. Talvez ela devesse
ter dito a Sesshoumaru a verdade quando ele a interrogou sobre a mancha roxa no rosto. Mas o que ele poderia fazer? Ele no era parente, nem mesmo um pretendente.
Ainda assim, ela no estava certa de que se tivesse outra chance, no contaria a ele, apenas para ver do que ele era realmente feito.

CAPITULO 8

Lydia no apareceu para ajudar Rin a se preparar para o festa LeGrande mais cedo. Mary tinha dito que bankotsu havia despedido a criada. Rin se sentiu muito mal.
Ela sabia que confrontar seu irmo de criao sobre o tratamento dispensado  criada o fizera tomar essa deciso. Esperava que Lydia conseguisse um novo emprego,
um onde seus empregadores fossem mais gentis com ela.

Rin tambm gostaria de poder ter se despedido da jovem antes de ela ter partido. Se Rin tivesse algum dinheiro prprio, ela o teria dado a Lydia para que se mantivesse
at ter encontrado outra posio. Rin ficou pensando sobre isso toda a noite at a chegada de jenine que a conduziria ao sarau dos LeGrande.

Agora Rin se irritava com a saia de seu vestido de seda e tentava demonstrar interesse nas conversas que a rodeavam. A festa dos LeGrandes parecia ser um sucesso
e muitos estavam se divertindo, mas ela no era um deles. Foi estranho para ela que sua chegada nos braos de Jenine tivesse resultado em sua aceitao pelas pessoas
quando o tolo no era nem a metade aceitvel para ela que o homem que todos evitavam, Sesshoumaru.

- Como ?  sussurrou para ela Lady Sango, a jovem socialite a quem tinha sido apresentada anteriormente.

- Desculpe-me  Rin achou que tinha se perdido durante a chata conversao.

- Danar com Lorde Taishou?  esclareceu a jovem, sua voz to baixa que Rin mal a ouvia  Sair com ele?

A sociedade obviamente no havia esquecido sua falta quando de sua apresentao.  Um erro  ela murmurou, e ento tentou fingir que se interessava por outras conversaes
ao lado.

- Voc no fez nada mais do que a maioria de ns sonhou em fazer antes.  a jovem dama admitiu. Ela surpreendeu Rin ao peg-la pelo brao e afast-la do pequeno
grupo de pessoas que conversavam.  Quando vocs ficaram juntos sozinhos, o que aconteceu?

Rin se enervou com o interregatrio. Ela deveria de responder de forma civilizada, ou daria motivos para a jovem espalhar mais fofocas sobre ela.

- Nada. Ele foi um perfeito cavalheiro.  ela mentiu.

Lady Sango franziu a testa. Seus olhos brilhavam com malcia quando disse.

- Que desapontamento! Voc no acha trgico? O homem mais lindo de Londres ser proibido para a gente?

Chocada pela franqueza da jovem dama, Rin apenas assentiu. Ela se recuperou logo a seguir, preocupada com o fato de que a jovem estaria tentando engan-la para conseguir
novas informaes. Que se dane a informao.

- Eu penso que a reputao dele como sendo perigoso  altamente exagerada. Certamente considero que a repercusso que procurei ao ter danado com ele foi mais um
aborrecimento.

Olhando para os lados, a jovem comentou  A  que voc se engana. Todos notaram voc. Eu mesmo sorria de inveja por sua coragem. Imagine ter a coragem de danar
com o prprio demnio? Ningum a esquecer, Lady Rin, pode estar certa disso.

Rin suspeitou que as afirmaes da jovem lady no deviam ser consideradas um elogio. No importava o que a sociedade pensasse dela, de qualquer forma. Se Bankotsu
agisse como quisesse, logo ela estaria noiva de Jenine. Sua reputao no seria mais assunto.

- Eu acho sua ousadia admirvel.  Lady Sango continuou.  E refrescante. Pelo menos voc no  como as outras debutantes de cara amassadas cujos crculos sou forada
a freqentar, nunca ousando fazer nada que possa levantar uma sobrancelha ou causar fofoca. Eu as considero terrivelmente enfadonhas.

Rin riu - Voc  muito chocante tambm pelo que percebo.

Lady Sango deu de ombros  Suponho que seja. Minha me sempre diz que uma senhorita com atitudes imprprias apenas se arruinar. Espero que ela esteja certa.

Rin riu novamente. Ela se viu encantadoramente surpresa que estivesse se divertindo com Lady Sango. Rin tinha poucas amigas. Ela cresceu no interior sob as atenes,
s vezes superprotetoras, do pai. Bankotsu a havia proibido de se socializar com jovens senhoritas de sua prpria idade. Ela suspeitava que ele tinha medo que ela
conseguisse ajuda para se livrar dele. E, pensou Rin, se ela pudesse, o faria.

- Seu irmo de criao parece mant-la sob rdea curta  Lady Sango comentou.  Eu o vejo vindo em nossa direo e no parecesse nem um pouco satisfeito por termos
nos tornado amigas to depressa.

Rin olhou para a direo onde havia visto Bankotsu e Jenine conversando da ltima vez. Nenhum dos dois, era bvio, era popular, embora Jenine parecesse ser aceito.
Sem dvida pelo seu ttulo e riqueza.

- Somos amigas?  ela perguntou a linda morena.  Embaraou Rin parecer to esperanosa. Ela precisava de uma amiga agora que Lydia estava perdida para ela. Precisava
terrivelmente.

A jovem apertou as mos de Rin: - Apenas se voc me prometer no se tornar chata como as outras. Quem sabe, se o belo Lorde Taishou aparecer em outro evento social
nessa temporada, talvez que o convide para danar.

Quando Lady Sango olhou sobre os ombros de Rin em direo a uma mulher de aparncia severa parada a poucos passos de distncia e recebeu um erguer de sobrancelhas
indicando descontentamento sobre sua escolha de companhia, apertou as mos de Rin novamente:

- Minha me no a aprova.  ela disse candidamente.  Mas voc no deve levar pelo lado pessoal. Minha me no aprova ningum, ou dificilmente aprova algo. Ela diz
que vou me casar com Lorde Collingsworth. Ela diz que ele  apropriado para mim.

Dando uma outra olhada na direo de Bankotsu que estava quase chegando perto delas, Rin perguntou: - E o que voc diz disso?

A jovem ergueu a sobrancelha.  Provavelmente me casarei com ele. Sou como voc, filha de um duque. Tenho de me casar bem.

As duas no eram tinham nada em comum. Lady Sango tinha uma me que a protegia. Um pai que tomava decises sbias com relao a ela. Rin sabia que se seu pai fosse
vivo, ele nunca aprovaria Jenine para seu marido. Ele teria pelo menos tentado arranjar algum com idade perto da dela, e nunca perdoaria um homem que se fizesse
de cego para o abuso de outro homem.

- Com licena. Minha irm, seu parceiro foi chamado s pressas e pediu para que eu me certificasse que voc aproveitasse a dana.  disse Bankotsu aproximando-se
e apertando seu brao de forma cruel.

Lady Sango se voltou e apressou-se para perto da me, como um pintinho corajoso que vagou para muito longe do ninho e agora v a sombra de uma raposa.

- Jenine me lembrou que estou deixando a desejar em minha posio de acompanhante novamente.  Bankotsu explicou.  J que ele se retirou, ns danaremos uma msica
antes de eu lev-la para casa.

Rin no estava desapontada por Jenine no acompanh-la at em casa, mas ela ficou aborrecida por ver sua conversao com Lady Sango ter sido interrompida.

- Eu estava bem  Rin assegurou-lhe.  Na realidade, encontrei uma amiga.

- Voc no precisa de amigas  Bankotsu disse de modo cortante.  Se precisar, Jenine as escolher para voc uma vez que estejam casados.

Sentido-se corajosa em meio a tanta gente, Rin disse:

- Eu ainda no concordei em me casar com ele. E se eu escolher outra pessoa? Um que aceite pagar suas dvidas e me aceite sem dote?

Eles haviam chegado ao limite da pista de dana e Bankotsu a arrastou para o mar de damas e cavalheiros. Ele esmagou-lhe a mo entre as suas.

- Voc est contando muito com sua bela aparncia e pedigree. Rin. Alm disso, voc no tem escolha. Pensei que tivesse at Jenine por os olhos em voc, mas agora
que ele a viu, seu futuro est decidido. Ele deixou isso muito claro para mim hoje  tarde.

Novamente, Rin se surpreendeu que algum tivesse tamanho poder sobre Bankotsu. Mas ento, se ele devesse ao homem tanto assim em divida de jogo, dvida que podia
ser cobrada a qualquer momento, dvida que poderia levar Bankotsu a priso, ela supunha que ele no poderia frustrar o homem. Seu esprito afogou-se com a realidade.

- No posso dizer que fiquei triste por ele ter partido.  ela admitiu corajosamente.  Ele me causa repulsa. Se ao menos ele fosse gentil...

- Pare de reclamar  Bankotsu a interrompeu. Apertou sua mo dolorosamente de novo.  Seus desejos, como j lhe disse vez aps vez, no me interessam. Se lhe der
conforto, eu sei de um segredinho sobre o nosso visconde.

Ela olhou para cima para Bankotsu, que era mais alto do que ela, mas no to alto quanto Sesshoumaru.  Um segredo?

Ele sorriu para ela e, para qualquer um que estivesse olhando, era um sorriso de um irmo de criao, apenas, e como sempre, seus olhos permaneceram mortos.

- Nosso visconde tem problemas com suas partes masculinas. Duvido que consiga mant-lo ereto tempo suficiente para consumar o matrimnio. Embora goste de um bom
jogo, como fingir que ele ainda seja um jovenzinho capaz de tudo.

Rin no era to ingnua para no entender o que Bankotsu lhe dissera. Embora fizesse o casamento com o homem parecer um pouco menos intolervel, ele ainda a enojava
com sua conversa libidinosa e mos acariciantes. Ela se perguntou ento por que de sua reputao era to importante para um homem que no podia cumprir com suas
obrigaes maritais.

- Sei o que esta pensando  Bankotsu falou lentamente  Jenine permaneceu solteiro por tanto tempo que  muito importante que se case com uma jovem dama de boa reputao,
e boa linhagem, embora deva de lhe avisar que qualquer criana que voc tiver com ele ser de um pai escolhido pelo prprio.

Seu estmago se torceu ao pensamento, e por um momento ela temeu ficar enjoada na pista de dana, o que seria irnico, visto ter sido a mentira inventada por Sesshoumaru
para salvar-lhe a reputao quando do primeiro encontro deles.

Como se o mero pensamento em Sesshoumaru pudesse materializ-lo, ela teve a viso de uma alta figura prateada se movendo fora da pista de dana. Seus olhos eram
atrados para ele, como ela suspeitava que fosse o caso de todos os presentes. Ele exigia ateno, embora no a solicitasse.

Ele usava preto, como sempre, o que contrastava com os cabelos prateados e a pele clara. Seus longos cabelos estavam amarrados nas costas, atraindo a ateno para
as linhas esculpidas de seu rosto. Seus olhos estavam centrados nela enquanto ele se movia  mas no, ele no se movia; ele a seguia, como um animal que havia localizado
sua presa. Que ela era o objeto de ateno de Sesshoumaru seria impossvel de passar despercebido, se algum estivesse prestando ateno. E todos estavam.

- No olhe para ele  Bankotsu sibilou para ela  Vocs dois esto dando um espetculo!

Como ela poderia estar dando um espetculo se estava h mais de dez passos de distncia de Sesshoumaru? Mas Rin sups que ela conseguia, uma vez que o ar ao redor
deles parecia carregado de especulao. Ela no se importava, compreendeu. E no conseguia desviar o olhar, pois se sentia como um coelho hipnotizado pelo olhar
fixo do animal que a devoraria.

Seu sangue comeou a latejar, seu rosto enrubesceu. Ela se esqueceu de tudo. Sua boa criao, o fato de estar danando com um homem que transformou sua vida em um
inferno e que continuaria a faz-lo o tempo em que estivesse em seu poder. Bankotsu a trouxe de volta  realidade. Apertou sua mo to fortemente que ela quase gritou.

- Esta na hora de nos despedirmos e partir.  ele rosnou para ela.  Aquele homem a faz perder a cabea. Eu no deixarei que ele estrague tudo! Voc esta me ouvindo,
Rin? Ele vai ver que eu no sou um homem fcil de lidar. E Jenine tambm no.

Ele quase a carregou para fora da pista de dana.

- Bankotsu, ela respirou, finalmente conseguindo pensar e correndo para alcan-lo  Se voc me retirar aqui do baile nesse minuto, voc  que estar dando espetculo.
Todos comentaro que voc fugiu de Lorde Taishou. Por favor, permita-me um pouco de dignidade e reconsidere sua deciso.

Rin estava com medo de sair com Bankotsu. Seria melhor para ela se ele se acalmasse, e ela tivesse tempo de apazigu-lo fingindo no estar interessada em Sesshoumaru
nem um pouquinho. Se  que ela iria conseguir fazer isso. Relembrar o modo como ele evitou o desafio de Jenine no estbulo ajudaria um pouco.

Bankotsu diminuiu os passos.

- Penso que voc tem um pouco de inteligncia nessa sua cabecinha linda, Rin.  ele disse.  Taishou a est usando para me deixar nervoso. O homem adora me provocar,
mas logo ele vai aprender que isso  um erro. Vamos nos juntar aos convidados e fingir que estamos tendo uma conversa agradvel por um tempo razovel, depois iremos
nos despedir e partir,

Embora ela preferisse ser engolida pela multido e evitar bankotsu, melhor estar em sua companhia, num lugar onde ele no ousaria bate nela, do que ficar sozinho
com ele. No importava o quanto Rin queria olhar na direo de Sesshoumaru, ela se controlaria. Ou pelo menos  o que esperava.

- Voc  um homem mau, Sesshoumaru Taishou.  a duquesa-me declarou.  Aqui estava eu pensando que voc era inocente e falsamente acusado das fofocas que constantemente
rodeia sua cabea angelical como um halo, e voc est provando que todos esto certos.

Sesshoumaru forou-se a desviar seus olhos de Rin e encontrar a testa franzida da duquesa-me. Ele ergueu uma sobrancelha inquirindo sobre seus pecados. Ela acenou
na direo que ele estava olhando desde o momento em que entrou na festa de Lady LeGrande.

- Voc est levantando as piores especulaes com esses olhares quentes que vem lanando em direo  Lady Rin!

Ele franziu a testa  Estou encarando-a? Ele sabia que estava, mas parecia no conseguir evitar. Ela estava to linda em seu vestido cor de rosa que acentuava sua
pele plida e seus cabelos escuros. Ele no conseguir parar de olhar para ela.

- Ora, ora  a duquesa-me cacarejou.  Sesshoumaru finalmente se apaixonou! J era hora, tambm. Eu lhe disse que a jovem faria um grande par com voc.

Essas especulaes o fizeram olhar para a mulher  No  meu corao que est falando comigo quando olho para Lady Rin; posso lhe assegurar!

A duquesa-me lhe golpeou fortemente com o leque  Que menino levado! O amor freqentemente comea com atrao fsica. Voc deveria controlar sua libido em publico!
Do modo como olha para a jovem poderia muito bem desnud-la e possu-la aqui em frente de todos. Voc sempre faz tudo to... Intensamente?

Ele pensou sobre a pergunta por um momento.  Sim, finalmente respondeu.

A duquesa-me riu.  O irmo de criao dela est ficando cada vez mais lvido. Voc deveria disfarar um pouco, Sesshoumaru. Voc sabia que ela chegou aqui pelos
braos rechonchudos do nojento Lorde Jenine? Espero que a jovem herdeira consiga algum melhor do que ele. Seria uma pena v-la desperdiada com um canalha.

Rin havia permitido que o tolo a conduzisse  festa? Ela era a mulher mais linda que ele j havia visto. Por que ser entregue a Jenine? Ela poderia ter qualquer
homem em Londres! Qualquer um, menos Sesshoumaru.

Ele forou-se a desviar os olhos dela.  No pense que vai me convencer a fazer papel de idiota com relao  jovem dama.  ele advertiu a duquesa-me.  Voc sabe
que fiz um juramento de nunca me casar.

- Voc j est se fazendo de tolo sozinho  a mulher disse suavemente.  Por que voc veio, Sesshoumaru? Para me ver? Dificilmente! Voc veio para v-la, admita
isso!

Ele no poderia admitir isso para a duquesa-me, embora fosse verdade. Sesshoumaru pensou que Rin poderia vir  festa. Ele no tinha nada que fazer ali. Ele nem
havia sido convidado, embora isso no fosse problema para ele. As pessoas tinham medo de expuls-lo. Mas ainda assim ele veio, novamente como se ele no resistisse
a atrao que ela exercia.

- Vim para ver voc.  ele voltou seu charme e sua ateno para a mulher que havia sido amiga de seus pais e que no abandonou as crianas quando a maldio se abateu
sobre sua famlia.  Eu a adoro, e se existe uma mulher em toda Londres que me tente a quebrar o juramento de permanecer solteiro, essa  voc!

A duquesa-me, apesar da idade, corou como uma menininha. Ela rapidamente o acertou com o leque novamente  Garoto safado!

A resoluo de Rin enfraqueceu quando percebeu que Sesshoumaru havia deixado  festa. Obviamente, como todas as mulheres presentes, ela achava extremamente impossvel
no olhar para ele. Ele era pecaminosamente lindo, e enquanto conversava com a velha duquesa-me, seu rosto relaxou e seu sorriso, que lanou para a senhora, foi
o suficiente para deixar Rin sem ar.

Bankotsu insistiu para que partissem logo aps a sada de Sesshoumaru. Agora eles se dirigiam para casa em silncio, embora seu irmo de criao ainda a encarasse.
Rin fechou os olhos e se recostou contra o assento, revivendo os acontecimentos da noite.

Sesshoumaru a ignorou quando se juntou  duquesa-me. Embora Rin se sentisse agradecida por sua ateno no irritar bankotsu ainda mais, ela admitiu se sentir um
pouco atormentada pela indiferena de Sesshoumaru para com ela. Talvez porque ela no conseguisse ser indiferente a ele.

Eles no lhe faziam bem, esses sentimentos que tomavam vida quando ela estava prxima de Sesshoumaru. bankotsu j tinha decidido sobre seu futuro, e mesmo que no
tivesse, sesshoumaru seria o ltimo homem que ele permitira que a cortejasse seriamente. E obviamente, Sesshoumaru no tinha inteno de cortej-la apropriadamente.
Ao invs disso, ele a perseguia de forma muito inapropriada.

Os ploc-plocs dos cavalos embalaram Rin. Ela se lembrou daquela outra noite, em outra carruagem. Outro homem. Ali na escurido atrs de suas plpebras, Sesshoumaru
voltou para ela. Ela sentiu os lbios dele contra os seus, macios, mas exigentes. Seus seios incharam, doeram com a lembrana das mos dele... sua lngua... sua
boca. Ela se lembrou como se sentiu em seus braos, como ele se pressionava contra seu corpo. O calor que os envolveu, a fome. O som de seu prprio gemido a trouxe
de volta, e ela abriu os olhos abruptamente.

bankotsu a encarava, sua expresso exatamente igual a do gato que olha o rato adormecido.

- Com o que voc estava sonhando ainda agora?  ele perguntou suavemente.

 Ou deve perguntar, com quem?

Rin se endireitou.  Devo ter cochilado. J chegamos em casa?  Ela deu um grande show ao abrir a cortina da carruagem para olhar a noite escura. Apenas algumas
luzes brilhavam na residncia  Oh! Vejo que j chegamos. Bem, bom, estou exausta!

- No pense que vai se refugiar em seu quarto e escapar da punio pelo seu comportamento dessa noite  disse bankotsu.  Tenho pensado no que seria apropriado.

Rin nunca havia pensado que somente algumas palavras pudessem lhe gelar o sangue nas veias, fazer seu corao subir  garganta, mas ela estava errada. Apesar do
profundo terror, ela resolveu dizer:

- Sou uma mulher adulta, Bankotsu - disse.  No serei punida como uma criana. No por voc, nem por homem algum.

Ele ergueu uma sobrancelha pela audcia dela, e a expresso calma que ele tinha era ainda mais ameaadora do que se ele tivesse reagido com raiva.

- Vamos ver  ele disse. Ele se inclinou e abriu a porta da carruagem, ento saiu. Quando estendeu a mo para ajudar Rin a descer, ela se recusou a peg-la.

- Voc no vai me bater  ela disse severamente.  No vou mais suportar seu abuso.

Sua falsa calma quebrou-se, e por um momento seus olhos brilharam com uma raiva intensa.

- Voc ousa me dizer o que posso ou no tolerar sob meu teto?

O cocheiro apareceu para ajud-los a descer, viu que bankotsu j o havia feito e deu a volta indo para a frente pegar as rdeas dos cavalos e conduzi-los para a
cavalaria. Bankotsu se aproximou, agarrou o brao de Rin e quase o arrancou do encaixe quando a puxou para fora. Ela engasgou com a dor.

Conforme a carruagem saia do caminho, ela queria chamar o condutor, implorar para que ele a ajudasse, mas balanando e oscilando a carruagem poderia t-la arrastado,
e bankotsu ficaria ainda mais nervoso.

O pnico a dominou e Rin tentou escapulir. Mas aonde iria, ela no sabia, apenas pensou em correr para a casa ao lado e tentar fazer isso antes de bankotsu a alcanar.

- Voc acha que ele pode ajud-la? Ele sibilou em seus ouvidos. Ele apertou seu brao j dolorido e ela choramingou.  Ningum pode ajud-la, Rin!

O desespero a fez dizer o nome de Jenine enquanto Bankotsu a forava em direo da casa. Seu irmo apenas riu.

- Ele no se importa desde que os machucados no apaream.  Ele passeou os olhos sobre ele.  Claro que primeiro precisamos tirar esse vestido. Custou uma fortuna
e eu no quero v-lo rasgado ou manchado.

Rin tentou afundar os saltos do sapato, mas no funcionou. Bankotsu era muito forte. Se Mary abrisse a porta para eles, ela apelaria por socorro, embora Rin no
tivesse certeza de que ela o faria. Ningum apareceu  porta, e Rin se conscientizou que pela hora, Mary estaria l em cima com a duquesa.

Bankotsu arrastou Rin para dentro, se dirigiu s escadas e aos quartos no andar superior. Os dois pararam devido  viso que os receberam.

Ali, na viga que corre pela extenso do alto teto pendia uma corda, na qual pendia um corpo que balanava para frente e para trs. Era o cadver de uma mulher. Rin
quase no a reconheceu, a face da mulher estava azulada pela sufocao, sem mencionar os machucados que pretejavam seus olhos sem viso e distorcia suas feies.
Mas Rin a conhecia. Era Lydia.
CAPTULO 9

Sesshoumaru havia acabado de chegar depois de umas poucas rodadas de carteado e acabara de tirar o casaco quando o som chegou at ele. Ele voltou o ouvido para a
janela aberta. Novamente ouviu o som. O som distante de choro. Ele sempre teve conscincia de sua audio afiada, e de seu ainda mais afiado olfato.

Ele nunca havia prestado muita ateno a isso, no at saber sobre a maldio. Agora ele sabia por que seus sentidos eram muito melhor adaptados do que os dos homens
normais. Era o animal... o animal que aguardava dentro dele para ser libertado.

Por que ela estava chorando? Que era Rin, ele no tinha duvidas. Ele deveria se apressar para ajud-la? Ou estaria ela chorando por algo sem muita importncia? Alguma
farpa que algum lanou contra ela no sarau dos L Grande? Mas no, ela estava chorando com o corao, com a alma. Algo estava terrivelmente errado, e ele tinha
de ir ver e descobrir o que era.

Sem se importar em colocar o casaco, ele deixou seu quarto. Havia pouco serviais na residncia. Todos os homens. As mulheres eram muito assutadas para trabalhar
para ele. No viu ningum quando desceu as escadas, ento saiu pela porta da frente.

A grama estava molhada. Havia uma neblina pesada no ar. Uma leve garoa caia. Ele estaria ensopado quando chegasse ao quarto de Rin. Quanto mais perto chegava da
casa, mais fcil era de se ouvir os gemidos chorosos. Ele se apressou.

Ele escalou a grade de sua sacada sem incidentes, meio preocupado que ela houvesse trancado sua porta. As portas estavam fechadas por causa do ar frio da noite,
mas no estavam trancadas. Ele entrou. Seus olhos se ajustaram facilmente  escurido. Ele a via aconchegada sob as cobertas.

- Rin?

Com um pulo, ela jogou as cobertas de lado e se sentou.

- Sesshoumaru?

- O que aconteceu?

- Oh! Sesshoumaru!  ela saiu da cama e correu pelo tapete. Ele no podia ficar mais surpreso quando ela se jogou em seus braos  Foi horrvel!

Suas mos automaticamente se dirigiram para os cabelos soltos. Parecia a mais fina seda debaixo de seus dedos  O que foi horrvel? Por que voc est chorando?

- Lydia  ela conseguiu dizer entre os soluos.  Ela se enforcou!

Sesshoumaru levou Rin para a cama. Ele a ajudou a sentar-se antes de se sentar ao lado dela.

- Lydia? Ela era sua amiga?

- Minha criada  ela respondeu.  Ela tinha sido demitida no comeo da semana, mas hoje  noite quando chegamos do L Grande, l estava ela, pendurada nas vigas.

Quando Rin cobriu o rosto com as mos e deixou escapar outro soluo, ele colocou o brao em volta de seus ombros.

- Foi minha culpa  ela murmurou  Foi por minha causa que bankotsu a demitiu. S posso presumir que ela no conseguiu outro emprego e, ento, algo deve ter acontecido
e ela decidiu que a morte era a sada mais fcil do que seu futuro frio.

O sofrimento profundo de Rin por causa da criada o surpreendeu. Verdade, o que ela viu teria afetado qualquer pessoa, mas muitas jovens de sociedade, ele imaginava,
chorariam um pouco por causa do incidente e depois o deixariam de lado, esquecendo rapidamente o problema.  claro que ela havia descoberto o corpo h apenas umas
poucas horas.

- Ela deixou um bilhete? Qualquer explicao sobre o porqu de ter tomado tal deciso?  ele perguntou.

Rin sacudiu a cabea.  No. Nada que algum tivesse achado pelo menos. Ela...

- Ela o que?

- Ela tinha hematomas pelo corpo.

Um alarme soou na cabea de Sesshoumaru: - Hematomas?

- No rosto.  Rin continuou.  Parecia que ela havia sido espancada recentemente, e muito espancada. bankotsu disse que ela andava com um bando de arruaceiros. Eu
o ouvi dizendo ao policial que um de seus homens, que era um bbado, provavelmente a espancou. Talvez ele tenha terminado o relacionamento deles. Talvez depois de
ela ter sido demitida o que a levou a se enforcar.

- bankotsu esteve com voc a noite toda no L Grande, no ?

Ela confirmou.  Sim, porque voc pergunta?

Sesshoumaru suspeitava que seu irmo de criao tivesse cometido o crime, mas ele havia estado com Rin na festa toda a noite. Ele possivelmente no poderia ter sido
responsvel pela morte da criada. Pelo menos no pelo enforcamento.

- Voc era muito prxima desta mulher?

Rin soluou maciamente. Seus olhos estavam brilhantes pelas lgrimas quando o olhou.  Eu considerava que ramos amigas. Ns ramos muito mais prximas, acredito,
que muitas pessoas de classes diferentes. Mas ela nunca me falou de sua vida pessoal.

- Por que ela foi demitida?

De repente, Rin desviou os olhos dele. Ela no queria responder. Sesshoumaru comeou a volt-la em sua direo, mas quando a tocou no brao, ela hesitou.

- O que aconteceu com seu brao?

- Eu machuquei!  ela respondeu baixinho, mas ainda se recusando a encar-lo.

- Como?

- No me lembro.

Uma suspeita o atingiu, Uma que j o havia atingido antes. Ele tinha que ter certeza desta vez. Sesshoumaru tinha de saber com certeza. Ele se aproximou, pegou a
manga de seu vestido de algodo, e o rasgou nos ombros. Rin arfou e tentou afastar-se, mas ele no a permitiu escapar. Na plida luz do quarto ele viu o feio machucado,
a impresso de dedos contra a pele. Seu sangue comeou a ferver.

- Quem fez isso a voc, Rin?

Seus olhos se encheram de lgrimas novamente. Por um momento ela pensou que no conseguiria dizer nada a ele. Respirou profundamente e respondeu:

- Bankotsu. Ele j me machucou antes. Ele tem um temperamento horrvel!

Sesshoumaru praguejou, levantou-se e se dirigiu  porta do quarto.

- Vamos ver o que ele acha de agredir um homem!

Rin saltou da cama e se apressou na frente dele, pressionando-se contra a porta antes que ele a abrisse.

- No, Sesshoumaru, voc no deve fazer isso! Ele nem mesmo est em casa. Depois que o policial se foi levando o corpo de Lydia, ele foi ao clube.

Determinado, Sesshoumaru se voltou para a porta da sacada. Sua raiva crescendo a cada minuto.

- Ento eu vou procur-lo.

- Por favor, no me deixe!

Seu pedido abafado o deteve. Ele se voltou para olh-la, to delicada, to amedrontada. Ela estava em p no meio do quarto tremendo. Seu vestido rasgado pendendo
de um ombro macio. Ele havia deixado  porta aberta e o vento frio da noite tinha entrada no quarto. Sesshoumaru aproximou-se e a fechou, ento foi ter com ela.

- V para a cama  ele ordenou suavemente.  Voc est exausta.

Ela se dirigiu  cama e entrou embaixo das cobertas. Sesshoumaru se juntou a ela, sentando-se na beira da cama. Sua camisa estava mida por causa da garoa, e agora
o ar frio penetrou em sua raiva e ele ficou gelado.

- Voc realmente no havia tropeado e cado contra uma cadeira na noite do baile em Greenleys, no ?

- No  ela respondeu.  Bankotsu me estapeou por... ter sado com voc.

- E, tambm, voc no saiu comigo para impressionar suas amigas, no ?

- Eu no tenho amigas.  ela admitiu.  Bankotsu vai me forar a casar porque precisa de dinheiro. Eu pensei que se voc me arruinasse, nenhum homem iria me querer
e ele me deixaria voltar para o interior.

Sesshoumaru suspirou. Ele passou os dedos pelos cabelos midos para afast-los do rosto.

- Rin, deve haver algum que possa ajud-la. Famlia...

- Eu no tenho ningum. De repente ela se sentou, - Meu pai morreu, Ele me deixou aos cuidados de minha madrasta porque ele sabia que ela me amava e cuidaria de
mim, mas ela est muito doente, e seus advogados deram a minha guarda a Bankotsu, Ele dissipou toda a minha herana. Agora ele espera poder me usar ainda mais.

Suas suspeitas no eram nada comparadas s revelaes que ela fazia. "Bom Deus, como ela conseguia viver em condies to deplorveis? Ela era um pouco menos que
uma prisioneira nessa casa,  merc de um homem que a usava para seus ganhos e a abusava dela em troca." Sesshoumaru queria matar Bankotsu. Ele queria mais do que
mat-lo. Ele queria rasgar sua garganta com os dentes.

- Por que voc no me disse a verdade logo no comeo?

Rin olhou para as mos.  Eu no o conhecia. No podia ver que bem faria lhe dizer a verdade. - Ela olhou para ele.  Ainda no sei.

Ela tinha razo. O que ele poderia fazer por ela exceto matar o homem que ousava trat-la daquela forma? O meio social iria adorar a oportunidade de provar que ele
era, de fato, um assassino. Como ele poderia lhe oferecer proteo, sem oferecer-lhe seu nome? E ele no podia oferecer-lhe seu nome. Ele no poderia lhe oferecer
um futuro brilhante, crianas, nenhuma das coisas que ela merecia.

- Voc est tremendo novamente.  ele notou. Sesshoumaru puxou as cobertas para cobri-la, mas ela comeou a bater os dentes. Ela precisava de mais calor do que o
fogo poderia fornecer. Ele tirou a camisa mida antes de se estender ao lado dela, puxando-a para seus braos. Ela ficou tensa.

- No tenha medo de mim!  ele disse contra seus cabelos.  Quero apenas aquec-la com o meu calor.

Momentos aps ser abraada, ela relaxou contra ele. Ele queria mais informaes sobre Bankotsu.

- Voc no me disse por que a criada foi demitida.  ele a relembrou.  Ou por que voc acredita que ela foi dispensada por sua causa.

Rin colocou a cabea embaixo do queixo dele. Os cabelos delas tinham o perfume de lavanda e estavam espalhados pelo seu peito.

- Ela me disse que Bankotsu a havia se imposto a ela. Eu o chamei  ateno pelo fato, ele ficou furioso. A prxima coisa que soube foi quando Mary, a governanta,
disse que Bankotsu havia demitido Lydia.

Um estuprador, alm de espancador de mulheres? Quanto mais Sesshoumaru descobria sobre Bankotsu, mais ele pensava em Kagura. Ele no conseguia imaginar como ela
foi parar em seu estbulo, mas se ela estivesse fugindo de algum, por exemplo, dessa casa, ela apenas teria de correr pelo gramado para se esconder em sua propriedade.
Bankotsu no tinha sido suspeito, no quando o assassinato poderia recair sobre um homem que j tinha uma reputao questionvel perante a sociedade.

- Voc fica aqui comigo um pouquinho?  Rin pediu  At eu adormecer?

Ele estava louco para encontrar Bankotsu  bater nele at que ele desmaiasse, pelo menos. Talvez amea-lo de que se ele levantasse a mo contra Rin mais uma vez,
ele se daria muito mal. Mas ela ainda estava tremendo nos braos dele, e se sua presena a fizesse se sentir segura, mesmo que por um tempo, ele ficaria. Era tudo
o que ele podia fazer para ela.

- Est bem, eu fico.  ele respondeu, acariciando seus cabelos de seda. Uma pergunta surgiu repentinamente em sua mente.  Qual  o papel de Jenine em tudo isso?

Ela estremeceu contra ele, mas ele no sabia se de frio ou pela meno do nome do homem.

- Bankotsu deve muito dinheiro a ele por divida de jogo. Ele me quer em troca.

- Ento seu irmo est negociando voc, como um tapete usado?

Ela no respondeu. Ele sabia que ela se sentia humilhada por ele ter descoberto seus segredos. Isso o deixou com mais raiva ainda, se  que era possvel. Ele tinha
que tirar Rin dessa situao, e rpido.

- A duquesa-me  ocorreu-lhe num estalo.  Eu posso conseguir-lhe abrigo com ela. Ela  velha, e frgil, mas ela  como uma galinha velha quando algum a quem protege
 ameaado.

- No creio que Bankotsu me deixe partir  Rin disse.  No sem lutar.

Sesshoumaru a trouxe mais para perto. Instintos protetores cresceram dentro dele.  Se ele quer guerra, pode deixar que eu dou isso a ele!

Rin havia pensado no que Sesshoumaru faria se ela tivesse uma segunda chance de lhe contar sobre o irmo de criao. Agora ela sabia. Ela se sentia segura nos braos
dele, segura pela primeira vez em meses. Segura, mas nem tanto. Mesmo em seu estado de esprito, ela tinha conscincia do bater compassado de seu corao sob seu
ouvido. Conscincia da pele macia e quente. Conscincia de seu cheiro que lhe despertava os sentidos.

Ela sempre pensava se no tivesse posto seu plano audacioso em ao naquela noite em Greenleys, ela ainda sentiria tanta atrao por ele? Mas ela sabia que sim.
Ela tinha se sentido atrada por ele  primeira vista, antes mesmo de saber seu nome. Antes de ouvir os sussurros misteriosos sobre ele. Quem diria ento que Sesshoumaru
Taishou viria em defesa de uma mulher? Que ele talvez fosse mais honrado do que aqueles que o esnobavam?

A exausto a dominou. Ela havia chorado por causa de Lydia at o fim de suas foras, e agora, Rin fechou os olhos e permitiu que Sesshoumaru a abraasse. Ele afagava
seus cabelos gentilmente, e essa ao a ninou. Ela no queria pensar sobre o amanh. Sobre a batalha que aconteceria quando Sesshoumaru tentaria tir-la de sob o
teto de Bankotsu e de seu controle cruel. O amanh chegaria cedo demais.

CAPTULO 10

A madrugada estava despontando no cu quando Sesshoumaru deixou a cama de Rin e colocou sua camisa molhada. Ele a encarava enquanto se vestia. Ela dormia de lado,
as mos sobre o rosto. Seus cabelos eram uma massa desordenada escura, os lbios levemente separados. Ele no acreditava que havia passado a noite toda apenas a
abraando quando o que realmente queria era fazer amor com ela.

Ele ouviu Bankotsu chegar a um hora ridcula e teria ido confront-lo se a fofoca no o colocasse nessa casa  essa hora, vindo do quarto da irm de criao, ainda
por cima. Rin j havia enfrentado muito.

Sesshoumaru no arruinaria a reputao dela, embora esse fosse o plano que ela elaborara na noite em que se aproximou dele no baile. Agora ele sabia o quo desesperada
ela estava por ter feito algo to fora de seu carter. Ele odiou Bankotsu ainda mais por for-la a tomar medidas to drsticas.

O plano de Sesshoumaru era se trocar assim que chegasse em casa, ento, em uma hora apropriada visitar a duquesa-me e solicitar sua ajuda para remover a guarda
de Rin de Bankotsu. Vestido, ele se dirigiu  porta da sacada.

Rin se mexeu. Ele voltou para a cama e esperou at que ela voltasse a dormir. Algo dentro dele se revirou enquanto a observava. Algo desconhecido. Um sentimento
de proteo que ele nunca sentiu por mulher alguma. Ele se curvou e beijou-a levemente no rosto, ento se afastou dela.

Uma vez na sacada, ele olhou ao redor e, vendo que ningum ainda estava se mexendo na residncia ou na cocheira, escalou a grade. Ele estava quase chegando a seu
estbulo quando notou algo estranho. Seus cavalarios estavam todos para fora conversando, seus hlitos formando vapores no ar da manh. Shippo, um rapaz que vinha
trabalhando para Sesshoumaru por um ano ou mais, o viu antes dele chegar ao estbulo. Os olhos do rapaz se arregalaram, e ele fez sinal para que Sesshoumaru se afastasse.

Sesshoumaru adiantou-se. Dois homens saram do estbulo. Sesshoumaru os reconheceu imediatamente. Eles eram os inspetores que o interrogaram na noite que Kagura
havia morrido. Seus cabelos se arrepiaram na nuca, Um dos homens olhou em sua direo.

- L est ele!  ele gritou  No tente correr, Lorde Taishou!

Por que ele correria? Mas ele j sabia a resposta. Ele sentiu o cheiro do sangue. Ele no correu, ao invs disso, caminhou em direo ao homem.

- Lorde Taishou, o inspetor disse quando ele se reuniu ao grupo.  Voc est preso por assassinato!

Sesshoumaru passou pelo homem e entrou no estbulo. L no cho jazia uma mulher, espancada, morta. A pintura do rosto e lbios e a maneira de se vestir mostravam
claramente que era uma prostituta, o mesmo que Kagura era.

- Noto que sua camisa est mida.  disse um dos inspetores para o outro.  Acho que ele tentou lavar o sangue dela.

- Lorde Taishou, h algum que possa dizer onde passou toda a noite?

A pergunta do segundo homem era sarcstica. Ele nunca tinha imaginado que os detetives acreditaram que ele era inocente do ltimo assassinato. Ou ele ou um dos irmos.
Sesshoumaru tinha algum que podia dizer onde ele havia passado  noite, Mas,  claro que ele no diria o seu nome. No sem arruin-la completamente.

- No.  ele respondeu.

- Ento o senhor ter de nos acompanhar.

Os homens o ladearam e tomaram seus braos a fora.

- Shippo, pea a Jaken que me mande uma muda de roupa limpa para a inspetoria.  disse Sesshoumaru.  O resto de vocs, cuidem dos cavalos to logo... to logo removam
o corpo.

Ele partiu com os detetives, imaginando se veria sua casa novamente, ou qualquer outra coisa alm do lao do carrasco ou das paredes cinzentas de Newgate.

Rin surpreendeu-se ao ver Bankotsu no tardio caf da manh. Ele normalmente dormia a maior parte do dia devido s altas horas que chegava. Mary dificilmente podia
servir  mesa sem chorar, e em vrias ocasies Rin a acompanhava. Bankotsu, ela notou, nem demonstrava que algo desagradvel havia acontecido na casa na noite anterior.
De fato, ele parecia muito contente.

- Tenho novidade sobre nosso vizinho  ele disse, passando manteiga metodicamente em um pozinho.  Parece que Lorde Taishou foi preso hoje de manh por assassinato.
Encontraram outra mulher morta em seu estbulo.

No comeo, as palavras de Bankotsu no faziam sentido. Rin o encarou por sobre a mesa, o garfo a meio caminho de seus lbios.

- Vai ser difcil algum ajud-lo a sair livre dessa vez. Ningum o viu nos clubes noite passada, eu inclusive. Os trabalhadores do estbulo disseram que no havia
nada de anormal at por volta da meia-noite, quando terminaram uma rodada de carteado e foram para casa. Parece que o responsvel pela segurana se embebedou at
cair e no ouviu nada.

- Ele no  culpado  Rin sussurrou.

Bankotsu parou de amanteigar o po e olhou para ela  Como voc pode saber disso? Por que ele  bonito? Por que voc gosta dele? Por que voc quer que seja verdade?
 ele riu antes de finalmente morder seu pozinho.  Todos os desejos do mundo no salvam o pescoo dele dessa vez. No posso dizer que sinto muito por v-lo partir.
Talvez consiga um preo melhor pela casa, agora, caso decida vender... isto , depois que minha querida me tenha falecido.

Rin ficou contente por no ter comido nada, pois com certeza ela vomitaria. Outro assassinato aconteceu. Outra mulher morta encontrada no estbulo de Sesshoumaru.
Rin tentou se lembrar de quando ele havia sado de sua cama e estava certa que era de manhzinha. Ele no podia ter matado aquela mulher. Ele esteve com ela  noite
toda. S que ele no podia dizer que tinha estado com ela, compreendeu.

- Com licena.  ela disse, ento colocou seu guardanapo na mesa e se levantou.  Vou me retirar para o meu quarto. Ainda estou terrivelmente triste por causa de
Lydia.

- Voc que sabe... Bankotsu parou antes de dar outra mordida no pozinho.  No estou certo de que ele no esteja envolvido com a morte dela tambm. Ns nos odiamos.
Ele seria bem capaz de coloc-la balanando l entre as vigas como uma piada cruel.

- Deus nos perdoe!  Mary murmurou.

Rin sai correndo da sala de jantar. Apressou-se pela escada, entrou no quarto e automaticamente trancou a porta. Ento afundou-se no cho, muito chocada para se
mexer. Por que Sesshoumaru no disse s autoridades onde esteve toda a noite? Para salvar sua reputao? Bom Deus, o homem tinha mais honra do que todos os cavalheiros
da sociedade juntos. Ela se sentia doente.

Doente por ele se sacrificar pela reputao dela. Uma reputao que ela prpria teria arruinado no baile de Greenleys se ele no tivesse sido to desgraadamente
honrado naquela noite tambm.

Ela no podia deixar isso acontecer. Ela no deixaria. Tambm no poderia contar a Bankotsu a verdade. Ele nunca permitiria que ela se arruinasse por Sesshoumaru.
Ele provavelmente a espancaria quase ate  morte por admitir ter permitido que Sesshoumaru entrasse em seu quarto, no uma vez, mas duas agora. Mas o que ela podia
fazer? Bankotsu nunca permitiria que ela andasse por Londres sozinha.

Rin reuniu suas foras. Nos ltimos trs meses seu irmo de criao a havia controlado, enfraquecido com ameaas e abusos e roubado a maior parte de seu esprito.
Ela no podia permitir que ele continuasse. Sesshoumaru havia lhe dado esperanas na noite passada. Esperana de escapar. Agora ela devia fazer o mesmo por ele.

Levantando-se, Rin se encaminhou para a sacada, abriu as portas e saiu. Ela observou a grade coberta de vinha que ficava prximo  sacada. Sesshoumaru havia lhe
dito que no era difcil de escalar, no se um homem estivesse determinado. No se uma mulher estiver determinada, tambm, ela decidiu. Rin aproximou-se do corrimo,
ergueu suas saias e, cuidadosamente, passou uma perna sobre ele, ento alcanou a grade.

Seu brao ainda estava dolorido onde Bankotsu a havia machucado, mas ela mordeu os lbios e se agarrou  grade. Ela se soltou da sacada. Ento comeou a descer.
No era uma tarefa fcil, apesar do que Sesshoumaru havia dito. Mas ento, Sesshoumaru no tinha que mexer em um vestido e duas anguas.

Quando atingiu o solo, Rin se escorou contra a parede e olhou ao redor. No havia ningum. Bankotsu devia estar tomando o caf da manh, ainda. Ela no acreditava
que pudesse ir at a cocheira e ordenar que a levassem  cidade. Ela devia procurar ajuda em algum outro lugar. Ela olhou pelo quintal em direo  residncia de
Sesshoumaru. Jaken, seu mordomo, poderia ajud-la. Certamente, ela a ajudaria quando dissesse que tinha informaes que poderiam libertar Sesshoumaru. Pelo menos,
ela rezava para que ele a ajudasse.

Sesshoumaru estava sendo interrogado pelos inspetores por vrias horas. Faziam sempre as mesmas perguntas, para as quais ele sempre dava as mesmas respostas. Ele
estava sozinho a noite passada, e no, ele no era culpado pela morte da mulher, e novamente, no, ele no tinha testemunhas para atestar o fato. Ele estava surpreso
que ainda no o tivessem conduzido a Newgate, mas parecia que at mesmo um Taishou, por causa do titulo e da riqueza, recebia tratamento especial com relao a assassinato.

Uma leve batida soou na porta, e um dos inspetores levantou-se para atend-la. O perfume dela chegou a ele antes de ela realmente entrar. Sesshoumaru se endireitou
na cadeira onde estava estirado. "Que diabos Rin estava fazendo aqui?"

Palavras foram trocadas e ele poderia ter facilmente entreouvido a conversa com sua audio super-especial, mas ele estava muito chocado pelo que ela estava tentando
fazer. Ela entrou na sala alguns minutos depois.

- Essa dama tem informaes sobre Lorde Taishou.  um dos inspetores disse ao outro.  Parece que ela sabe onde ele andou ontem  noite.

- No, Rin  Sesshoumaru ordenou calmamente.

Ela endireitou os ombros e o ignorou.

- E a senhorita ?  o inspetor que estava sentado perguntou.

- Lady Rin Ozawa a filha do falecido Duque de Montrose e vizinha de Lorde Taishou.

As sobrancelhas do inspetor se arquearam  Ento, a senhorita deve ter visto algo noite passada, digamos de uma de suas janelas?

- No, Rin admitiu.  Eu no vi nada, mas eu sei onde Lorde Taishou passou a noite toda.

- Rin  Sesshoumaru a advertiu novamente.  pense bem no que est fazendo

- Por favor, cale-se enquanto Lady Rin estiver falando  um dos inspetores disse a Sesshoumaru.  Seno teremos que retir-lo da sala at que a dama tenha ido embora.

- Ela est mentindo  ele informou aos inspetores.

Os dois olharam feito para ele.  Como o senhor pode saber que ela est mentindo se ela ainda no nos disse nada?  um deles perguntou.

- Sinto que sei o que ela vai dizer  Sesshoumaru respondeu  Espero estar errado  ele acentuou, encarando Rin.

Ela no olhou para ele.

- Lady Rin, a senhorita estava dizendo que sabe onde Lorde Taishou passou a noite passada  o inspetor disse prontamente  Se no o viu pela janela, ou de sua propriedade,
como sabe onde ele estava?

Seu olhar escorregou para Sesshoumaru, depois rapidamente voltou-se para o inspetor,

- Eu sei por que ele estava comigo  ela respondeu  Seu rosto enrubescendo em uma linda colorao rosada  Em meu quarto  ela especificou  em minha cama.

Sesshoumaru teria adorado apreciar o modo como s bocas dos homens se abriram de susto, se no fosso pela seriedade da situao. Ela poderia se arruinar com suas
admisses. Arruinar-se tanto que nem ele no poderia ajud-la

- A senhorita estaria disposta a jurar tal fato, Lady Rin?  um dos homens se recuperou.  Mesmo que fazendo tal admisso indubitavelmente, bem, isso causaria falatrio
na sociedade sobre o seu carter e, bem...

- Eu estaria arruinada  Rin completou.  Sim, eu estou ciente das conseqncias, Inspetor. Mas no posso permitir que um homem inocente seja condenado por um crime
que no cometeu. Era minha obrigao comparecer, no era?

- Posso ter uma palavrinha s ss com a dama?  Sesshoumaru pediu. Ele tinha que fazer Rin retirar sua admisso. Ele tinha que faz-la entender que se ela se arruinasse
dessa maneira, nem mesmo a duquesa-me poderia ajud-la. Que isso a levaria a continuar  merc de seu irmo de criao e, com o seu mau gnio, ele descontaria nela.

- Lorde Taishou, at que tenhamos resolvido o assunto seria muita tolice de nossa parte deixar um assassino de mulheres s ss com uma dama.  um dos homens ressaltou.

- Eu estaria perfeitamente segura  Rin assegurou ao homem. - Porque Lorde Taishou no  um assassino. Ele... ele j esteve em meu quarto mais de uma vez.

- Ento, vocs so ah... amantes, Lady Rin?

Novamente seu rosto ficou rosado; - Parece que sim  ela respondeu.

Sesshoumaru queria uivar. No, ele no queria pagar, e provavelmente com a vida, por assassinar duas mulheres que nunca havia visto, mas sabia para onde isso estava
se encaminhando, viu a nica sada que Rin havia deixado para ele, e no tinha tanta certeza de que Newgate ou ficar pendurado por uma corda no eram opes mais
seguras. Ele havia feito um juramento. Rin acabara de for-lo a quebr-lo.

- Voc juraria por escrito?  o inspetor a pressionou.

Ela levantou o queixo  Sim, claro que sim.

O inspetor que estava sentado inflou a bochecha e soltou o ar delas. Ele lanou um olhar gelado e direo a Sesshoumaru.

- Lorde Taishou, parece que as mulheres vivem aparecendo mortas em sua propriedade, e o senhor sempre tem um libi que lhe permite se safar dos crimes.

- Algum est obviamente tentando me incriminar  ele falou calmamente, embora no se sentisse calmo por dentro.  Quando sair daqui, ser meu maior desejo descobrir
quem e por que.

- Nosso tambm  o homem lhe assegurou antes de dar as costas a Rin.  Onde mora, Lady Rin? E a senhorita dever escrever uma declarao juramentada de que Lorde
Taishou estava com a senhorita a noite toda no dia do assassinato.

- Moro com minha madrasta e meu irmo de criao  ela respondeu  Bankotsu Chapman.

O inspetor estava reunindo papel e tinta e rapidamente a encarou  Chapman? Parece que outra mulher morreu noite passada, e foi em sua prpria residncia. O policial
 obrigado a nos informar desses assuntos, embora tenha dito que aparentemente a mulher se enforcou.

Lgrimas inundaram os olhos de Rin  Sim, uma criada, Lydia. Ela havia sido demitida e acredito que tenha sido por isso que ela se suicidou. Essa foi uma das razes
de Lorde Taishou ter vindo a mim. Para me confortar.

Ambos os detetives trocaram um olhar. Sesshoumaru suspeitou que eles estivessem criando quadros mentais sobre o tipo de conforto que Rin havia recebido dele.

- Seu irmo o deixou entrar pela porta da frente, no foi?  um dos homens perguntou suspeitamente.

Rin negou com a cabea  No. H uma grade perto da sacada de meu quarto. Quando Lorde Taishou me visita, ele a escala. Meu irmo de criao no sabe de suas visitas.

- Sei  O inspetor lhe entregou papel, uma pena e um tinteiro. A senhorita sabe que o Sr. Chapman logo saber a verdade sobre as visitas noturnas de Lorde Taishou,
no ?

- Sim.

- Rin, voc tem conscincia disso?  Sesshoumaru acrescentou como uma boa soluo  No  tarde para retirar sua admisso.

Ela finalmente encarou Sesshoumaru. Seus olhos se enterneceram.

- Eu nunca poderia viver comigo mesma se eu o forasse a sacrificar sua liberdade, talvez, at mesmo sua vida, apenas para salvar minha reputao. Quero que saiba
isso de mim.

"Que se dane sua bondade! Ela o havia encostado-se a um canto, e ele podia ver apenas uma sada, ao menos para ela."

- E quero que saiba isso de mim. Se voc assinar esse papel, Rin, voc estar concordando em se tornar minha esposa.

Ela empalideceu  O que?

- Voc sabe que eu no a arruinaria to completamente e depois a deixaria encarar a sociedade sozinha. Ou permanecer na casa de seu irmo de criao.  ele acrescentou
significativamente.  Pense muito bem antes de se comprometer comigo. Eu no a amo.  Embora olhar chocado que ela lhe deu o atingisse bem l no fundo e despedaasse
seu corao, ele sentiu que devia acrescentar: - Eu nunca a amarei.

As mos de Rin comearam a tremem. O inspetor sentado logo a sua frente resmungou por entre os dentes "Bastardo!". Esse no era um Sesshoumaru Taishou que ela j
tinha visto, mas espere, era sim. O Sesshoumaru que quase a seduzira dentro de sua carruagem na noite do Baile Greenleys. Um homem que podia ser quente ou frio num
piscar de olhos. Ela pensou que desde aquela noite ela o conhecia melhor. Ele a havia confortado ontem  noite. Ele a segurara em seus braos e se enraiveceu por
sua sorte. Ele havia oferecido uma soluo para seus problemas. Agora ele a oferecia uma outra.

Mas, diferentemente da outra soluo, essa vinha com uma condio. Ele no a amava; ela supunha que s podia dizer que ele era honesto por lhe fazer tal afirmao.
Ele nunca a amaria. Isso fora crueldade. Mas ento, esperar por amor em um casamento era esperar muito uma vez que Bankotsu tinha seu futuro nas mos. Ao menos,
Sesshoumaru no bateria nela nem ficaria parado se outra pessoa a agredisse. Ao menos, ela se sentia atrada por ele.

A sociedade a evitaria por se casar com ele, mas sua mente racional lhe indicava que no havia outra escolha. Melhor ser rejeitada como uma mulher casada, do que
ser rejeitada, solteira e ainda vivendo sob o teto do irmo de criao.

Ela tentou controlar seu tremor enquanto escrevia a declarao dizendo saber que Sesshoumaru era inocente do crime de assassinato, e que ele havia passado a noite
toda com ela. Ela jurou sob o bom nome de seu pai. Quando terminou, ela abaixou a pena e se endireitou.

- Voc pode ir Lorde Taishou.  disse o inspetor.  Mas saiba que o estaremos vigiando, e rezemos para que no aparea mais nenhuma mulher assassinada em sua propriedade.

Sesshoumaru se levantou e encaminhou para a porta. Rin se voltou para segui-lo.

- Deus tenha piedade de sua alma, Lady Rin  o inspetor disse mansamente.  Espero que saiba o que est fazendo.

Ela no tinha a menor idia do que estava fazendo. Sua mente estava nublada. Uma vez, em seu estbulo, Rin tinha desejado que Sesshoumaru pelo menos fingisse que
faria uma proposta por sua mo. Agora ela concordara em se casar com ele por algo que no tinha nada a ver com amor. Bem em frente aos seus olhos, ele parecia ter
se isolado dela. Ela havia repousado no calor dos seus braos na noite anterior; agora ela s sentia frieza da parte dele.

Eles saram da inspetoria. Do lado de fora, a carruagem de Sesshoumaru os aguardava. Quando ela chegou  residncia de Sesshoumaru, Jaken estava separando uma muda
de roupa e outros itens pessoais necessrios para serem enviados. Rin implorou para que o homem a levasse com ele dizendo ter provas que inocentariam Sesshoumaru
do assassinato. Ele apenas lhe deu seu inexpressivo aceno de cabea e pediu que o condutor a ajudasse a subir na carruagem

- Para onde vamos, agora?  ela questionou Sesshoumaru quando se aproximavam da carruagem.

- Ver o Arcebispo de Canterbury  ele respondeu.  Conseguirei uma licena especial e nos casaremos hoje.

- Hoje?  Rin grasnou.

Sesshoumaru olhou-a rapidamente.  Voc no acha que Bankotsu vai nos permitir publicar proclamas e planejar uma festa, no ?

- No.  ela concordou, e o pensamento da ira de Bankotsu quando soubesse que ela se casara com Lorde Taishou e arruinara seus planos para ela a deixou enjoada.
Na realidade, a aterrorizou.

- O Arcebispo apenas concede uma licena especial com ponderao  ela informou a Sesshoumaru.  Voc realmente acha que ele nos conceder uma?

- Sua ponderao, pelo menos foi o que eu soube, pode ser enormemente influenciada por quanto uma pessoa esteja desejosa de pagar pela licena. Farei com que ele
concorde.  Sesshoumaru abriu a porta da carruagem e ajudou Rin a subir. Juntou-se a ela logo aps dar instrues ao condutor. Bem, l estava ela, na carruagem de
Sesshoumaru, novamente. Apenas que dessa vez, ela no esperava que ele fosse seduzi-la.

- Voc no precisa fazer isso, Sesshoumaru  ela disse to logo a carruagem se ps em movimento  Eu no vim para for-lo a se casar comigo. Eu vim para ajud-lo,
da mesma forma como voc quis me ajudar ontem  noite, se lembra?

Ele correu as mos pelos cabelos. Estavam soltos, do jeito que ela gostava.

- No estou tentando ser cruel com voc, Rin. Jurei nunca me casar. Eu planejava manter esse juramento. H uma razo para eu ter feito essa promessa a mim mesmo.

Ela pensava que sabia qual era: - Por causa de sua famlia? Por causa da maldio?

- Sim, ele respondeu.

- Talvez voc e seus irmos sejam poupados da insanidade que acometeu seus pais.  ela ponderou.

Ela a surpreendeu com uma risada. O mesmo riso que ela havia ouvido dele na noite do baile Greenleys. Um riso sem humor. Ele acalmou-se pouco depois.

- Toda a sociedade pensa que os irmos Taishou esto amaldioados com a insanidade. Mas essa no  a real maldio.

Rin estava confusa.  Ento qual ?

Ele desviou o olhar para alm dela.  Reze para nunca descobrir.

Foi tudo o que ele disse, e pelo modo como ele olhava fixamente para fora pela janela da carruagem o trfego congestionado das ruas de Londres, era tudo que pretendia
dizer. Agora que o adormecimento comeava a diminuir, Rin considerava se no tinha cometido o maior erro de sua vida, ou se em algum lugar daquele homem distante
sentado a sua frente vivia o mesmo Sesshoumaru Taishou que ela estava comeando a conhecer antes de o destino os jogar dentro desse mar tempestuoso. Ela supunha
que logo saberia.

CAPTULO 11

J era tarde da noite quando a carruagem de Sesshoumaru chegou a sua residncia. Rin acordou de imediato. O dia havia sido muito movimentado, para dizer o mnimo,
e ela adormeceu logo que partiram da pequena parquia distante cerca de duas horas de Londres. Eles se casaram l na presena do proco tendo por testemunhas um
ferreiro e seu jovem filho. Agora seu estmago estava dando ns. Bankotsu estaria esperando por eles? O que aconteceria? E o que Sesshoumaru esperaria dela, exatamente,
agora que era sua esposa?

Ela quase nem se lembrava da cerimnia que a uniu para sempre a Sesshoumaru. Ela estava em choque, percebeu. To abalada com tudo que apenas conseguiu responder
"sim" s perguntas que a tornaram esposa de um estranho. E ele era um estranho. Ela percebeu que conhecia seu marido h menos de uma semana, apenas.

Sesshoumaru a ajudou a descer da carruagem. Ele segurava sua mo enquanto se aproximavam a porta da casa, que foi imediatamente aberta, o inexpressivo Jaken sempre
em seu posto.

- Prepare o quarto prximo ao meu para a Lady  Lady Taishou  Sesshoumaru disse a Jaken.

A expresso de enfado do homem nem se alterou  Muito bem, meu Lorde. Deixei uma refeio fria para o senhor na sala de jantar caso o senhor retornasse hoje  noite.
Achei que estaria com fome.

- Muito bem pensado, Jaken  Sesshoumaru respondeu, ento conduziu Rin pela casa s escuras.

A sala de jantar estava iluminada por um candelabro colocado no centro da mesa. Estava arrumada para apenas uma pessoa, ela notou. Sesshoumaru a dirigiu para um
assento prximo ao dele na cabeceira da longa mesa.

- Ns dividiremos, j que Jaken no estava lhe esperando  ele disse. Com fome, Rin?

Ela estava faminta  Sim  respondeu.

Sesshoumaru se serviu vrios pedaos de presunto e galinha fria de uma travessa, pedaos grossos de queijo e po macio e os colocou no prprio prato. Ele levantou
uma taa e bebeu, ento ofereceu a taa a ela.

A cena era ntima. Rin pegou a taa e bebeu. O vinho doce foi imediatamente para sua cabea por causa do estmago vazio.

- Devemos conversar sobre alguns pontos  Sesshoumaru disse.

Realmente, pensou Rin. Tais como: o que ele esperava dela, o que eles planejavam fazer com relao a Bankotsu, e depois o assunto sobre sua madrasta. Rin quase havia
se esquecido de seus deveres para com a mulher.

- Devo continuar a ver minha madrasta  ela disse. Devo visit-la regularmente. No espero que ela viva por muito tempo.

Sesshoumaru colocou um pedao de presunto na boca, enquanto pegava a taa de vinho novamente.

- Voc nunca vai visitar a casa ao lado a menos que eu esteja com voc, ou que voc tenha certeza de que seu irmo de criao no esteja l.  Sesshoumaru especificou.

- Sim - concordou Rin.  No quero ficar sozinha com ele. Nunca mais.

- Da mesma forma, quando voc quiser sair, ou participar de um evento social, o que infelizmente, agora que est casada comigo, provavelmente ser raramente, ou
nunca, eu a acompanharei, ou Jaken a acompanhar quando voc quiser fazer compras. No quero que se sinta como minha prisioneira, Rin, apenas quero proteg-la, como
prometi fazer.

Ele estava se comportando com ela de um modo mais formal do que j havia se comportado antes. Formal, mas galante.

- E com relao a nosso casamento?  ela perguntou corajosamente.  Que tipo de casamento ser?

A luz da vela refletiu nos olhos dele quando ele levantou os longos clios e a encarou  Est me perguntando se espero que divida minha cama?

Ela soube pelo calor que se espalhou pelo rosto que estava ficando corada. Bem, ela queria saber.

- Sim  ela respondeu.

Ele passou seu dedo vagarosamente pela borda da taa de vinho enquanto a encarava.  No.

Hipnotizada pelo modo sedutor com que ele manuseava a taa, ela olhou para ele  No?!

Ele sorriu levemente, e ela percebeu que tinha soado quase desapontada.

- No, no essa noite; ou no, nunca?  ela perguntou.

- Suponho que a deciso caiba a voc  ele respondeu.  Devo exigir meus direitos de marido quando voc ainda me considera um estranho? No. Jogarei deslealmente
para consegui-los? Com certeza.

- E quanto a crianas?  ela perguntou, enervada pelo ltimo comentrio dele. Ela tinha um pressentimento de que ele jogaria com muita deslealdade se quisesse.

- Fora de questo!  ele respondeu. Sesshoumaru olhou para alm dela e murmurou:

"Do dia em que ela rogou a maldio, ela passara de semente a semente."

Ela quase ouviu suas palavras: - O que disse?

Seus olhos se voltaram para ela. Ele tomou outro gole de vinho, encarando-a por sobre a borda.

- Voc acha que Bankotsu seja capaz de assassinar algum?

Rin quase se engasgou com o pedao de galinha que tinha acabado de colocar na boca. Ela o engoliu em um s golpe.  Assassinato?

Sesshoumaru lhe passou o vinho.

- Acho que ele matou Kagura, ou que pelo menos lhe infligiu os machucados que a levaram a morte. Acho que ele colocou a mulher encontrada essa manh em minha propriedade
para me incriminar, talvez me tirar de seu caminho.

- Mas o que ele teria contra voc que o levaria a fazer algo to horrvel?

Ele deu de ombros.  Voc. Talvez ele tenha pensado que voc me procuraria para ajud-la a qualquer momento. Talvez eu seja, simplesmente, um alvo mais fcil para
o seu jogo. A nica explicao plausvel de como Kagura acabou em meu estbulo, era a de que ela estava fugindo da casa ao lado.

Bebendo mais um pouco do vinho, ela considerava suas suspeitas. Elas tinham um que de verdade. Bankotsu era cruel, abusivo, mas seria um assassino? Rin estremeceu
ao pensamento.

- Eu no sei  ela respondeu.  Eu sei que tinha medo dele. Eu sei que ele tem um temperamento que nem sempre consegue controlar. Assim mesmo, odeio pensar que ele
fosse capaz de... de matar uma mulher.

- Talvez eu esteja errado.  disse Sesshoumar.

 Mas acho que no.

-Se eu provar que seu irmo de criao  o responsvel pelos assassinatos que me foram atribudos, como voc se sentiria?

Rin no tinha certeza. Ela se sentiria muito mal por causa da madrasta, mas ento, a dama nem parecia saber o que se passava a sua volta. Rin considerou que isso
poderia prejudicar a prpria reputao, culpada por associao, mas tambm, ela se esquecera, sua reputao no era mais um problema. Ela se surpreendeu que isso
no a incomodasse muito. Ela sups que algum como Lady Sango ficaria devastada se fosse ignorada pela sociedade, no importava quo corajosa a jovem fingisse ser.

- Como pretende provar que Bankotsu  culpado?  ela queria saber  E quando o enfrentaremos para anunciar nosso casamento? Agora, tenho certeza de que ele j percebeu
que eu estou desaparecida.

Sesshoumaru mordicou um pedao de po.  Ns o enfrentaremos amanh cedo. Estou surpreso por ele no estar nos esperando aqui. Agora, para provar que ele  culpado,
planejo segui-lo e peg-lo em flagrante.

Seu corao falhou uma batida. Rin odiava a perspectiva de encarar Bankotsu, mas sabia que devia ser feito. Ela tambm se preocupava com o plano de Sesshoumaru de
seguir seu irmo de criao.

- Seguir Bankotsu pode ser perigoso  ela disse.  Se meu irmo desceu to baixo a ponto de matar mulheres, no imagino que tenha qualquer escrpulo sobre matar
homens.

- Estou consciente disso  ele lhe assegurou.  Desconsiderando sua primeira opinio a meu respeito, eu no sou um covarde.

Relembrando da primeira noite que passaram juntos, ela se sentiu corar. Ela supunha que o havia julgado mal, depois de tudo.

- Vejo agora que voc estava sendo apenas sensato, enquanto eu no.  ela admitiu.

Ele se aproximou e traou com seu polegar a linha dos lbios dela, umedecidos pelo vinho: - Eu no queria ter sido, - ele admitiu, trazendo o polegar aos prprio
lbios e o enfiando dentro da boca.

De repente, ela soube que ele no iria jogar de modo limpo. Sua seduo j havia comeado. Comeou na noite em que se conheceram. Ela estava fisicamente atrada
por ele  seria intil afirmar outra coisa  mas ela precisava de mais. Ela queria mais. Ela merecia mais, e ele tambm. Mas como fazer v-lo dessa forma?

- Desculpe-me, Lorde Taishou, mas Lorde Mirok acabou de chegar!

Assustada, Rin desviou os olhos de Sesshoumaru e os dirigiu a Jaken, que entrara na sala sem ser ouvido.

- Mirok?  Sesshoumaru parecia surpreso, tambm.  O que meu irmo est fazendo aqui?

- Tomei a liberdade de chamar seus irmos essa manh, aps o senhor ter sido preso.  Jaken respondeu.  Pensei que gostaria de t-los aqui.

Pela sua expresso, Rin pensou que Sesshoumaru desejava o contrrio. Ele suspirou.  Mande-o entrar.

Sesshoumaru pegou a taa e bebeu. Rin ficou olhando para a porta. Ela ouviu os passos macios de botas, ento o homem, um gigantesco homem moreno, encorpado como
um campons, entrou na sala.

Rin no podia evitar encar-lo. Mirok Taishou a surpreendeu como sendo um homem menos refinado que seu irmo mais velho, mas o que lhe faltava em refinamento, ele
mais do que compensava com sua atrao selvagem. Os pelos escuros sombreavam uma mandbula forte que parecia entalhada em granito. Seus cabelos eram mais escuros
do que os de Sesshoumaru. Ele lhe tirou o flego completamente com a simples fora de sua presena.

- Que diabos aconteceu essa manh e como...

O homem parou de falar no meio da frase quando viu Rin.

- Mirok  Sesshoumaru admitiu secamente  Essa  Lady Rin, minha esposa. Rin, esse  Lorde Mirok Taishou.

- Esposa?  o homem perguntou mal olhado Rin  Voc ficou completamente louco?

- Espere-me no escritrio  Sesshoumaru disse ao irmo.  Irei ter com voc em seguida.

- Mas quando voc se casou com essa mulher? E por que, em nome de Deus, voc fez tal coisa? Ns concordamos...

- Mirok  Sesshoumaru o advertiu  Cumprimente minha esposa de forma apropriada e siga ao escritrio.

Que Sesshoumaru era o mais filho mais velho se tornou imediatamente claro. Seu irmo pareceu lembrar-se. Ele se endireitou e entrou na sala.

- Lady Taishou...  ele disse de modo cortante e se curvou com rigor.

- Pode me chamar de Rin  ela ofereceu, sorrindo para o novo cunhado.

Ele no retribuiu o sorriso.  Se for do seu agrado  ele disse sua voz sem calor. Ele lanou um olhar sombrio em direo a Sesshoumaru e deixou a sala.

Rin sentiu que seu casamento no comeou bem.  Gostaria de me retirar  ela disse, e agora que o vinho teve tempo de chegar aos ossos, ela sentiu-se exausta.

- Jaken lhe mostrar seu quarto  Sesshoumaru levantou-se e puxou-lhe a cadeira, pegou-lhe a mo e a ajudou a levantar-se. Quando ela oscilou levemente, ele a puxou
para mais perto. Rin o olhou. Seus olhos tinham aquele estranho brilho novamente. Talvez, fosse simplesmente o modo como a luz da vela os iluminassem.

- Boa noite, Rin.

Ele havia abaixado a cabea e seus lbios quase se encostaram nos dela quando ele falou. Seus clios se abaixaram e ela se inclinou para ele, um pouco assustada
por perceber que quase instigou um beijo. Mais surpresa ao perceber que separou os lbios sob os dele num convite. O vinho, pensou, misturado com a exausto, abaixou
suas defesas contra ele.

Os lbios dele tocaram levemente e provocaram os dela por um momento antes de ele finalmente a beijar. O vinho no era nada comparado  potncia de sua boca movendo-se
contra a dela, a morna intruso de sua lngua, sentir as mos dele se movendo por suas costas para pressionar seu quadril contra ele.

Ela sabia que ele estava excitado, pois o sentia duro contra ela. Ao invs de alarm-la, Rin pensava que sua facilidade para excit-lo, a excitava. Seu corpo derretia-se
contra ele, suas mos passeando pelo peito dele, para se enroscar ao redor do pescoo e deixar seus dedos brincando com os cabelos.

- Eu me lembro  ele disse contra seus lbios.  Me lembro de como voc , como  o seu sabor. Voc assombra meus sonhos.

Ela tambm se lembrava. Sentir sua boca quente contra os seios. O modo como os mamilos ficavam duros e da dor entre as pernas. Ela queria sentir as mos dele em
sua pele novamente, sua boca em seus seios. Ela queria tudo o que compartilharam naquela primeira noite juntos e mais.

Um alto clarear de garganta os separou abruptamente. Jaken estava parado na porta.

- Lorde |Mirok est ficando impaciente e me pediu para ver por que o senhor ainda no se reuniu a ele. J preparei o quarto da senhora e pensei se ela gostaria que
eu a acompanhasse ao piso superior.

Pelos cus! Rin assumiu que devia estar bbada por ter instigado intimidades entre Sesshoumaru e ela quando j havia decidido que precisava mais do que simples prazer
fsico da parte dele. Ela considerou que seu corpo no recebera a mensagem. Ou ele era simplesmente muito habilidoso na arte da seduo. Precisou de pouco esforo
da parte dele. Tudo o que ele tinha a fazer era ficar na mesma sala em que ela, beij-la e ela se esquecia de si mesma.

- Acho que devo acompanh-lo, Jaken  ela disse, e se dirigiu a ele.  Boa noite, Sesshoumaru  ela acrescentou, mas no se virou para olh-lo.

Ela sentiu seu olhar nas costas, no afiado, como uma faca, mas quente, como uma carcia. Ele no respondeu e ela se apressou atrs de Jaken, como um covarde fugindo
de um inimigo a quem havia provocado, mas que havia percebido que seria derrotado. A jornada pela escada na subida para o prximo andar ajudou-a a clarear um pouco
a cabea, roubando um pouco da languidez que Sesshoumaru havia espalhado por seus ossos e trazendo sua mente ao foco.

Jaken abriu a porta e ela o seguiu para dentro de um amplo quarto, muito bem decorado, embora os mveis fossem antigos. A porta que o separava do quarto adjacente,
mostrava que esse tinha sido o quarto dos pais de Sesshoumaru. Se,  claro, a casa tivesse sempre pertencido a eles. Ela perguntaria a Sesshoumaru.

Um fogo lutava para se instalar na lareira e Rin esfregou os braos devido ao ar frio. Uma das camisas de Sesshoumaru havia sido colocada sobre a cama. Ela olhou
interrogativamente a Jaken sobre o porqu disso.

- Percebi que a senhora no tem bagagem, Lady Taishou. A camisa do meu Lorde foi o que de melhor consegui providenciar para que tivesse um traje para dormir. Espero
que a satisfaa, pelo menos por essa noite.

- Ficarei bem  Rin disse a ele.  Obrigada pela considerao.

- No h criadas a servio a casa.  Jaken a informou.  Se desejar, eu a atenderei.

Ele parecia perfeitamente srio, como sempre, e conseguia manter seu ar de enfado. Rin no conseguia imaginar o homem enfezado fazendo papel de criada de quarto.

- Eu me arranjo sozinha  ela lhe garantiu.

- Precisa de mais alguma coisa, Lady Taishou?

- No, Jaken. Est tudo bem, obrigada.

Ele inclinou a cabea e se dirigiu a porta.  Posso mandar preparar um banho para a senhora pela manh. Seria do seu agrado, Vossa Senhoria?

- Imensamente.  ela respondeu, desejando que pudesse ter esse banho hoje  noite, mas ela no colocaria tal carga sobre o homem h essa hora.  Boa noite, Jaken.

Novamente ele inclinou a cabea e, ento, saiu do quarto. Apenas aps a sada dele  que a enormidade da situao atingiu Rin. Ela estava casada. Casada com Sesshoumaru
taishou. Vivia em sua casa agora. Ela se dirigiu para o fogo e estendeu as mos para o calor. Seu olhar na porta de ligao. No havia trancas. Ela no o poderia
trancar para fora mesmo que tivesse. Ele era seu marido. Vendo pelo lado melhor, antes Sesshoumaru, do que o Visconde Jenine.

O pensamento trouxe de volta a realidade da situao. Bankotsu ficaria furioso ao perceber que ela conseguira estragar seus planos apesar de tudo. E Jenine. Ela
suspeitava que ele ficaria zangado por no t-la como esposa, simplesmente porque o homem estava acostumado a ter tudo o que queria. Cobraria as dvidas de Bankotsu
e colocaria o irmo de criao na cadeia? Era uma possibilidade agradvel. Ento Sesshoumaru e ela no seriam obrigados a lidar com Bankotsu.

Rin perguntou-se como seu marido se entenderia com os irmos. Lorde Mirok no parecia nem um pouco contente ao saber que Sesshoumaru estava casado.

CAPTULO 12

- Pergunto de novo. Voc est louco?

Sesshoumaru estava servindo uma dose de brandy ao irmo. Andou pelo escritrio e entregou o copo a Mirok, que estava sentado numa cadeira de veludo em frente  escrivaninha
de mogno de Sesshoumaru. Sesshoumaru se sentou na cadeira prxima a ele.

- Bem, esse  o boato, no  mesmo?  ele respondeu secamente. Ele suspirou e colocou os cotovelos nos joelhos, esfregando uma das mos no rosto.   complicado.
Rin vive na casa ao lado, ou vivia. Eu havia visitado seu quarto em duas ocasies, sendo a ltima noite passada. Passei a noite com ela, mas apenas para confort-la
 ele acrescentou.  Ento, hoje pela manh, quando cheguei em casa, dois inspetores estavam no meu estbulo com outro corpo de mulher.

- Ah  disse Mirok.  Ento sua vizinha  o seu libi?

- Ela se apresentou sem me pedir  Sesshoumaru disse a ele.  Ela se arruinou completamente sem levar em conta o fato de que a dama e eu nem tivemos intimidades...
pelo menos esse tipo de intimidade juntos. O que eu poderia fazer a no ser casar-me com ela?

Mirok bufou  Ainda bancando o cavalheiro, Sesshoumaru? Para que? No faz diferena para a sociedade. Aqueles com quem nossos pais se confraternizavam agora ficam
muito felizes em nos ver pelas costas. Todo o rebanho tem de ter sua ovelha negra.  o que evita que suas vidinhas insignificantes de se tornarem uma tremenda chatice.

E Sesshoumaru se considerava o cnico. Ele se endireitou e esfregou a nuca.

- H mais sobre Rin. Tenho fortes suspeitas de que o irmo de criao dela  o culpado pela morte de Kagura, e pela morte da outra mulher deixada como presente para
mim essa manh. Ele tem sido abusivo com Rin, tentou at mesmo for-la a se casar com um tolo de nome Jenine. Ela precisa de minha proteo.

Mirok sacudiu a cabea  Voc no pode pagar para passar por galante, Sesshoumaru. Nenhum de ns pode ser o cavalheiro que nossos pais nos criaram para ser, porque
no somos mais quem fomos. Voc j est meio apaixonado por ela; posso perceber. Quem proteger sua esposa de voc, Sesshoumaru?

A pergunta do irmo o atingiu no centro de seu ser. O que o fez acreditar por, um momento sequer, que ele era a melhor soluo para Rin do que a anterior? Ele no
bateria nela. Ele no se imporia a ela. Mas se ele casse, poderia mat-la. Ele no cairia; era s o que havia a ser feito. Ele no poderia am-la. Nunca.

- O que est feito, est feito.  ele disse a Mirok.  No pode ser desfeito. Eu darei proteo  Rin, e eu caarei seu irmo de criao como o lobo em mim quer
ca-lo. Provarei que pelo menos um dos boatos a nosso respeito  falso.

Mirok se levantou, dirigiu-se ao bar e reabasteceu o copo vazio.  Temos um outro problema. Inuyasha est desaparecido.

Sesshoumaru presumiu que seu irmo mais novo estivera simplesmente mais ansioso para visitar os bordis de Londres do que parar para ver se Sesshoumaru tinha sido
enforcado por assassinato.

- Desaparecido desde quando?

- Logo aps voc partir. Pensei que ele havia decidido acompanh-lo e assumi que ele estava aqui, mas Jaken me informou no ser esse o caso, e de que no v Inuyasha
desde que voc retornou para casa.

- No, eu tambm no o vi  Sesshoumaru disse. Inuyasha o preocupava. Seu irmo era a razo dos irmos Taishou terem m reputao. Ele era vaidoso, mulherengo e,
infelizmente, ele havia se tornado muito f de bebidas alcolicas desde o seu retorno do exterior oito meses atrs. Ele no tinha nenhum interesse pela propriedade,
nenhum interesse, ao que parecia, que no fosse mulheres e bebidas.

- No queria lhe dizer nada, no at poder provar, o que no posso, mas acho que algo aconteceu com Inuyasha enquanto ele estava no exterior. Algo que talvez o tenha
mudado para sempre  disse Mirok.

O sangue de Sesshoumaru gelou  Voc acha que ele caiu?

Mirok se juntou a ele novamente, sentando-se em frente a Sesshoumaru.  Ele parece passar muito tempo no bosque atrs da propriedade. Principalmente quando a lua
est cheia.

Um pensamento surgiu na mente de Sesshoumaru. Um que ele teve antes mesmo de parar para analisar. Inuyasha havia estada na residncia quando a primeira mulher tinha
sido encontrada. Agora, outra mulher aparece e Inuyasha est desaparecido, provavelmente correndo em fria assassina por Londres. Sesshoumaru no gostou do que estava
pensando. No gostou nem um pouco.

- Precisamos encontr-lo  disse  Comearemos nossa busca por Inuyasha amanh cedo.

Mirok concordou. Seus olhos estavam dirigidos ao teto.  E o que dizer de sua esposa, l em cima, sozinha no quarto? Esperando pelo marido? Que tipo de casamento
voc vai ter com essa mulher, Sesshoumaru? Que tipo de casamento qualquer um de ns pode ter?

-  um casamento de convenincia.  ele decidiu  Nada mais.

Mirok riu sarcasticamente.  Realmente ela  conveniente. Bonita, tambm, eu reparei.

- Talvez no devesse reparar muito nela  a voz de Sesshoumaru quase parecia um rosnado. Ele desviou o olhar da cara surpresa do irmo.  Rin  problema meu. Eu
lido com ela.

- Apenas se lembre do que aconteceu com nosso pai quando um casamento de convenincia se transformou em algo mais, mesmo depois de todos aqueles anos vivendo com
nossa me. Voc estava l, assim como o resto de ns. Voc quer que aquilo acontea com voc?

Sesshoumaru se lembrava muito bem. E no, ele no queria que o mesmo acontecesse com ele.

- Quando encontrarmos Inuyasha quero que os dois retornem  propriedade. Eu lutarei minha prpria batalha.

- Talvez seja essa aquela.  Mirok disse calmamente.  A batalha que nos libertar a todos.

Sesshoumaru no havia pensado nisso  a charada no poema deixado pelo primeiro Taishou amaldioado. Ele no havia sado na procura do inimigo, mas talvez o inimigo
tivesse decidido vir a ele.

- Boa noite, irmo.  Mirok levantou-se  Seria bom se eu pudesse carreg-lo escada acima em meus ombros e entreg-lo a sua esposa com meus melhores votos. Mas eu
no posso. No somos homens normais, Sesshoumaru. Cuide para que ela no o faa se esquecer disso com seus lbios vermelhos e maduros e seus profundos olhos chocolates.

Sesshoumaru no respondeu e Mirok, obviamente, no esperava que assim o fizesse. Seu irmo saiu do escritrio. Sesshoumaru olhou para o teto como seu irmo havia
feito anteriormente. Ele disse a Rin que a escolha sobre dormirem ou no juntos seria dela, mas ele imaginava se conseguiria ficar de seu lado da porta que unia
os quartos. Ele imaginava se conseguiria resistir a ela, mesmo por hoje  noite.

O banho estava maravilhoso, mas sabendo que Rin no tinha trazido nenhum de seus sabonetes perfumados, Jaken lhe entregara uma barra de algo que cheirava a Sesshoumaru.
Um pouco de sndalo. Bem, ela sups que isso teria de bastar at que fosse possvel recuperar suas coisas na casa ao lado. Ela estremeceu ao pensar no confronto
com Bankotsu. Ela no traria as roupas que ele lhe dera quando de sua chegada a Londres. Nenhum dos vestidos era de seu gosto mesmo. Eles foram feitos para exibi-la.
Eles foram feitos para seduzir os homens  atraindo-os para o matrimnio.

Ela sentia que havia enganado um homem afinal de contas. E no estava certa de que Sesshoumaru fosse o tipo de homem que uma mulher gostaria de laar. Sua voz havia
soado fria quando disse que no a amava  que nunca a amaria  e, ainda assim, quando ele a beijava, ou a tocava, no havia nada alm de calor entre eles. Noite
passada ela havia acordado sentido que havia algum parado acima dela, olhando para ela.

Agora a memria parecia confusa, como se ela estivesse sonhando, porque ela se lembrava de ter aberto os olhos na escurido e ter visto a forma de um homem, e no
lugar dos olhos, dois carves em brasa de tonalidade azul. Novamente ela estremeceu, e percebeu que a gua do banho havia esfriado. Rin alcanou a toalha que Jaken
havia providenciado. Ela se levantou e enrolou a toalha ao redor do corpo e havia acabado de sair da gua, quando a porta de ligao se abriu repentinamente.

Seu olhar fixou-se no do marido. Ele no ficou vermelho ao perceber que havia se intrometido em seu banho, e nem desviou o olhar.

- Desculpe-me por interromp-la, Rin.  ele disse. Seus olhos a medindo por toda a extenso, fixaram-se sobre as pernas expostas, ento finalmente se ergueram para
o rosto.  Est na hora de irmos  casa ao lado recuperar seus pertences. Mais tarde tenho negcios a resolver.

Por um momento, Rin se esqueceu de sua quase nudez  Ao lado? J?

Ele adentrou no quarto.  Eu lhe disse noite passada que esse seria nosso primeiro passo. Voc precisa de seus pertences.

- Talvez eu possa usar o mesmo vestido pelo resto da vida  ela disse. Dormir com suas camisas.

Sesshoumaru andou at a cama onde ela havia jogado a camisa dele, pegou-a, segurou-a contra a face por um momento, e depois a depositou na cama novamente.

- Eu no sou pobre, Rin. Posso mandar fazer tudo novo para voc, se assim o quiser. Pensei que talvez voc tivesse algo que estimasse ou fosse importante para voc.

- Tenho pouca coisa em itens pessoais.  Rin apertou mais a toalha. Ela quis chorar quando h dois meses atrs foi procurar por um par de brincos de prolas que
haviam pertencido  me em sua caixa de jias, apenas para descobrir que tinham desaparecido. Juntamente com qualquer jia de valor. Bankotsu as havia penhorado
e, quando confrontado, simplesmente deu de ombros e disse que precisava de dinheiro.

- Mas tenho um pente e uma escova de prata que pertenceram a minha me, e gostaria que continuassem comigo.

- Dormiu bem?

Sesshoumaru mudou de assunto to repentinamente que sua pergunta baixou sua guarda.  S... Sim  ela gaguejou.  Sesshoumaru, voc se importa? Ela olhou para baixo
para seu estado de quase nudez.

- No, eu no me importo.  ele respondeu, e um meio sorriso moldou seus lbios sensuais.

- Bem, eu me importo.  ela disse.  Sei que sou sua esposa, agora, mas espero que isso no signifique que eu no tenho mais privacidade.

Ele se encaminhou para ela.  Jaken est preocupado por no termos uma criada pessoal para voc na residncia. Penso que eu posso satisfaz-la at contratarmos uma...
se  que eu consiga contratar uma mulher para trabalhar para mim nessa casa.

O pensamento de Sesshoumaru ajudando-a a vestir-se fez com que ela corasse. Trouxe tambm pensamentos de ele ajudando-a a despir-se. Ela deu as costas a ele.  Posso
me virar sozinha.

Ela o sentiu atrs dela, to perto que o calor de seu corpo penetrava em sua pele fria. Ele puxou-lhe os cabelos por cima de um dos ombros. Seus lbios tocaram o
lugar sensvel onde o ombro e o pescoo se encontram.

- Voc sabe o quanto  bonita? O quanto  perfeita em todos os aspectos? Voc sabe o quanto eu te quero?

Rin lutou contra o desejo de fechar os olhos e se encostar contra ele. O modo como  voz dele abaixava um oitavo quando excitado a afetava estranhamente, quase como
se ele lhe lanasse um feitio. Ela se relembrou da deciso de que o que ela queria, de fato, necessitava de Sesshoumaru era mais do que prazer fsico.

- Voc disse que a escolha sobre nossa intimidade seria minha  ela o relembrou, embora estivesse embaraada com o tom rouco da prpria voz, do leve tremor nas pernas.
 Parece que se passou um longo tempo desde que eu pudesse fazer minhas prprias escolhas. Eu quero mais do que voc quer me dar, Sesshoumaru.  Ela sentiu a repentina
retirada dele em um plano mais do que fsico quando ele se afastou dela.

- No posso lhe dar mais  ele disse.  Eu no menti para voc, Rin, eu no tentei te enganar. O prazer que podemos proporcionar um ao outro dever ser um plido
substituto ao amor em seus olhos, mas  tudo o que poderemos ter juntos. Eu lhe disse isso antes de termos feitos nossos votos um ao outro.

Sua honestidade era admirvel. E magoava. O futuro de Rin pareceu frio perante ela.  Ento nossos votos foram falsos.  ela disse.  Tudo em nosso casamento  falso.
Poderia muito bem ter me casado com Lorde Jenine.

Ela no estava preparada quando ele a alcanou e obrigou-a a encar-lo. Sua expresso era de choque.  Voc acredita nisso de verdade?

A culpa rapidamente a envolveu. O futuro j no era to frio como parecia.  No  admitiu. Ela suspirou  Desculpe-me por ter falado isso, Sesshoumaru. Aconteceu
muita coisa em to pouco tempo. Preciso de tempo para me adaptar. Preciso saborear a idia de poder tomar minhas decises novamente.

O que ela no disse foi que pela primeira vez em muito tempo ela se sentia segura outra vez, mas ela queria se sentir amada outra vez. Rin poderia enfrentar qualquer
coisa que o futuro lhe trouxesse, se apenas se sentisse profundamente conectada a outro ser humano novamente. Outro que retribusse.

- Ento voc deve tomar sua prpria deciso.  Sesshoumaru disse, embora no parecesse to feliz com a que ela j havia tomado. Ele se dirigiu  porta.  Encontre-me
l embaixo, na sala de jantar, quando estiver vestida. Voc no comeu muito na outra noite. Pedi a Jaken que instrusse o cozinheiro para nos fazer um grande caf
da manh. Mirok estar presente.

Sua ltima frase soou como um aviso.

Ainda segurando a toalha, ela acenou concordando.

Ele fez uma ltima curvatura preguiosa para ela e saiu do quarto. Quando ele saiu, Rin suspirou. Isso era estranho. Ser a esposa de Sesshoumaru, ainda no tendo
disposto de muito tempo para ter sido cortejada por ele, para conhec-lo melhor. Repentinamente, ela sentiu que eles eram dois estranhos bem educados danando ao
redor um do outro. Ela sups que s quando a msica parasse  que devia se preocupar.

Ela pensou que j tinha muito com que se preocupar no presente e decidiu focar sua ateno nisso. Talvez ela devesse perguntar a Sesshoumaru se ele tinha uma arma
e se sabia como us-la. A conversa que teve com Sesshoumaru no jantar de ontem a noite voltou a sua mente. Seria seu irmo de criao um assassino? Ela no queria
acreditar que ele fosse capaz de tal atrocidade, mas no tinha certeza. Qualquer homem que tivesse as mulheres em to baixa estima para bater nelas pode muito bem
se rebaixar ainda mais a ponto de mat-las.

Seu estmago roncou, relembrando-a do caf da manh que a esperava l embaixo. Caf da manh e o irmo de Sesshoumaru, que no parecia feliz na noite passada ao
saber das npcias do irmo mais velho. Rin comeou a se fazer apresentvel. Colocou os cabelos para cima e se enfiou no mesmo vestido que usara ontem. Suas roupas
de baixo era outra das necessidades que a dirigia  casa ao lado.

Uma vez vestida, Rin deixou o quarto e desceu. Ela ouviu o barulho dos pratos e se encaminhou para a sala de jantar. Sesshoumaru e seu irmo j estavam  mesa. No
falavam um com o outro. Sentindo sua presena, Sesshoumaru olhou para ela.

- Venha, sente-se junto a mim, Rin  ele instruiu.

Ele ficou de p, deu um olhar maldoso ao irmo para que ele tambm levantasse quando ela entrou, embora ela soubesse que Mirok no queria fazer isso.  luz do dia,
Mirok era ainda mais bonito, mas, ela pensou, no to bonito quanto Sesshoumaru, ou talvez fosse apenas a sua preferncia que fizesse essa distino entre eles.
Mirok usava seus cabelos mais curtos, chegado ao colarinho. Seus olhos eram escuros, e novamente, ela se surpreendeu com sua presena controladora.

- Bom dia, Lorde Mirok  ela disse enquanto se juntava a Sesshoumaru. Seu marido puxou-lhe a cadeira e ela notou que ele j lhe servira um prato.

- Bom dia  Mirok murmurou, ento se sentou e imediatamente desviou sua ateno ao caf.

Um silncio estranho se instalou. Rin pegou o garfo e brincou com a comida. Conversa durante as refeies no era uma necessidade entre os irmos Taishou. Ela sentiu
que devia preencher o espao entre ela e Mirok, pelo menos pelo bem de Sesshoumaru. Mas o que discutir como o homem pensativo? Sesshoumaru havia dito que a propriedade
era seu nico amor verdadeiro.

- Como so as terras do campo, Lorde Mirok?  ela perguntou.  Eu adoro a propriedade de campo de meu pai. Eu era totalmente feliz at... at vir para Londres. De
repente, ocorreu a ela que Sesshoumaru devia ser o responsvel por Montrose, agora, embora no pudesse herdar o ttulo do pai. Esse passaria para seu filho... Mas
Sesshoumaru havia dito que no haveria criana.

-  linda  Mirok admitiu relutantemente  A terra  bem gramada, e nem precisamos fazer muito. Mas  um bom pasto para os cavalos e eles tm muito espao para correr.

- Adoro cavalos  disse Rin.  A gua rabe  a minha favorita no estbulo de Sesshoumaru. Voc a criou desde que nasceu?

Mirok colocou o garfo de lado.  Sim, e ela ainda  jovem. Ela ainda no procriou. Sesshoumaru e eu, na verdade, discutimos a respeito dela. Eu quero mant-la para
criar potros, mas ele acha que ela tem uma estrutura delicada e que serviria melhor para ser montada por mulheres.

- Ela  delicada  Rin admitiu.  Mas tem traos excelentes. Feies rabes muito distintas, com suas narinas largas e pescoo perfeitamente arqueado. Talvez se
voc a cruzasse com um garanho apenas um pouco maior que ela, voc conseguiria potros com suas feies distintas, e uma estatura mais robusta.

- Foi exatamente isso que sugeri a Sesshoumaru  disse Mirok, e Rin finalmente viu sinal de vida nele.  Viu, Lady Taishou concorda tambm  ele disse ao irmo.

Ela olhou para Sesshoumaru e percebeu uma expresso confusa em seu rosto. Rin sentiu uma precipitao de prazer, pois ela viu que sua ttica para atrair Mirok o
havia agradado.

- Rin gostou tanto da jovem gua que eu tinha decidido presente-la com o cavalo.  disse Sesshoumaru.  Suponho que a deciso de cruzar ou no a gua no futuro
caiba a ela. Esse pode ser um projeto dos dois.

Rin sacudiu a cabea  Um presente? No, Sesshoumaru, ela  muito valiosa. Eu no poderia...

- Claro que pode  Sesshoumaru interrompeu.  Voc  minha esposa. No h nada de errado em um marido presentear a esposa com algo que a agrade.

Embora seu esprito tenha levantado vo com o pensamento de possuir a bela gua branca, Rin percebeu o olhar levemente carrancudo de Mirok ao ser lembrado de que
ela era esposa do irmo estragando a conversao. Ela voltou sua ateno ao caf. O resto da refeio passou num silncio frio.

Jaken chegou com dois homens que ela sups ser ajudantes de cozinha para retirar a loua. Se a presena de uma mulher em um ambiente dominado por homens o irritou,
ela no saberia dizer. Sesshoumaru se levantou e puxou-lhe a cadeira.

- Est na hora de irmos buscar suas coisas, Rin.

Seu estmago deu um n.  Voc tem uma arma, Sesshoumaru? Eu no sei o que meu irmo de criao far. Temo que se ele no atirar em voc, pelo menos ele o ameaar
com uma briga de socos.

- Eu empresto meus punhos  Mirok repentinamente voltou  vida.  Ns Taishou tomamos conta dos nossos.

- No me importaria em t-lo em minha retaguarda  Sesshoumaru disse ao irmo.

Mirok se levantou e os trs saram da sala de jantar. Quanto mais se aproximavam do vestbulo, mais nervosa Rin ficava. Sesshoumaru, ela notou, no parecia nem um
pouquinho nervoso, mas simplesmente determinado. Ela olhou por cima dos ombros para Mirok. Ele parecia quase feliz pela perspectiva de uma briga.

Jaken segurou a porta aberta para eles. O dia l fora tinha amanhecido ensolarado, embora ela no se sentisse ensolarada por dentro. Eles no tinham dados dois passos
para fora da casa quando uma carruagem parou e Bankotsu e Jenine desceram. Quando bankotsu a viu com Sesshoumaru, sua cara ficou roxa. Ele marchou na direo deles.

- Voc vai libertar minha irm de criao agora mesmo  ele gritou.  Voc no tem o direito de tir-la de mim.

Ao invs de falar, Sesshoumaru marchou diretamente para Bankotsu e o atingiu com um sonoro soco na mandbula. Seu irmo de criao retrocedeu e tinha mal e mal ser
endireitado quando Sesshoumaru disparou para frente e o atingiu novamente.

- Eu deveria mat-lo  ela ouviu Sesshoumaru dizer  e o farei se voc tocar nela novamente!

- Eu digo, Taishou, - Jenine soltando fasca deu um passo a frente.

Mirok saiu do lado de Rin e foi parar ao lado do irmo  Voc diz o que?  perguntou ao homem, sua voz muito baixa.

O rosto redondo de Jenine ficou vermelho e ele rapidamente retrocedeu um passo.

- Covarde  Bankotsu zombou do visconde.

- Ele  grande como uma rvore, Bankotsu, voc que o enfrente.  Jenine se apressou a voltar a carruagem, subindo e batendo a porta.

Ainda mais enraivecido pela covardia do companheiro, Bankotsu enfiou a mo dentro do casaco e retirou uma pistola de aparncia horrvel. Rin quase gritou.

Atrs dela, ouviu o som de uma pistola sendo engatilhada. Ela se voltou e viu Jaken segurando uma arma apontada para seu irmo de criao.

- No acredito que seja bem vindo aqui, senhor  o homem disse de modo formal, mas sua usual face de enfado havia sido substituda por uma mscara de resoluo.
Rin no duvidava de que Jaken atirasse em seu irmo de criao se fosse necessrio.

Bankotsu abaixou a arma; seus olhos frios estavam cheios de dio quando encarou Rin.  Voc estragou tudo  ele rosnou  Mas no pense que venceu. O homem com quem
se casou  um assassino. Ele vai matar novamente; tenho certeza disso. E da prxima vez, ser voc, irmzinha.

- Voc no dirigir a palavra  minha esposa novamente.  disse Sesshoumaru.  Voc no deve nem mesmo olhar na direo dela. Eu no sou um assassino, mas voc me
tenta a me transformar em um. No me pressione muito, Bankotsu.

A luva havia sido jogada. Bankotsu retrocedeu  carruagem  de Jenine, ela reconheceu, por causa da parelha de cavalos cinzas que a estava puxando  e ento entrou.
Jenine gritou ao condutor e a carruagem partiu. Rin suspirou de alivio. O primeiro confronto havia acabado, e a carruagem no tinha se dirigido  casa ao lado. Ela
estava livre para ir buscar seus pertences e visitar a madrasta.

Sesshoumaru ainda ficou parado observando a carruagem, sua postura rgida. Ela se dirigiu a ele e o tocou no brao.  Ele se foi  disse docemente.

- Por agora  Sesshoumaru concordou, ainda observando a carruagem que partia.  Mas no acho que tenha sido o fim de tudo, Rin, Voc me odiar se eu acabar matando
seu irmo de criao?

Ele estava perfeitamente srio, ela percebeu.  Espero que no chegue a tanto  ela respondeu.  Talvez voc o tenha assustado.

- Seu tipo no se assusta facilmente  comentou Sesshoumaru.  Ele no est acostumado a ser frustrado. Nunca baixe sua guarda quando ele estiver envolvido, Rin.
Talvez quando eu estiver envolvido, tambm.  ele acrescentou, voltando-se para olh-la.

Esse era um outro lado de sesshoumaru que ela ainda no havia visto. Um lado perigoso, pois ela havia pressentido apenas sua raiva reprimida. Ela sentia seu desejo
de ir atrs de Bankotsu, terminar o que os dois haviam comeado. E ela no tinha dvida de que eles se confrontariam novamente, e talvez novamente, at que um dos
dois estivesse morto.

- Aquela  a casa?  Mirok atraiu a ateno deles. Ele indicava na direo da residncia de sua madrasta.

- Sim  respondeu Rin  Vamos agora que ele saiu.

Sesshoumaru se voltou para Jaken  Pea que uma carruagem v at a casa ao lado coletar os bas de Lady Taishou.  Voltando-se para Rin  Voc caminha comigo? Tenho
necessidade de queimar um pouco de energia.

Ela acenou concordando. Rin parecia ter, repentinamente, uma abundncia de energia tambm.

- Vou com vocs.  decidiu-se Mirok.  Voc pode precisar de um homem na porta, vigiando.

Os trs partiram em direo  casa ao lado. Mirok postou-se na retaguarda deles. Rin no estava conseguindo acompanhar os longos passos de Sesshoumaru. Ele percebeu
e diminuiu seu ritmo. Ela o observava de lado enquanto andavam. Suas feies estavam duras, o msculo da mandbula flexionado. O perigo irradiava de cada poro dele,
e para sua surpresa, ela notou que isso a excitava. Ele a excitava. No era um covarde, mesmo. De modo algum.

Tinha lhe dado uma enorme satisfao ver o irmo de criao ser esmurrado por Sesshoumaru. Bankotsu a havia aterrorizado por trs meses e ela estivera sem sada
com relao a isso. Agora ela tinha um protetor. Rin no sabia o que a levou a fazer tal coisa, mas ela deslizou a mo para dentro da mo de Sesshoumaru enquanto
andavam. Ele a olhou, e ela sentiu a raiva saindo dele, subindo aos cus e evaporando-se no ar ensolarado. Ele desviou os olhos dela. Mas no soltou sua mo, e conforme
se aproximavam da porta da casa ele at mesmo apertou seus dedos confortando-a.

Rin suspeitava que se olhasse para trs, para Mirok, veria que ele estava franzindo a testa. Por que ele no gostava dela? Por que ele no se alegrava com o casamento
de Sesshoumaru? Era a maldio? Agora ela se lembrava de que todos os irmos haviam jurados permanecer solteiros.

Ela precisa de mais informaes sobre a maldio que pairava sobre a famlia Taishou. Teriam os pais de Sesshoumaru mostrado algum sinal antes da aflio os atingir?
Ela descobriria. Se ela e Sesshoumaru eventualmente se apaixonassem  e ela ansiava, desde que se casaram, que isso acontecesse, apesar da declarao de Sesshoumaru
 ela iria querer filhos. Menininhos de cabelos prateados to lindos quanto o pai.

A figura que se formou em sua mente a fez sorrir. Outro pensamento fez o sorriso desaparecer. Ela quase tinha se esquecido de que quando perguntara a Sesshoumaru
sobre a maldio, ele havia dito que no era o que a sociedade acreditava ser.

O que era ento? Ele havia dito para que rezasse para nunca descobrir. Mas ela descobriria. Ela era sua esposa, e se eles um dia fossem felizes um com o outro, ela
teria de saber seus medos, suas dvidas, seus segredos. E ela os descobria a todos, jurou silenciosamente. E ela esperava que quando o fizesse, pudesse fazer com
que ele a amasse.

CAPTULO 13

Depois que Rin e Mary empacotaram seus poucos pertences nos bas  Rin se recusou a levar qualquer dos vestidos que Bankotsu havia mandado fazer  ela desceu para
avisar Sesshoumaru que o cocheiro podia subir para carreg-los. Ela comearia sua vida de casada com aparentemente pouca coisa, graas a Bankotsu e sua ganncia.
Ela supunha que havia sido o seu dinheiro que havia pagado pelos vestidos que o irmo de criao encomendara, mas foi o mau gosto dele que ditou os estilos e tecidos.

- Preciso falar com a duquesa antes de ir  ela disse a Sesshoumaru, ento subiu novamente para encontrar Mary na sala desmazelada do terceiro andar.

A duquesa no aparenta estar nem melhor, nem pior. Rin se curvou para ela, pegando as mos geladas da mulher nas suas.  Eu me casei  disse  madrasta. A noticia
no provocou resposta.  No vou morar mais aqui, mas prometo vir visit-la sempre que puder.  Novamente nenhuma resposta. Rin suspirou. Ela se levantou e se dirigiu
a Mary.  Mary, quero lhe pedir um favor.

A governanta estava parada logo atrs, enxugando os olhos com um leno.  Estou to sentida que tenha chegado a esse ponto.  a mulher fungou  Voc ser forada
a se casar com um homem to obscuro. Nem vou dizer o que pode lhe acontecer, milady.

- Ficarei bem  ela tentou assegurar  governanta.  Mas devo continuar minhas visitas  Sua Graa. Ela foi to boa para mim. Sei que talvez seja pedir muito, mas
todo dia, voc poderia me dizer quando Bankotsu sair para que eu possa vir ver minha madrasta?

Mary torceu o leno.  Voc quer dizer ir a casa ao lado, milady? Ao covil dos Taishou?

Rin no estava com pacincia para agentar as tolices de Mary.  Voc estar perfeitamente segura. Na realidade, direi ao empregado de meu marido, Jaken, que a espere.
Tudo o que tem de fazer ser pedir-lhe para me dar o recado de que seu empregador saiu.

- No sei  Mary preocupou-se  Se o Sr. Bankotsu souber que o estou traindo...

- Tenho outra idia.  Rin decidiu-se.  Quando Bankotsu sair de casa, pendure um lenol na sacada de meu antigo quarto. Esse ser o seu sinal para mim, e se meu
irmo de criao espionar, voc pode dizer que estava arejando a roupa de cama.

- Isso eu posso fazer  Mary concordou.  Eu acho que a dama sabe que voc est aqui, mesmo que no expresse isso. Acho que voc a conforta.

Rin voltou-se e colocou uma mo no ombro da madrasta.  Espero que ela saiba que eu me importo com ela.  disse.  Bankotsu a visita sempre, Mary?

- Raramente.  respondeu a mulher.  Porm, me faz fazer o ch do modo como ela gosta todo dia, ento acho que pelo menos isso demonstra algo.

- Espero que sim.  Rin disse.  Deus sabe que ela desistiu de muita coisa por causa dele. Seu casamento com papai. Quando ele expulsou Bankotsu, ela ficou do lado
do filho e deixou a propriedade no campo. Sei que foi uma deciso difcil para ela. Espero que meu irmo de criao saiba o quanto ela se devotou a ele.

Mary fez um som de ronco  Perdoe-me por dizer isso, mas Sr. Bankotsu no se importa em absoluto com ningum alm de si prprio. Mas acho que j sabe disso.

Uma resposta no era necessria. Rin suspeitava que Mary soubesse que era abusada por ele. H pouca coisa que se passe dentro de uma residncia que os empregados
no saibam. Claro que dormir no quarto ao lado do da duquesa havia poupado Mary de ouvir tudo o que se passava quando a noite caa. Rin se lembrou da suspeita de
Sesshoumaru sobre Kagura e Bankotsu.

- Mary, voc j soube de algo suspeito acontecendo nessa casa? Bankotsu j chegou a trazer mulheres aqui?

- Ele costumava se divertir mais  ela confessou.  Ante de voc chegar. Ele no gostava que eu ficasse por aqui quando trazia os amigos. Ele me mandava passar a
noite fora, na casa de minha filha. Eu ia, tambm, porque isso foi antes de a duquesa ficar doente.

- Quando exatamente minha madrasta comeou a mostrar os primeiros sintomas da doena?

Mary enrugou ainda mais a testa cheia de rugas  J faz um tempo agora. Ela parecia estranha antes da doena a atingi-la. Nervosa e triste com alguma coisa. Eu me
lembro que ela e o filho discutiam muito na ocasio. Penso que ela no gostava das amizades dele, ou de suas festinhas. Mas desde ento ela nunca mais melhorou.

- Rin, seus bas j esto carregados.

A voz de Sesshoumaru subiu pelas escadas. Temendo outro confronto com Bankotsu se eles demorassem muito, Rin abaixou-se e pegou as mos da madrasta novamente. Ela
deu um leve aperto nos dedos da mulher.

- No a abandonarei, Sua Graa. Virei sempre que puder. Se eu soubesse que Bankotsu autorizaria, eu a levaria dessa casa, desse quarto.  Ela olhou ao redor para
a decorao surrada da priso da madrasta. Pois era isso o que o quarto havia se tornado, ela compreendeu.

Ela no tinha certeza, mas pensou por um breve momento, que antes de liberar as mos da senhora, a mulher havia lhe devolvido o gentil aperto. Isso deu a Rin esperana
para acreditar.

-  melhor a senhora ir ante do Sr. Bankotsu chegar  Mary advertiu.

Rin abraou a governanta antes de partir. Ela desceu as escadas para o segundo andar e passou pelo antigo quarto sem nem mesmo olhar. Ela no sentiria falta de nada
nesta casa exceto de suas visitas  duquesa e a bondade de Mary para com ela. Parecia que havia acordado de um pesadelo. Sesshoumaru estava parado esperando por
ela no prximo lance da escadaria.

Ele estava to lindo que lhe tirava o flego. Estaria ela louca de negar-se o que ele poderia oferecer e exigir mais? Certamente aconteciam muitos casamentos de
convenincia todos os anos em Londres. Inmeras esposas iam para as camas dos maridos pensando apenas no dever. Mas  claro que parte do dever era proporcionar um
herdeiro ao marido. Rin no tinha tal dever. Ao invs disso, ela tinha uma escolha.

Uma escolha que sem duvida pesaria sobre ela nesse dias em que viveria sob o teto de Sesshoumaru Taishou, dormindo em um quarto separado dele por apenas uma porta
destrancada.
Captulo 14

Aps Sesshoumaru escoltar Rin de volta para casa, sabia que ela passaria a tarde desempacotando seus bas e deixou instrues estritas para que Jaken a vigiasse.
Ento Sesshoumaru e Mirok saram atrs de Inuyasha.

- Por onde voc quer comear a procurar? Mirok perguntou selando seu cavalo.

- Estou surpreso por voc perguntar  Sesshoumaru comentou secamente.

- Quis dizer, em qual dos muitos bordis espalhados por Londres Mirok especificou.

Selando o garanho negro para si, Sesshoumaru respondeu  Ns dois sabemos que Inuyasha gostava muito do Queenies nos subrbios da cidade. Comearemos por l.

- Ele gostava muito de muitos lugares  Mirok relembrou ao irmo  No consigo entend-lo.

Sesshoumaru levantou uma sobrancelha  No h nada de errado em ter uma mulher desejosa de vez em quando, Mirok. Suponho que no haja nada de mais em ocasionalmente
sair para beber ou jogar um pouco de cartas.

- Mas  Mirok disse antes de Sesshoumaru terminar  todas as coisas com moderao. Algo de que Inuyasha parece no entender os fundamentos.

- Exatamente  concordou Sesshoumaru.

Ambos montaram e cavalgaram para fora do estbulo. Sesshoumaru tentou no olhar para o lugar onde foi encontrado recentemente, o cadver de uma mulher, Apesar de
no conhec-la e mal e mal ter visto o corpo sem vida, ele tinha uma sensao de ultraje por ela e por si prprio. A primeira mulher, poderia ter sido um acidente,
ela poderia estar vagando pelo estbulo tentando escapar de seu atacante, mas a ltima, ela havia sido deliberadamente colocada l para implic-lo em seu assassinato.

Bankotsu tinha de ter um motivo para fazer tal coisa. S por malvadeza, sups Sesshoumaru. Mas por que ele faria algo to bvio, e ainda sob o peso da morte da criada
em sua prpria casa? Ele deveria imaginar que tal coisa atrairia a ateno para ele. No fazia sentido.

- Sua esposa  gentil  Mirok comentou repentinamente.  Eu gostaria dela se no fosse pelas circunstncias.

- Eu a amaria se no fosse pelas circunstncias  Sesshoumaru respondeu.

Mirok arqueou a sobrancelha antes de dizer: - O irmo de criao, porm, precisa de uma senhora surra, ou melhor, uma bala entre os olhos.

Mirok trazia uma expresso perfeitamente seria. Ele gostava de lutar. Sempre tinha gostado. Ele gostava de lutar e gostava de trabalhar, mas no compartilhava do
entusiasmo de Inuyasha por prostitutas. Pelo menos no que Sesshoumaru soubesse.

Os irmos cavalgavam em silncio. Logo entrariam nas agitadas ruas de Londres.

- Estamos causando o furor usual  Mirok apontou  O que eles esperam? Que ns desenvolvamos presas e garras e corramos atrs deles?

Sesshoumaru olhou ao redor para as ruas cheias. As pessoas paravam seus passeios, paravam de carregar suas carruagens, a venda de cebolas, para olh-los boquiabertos
enquanto cavalgavam. Seu olhar pousou sobre uma jovem dama que ele havia visto conversando com Rin na festa LeGrandes. Lady Sango, ele achou que esse era o nome
dela. Uma das filhas com ttulos. A jovem encarava corajosamente os dois enquanto passavam e levou um tapa na cabea da me ou acompanhante, Sesshoumaru no tinha
certeza.

- Quem era aquela?

- Quem  Sesshoumaru questionou Mirok.

- A morena bonita com os olhos corajosos.

- Uma amiga, creio eu, de Rin. E as vi conversando quando entrei no salo de baile em um evento social recente.

A boca de Mirok caiu.  Bom Deus, voc ainda anda fazendo rondas sociais? O que aconteceu com voc, Sesshoumaru? Voc sabe que devemos nos resguardar, quanto mais
longe de todos melhor.

Ele no estava no clima de agentar outro interrogatrio, e de seu prprio irmo.  Estava solitrio  admitiu, - Voc nunca se sente s, Mirok?

- No, ele respondeu.  Eu no me sinto s porque no me permito sentir solitrio. Eu no me envolvo com mulheres porque no permito que se aproximem de mim. Voc
faria bem se seguisse meu exemplo, Sesshoumaru. Ser o mais velho no faz de voc, necessariamente, o mais sbio.

Sesshoumaru ficou feliz por ver o final da cidade logo  frente. Logo estariam no Queenies. A ltima coisa que queria agora era um sermo de Mirok. Ele j tinha
muitas preocupaes, muito com o que lidar agora que estava casado com Rin. Como diabos ele conseguiria mant-la  distncia, quando tudo o que queria era t-la
cada vez mais perto de si?

A prpria Queenie abriu a porta quando Sesshoumaru e Mirok chegaram. J fazia alguns anos da ltima visita de Sesshoumaru ao estabelecimento. A mulher parecia mais
velha sem a ajuda da maquiagem e da pouca luminosidade. Julgando pelos crculos escuros debaixo dos olhos, o comeo da tarde era muito cedo para ela estar acordada.

- AH, voltem hoje  noite  ela resmungou ao v-los parados na porta.  As garotas precisam dormir tambm, vocs sabem.

A mulher comeou a fechar a porta, mas Sesshoumaru colocou sua bota no vo.  Estamos procurando pelo nosso irmo. Pensamos que ele possa estar aqui.

Forando a vista, ela correu os olhos avermelhados por Sesshoumaru e Mirok.  No os vejo, rapazes, h algum tempo, mas seu irmo est l em cima.

- Podemos dar uma palavrinha com ele?  Sesshoumaru perguntou.

Ela suspirou.  Entrem, ento, mas fiquem quietos. A casa esta adormecida.

Eles seguiram a mulher pelo vestbulo que onde o veludo vermelho predominava.  Vocs sabem o caminho.  ela disse indicando as escadas.  Primeira porta  esquerda.
Ele tem vigor, seu irmo. As garotas gostam dele. Temo que elas no cobrem dele a menos que eu as obrigue.

- Parece-se com o Inuyasha  falaram juntos Sesshoumaru e Mirok.

- Saiam por conta prpria  Queenie instruiu, coando suas ndegas largas.  Vou voltar para a cama.

A mulher caminhou vagarosamente em direo aos fundos da casa. Sesshoumaru se dirigiu s escadas.  No precisamos nos intrometer, os dois, em uma situao to delicada
 ele disse a Mirok.  Espere por mim aqui.

Mirok concordou.  Seja rpido com isso. Esse lugar cheira a bebida azeda e, bem, voc sabe o que isso cheira.

Ele estava certo. Os dons especiais que possuam faziam com que os cheiros fossem ainda mais fortes. Sesshoumaru subiu pelas escadas. O quarto onde Queenie disse
que encontraria Inuyasha estava escuro quando entrou. Ele bateu levemente, mas o som de ronco no quarto era to alto que ele podia ouvir do corredor, e ele duvidava
que os ocupantes do quarto tivessem ouvido sua batida acima do som da algazarra.

Ele observou o irmo na cama, os cabelos prateados desarrumados, parecendo ironicamente inocente dado a sua localizao e o fato de que havia uma mulher dormindo
a seu lado. A mulher roncava to alto que Sesshoumaru no entendia como Inuyasha conseguia dormir... at que reparou que havia outras duas mulheres comprimidas na
cama, tambm. Apenas um homem exausto conseguiria dormir com tal barulho.

Nenhuma das mulheres parecia se importar em ter passado a noite com seu irmo, notou Sesshoumaru. Ele andou at o fim da cama e cutucou o irmo.

- Inuyasha, acorde.

Olhos mbar adormecidos o encararam  Sesshoumaru? O que est fazendo aqui?

- Posso lhe perguntar a mesma coisa, mas  bastante bvio. Ele indicou as mulheres adormecidas com a cabea.  Agora sei de onde vem nossa reputao. De voc!

Inuyasha sorriu, suas covinhas de menino no ajudando a desfazer seu ar de inocncia.  Eu gosto de mulher. Qual  o pecado disso?

- Creio que o pecado, Irmo,  gostar de trs ao mesmo tempo na mesma cama na mesma noite. Vista-se. Precisamos conversar com voc.

- Como sabia que eu estava aqui?  Inuyasha perguntou, levantando-se cuidadosamente para no acordar suas companheiras.

- Mirok est l embaixo. Jaken chamou vocs dois  Londres sobre um assunto que discutiremos quando chegarmos em casa. Quando Mirok percebeu que voc no estava
na residncia, e que eu no o havia visto, percebemos que o encontraramos aqui, ou em lugar muito parecido com este.

Inuyasha se espreguiou  Estava entediado.  explicou.  E tenho pensado numa busca. Quero ter certeza de me fartar de mulher e bebida antes de partir.

Sesshoumaru quase no ouvia as declaraes de Inuyasha por causa do ronco da mulher.  Vista-se e nos encontre l embaixo.  Sesshoumaru instruiu, ento calmamente
saiu do quarto.

Demorou mais do que esperava para Inuyasha descer. Sesshoumaru sups pelo som guinchante de cama no andar superior que pelo menos uma das mulheres havia acordado
antes de o irmo conseguir deixar o quarto. Finalmente, Inuyahsa se juntou a eles, arrastando-se escada abaixo.

- J no era sem tempo Mirok rosnou para ele.  Suponho que voc no levou em considerao que ns estvamos presos aqui cheirando todo o tipo de aes nojentas
que aconteceram aqui ontem  noite enquanto voc estava l em cima tentado impressionar uma prostituta, pelo amor de Deus!

Para irritar Mirok, Inuyasha lhe deu um daqueles sorrisos de covinhas, - O dever chamou. O que eu poderia fazer a no ser responder? E eu no estava tentando impressionar
a dama, mas apenas lhe dando prazer.

- Para que? Mirok bufou.  Pensei que esse fosse o servio dela,

- Vamos  Sesshoumaru ordenou aos irmos antes que uma discusso acontecesse entre eles. Ele sabia que eles eram prximos, talvez prximos demais, uma vez que os
dois ficavam confinados na propriedade a maior parte do tempo, pelo menos at Inuyasha ter decidido se rebelar.

Inuyasha passou boa parte da cavalgada para casa reclamando de sua cabea inchada. Ele alegremente admitiu ter ficado to embriagado na noite anterior que pensou
que estava com apenas uma mulher e vendo triplos e se perguntava por que ela era to insacivel. Sesshoumaru teria achado seu irmo divertido  ele geralmente o
achava  mas pensamentos escuros o faziam no se divertir com a cavalgada. Ele no discutiu os acontecimentos recentes com Inuyasha. Era melhor que conversassem
no escritrio da residncia.

Jaken abriu-lhe a porta antes de eles a atingirem, os cavalarios correram para pegar-lhes os cavalos quando desmontaram.

- Lady Rin est bem?  Sesshoumaru perguntou ao mordomo.

- Dormindo, acredito  respondeu o homem.  No tivemos problemas at agora, Lorde Taishou.

Inuyasha atraiu a ateno, sua testa franzida  Quem diabos  Lady Rin?  ele perguntou.

- No escritrio.  Sesshoumaru instruiu.

- Providenciarei um banho para o senhor imediatamente, Lorde Inuyasha  disse Jaken, franzindo o nariz.

Quando os irmos entraram no escritrio, Sesshoumaru fechou a porta e se dirigiu  escrivaninha, Inuyasha imediatamente se dirigiu ao bar.

- Agora, quem  essa tal de Lady Rin, e o que ela est fazendo aqui?

Sesshoumaru se esticou  Rin  minha esposa.

O copo que Inuyasha segurava lhe escapou dos dedos. Caiu no tapete grosso sem se quebrar  Sua esposa?!

Raramente Sesshoumaru vira Inuyasha sem palavras. Inuyasha encarava o irmo como se de repente tivesse adquirido uma segunda cabea. Antes de surgirem s questes
costumeiras, Sesshoumaru se lanou a dar as mesmas explicaes que havia dado a Mirok na noite anterior, e tambm contou a Inuyasha sobre o irmo de criao de Rin
e suas suspeitas com relao a ele.

Inuyasha pegou outro copo e se serviu de uma bebida.  E pensei que eu era o que atraia problemas. Bom Deus,Sesshoumaru, at eu sou esperto o bastante para manter
meu juramento de nunca casar. Voc no deu seu corao a essa mulher, deu? Voc ainda no est sofrendo os efeitos?

- No.  Sesshoumaru assegurou ao irmo mais moo.  Ela no me deu escolha. Tive de proteg-la, lhe dar meu nome, mas  tudo que lhe darei.

Inuyasha estudou o lquido mbar em seu copo antes de beb-lo.  Espero que sim, Sesshoumaru. Espero por seu bem que voc consiga resistir a qualquer sentimento
profundo por essa mulher. Voc  muito responsvel para ser amaldioado. Eu no acho que voc se daria bem  merc da lua.

J que Inuyasha abordou o assunto, Sesshoumaru perguntou: - E quanto a voc, Inuyasha? Mirok expressou preocupao com relao a voc desde que voltou do exterior.
Aconteceu algo enquanto voc estava em Paris?

O irmo mais novo deu um olhar severo em direo a Mirok antes de se dirigir a Sesshoumaru.  Apenas o de sempre. Jogo, prostitutas, caadas, e no necessariamente
nessa ordem.

Sesshoumaru no desistiria facilmente  Voc conheceu algum? Algum que se tornou especial para voc?

- Se eu me apaixonei?  Inuyasha arqueou a sobrancelha afetadamente  Diabos, eu me apaixono toda noite. Eu no me preocuparia comigo, Sesshoumaru, no fui eu quem
se casou.

Seu irmo no estava satisfeito com o seu casamento, mas tambm, Sesshoumaru no estava esperando que o fizesse.

Com expresso sria, Inuyasha perguntou  Quando conhecerei sua mulher? Posso muito bem tirar uma soneca tambm. Talvez deva ir l para cima, deitar-me na cama com
ela e me apresentar.  ele perguntou de modo casual a Sesshoumaru.

Sesshoumaru lanou ao irmo mais novo um olhar que faria qualquer homem sair procurando por abrigo.

Inuyasha meramente deu de ombros.  Vejo que o casamento fez com que perdesse o senso de humor.  ele disse.  Espero que seja s essa a sua perda, irmo.

Mirok, silencioso durante o decorrer da conversa, falou  E o que vamos fazer com o nojento do irmo de criao de sua esposa? Eu digo que devemos ir atrs dele
essa noite e colocar um fim em suas ameaas.

- Precisa ser todos ns?  Inuyasha quis saber.  Lutar no  do meu interesse, sou mais um amante, mas  claro que se meus servios forem necessrios nessa rea,
eu me prontifico para a ocasio.

- Voc passa tempo demais pronto para a ocasio, Inuyasha  Mirok resmungou.  Talvez seja melhor que Sesshoumaru e eu cuidemos desse assunto.

De repente, Sesshoumaru percebeu por que seu irmo mais jovem sofria de irresponsabilidade. Sesshoumaru percebeu que ele e Mirok gastaram a maior parte da vida adulta
tomando conta de tudo o que era necessrio. A Inuyasha, no entanto, no foi dado nada de importante para fazer.

- Eu posso lutar  Inuyasha afirmou aos irmos.

Sesshoumaru tomou sua deciso nesse momento, talvez no a mais sbia, mas aquela que estava lado a lado com sua posio de lder da famlia.  Isso  assunto meu.
 ele disse.  Eu cuidarei disso sozinho. Quero que ambos retornem  propriedade amanh e fiquem fora de perigo.

Os dois irmos protestaram imediatamente. Sesshoumaru levantou a mo para par-los.  Tenho a forte impresso de que os assassinatos recomearam, e continuaro.
A menos at que eu pegue o homem responsvel. Eu serei suspeito. Se os dois estiverem em Londres, sero suspeitos tambm. Acho que seria melhor se eu no tivesse
que me preocupar com vocs dois.

- Se voc no precisar se preocupar comigo, quer dizer  disse Inuyasha  Ao contrrio do que vocs acreditam, eu posso ser responsvel, Sesshoumaru.

Ele viu que precisava aconselhar o irmo mais novo em particular. Mirok, voc nos daria licena? Preciso falar com Inuyasha em particular.

Mirok quis retrucar, Sesshoumaru percebeu, mas no final, o prximo na linha de sucesso da herana, caso acontecesse algo com Sesshoumaru, ele se dobrou a autoridade
do irmo mais velho e saiu do escritrio. Sesshoumaru caminhou a sua escrivaninha e se encostou contra ela, indicando a Inuyasha que ele deveria se sentar na cadeira
na frente dele. Seu irmo se jogou na cadeira.

- Qual  o sermo agora, Sesshoumaru? Eu bebo demais? Sim, eu acho que sim, mas o que? H to pouco para ansiar da minha vida. Mulheres, eu as mimo em demasia tambm?
Sim, mas tomo precaues para me manter longe de doenas, e claro, ter certeza de que nenhuma gota de nossa amaldioada semente seja expelida dentro do tero frtil
de uma mulher. Ento veja como posso ser responsvel, pelo menos sobre aquilo que posso controlar.

Por um momento, Sesshoumaru se sentiu tentado a se aproximar e tocar a cabea prateada do irmo. Inuyasha tinha acabado de sair das calas curtas quando a maldio
atingiu o pai deles. Quando perdeu tambm a me como resultado da maldio. Agora Inuyasha era um homem e Sesshoumaru percebeu que ele e Mirok o tratavam como se
ele ainda fosse um menininho.

- Devo lhe fazer uma pergunta muita sria, Inuyasha  Sesshoumaru no queria perguntar, no queria acreditar nem por um momento que Inuyasha tivesse algo a ver com
a morte de Kagura ou com a da mulher encontrada recentemente no estbulo, mas ele precisava saber com certeza.   sobre os assassinatos.

Inuyasha, que estava jogado na cadeira, se endireitou  Voc acredita que eu posso ter entrado em contato com essa pessoa por causa das companhias com quem estou
andando? Que eu possa ter visto algo e no me dei conta de sua importncia?

Sesshoumaru no queria encarar o irmo.  No. Eu devo lhe perguntar se voc no  de alguma forma o responsvel.

Quando Inuyasha no respondeu, Sesshoumaru levantou os olhos para ele. Sua testa estava franzida como se tentasse entender a pergunta. De repente, os olhos mbar
focalizam em Sesshoumaru.  Voc pensa que eu matei essas mulheres?

- Voc estava aqui quando o primeiro assassinato aconteceu. Agora, aqui est voc novamente. E Mirok est preocupado por que voc no est agindo normalmente. Se
eu acho que voc pode matar uma mulher? No, no como eu o conheo. No como o amo.  ele se sentiu movido a acrescentar.  Mas se voc no estiver nos dizendo 
verdade, e...

- Um bbado, um mulherengo, e por que no um assassino tambm,  isso? Inuyasha se levantou da cadeira. Sua face tinha perdido toda a aparncia de inocncia juvenil
que suas covinhas falsamente lhe davam.   isso que eu tenho a dizer de suas acusaes. V para o inferno, Sesshoumaru, e que Mirok v para o inferno junto com
voc.

- Inuyasha  Sesshoumaru o chamou quando ele tempestivamente abriu a porta e a arremessou. A porta bateu fortemente um momento depois. Sesshoumaru esfregou sua testa.
Ele no tinha lidado bem com o assunto. Inuyasha tinha todo o direito de ficar nervoso. Ele devia confiar no irmo. Confiar nele sem considerar o comportamento aparentemente
suspeito para ele e Mirok. Esse era um erro que Sesshoumaru no cometeria novamente.

Uma leve batida na porta e Jaken colocou a cabea para dentro.  Presumo que Lorde Inuyasha no v ficar para o banho que preparei  ele comentou.  Ele partiu da
casa.

- Eu tomarei o banho  disse Sesshoumaru. Ele mandaria Mirok atrs de Inuyasha. Se tivesse sorte, seu irmo mais jovem estaria indo para a propriedade. Com Inuyasha
e Mirok fora do caminho, ele poderia se concentrar em outros assuntos. Como sua esposa. E todos os problemas que o casamento com ela trouxe  sua porta.

CAPTULO 15

Rin estava adormecida quando ele foi v-la. Ela havia trocada de vestido. Seus cabelos negros estavam espalhados como um rio escuro contra a brancura dos lenis.
Seus clios lanavam sombras cor de ferrugem contra a palidez de sua face. Era o retrato da inocncia e da tentao.

Seus lbios estavam separados e o chamavam mesmo que ela no tivesse feito um som. Ele queria curvar-se e beij-la, desabotoar os botes que cobriam seu pescoo
e saborear sua pele. Ele queria espalhar-se na cama com ela e passar o resto da tarde fazendo amor.

Enquanto a observava dormir, ele soltou o colarinho e desabotoou a camisa. Antes de a tentao venc-lo ou a crescente adorao se tornar muito dolorosa, ele atravessou
o quarto e entrou no dele atravs da porta aberta. Um banho estava pronto, fumegando no meio do quarto. Ele deixaria que a gua abrandasse sua tenso, antes que
ele a extravasasse entre as longas pernas de Rin. Ele no conseguia apagar a imagem delas da mente desde que a havia visto seminua pela manh.

Como seria sentir aquelas pernas longas e esguias envolvendo seu corpo? Mergulhar em sua suave feminilidade e se livrar das preocupaes que o atormentavam? Gabriel
havia recolhido seus poucos pertences e sado  procura de Inuyasha que, esperava Sesshoumaru, tivesse seguido suas instrues e retornado  propriedade. Sesshoumaru
tinha a casa para si agora... bem, quase.

Ele encarou Rin pela porta aberta. Ela no havia se movido, parecendo estar profundamente, e provavelmente pacificamente, adormecida pela primeira vez em meses.
Uma onda de proteo cresceu dentro dele. Nenhum homem jamais a machucaria novamente... ele esperava. A ironia era que ela deveria tem-lo mais do que ao cruel irmo
de criao. Mas isso no aconteceria, ele tentava assegurar-se. Controle era algo que ele conhecia bem. Ele controlaria seus sentimentos por Rin, teria certeza de
que eles no passassem de desejo fsico. Ele devia. As conseqncias eram impensveis de serem encaradas se ele no o fizesse.

Ela no estava adormecida. Rin encarava Sesshoumaru pela porta aberta de sobre os clios pesados. Ele havia tirado a camisa e estava parado apenas de calas justas
e botas at os joelhos. Ela nunca havia visto um homem to lindo quanto ele. Verdade seja dita, sua experincia em homens meio vestidos era limitada, mas ainda assim,
ela sentia que o que via era fora do comum.

Ela o havia comparado a um grande felino caador na primeira noite que o viu; insinuante e feito para a velocidade, mas ele tinha msculos debaixo das roupas finas.
Muitos msculos. E a gloriosa pele bronzeada os cobrindo. Sua viso era tranqila para os olhos de uma mulher  fazia-a querer suspirar de satisfao com a apreciao
da existncia de tal homem. E que, de fato, esse homem era dela.

Mas no era dela. Rin tinha de se lembrar, antes de perder toda a habilidade de pensar. Ele havia sido muito claro ao indicar que compartilharia com ela seu exterior,
mas no o interior. No o seu corao. Corao que ficou menos importante quando ele tirou as botas e comeou a desabotoar as calas. Rin sabia que devia fechar
os olhos, mas ele a tinha enfeitiado.

Ele deslizou as calas pelo quadril, expondo flancos macios, tambm dourados, significando que ou ele tomava sol nu, ou que essa era a cor natural de sua pele. Pele.
Muita pele. Ela engoliu o n na garganta. As pernas dele eram longas e musculosas, cobertas com pelos claros, e, realmente, ela imaginava que ele venceria com relativa
facilidade se participasse de uma corrida.

Vagarosamente, seus olhos passearam de suas pernas para um local que ela havia evitado olhar, um lugar que o fazia ser considerado homem, embora no houvesse nada
de feminino nele, exceto talvez aqueles longos cachos dourados que caiam pelos ombros largos. Ele se voltou na direo oposto antes que ela tivesse atingido o objetivo
e, ao invs disso, deu-lhe uma impressionante viso de suas costas.

E era impressionante. Dos msculos das costas que ondularam levemente quando ele alcanou um copo que havia colocado sobre a lareira, at onde os quadris se estreitavam
e floresciam nas ndegas firmes. Era onde sua viso estava focalizada quando ele se voltou da lareira e a encarou. Ela deve ter arfado. Se no fez o som fisicamente,
certamente o fez mentalmente.

"No h nada de insuficiente em mim, Lady Rin". As palavras que ele havia dito a ela no baile em Greenleys viram-lhe  mente instantaneamente, e por uma boa razo.
Seu membro masculino estava ereto. Era longo e grosso e realmente um pouco intimidante, mas ao mesmo tempo, fascinante de se contemplar.

E estranhamente, quando mais ela o encarava, mais endurecido ele parecia ficar.

- J olhou at se fartar, Rin?

Seu olhar voltou-se bruscamente para o rosto dele para descobrir que ele a estava observando. Observando-a observ-lo. Seu rosto encheu-se de calor. Calor no to
quente quanto  umidade morna que sentia entre as pernas. Seus mamilos tinham endurecido em picos dolorosos, visveis, ela suspeitava, pelo algodo gasto de seu
vestido de dia. Ela havia escolhido o velho vestido por ter passado a tarde trabalhando em seu novo aposento, espanando o guarda-roupa vazio e guardando os itens
que havia trazido consigo.

- No.

Teria ela dito no? Ela havia pensado que deveria dizer sim e se virar afastando-se dele, mas l dentro ela estava adorando olhar para o seu corpo, achava que ainda
no estava pronta para parar com a explorao visual.

- Posso ficar aqui o tempo necessrio enquanto voc continua a me comer vivo com os olhos, mas h uma parte de mim que obviamente no pode permanecer no influenciada
por sua curiosidade.

Ela sabia a qual parte ele se referia e tinha dificuldade em manter seu olhar sobre seu lindo rosto. Curiosidade, sim, ela estava curiosa e no via razo para no
ser verdadeira sobre o assunto.

- Nunca tinha visto um homem nu antes  ela explicou.

- Nem nunca vai ver outro.  ele reagiu, e ela no tinha certeza, mas pensou ter sentido um tom de possessividade na voz dele. Ele pareceu perceber o erro e desviou
o olhar.

- Se tiver terminado de olhar, vou tomar o meu banho antes que esfrie. A menos que haja algo mais que possa fazer por voc.

Ela no entendeu o que ele quis dize com algo mais, mas ento, percebeu que estava sendo idiota. Sentiu que corava.  No, isso  tudo.  Ela queria berrar. Ela
o dispensou como a um criado.  Quer dizer, muito obrigada.

Os lbios dele ondularam  De nada  ele disse, ento saiu de sua linha de viso.

Rin deitou-se costas e olhou para o teto. Ela o havia agradecido? Deus, sua mente virava um mingau quando ele estava muito prximo e especialmente, parecia, quando
ele estava muito nu. Ela ouviu o barulho a gua quando ele entrou na banheira. Por que ele no havia fechado a porta? Depois de ficar deitada por um tempo, ela percebeu
que a cama no era o melhor lugar para ficar enquanto o seu muito atraente, o seu muito favorecido, ou assim ela pensava, marido se banhava no quarto ao lado.

Trazia vises  mente. Toda aquela pele dourada molhada contra ela nos lenis frescos. Rin se levantou, dirigiu-se para o espelho sobre a cmoda e comeou a arrumar
os cabelos. Havia passado os dedos pelos cabelos apenas uma vez quando percebeu que podia ver o reflexo de Sesshoumaru pelo espelho. Rapidamente desviou o olhar.
Ento percebeu que ele estava de costas para ela. Ele no saberia que ela o estava observando novamente.

A gua escorria como regatos pelas costas musculosas. Sua pele bronzeada brilhava com a umidade e o vapor subia pesado no ar ao redor dele. Seus joelhos estavam
levemente dobrados por causa da pequenez da banheira. Era a mesma banheira onde ela havia se banhado pela manh. Ela nua. Ele nu. Os dois na mesma banheira. Ela
repentinamente teve de abanar o rosto.

- J que ainda tem curiosidade sobre mim, Rin, no gostaria de ensaboar minhas costas?

Ela pulou. Teria ele olhos por trs da cabea?  Desculpe-me? Ela disse.  Eu estava arrumando uns poucos pertences aqui na cmoda.

- Posso v-la.

Ela saiu de seu lugar prximo ao espelho e aproximou-se da porta de ligao, colocando a cabea para dentro. Foi ento que notou que um espelho no quarto dele estava
posicionado de tal modo que ele podia v-la em sua cmoda. Ela se recusou a ficar vermelha e falar sobre o assunto dessa vez. Ao invs disso, corajosamente entrou
no quarto dele, andou at a banheira e se ajoelhou atrs dele.

- O sabonete, por favor!  ela pediu num tom cortante.

Ele no se voltou para olh-la, simplesmente lhe passou o sabonete, o mesmo que ela havia sido forada a usar pela manh. O que tinha o cheiro dele. Rin deu um profundo
suspiro e comeou a espalhar a espuma do sabonete pelas costas dele. A textura de sua pele era macia, quente ao toque. Ela gostou disso, de toc-lo.

- O que mais a deixa curiosa, Rin?

A voz dele era baixa e penetrava em seus sentidos e ela sentiu o corao disparar um pouco.  Curiosidade em geral?  ela perguntou.

- Com relao a meu corpo.  ele especificou.

- Nada.  ela mentiu. Os ombros dele inclinavam de forma intrigante, transbordando em braos bem musculosos. Braos que descansavam ao lado da banheira. Uma mulher
poderia pensar que ele deveria posicionar as mos de uma forma mais estratgica, por modstia. Sesshoumaru aparentemente no tinha modstia alguma.

- Mentirosa  ele disse mansamente.  No seria nem um pouco natural se voc no tivesse curiosidade. Sinta-se livre para explorar qualquer parte que quiser para
conhecer mais.

Ela no cairia na armadilha: - Com o que voc se sentiria justificado a fazer o mesmo em meu corpo.

- No se voc no quiser que eu o faa.  ele disse.  Eu disse que a escolha seria sua. Ainda  apesar do que voc faz comigo.

Rin no acreditava nele. Ela queria acreditar nele, porque queria, de verdade, explorar mais.  Seria errado  ela decidiu.

Ele encolheu os ombros e os msculos ondularam debaixo da pele molhada:

- Somos casados. Nada do que escolhamos fazer juntos nesse quarto por esse ponto de vista  errado.

Ela quase tinha se esquecido de que era a esposa dele. Assuntos morais, pelo menos a certo grau, j no se aplicavam a ela. Mas era o aspecto fsico que ela estava
tentando evitar at Sesshoumaru estivesse pronto para dar-lhe mais do que isso.  No acho que seja justo.

Ela disse  Ainda no estou pronto para... para consumar nosso casamento, e toc-lo de modo intimo pode lev-lo a pensar que eu estou. Seria como...

- Provocao  ele sugeriu.  Jogos de amor.

- Jogos de amor? O que quer dizer?

Ela o ouviu rir gentilmente: - Venha aqui, olhe para mim e eu lhe mostrarei.

Ela ousaria? Ela se lembrou que j ousou muito com ele. Ela ousou sair com ele do baile em Greenleys. Ela ousou andar de carruagem com ele o que a levou a intimidades
com ele que no partilharam mais depois daquele dia. Ela ousou casar-se com ele. E ela havia ousado fazer um juramento de que um dia ele a amaria. Amaria com o corao,
no apenas com o corpo.

- Voc jura que eu posso fazer o que quiser com voc e voc no ir querer fazer nada comigo em retorno?

- No.  ele respondeu.  Tenho certeza de que quero fazer amor com voc, quero fazer amor com voc agora, mas sim, eu juro que refrearei o crescimento desse desejo
em meu corpo at voc estar pronta para me seguir. Eu tenho um controle excelente. Se no tivesse, voc j teria sido minha. Voc teria sido minha em nosso primeiro
encontro no baile em Greenleys.

Foi como um tapa na cara a lembrana de que ela o havia desejado e ele tinha sido aquele que se afastou. Mas ela nem o conhecia ento, queria apenas us-lo para
escapar de Bankotsu. E ele a ajudou a escapar, no fim das contas. Mas escapar para o que? Um casamento sem amor? Um em que o futuro seria baseado apenas na atrao
fsica que sentiam um pelo outro? E a presuno dele sobre esse controle que lhe dava nos nervos. Ela, ao contrrio, se sentia totalmente sem controle quando confrontada
com os sentimentos que ele lhe despertava.

Ele havia lhe dado uma razo para fazer exatamente o que queria e ainda testar se ele era digno de confiana. Rin se levantou de sua posio nas costas dele e andou
at ficar frente a ele. Seus olhares se encontraram, se fixaram e, embora ele tentasse esconder, ela pode perceber que sua deciso o surpreendeu. Ela se curvou ao
lado da banheira, seus olhos ainda mantendo contato.

Seus dedos passearam pelos mamilos dele e ela ouviu que ele inspirou de repente, mas ainda assim mantinha o olhar fixo no dela. Ela queria olhar para o peito dele,
mas ela o havia visto mais cedo. Os msculos, a superfcie lisa, os mamilos redondos cor de cobre. Seu peito era macio, exceto pela trilha prateada que comeava
no esterno e seguia para baixo. Para baixo passando pelo estmago, que a lembrava de uma tbua de lavar roupas, para ao redor de seu membro. Ela no percebeu que
sua mo tinha seguido seus pensamentos... seguido a fina trilha de pelos, at que os olhos dele se tornaram mais intensos enquanto encaravam os dela.

Sua mo havia desaparecido embaixo da superfcie da gua, estava equilibrada prxima ao umbigo dele. Ela ousaria toc-lo l? Ela queria, percebeu. Queria sentir
a textura e o peso da parte que o fazia ser homem. Seus dedos deslizaram para baixo e se fecharam a seu redor. Ele fez um som spero e seus olhos brilharam.

Seus dedos no conseguiam se fechar na largura toda dele, e ela estava maravilhada com a pele macia que o cobria. A ponta era mais larga, a pele l tinha a textura
de um veludo macio. Ela correu a mo por toda a extenso dele e voltou para cima. O corpo dele sacudiu-se involuntariamente, mas ainda assim, no quebraram o contato
visual entre eles.

- Machuca voc quando eu fao disso?  ela sussurrou, porque os msculos de sua mandbula haviam se trincado e ele j no parecia levemente divertido com a sua curiosidade.

- Me deixa louco  ele respondeu. Voc me deixa louco. Somente a sua viso. O seu cheiro.

Nenhum homem a encarara to intensamente dentro dos olhos como ele. Rin se inclinou para perto dele, perto o suficiente para que suas respiraes se misturassem.
A mo dele repentinamente a agarrou por trs da cabea. Ele a beijou.

L, entre o vapor e o calor da gua, ele saboreou sua boca, impulsionou a lngua para dentro para provocar e danar e pilhar. Ela no percebeu que sua mo envolvendo
o sexo dele seguia os movimentos da lngua invasora. Ela no percebeu que ele havia se aproximado e desabotoado os botes da gola de seu vestido at a cintura, at
que sentiu as mos dele em seu corpete.

Seu seio dolorido encheu-lhe a palma da mo. Seu mamilo endureceu em antecipao. Ele esfregou a mo calejada contra ele, transformando-o em uma firme bola de sensao.
Ento sua boca estava no pescoo dela, forjando um rastro de beijos quentes e mordidas suaves em sua pele correndo por todo o corpo, at que ele afastou seu vestido
para o lado e puxou sua combinao para baixo para expor os seios.

- Adorvel.  ela ouviu o comentrio abafado antes de a boca dele fixar-se gulosamente sobre um mamilo.

Ela arqueou a cabea para trs, apertando-o com a mo, e ouviu seu gemido profundo contra seu seio. De repente a outra mo dele se fechou sobre a dela embaixo da
gua. Ele parou o movimento de sobe e desce contra o seu membro escorregadio.

- O que voc est fazendo comigo?  Ele a empurrou para olh-la.  O que voc j fez?

Ela no entendeu o que ele perguntou  No sei!

- Voc sabe o suficiente  ele lhe assegurou  O suficiente para abalar o meu controle. Tem de parar agora, Rin. Pare antes de me ver gozar sob suas inocentes exploraes.

"Gozar? O que ele quer dizer?" E ela ainda sentia dores por ele. No apenas seus seios, famintos de mais de suas atenes, mas tambm entre as pernas. Ela pensou
que estando no controle ela poderia controlar suas prprias emoes tambm. Ela estava errada. Foi um truque no final das contas. Como poderia imaginar que com a
permisso dele para toc-lo ela acabaria querendo ser tocada por ele em troca?

Rin tirou as mos do membro inchado e se afastou dele. Ela espalhou gua no vestido quando apressadamente fechou o vestido.

- Desculpe-me  ela sussurrou.  E..Eu no posso. Foi tudo o que conseguiu antes de se levantar, correr para o quarto e bater a porta.

Ela se encostou contra a porta, lutando contra a tentao de abri-la e entrar exigindo que ele "gozasse", o que quer que isso signifique. Ela meio que temeu, meio
que antecipou, que ele testasse a porta, possivelmente jogando seu peso contra ela enviando-a aos tropeos para o centro do quarto.

Ela agiu de forma ousada com ele, sem considerar que ele a havia convidado a fazer isso. Sem considerar que ela era sua esposa e, supunha, tinha o direito de ser
avanada se quisesse. O que podia esperar? Nada a no ser que ele entrasse de forma intempestiva no quarto agora e fizesse o pior... ou talvez, o melhor.

CAPTULO 16

Sesshoumaru resistiu ao desejo de invadir o quarto de Rin e terminar o que haviam comeado. Ao invs disso, ele se vestiu e saiu para a noite. Ele observou a cocheira
de Bankotsu, e quando o homem saiu, Sesshoumaru o seguiu. J era tarde, e no surpreendeu Sesshoumaru de que Bankotsu estava se dirigindo a Convent Garden. Essa
rea era conhecida como um lugar onde as prostitutas faziam ponto.

Kagura freqentou essa rea. Sesshoumaru havia descoberto isso h oito meses atrs. Ele suspeitava de que a mulher encontrada recentemente em seu estbulo tambm
era das que faziam ponto nas ruas. Ele se surpreendia ao saber que Bankotsu no tinha gostos mais caros quando se tratava de companhia feminina. Mas novamente, essas
mulheres deviam servir melhor a seus objetivos se ele realmente batesse nas mulheres antes ou depois de ter relaes com elas.

Adiante de Sesshoumaru, o faeton diminuiu a velocidade numa esquina onde quatro mulheres estavam paradas. Uma delas se separou do grupo e dirigiu-se prazerosamente
na direo de Bankotsu. Seu vestido revelava grande parte das pernas, como era costumeiro em mulheres de sua profisso. Sesshoumaru fechou os olhos e concentrou
a audio para a conversao. Era um talento estranho, mas que agora ele podia contar como um bem.

- Procurando por companhia, amorzinho?  a mulher perguntou a Bankotsu.

- Estou  Bankotsu respondeu.  Mas no a sua companhia. Mande aquela mulher de cabelos escuros de vestido vermelho vir at aqui. Ela  magra e mais de meu gosto.

- Ela  um esqueleto  a mulher replicou.  Eu tenho uma forma mais arredondada, mais ao gosto dos homens do que aquele saco de ossos. Voc deve querer algo mais
para segurar, amorzinho.

- Aqui est uma moeda para voc fazer o que ordenei.  Bankotsu cortou  Agora mande-me aqui a de cabelos escuros e seja rpida.

Por um momento houve silncio. Sesshoumaru abriu os olhos, esquadrinhando a escurido para ver a mulher que se aproximara de Bankotsu falando com a outra prostituta
 uma morena magra usando um berrante vestido vermelho. A morena se juntou a Bankotsu.

- Molly disse que voc est interessado em mim  ela disse.  A mulher olhou por sobre os ombros e murmurou  Vaca gorda. Eu tenho uma cama...

- Sem camas  Bankotsu interrompeu a mulher.  Eu tenho um lugar para conduzirmos nosso negcio.

A mulher colocou uma mo no quadril  E como vou fazer para voltar aqui? No vou andar a cidade toda...

- Farei com que encontre o caminho de volta  Bankotsu lhe assegurou.  Agora, suba.

A morena no hesitou. Ela deu a volta e subiu no faeton. "Bankotsu tinha encontrado um bom criadouro para mulheres que o acompanhariam sem questionar, e sem bom
senso de saber que no deveriam" - pensou Sesshoumaru.

Ele supunha que era a opinio de muitos em Londres, inclusive das autoridades, de que mulheres como a morena arriscam-se e, geralmente, encontram o que merecem por
venderem seus corpos nas ruas. Isso funcionava para a vantagem de Bankotsu, se ele de fato matou Kagura OConner e a mulher recentemente encontrada no estbulo de
Sesshoumaru.

Bankotsu colocou o faeton em movimento e Sesshoumaru o seguiu, mantendo distancia o suficiente para que, ele esperava, no ser percebido. Aonde quer que Bankotsu
estivesse levando a mulher, no era em direo a sua casa. De fato, a vizinhana se tornava cada vez pior enquanto viajavam. Se Sesshoumaru no estivesse com a ateno
fixa em Bankotsu e seu faeton e na distncia entre eles, ele teria percebido o perigo que se aproximava. Ele os viu tarde demais.

Cinco homens surgiram das sombras e partiram para cima dele. Seu cavalo assustou-se, e enquanto Sesshoumaru estava no processo de controlar o animal, um dos homens
conseguiu agarrar-lhe a perna e pux-lo de cima do cavalo. Sesshoumaru caiu pesadamente no calamento da rua, batendo a cabea fortemente nas pedras no processo.

- Encontre a carteira de moedas  ele ouviu um homem dizer  No h sentido ter todo esse trabalho e no ganhar um extra de troco.

Mos se enfiaram nos bolsos de Sesshoumaru. Ele permitiu a busca at que seus sentidos clarearam. Os rostos dos homens inclinados sobre ele ainda estavam um pouco
fora de foco devido  batida com a cabea, mas ele se aproximou e agarrou um dos homens pelo colarinho. Sesshoumaru fechou o punho e atingiu o homem bem no nariz.
O sangue esguichou, borrifando a roupa de Sesshoumaru.

O homem retrocedeu: - Que diabos! Ele quebrou o meu nariz!

Algo sobre o sangue, o cheiro dele, despertou-o, deu-lhe foras para empurrar os quatro homens de cima dele e se por de p. Sesshoumaru havia treinado boxe de cavalheiros
quando era garotinho. No serviria essa noite. No com esses homens. Eles eram fortes, camaradas de aparncia endurecida pela vida. Eles o cercaram, como uma matilha
de lobos famintos.

- Pegue-o por trs  um dos homens gritou ao outro.

Sesshoumaru se voltou, chutou e soltou um slido golpe contra a cabea do homem que estava atrs dele. O ladro caiu. Sesshoumaru se voltou rapidamente para o homem
a sua frente, ergueu os punhos e esperou.

- Viu como ele se move?  um homem perguntou aos outros  Nunca vi um homem se mover assim antes.

- Peguem-no.  algum gritou, e dois homens se atiraram contra a frente de Sesshoumaru, enquanto outro pulava em suas costas e tentava travar os braos musculosos
ao seu redor. Ele levou um soco no queixo, mas jogou sua cabea para trs e a esmagou contra o homem que o segurava, atingindo-o no rosto. O homem uivou de dor e
liberou Sesshoumaru.

Livre das amarras, Sesshoumaru socou o outro homem no estmago. O ar saiu dos pulmes do atacante com um som seco e alto. Outro homem chegou at Sesshoumaru e ele
arrastou os ps dele com as pernas, fazendo com que tropeasse. O sangue de Sesshoumaru cantava nas veias e ele percebeu que estava lutando como nunca antes. Seus
sentidos estavam to aumentados que ele quase sentia que podia ler as intenes dos homens antes de eles as executarem.

Ele soube que o homem a sua frente iria atac-lo novamente antes de ele o fazer. Mas Sesshoumaru no esperava que o homem parasse, ou que seu rosto empalidecesse
na escurido.

- Bom Deus, olhe para os olhos dele. Nunca vi olhos assim antes.

Sesshoumaru tambm no esperava que, enquanto estava focalizado no homem imaginando o que nele havia assustado o ladro, outro homem viesse por trs dele e repentinamente
esmagasse algo contra seu crnio. A dor fez com que Sesshoumaru casse de joelhos. As formas dos homens parados ao ser redor ficaram nubladas; ento ele s viu a
escurido.

Rin estava tentando prender os cabelos para cima da cabea quando notou as marcas. Ela se inclinou para o espelho. Puxando os cabelos para um dos lados do ombro,
ela voltou o pescoo para ter uma viso melhor. Estranho, pensou. Duas marcas vermelhas estavam evidentes contra a pele plida. Marcas de dente talvez, apenas que
ela achava que dente normal no deixaria aquelas duas fissuras vermelhas. Pareciam mais como, bem, marcas de mordidas. Como as marcas que o dente canino deve fazer.

Ela se lembrou de Sesshoumaru beijando e mordiscando seu pescoo ontem, enquanto ela to audaciosamente o atendia no banho. A memria fez com que ela ficasse vermelha.
Ela tinha esperado que Sesshoumaru invadisse seu quarto exigindo seus direitos de marido, mas ele no o fez. Na realidade, ela no o havia visto desde o incidente
entre eles.

Seu olhar percorreu a ainda fechada porta de ligao dos quartos  ou de separao, dependendo do modo como a pessoa analisasse o fato. Ela no o havia escutado
se mexer l. Ela caminhou ate a porta, pressionou o ouvido contra ela e escutou. Nada. Rin colocou a mo na maaneta. Ela tentou abri-la bem devagar para que no
fizesse barulho. A porta rangeu um pouco quando ela a abriu. Ela entrou no quarto. Seu marido no estava l.

O banho do dia anterior havia sido removido. O quarto estava arrumado, a cama feita. Ela se sentou na cama. Era aqui que Sesshoumaru dormia. Onde, quando ela sentisse
que fosse a hora, que ela supunha seria quando achasse que Sesshoumaru se importava mais com ela do que apenas fisicamente, eles consumariam o casamento. Uma viso
dele nu veio-lhe a mente. Ela se abanou com as mos, de repente muito acalorada.

Ela esperava que no fosse pecado pensar sobre um homem e imaginar como se sentiria tendo toda a sua extenso nua pressionada contra ela. Ento se lembrou que o
homem era seu marido e sups que no era pecado. Rin levantou-se da cama e alisou uma ruga que evidenciava sua presena no quarto de Sesshoumaru. Ela ficou andando
por ali, parando para estudar sua escova, seus itens de barbear, vrios de seus pertences pessoais.

Uma leve batida soou na porta antes de ela ser aberta e ela viu Jaken parado l fora.  Bom dia, Lady Taishou, - disse formalmente, no parecendo surpreso em v-la
no quarto de sua Senhoria. Ela olhou por cima dela: - Queria avisar Lorde Taishou que o caf da manh est servido.

- Ele no est aqui.  disse Rin.  No est l embaixo?

O homem franziu a testa  No, milady. No o vi desde que saiu de casa ontem a noite.

Rin olhou para a cama: - Sesshoumaru, Lorde Taishou, tem o hbito de arrumar a prpria cama?

- Nunca  respondeu o homem.

A implicao ficou no ar entre eles. Sesshoumaru no dormiu em sua cama noite passada. Rin no sabia como reagir. Ela no conhecia Sesshoumaru o suficiente para
saber se isso era um comportamento usual ou se ela deveria ficar preocupada com suas andanas. Ocorreu a ela que, sendo sua esposa, ela deveria se preocupar de fato
que ele no tivesse passado a noite em sua cama. Se no em sua cama, na de quem?

- Voc disse que o caf da manh est servido?  ela perguntou porque o momento ficou inadequado.

- Sim, milady. A senhora descer ou devo lhe servir no quarto?

- Eu descerei  Rin decidiu. Ela seguiu Jaken, embora no tivesse arrumado os cabelos como gostaria. Coloc-lo para cima apenas chamaria a ateno para as estranhas
marcas em seu pescoo.

Ela se encontrou esperando que quando entrasse na sala de jantar Sesshoumaru aparecesse repentinamente. Seu lugar permanecia vazio. Ela se sentou e se esforou para
tomar o caf. Pouco depois, notou que estava apenas brincando com a comida, no comendo. Jaken estava passando.

- Jaken  ela chamou. O homem retrocedeu. Ergueu uma sobrancelha  Lorde Taishou j chegou?  ela perguntou.

Jaken no a olhou.  No, Lady Taishou.

- Obrigada.  ela o dispensou, um pouco envergonhada por ter de perguntar sobre as andanas do marido apenas dois dias aps o casamento. Rin desistiu de comer o
desjejum. Quando mais tempo Sesshoumaru ficasse desaparecido, mais frio no estmago sentia. Seus pensamentos se dirigiam para a casa ao lado. Ela esperava que Bankotsu
no fosse de algum modo responsvel pelo desaparecimento do marido. Se Sesshoumaru no aparecesse logo, ela arrumaria coragem de marchar pelo gramado e perguntar
a Bankotsu.

Inquieta, Rin deixou a sala de jantar e subiu. Ela agarrou sua cesta de costura, esperando que o trabalhar com sua amostra ajudasse a passar o tempo. Ela perdeu
muitos pontos devido  falta de concentrao. Uma leve batida soou em sua porta.  Sim  ela respondeu.

Jakens abriu a porta e ela prendeu a respirao, esperando que ele dissesse que Sesshoumaru tinha finalmente chegado a casa. Sua mensagem a surpreendeu.

- A senhora tem uma visita l embaixo, Lady Taishou. Ele entrou no quarto e lhe entregou um carto de visitas. Ela se surpreendeu.

- J descerei  ela disse a Jaken. Antes de sair do quarto, ela disse  Ch na sala de visitas seria bom, Jaken, se no houver problemas.

Ele inclinou a cabea e fechou a porta. Rin olhou-se no espelho antes de descer. Ela entrou na sala de visitas e viu uma figura encapuzada parada em frente ao retrato
da famlia Taishou que estava pendurado acima da larga lareira.

- Lady Sango?

A jovem se voltou, empurrando para trs o capuz de sua capa. Ela sorriu para Rin.

- No consegui acreditar que os rumores de que havia se casado com Lorde Taishou fossem verdadeiros. Tive que vir aqui e ver por mim mesma.

Rin olhou para os lados, procurando pela acompanhante da jovem dama e perguntando-se por que algum permitiria que Lady Sango visitasse Rin, ou mais precisamente,
Rin na casa de Sesshoumaru Taishou.

- Eu escapuli  a jovem disse, como se tivesse lido seus pensamentos. Ela se aproximou e pegou as mos de Rin nas suas.  Tenho de ser honesta e lhe dizer que voc
ser completamente afastada por ousar se casar com Sesshoumaru Taishou e pelos rumores de que foram amantes antes das npcias acontecerem, mas eu sou uma das que
aplaude sua coragem.  Seus lindos olhos brilhavam.  Sei que aconteceu mais entre voc e Lorde Taishou na noite do baile em Greenleys do que me contou. Ento, no
LeGrandes, o modo como ele ficava a encarando do outro lado da sala... Ela parou para suspirar dramaticamente.  Ele tem tanta paixo por voc!

Rin teria rido da dramaticidade de Lady Sango se no tivesse sentido, repentinamente, como se seu corao fosse se despedaar. Paixo, sim; amor, no. Jaken entrou
na sala carregando o servio de ch, usando uma expresso de enfado mesmo diante da evidncia de que uma casa normalmente masculina de repente estivesse sendo invadida
por mulheres.

- Devo servir, Lady Taishou?

- No, eu sirvo  disse Rin  Muito obrigada, Jaken.

Lady Sango deu uma risadinha, - Se a espinha dele ficasse mais reta, suspeito que quebrasse. A linda morena passeou os olhos pela sala.  Seu marido no est, no
?

A lembrana de que Sesshoumaru estava desaparecido tirou a alegria da visita de Lady Sango.  No momento no.  Rin respondeu. Serviu o ch. O silncio se prolongou.
Finalmente, Lady Sango ficou de p e andou at a lareira, onde havia um pequeno fogo aceso.

- Devo confessar que tinha outro motivo para vir visit-la, alm de reafirmar nossa amizade.

Desapontada, Rin suspirou. Ela havia esperado por uma amiga, mas suspeitava que Lady Sango simplesmente quisesse saber de fofocas para espalhar entre seu grupo social.

- O que posso fazer pela senhorita, Lady Sango.  ela perguntou com voz gelada.

A jovem dama no se voltou para ela  Primeiramente, chame-me de Sango, por favor. No h necessidade de ttulos entre amigas. Agora, o que voc pode me dizer sobre
ele  ela disse, apontando para o retrato dos Taishou.

Rin se alegrou por Sango ter reafirmado a amizade delas, mas estava confusa, tambm.  Lorde Mirok?  ela perguntou.

Sango se voltou para ela. As bochechas da jovem dama estavam coradas, - Eu o vi com seu marido na cidade. Ele  to lindo que quase no consegui respirar. No consigo
parar de pensar nele, o que  muito imprprio, considerando-se que no consigo parar de pensar nele nem quando estou com Lorde Collingsworth, que planeja pedir minha
mo.

O dilema dela deveria fazer com que Rin fosse mais compreensiva, mas havia um homem em quem ela no parava de pensar. Seu marido. Onde estava Sesshoumaru?

CAPTULO 17

Sesshoumaru acordou vagarosamente, sua cabea latejando e seus sentidos embotados. Ele no conseguia se lembrar onde esteve e como havia conseguido chegar  sua
cama. Ele no se lembrava de voltar para casa na noite anterior. Por um momento, ele no se lembrou de nada da noite anterior. Ele se voltou e viu Rin dormindo a
seu lado. Suas costas voltadas contra ele, seus cabelos escuros uma massa bagunada.

O que ela estava fazendo em sua cama? Ele se aproximou dela, tocou seu ombro desnudo e tentou acord-la.  Rin?

Ela no respondeu, e foi quando ele notou que sua pela estava gelada. Sesshoumaru se moveu para uma posio meio sentada. Ele se inclinou sobre Rin para olh-la.
Seus olhos estavam abertos, olhando para frente. Um rastro de sangue corria pelo canto de sua boca em direo ao queixo. Um hematoma cobria toda a sua mandbula.

- Cristo!  Sesshoumaru se arrastou para longe dela. A mulher no era Rin. A mulher estava morta. Seu olhar corria freneticamente pelo quarto desconhecido. Estava
vazio a no ser pelo colcho jogado no cho  e no qual ele obviamente havia passado a noite  com uma mulher morta. Sesshoumaru levantou-se. O latejar de sua cabea
piorou.

Seus olhos passearam pela sala vazia novamente, tentando se lembrar de como ele havia chegado aqui, onde quer que fosse, e como a mulher havia chegado l tambm.
Seu olhar passou pela forma sem vida novamente. Ela estava nua, mas um fino cobertor havia sido jogado por cima dela. Sesshoumaru respirou fundo e andou ao redor
do colcho, curvando-se sobre a mulher.

Ele fechou os olhos sem viso. Os eventos da noite passada comearam a ser lembrados. Ele havia seguido Bankotsu at a Convent Garden. Ele viu Bankotsu sair com
uma prostituta... uma morena, como essa mulher. Sesshoumaru colocou a mo atrs da cabea, onde um galo enorme o fez se contrair, Ele havia sido atacado por ladres.
Ele procurou nos bolsos pela carteira. Tinha sumido.

Um dos homens o atingiu na cabea com alguma coisa, provavelmente uma pedra. Mas como ele acabou acordando aqui? Por que acordou aqui? Uma conversa do lado de fora
lhe chamou a ateno. Sesshoumaru andou para a janela suja e olhou para fora. Ele estava no segundo andar do que parecia ser uma casa vazia. Abaixo dele no quintal
ele viu um homem andando com um jovem casal. Eles estavam se dirigindo  porta da casa. Sesshoumaru tentou abrir a janela, mas ela estava emperrada pela sujeira
e imundcie.

Ele fechou os olhos e tentou acompanhar a conversa que acontecia abaixo dele.

- A casa est mal conservada, mas claro que  por isso que o aluguel  baixo. Penso que um jovem casal como vocs podem se dar bem aqui. Apenas uma faxina e um ou
outro conserto e vocs tero uma casa agradvel.

- A vizinhana no me parece boa  a mulher disse calmamente.  Queria encontrar uma casa onde no tivesse medo de dormir  noite com medo de algum invadir e me
cortar a garganta.

- No  to ruim, Emma  disse o jovem rapaz  Tem mais espao do que as outras que j vimos e pelo mesmo preo.

Sesshoumaru ouviu um jogo de chaves l embaixo.

- Vejam s, nem est trancada  o homem mais velho disse, rindo nervosamente.  Devo ter esquecido de trancar da ltima vez que mostrei a casa.

- Viu, Emma  disse o jovem.  No estava trancada e no tem nenhuma janela quebrada. A vizinhana no  to ruim.

Sesshoumaru compreendeu que estava em apuros. Ele tambm compreendeu que havia sido deliberadamente colocado nessa circunstncia. Ele ouvia as pessoas andando no
andar debaixo. Seria apenas uma questo de tempo at subirem as escadas  e descobri-lo em um quarto com uma mulher morta. Ele tentou a janela novamente. Ele era
muito forte, mas no conseguia dar um jeito de abrir a droga da janela. Olhando para fora, ele viu que o teto inclinava-se para fora da janela. Mesmo que ele conseguisse
abrir a janela e sair, ele teria uma grande queda at o cho.

- H dois quartos no andar superior. Um, penso, pode ser transformado num lindo quarto de nen.

As pessoas estavam subindo. Se havia apenas dois quartos, no havia muito o que ver. No havia possibilidade de Sesshoumaru se esconder e tentar esquivar-se, uma
vez que o casal e o velho cavalheiro estivessem no outro quarto. Ele no gostava de esquivar-se, mas foi colocado em uma posio para implic-lo em outro assassinato.
Ele no podia ser pego ali.

Sesshoumaru no podia ser identificado. Ele no tinha quem atestasse por ele sobre onde estava noite passada, dessa vez. Seria sua palavra, na qual os inspetores
tinham pouca f, contra a droga da evidncia contra ele.

Ele tentou a janela novamente. No ia conseguir.

- Onde est meu irmo?

Mary pareceu surpresa de ver Rin parada na porta.  No escritrio, Lady Taishou, mas pensei que no queria vir aqui se ele estivesse em casa.

- Preciso falar com ele  Rin entrou na casa e se dirigiu aos fundos, onde Bankotsu tinha um pequeno escritrio. Ela estava apavorada com a perspectiva de v-lo
novamente e v-lo quando estava sozinha, mas ela estava mais preocupava com Sesshoumaru. Ele ainda no havia chegado em casa e agora j era de tarde. At Jaken parecia
preocupado, embora fizesse um bom servio escondendo tal fato.

Ela tinha a horrvel impresso de que algo acontecera a Sesshoumaru. E ela tinha a forte suspeita de que Bankotsu estava envolvido no desaparecimento do marido.

A porta do escritrio estava aberta. Bankotsu estava na escrivaninha, conferindo a papelada. Rin endireitou a espinha e entrou.

- O que voc fez com meu marido?  ela exigiu.

Bankotsu ergueu os olhos para ela  Rin  disse  Que bom v-la novamente.

- Onde ele est  ela exigiu, nem um pouco enganada pelas boas maneiras do irmo de criao.  Sei que fez algo a ele!

Levantando-se da escrivaninha, ele caminhou em direo a ela.  No vejo seu marido desde nosso ltimo encontro na manh seguinte  sua fuga para se casar com o
bastardo. Deixando-me em uma posio incomoda, devo acrescentar, Rin. Mas ento, voc no se importa muito com meus sentimentos, no ?

- No  ela disse honestamente.  Do mesmo modo que voc no se importa com os meus. Sesshoumaru no voltou para casa ontem  noite e sinto que voc  o responsvel.

Bankotsu arqueou a sobrancelha  J com problemas, Rin? No tenho idia de onde anda seu marido, e no dou  mnima. Voc mal conhece o homem. Talvez ele frequentemente
passe a noite vadiando por a. Talvez ele prefira praticar com mulheres mais experientes que voc, Rin. Voc parou para pensar nisso antes de vir aqui me acusar
de ter feito algo a ele? No que eu no quisesse fazer.  ele acrescentou.  Ele me tomou algo. Algo que me pertencia.

Rin ergueu o queixo.  Eu no pertencia a voc, Bankotsu. Nunca pertenci a voc.  Ela viu que Bankotsu no ia lhe dar informaes sobre Sesshoumaru. Ela tinha sido
idiota por pensar que ele o faria. Ainda assim, Rin estava to preocupada com Sesshoumaru que no conseguia pensar com clareza. Ela se virou para sair do escritrio.
Bankotsu chegou a ela um instante depois, bloqueando sua sada.

- Voc tem idia de como estou furioso com voc?

Infelizmente, ela tinha. Ela sentia a raiva irradiando dele. A veia pulsando em sua testa.  Deixe-me passar  ela disse.  No estou mais sob seu controle. Voc
tem de resolver os seus problemas sozinhos, Bankotsu. Voc no pode mais me usar.

- Piranha  ele rosnou. Ele ergueu a mo para bater nela. Rin imediatamente esperou pela pancada. Ela no veio. Bankotsu estava olhando para trs dela, sua mo pronta
para acert-la, seus olhos arregalados.

- Se voc bater nela, ser a ltima coisa que far, Bankotsu.

- Sesshoumaru  Rin respirou e se voltou para ver o marido parado atrs dela. Ela estava to aliviada, seus joelhos quase arquearam. A roupa dele estava amarrotada
e ele tinha um machucado na tmpora, mas ela nunca se sentiu to feliz por ver algum em toda a vida.  Estava preocupada com voc. Eu..

- V para casa, Rin  Sesshoumaru a interrompeu. Seu olhar gelado no deixava Bankotsu  V para casa agora.

Bankotsu se recuperou da surpresa  Voc no  bem vindo aqui, Taishou. Saia.

- E voc no  bem vindo para abusar de minha esposa  ele contra-atacou. -Nunca mais novamente. Se voc respirar perto dela, eu te mato!

Seu irmo de criao retirou-se para a escrivaninha. Sentou-se como se no tivesse sido ameaado de morte.  Dormiu bem noite passada, Taishou?  perguntou.

Rin no fazia idia do que Bankotsu estava falando, mas sentiu a raiva de Sesshoumaru: - Voc matou aquela mulher  acusou.

Seu irmo de criao apenas sorriu  Prove!

- Eu vou  Sesshoumaru lhe assegurou.  Venha, Rin.

Sesshoumaru pegou-a pela mo e a conduziu para fora do escritrio. As perguntas rodavam na mente dela, mas ela esperou at Mary segurar a porta para eles e sarem
marchando para fora, dirigindo-se para a propriedade ao lado, ante de conseguir falar.

- O que aconteceu, Sesshoumaru? Onde voc esteve noite passada e de que mulher vocs estavam falando?

- Agora no  Sesshoumaru disse num tom seco.  Quando chegarmos em casa.

Casa. A casa de Sesshoumaru no parecia seu lar, pelo menos ainda no. Ela esperava que um dia o fosse. Sua tentativa de viver com Bankotsu fez com que Rin percebesse
o quanto ela ansiava por uma famlia. Como ela queria amar e ser amada novamente. Ela sentia l no fundo que a razo por ter prontamente concordado em acompanhar
Bankotsu era ver a madrasta. A duquesa era a nica pessoa que Rin tinha no mundo que realmente havia se importado com ela.

Jaken abriu a porta para eles quando chegaram a casa. Embora tentasse parecer no se importar com o retorno do patro, ela percebeu que ele estava aliviado.

- Preciso de uma vasilha com gua para me limpar  disse Sesshoumaru ao homem  Traga-a aos meus aposentos.

- Imediatamente.  Jaken respondeu.

Rin seguiu Sesshoumaru pelas escadas. Eles haviam acabado de entrar no quarto quando Sesshoumaru fechou a porta e a olhou furiosamente

 No lhe disse para nunca ir  casa ao lado sem mim, ou sem ter certeza de que Bankotsu no estava em casa?

Ela estava abismada por sua raiva  Bem, sim  ela admitiu  Mas eu estava preocupada com voc! Eu pensei que Bankotsu...

- No me importo por que voc se sentiu tentada a ir at l  ele a interrompeu  Voc se colocou em perigo, Rin. Foi uma tolice o que fez!

A manh angustiante que passou, depois o quase ataque de Bankotsu, a deixaram com os nervos  flor da pele. Seus olhos se encheram de lgrimas.

 Desculpe-me por me importar com o que acontece a voc!  ela disse e se dirigiu  porta de ligao, atravessou-a e fechou-a com uma forte batida.

Sesshoumaru abriu a porta um segundo depois e entrou tempestivamente no quarto dela.  No lhe desculpo! Se no tivesse ido confrontar Bankotsu imediatamente quando
do meu retorno a casa, ele teria batido em voc, Rin. Ele poderia ter feito algo muito pior com voc! Voc no percebe que est lidando com um tirano? Que est lidando
com um assassino?

O corao de Rin soou alto em seu peito  Como sabe? Eu digo, com certeza? O que aconteceu noite passada?

- Milorde?  Jaken chamou no quarto ao lado.  Trouxe-lhe a vasilha. Devo ajud-lo?

Sem responder a ela, Sesshoumaru saiu e retornou ao prprio quarto. Rin o seguiu, parando na porta de ligao enquanto Sesshoumaru tirava o casaco amassado e a camisa
suja. Ela engasgou quando percebeu que ele tinha pequenos cortes sangrentos no pescoo e nas mos. O que aconteceu com ele? Ela no agentava no saber, mas Jaken
tinha molhado o pano na vasilha e parecia comear a limpar os ferimentos de Sesshoumaru.

Ela duvidava que Sesshoumaru discutisse o que aconteceu noite passas na presena de Jaken. Rin decidiu cuidar do assunto ela mesma. Aproximou-se do mordomo:

- Por favor, permita-me cuidar de meu marido  ela disse ao homem.

Jaken olhou interrogativamente para Sesshoumaru.

- Tudo bem, Jaken  disse Sesshoumaru  Rin pode me ajudar.

- Muito bem.

To logo Jaken entregou o pano mido a Rin e saiu do quarto, ela se voltou para Sesshoumaru.  Como se cortou? E o que esteve fazendo toda a noite? Como voc sabe
que Bankotsu , de fato, o responsvel pelos assassinatos das mulheres?

Sesshoumaru ainda estava tentando controlar suas emoes. Ele sempre foi bom nisso, mas ele nunca havia enfrentado os desafios que vinha encontrando desde que Rin
entrou em sua vida. Controle era fcil, responsabilidade era fcil, quando o homem no se importava. Repentinamente, ele se importava.

- Fui forado a me arremessar atravs de uma janela no segundo andar hoje cedo, ento tive de pular para o cho.

Rin piscou para ele.  Estou surpresa de que no tenha se matado, ou pelo menos se ferido gravemente.

Aquilo incomodava Sesshoumaru tambm. Ele no teve escolha a no ser se jogar contra a janela trancada por anos de falta de limpeza, mas uma vez que o fez, ele havia
rolado pelo teto e pousado no cho com os joelhos dobrados, numa posio contrada que poderia ter-lhe quebrado as pernas. Havia parecido natural, o salto. O pouso
foi... no natural. Percebendo que Rin aguardava que ele continuasse a falar sobre a noite passada e que ela tinha de ficar nas pontas dos ps para atingir os cortes
em seu pescoo, ele os conduziu para a cama, onde ambos se sentaram.

- Por que teve de se arremessar contra uma janela, Sesshoumaru? Por favor, me diga o que aconteceu.

O pano aguilhoava contra seus cortes. Sua mente corria com tudo o que havia acontecido na noite anterior, e nessa manh quando ele acordou em um lugar estranho com
uma mulher morta. Por onde comear? Ele comeou pelo comeo. Mas depois, ele considerou o quanto devia dizer a Rin.

Devia contar-lhe de que Bankotsu escolheu uma mulher que se parecia com ela como um tipo de simbolismo distorcido? Devia contar-lhe que pensava que o seu irmo de
criao planejava mat-la e implic-lo no assassinato, como havia feito com a prostituta? Ou ele estava errado com relao a isso? Bankotsu havia planejado para
que ele fosse descoberto essa manh.

- Meu Deus!  Rin suspirou  Quase no posso acreditar  quero dizer, que ele poderia t-lo matado to facilmente, Sesshoumaru. Voc estava inconsciente, por que
ele no o fez?

Sesshoumaru subitamente percebeu algo que havia lhe escapado.  Foi uma armadilha!  ele disse.  Ele sabia que eu o seguiria. Os ladres eram homens contratados.
Eu me lembro agora que um deles disse que deviam me roubar porque deveria ganhar mais na barganha.

Ele sentiu o galo atrs da cabea, talvez apenas para se assegurar que estava na pista certa. Ele suspeitava de algo mais.

- Se tornou um jogo para ele  explicou a Rin  Ele se tornou um assassino por causa de um jogo.

Ela estremeceu e ele viu o terror em seus profundos olhos. Sesshoumaru estava to zangado por Rin ter ido confrontar Bankotsu sobre suas andanas e por ter se colocado
em perigo que no parou para pensar em quanta coragem ela precisou ter para ir  casa ao lado. Ela encarou um homem que a aterrorizava, por ele.

Seu olhar se moveu pela bela figura dela. Ela poderia ter sido a mulher deitada a seu lado essa manh. Morta. Ele se aproximou para tocar-lhe os lbios, traar o
formato deles, tocar seu rosto, apenas sentir o calor debaixo de sua pele que lhe dizia que ela estava viva. Ele afastou seus longos cabelos do ombro. Ento ele
viu.

- O que  isso em seu pescoo?

A mo dela imediatamente se dirigiu ao ponto. Ela o esfregou por um momento: - No tenho certeza. Parece ser uma mordida.

Ele afastou a mo dela e olhou mais de perto.  Mordida de que?

Quando ela no respondeu e ele a afastou para olh-la, seu rosto enrubesceu  Acredito que sua.

CAPTULO 18

Estava comeando a escurecer quando Sesshoumaru se viu novamente em Convent Garden. Bankotsu o havia provocado a provar que ele tinha matado a mulher noite passada,
e Sesshoumaru pensou que tinha um jeito de faz-lo. J que era mais cedo do que quando se viu neste mesmo lugar na noite de ontem, havia mais mulheres caminhando
na rea. Ele estava procurando por uma em particular. Molly era o nome dela.

Ele h viu um pouco para baixo da rua, movendo-se vagarosamente em sua direo, os quadris balanando e, novamente, exibindo as pernas. Sesshoumaru dirigiu sua montaria
em direo a ela. Quando ele ficou ao lado dela, ela parou e o encarou audaciosamente.

- No seria meu dia de sorte de voc estar procurando companhia, amorzinho  ela disse  No um homem to bem apessoado quanto voc.

Sesshoumaru desmontou, segurou as rdeas de seu cavalo enquanto a mulher se aproximava vagarosamente dele.  Molly?  esse seu nome?

A mulher adiantou-se: - Como voc sabe disso?  seu olhar se estreitou, e ela o olhou de cima a baixo novamente.  Nunca tratei com voc antes. Eu me lembraria de
voc, amorzinho.

- Quero lhe fazer algumas perguntas.

A mulher bufou.  No tenho tempo para perguntas. Sou uma trabalhadora.

- Pagarei pelo seu tempo  Sesshoumaru se ofereceu, pegando sua nova carteira do bolso do casaco, j que a outra havia sido roubada ontem.

A mulher deu de ombros.  Creio que falar  mais fcil do que ficar deitada de costas, embora no me importaria de me deitar para voc. At pagaria para que me deixasse
correr os dedos por esses seus lindos cachos prateados.

A oferta da mulher no o tentou. Nem um pouquinho.  Noite passada, havia uma mulher parada com voc aqui nesta esquina. Uma morena de vestido vermelho. Magra.

Molly revirou os olhos.  Por que os homens esto interessados naquele saco de ossos quando eu tenho curvas generosas? Eu no entendo.

- A mulher foi assassinada.

Ele esperava uma reao da parte de Molly. No a que conseguiu. Ela riu.

 Ento suponho que  o cadver dela que vem descendo a rua.

Sesshoumaru se virou na direo em que Molly estava olhando. Uma mulher vinha na direo deles. Uma morena usando o mesmo vestido que havia usado na noite anterior.

- Ei, Lily, voc deveria estar morta. O que est fazendo aqui na minha esquina?  Molly gritou para a mulher.

A mulher, Lily, aproximava-se deles. Ela olhou para Sesshoumaru de cima a baixo, como Molly havia feito.  Quem disse que eu deveria estar morta?

Sesshoumaru estava de guarda baixa devido ao acontecimento.  Eu a vi noite passada com um homem num faeton.

- Bastardo!  Lily murmurou  S me fez passear naquela carruagem isso sim, trouxe-me de volta aqui e me fez descer. Nem mesmo me pagou pelo meu tempo.

Outro truque? Se Bankotsu soubesse que Sesshoumaru o estava seguindo, ele tambm saberia que ele havia faria com que a prostituta, Molly, dissesse aos inspetores
que Bankotsu fora o ltimo homem a ver a prostituta morta. Bankotsu o havia atrado para uma armadilha, havia trazido a mulher de volta e escolhido uma outra para
matar e colocar na cama ao lado dele. Parecia muito trabalho para um homem, um homem jogando um jogo mortal.

- Foi obviamente um equivoco  Sesshoumaru disse s damas  Desculpe-me por incomod-las. Ele pegou umas moedas e as distribuiu entre as mulheres.

- Tem certeza de que no quer se divertir, amorzinho?  Molly perguntou.  No me importaria de merecer a moeda que acabou de me entregar.

- Obrigado, mas no, talvez um outro dia  ele acrescentou, apenas para poupar-lhe os sentimentos. Ele estava pensando em Rin agora, e como ele queria correr para
casa para ela. Ele disse a Jaken para ficar com a pistola  mo enquanto ele estivesse fora. Disse ao mordomo para atirar em qualquer homem que pisasse na casa,
exceto ele mesmo, claro. Jaken respondeu  Ser um prazer, meu senhor.

A volta para casa deu a Sesshoumaru tempo para pensar. Bankotsu teve muito trabalho para implic-lo por assassinato. Alm do fato de ter se casado com Rin, o que
o homem tinha contra ele? Casar a irm de criao com Jenine por um alto dote e a liberao de seus dbitos no era mais uma opo... a no ser que Rin fosse viva.

Amanh Sesshoumaru iria procurar seus advogados e fazer com que Rin ficasse protegida, pelo menos financeiramente, no caso de sua morte. Seus irmos, ele esperava,
a protegeriam fisicamente caso algo acontecesse a ele. Enquanto pensava nisso, ele registrou algo mais. Ele iria investigar se era difcil encontrar quais propriedades
ao redor de Londres estavam  venda ou para alugar.

O que Sesshoumaru no queria pensar era sobre o modo que ele havia pulado da janela do segundo andar pela manh, e como ele aterrisou sobre os ps... como um animal.
O que ele no queria pensar era o modo como os homens que o atacaram se tornaram apavorados pouco antes de o terem derrotado com a pancada na cabea. O que ele no
queria pensar era na estranha marca de mordida no pescoo de sua adorvel esposa.

Rin estava na sala de visitas, tentando ler um livro, quando ouviu a porta da frente se abrir, viu Jaken, que havia se estacionado na porta da sala de visitas puxar
uma pistola debaixo do casaco, e ento relaxar.

- Boa noite, vossa senhoria  Jaken guardou a pistola debaixo do casaco novamente. - Lady Taishou est aqui na sala de visitas. Devo lhe trazer algo?

Sesshoumaru entrou na sala  Um brandy seria bom. Quer um, Rin?

Alm de champanhe em raras ocasies, Rin nunca havia provado bebida alcolica. Ela teve um dia cheio, o mesmo que Sesshoumaru, que agora mostrava as tenses do dia
no lindo rosto.

- Creio que vou experimentar um pouco  ela disse a Jaken. O homem acenou com a cabea e saiu.

Sesshoumaru tombou numa poltrona de veludo em frente a ela. Ele esfregou a mo no rosto.  Bankotsu cobriu suas pegadas da noite passada muito bem.

Rin deixou o livro de lado. Um fogo confortador queimava na lareira, e ela havia tirado os chinelos, colocando os ps no sof.  O que aconteceu quando voc foi
ao Convent Garden? Voc viu a mulher com quem Bankotsu conversou ontem  noite?

Ele confirmou  Sim, e tambm falei com a mulher que morreu.

- O que?

Sesshoumaru suspirou cansadamente.  Em algum ponto da noite, Bankotsu levou a mulher de volta  Convent Garden, deixou-a l e foi a algum outro lugar, onde solicitou
outra morena, a assassinou, ento a levou  casa vazia e a deixou no colcho sujo ao meu lado.

Rin se endireitou na poltrona. A historia dele era extraordinria.  Parece muito trabalho para um s homem  ela disse.

Sesshoumaru correu uma mo pelos cabelos  Exatamente o que pensei  concordou.

Jaken chegou com dois copos de um lquido mbar numa bandeja. Ele colocou a bandeja na mesa prxima a Rin e deixou a sala novamente.

Sesshoumaru se levantou, ergueu um copo entregando-a a Rin, pegando o seu em seguida. Ele olhou para o livro que ela tinha colocado de lado.

- Espero que no se importe  ela disse.  Visitei seu escritrio. Jaken disse que voc tinha uma tima coleo de livros e eu queria algo para me ajudar a passar
o tempo.

Seu marido deu de ombros: - Voc tem toda a liberdade aqui em casa, Rin.

- Ento, o que far em seguida? Ela tomou um gole do brandy e quase engasgou. Sesshoumaru sorriu para ela.  Isso queima.  ela disse quando conseguiu respirar novamente.

- Isso aquece.  ele a corrigiu, sentando-se ao lado dela no sof. Tenho algumas coisas planejadas para amanh. No gosto de deix-la aqui sozinha. No com Bankotsu
na casa ao lado.

- Oh  Rin se lembrou de algo subitamente. Ela alcanou o convite que estava enfiado no meio do livro.  A duquesa-me me convidou para um ch amanh. Lady Sango
esteve aqui e disse que tambm recebeu um convite, que obviamente foi enviado semanas atrs.

- Lady Sango?

- Lady Sango Sinclair  Rin explicou  a filha do Duque de Ravenhill. Ela  minha amiga. Ou o brandy a aqueceu ou foi o fato de dizer que tinha uma amiga que o fez.

- A morena bonita com grandes olhos castanhos  Sesshoumaru comentou.  Sim, eu sei quem  ela.

Algo muito prximo da cor verde levantou sua feia cabea  Voc sabe?

- Eu reparei nela na festa de L Grandes e perguntei a duquesa-me quem era ela.

- Voc reparou nela?  Rin colocou sua mo ao redor da haste de seu copo e bebeu outro gole de brandy.

Ele sorriu.  Apenas porque ela estava conversando com voc  ele respondeu.

- Naquele tempo, eu queria saber a quem voc estava tentando impressionar na noite do baile Greenleys, mas,  claro, que sei agora que voc no estava tentando impressionar
ningum.

- Oh!  Rin sentiu uma corrente de prazer. Ela girou a bebida em seu copo. Ela decidiu que gostava de brandy.

Sesshoumaru repentinamente se inclinou para ela  J lhe disse que a quero hoje?

Ela havia acabado de dar outro gole e quase engasgou de novo. Agora que, ela sups, j haviam conversado sobre assassinato e sociedade, ele voltava  seduo. E
ele era muito bom nisso.

- Devo ir ao ch amanh?  ela tentou mudar de assunto.

Ele colocou a lngua na orelha dela  Sim. Voc estar segura l.

Rin quase saiu da prpria pele. Quando ele mordiscou o lbulo de sua orelha, ela perguntou  Eu lhe disse que Sango est completamente atrada por Mirok? Ela disse
que o viu na rua, cavalgando com voc.

A lngua dele traou um caminho quente descendo a linha de seu pescoo.  Ela est perdendo tempo  ele comentou.  Mirok se interessa apenas pela administrao
da nossa propriedade. Eu o mandei de volta para l e espero que quando ele chegar encontre Inuyasha, meu irmo mais novo, em casa.

Tentando no tremer de prazer, ela disse  Suponho que seja bom Mirok ter ido embora. Sango vai se casar com um jovem chamado Lorde Collingsworth de qualquer modo.

A mo de Sesshoumaru deslizou pelo lado dela, indo repousar bem embaixo de seus seios.  Eu o conheo. De fato, Collingsworth Manor faz divisa com nossa propriedade.
Ns brincvamos juntos quando ramos garotos, embora eu no me lembre de ele passar bem. Ele estava sempre adoentado.

Tentando controlar a respirao, Rin perguntou: - Vocs so amigos?

- ramos. Sua mo subiu e agarrou seu seio.  No somos mais.

Ela voltou  cabea para olh-lo  Por que no mais?

O polegar dele esfregou-se em seu mamilo, fazendo a arfar levemente.  Por causa do que aconteceu a meus pais. Aqueles que nos aceitavam completamente entre a sociedade
logo nos viraram as costas. A sociedade no gosta de escndalos, voc sabe.

Seu mamilo enrijeceu e ela estava tendo problemas para ignorar o constante esfregar de seu polegar sobre ele atravs do vestido.  Ento voc no tem amigos?

Sua mo se moveu para cima e cercou os botes atrs do pescoo dela  No!

O corao dela ansiava por ele, e mais embaixo, ela ansiava por alguma coisa dele.  Bem, eu no tenho tido muitos, tambm.  ela admitiu.  Mas agora eu tenho Sango
e a duquesa-me, se ela me permitir sua amizade. Eu posso ser sua amiga.

Enquanto ele desabotoava a fileira de botes em suas costas, e com apenas uma mo, ele a olhou bem nos olhos. Ela pensou que eles tinham se suavizado por um momento.
Ele se inclinou para ela.  Amigos fazem isso?

Ele a beijou. O morno gosto do brandy em seus lbios se somou ao fogo em seu estmago. O beijo era prazeroso, to confortvel quanto o fogo e o ambiente caseiro.
Ele inclinou a boca contra a dela para permitir um acesso mais profundo, e tudo mudou. O fogo confortvel subitamente se transformou em um inferno ardente.

Ele era um mestre nisso: beijar. Ele puxou seu lbio inferior entre os dentes e os sugou para dentro da boca. Ele liberou o lbio, provocando-a com a lngua, e,
ento, quando ela encarou o desafio, ele sugou-lhe a lngua para dentro de sua boca. Bem dentro de sua boca. Ela gostou, e quando ele finalmente a liberou e a lngua
dele infiltrou-se na dela novamente, ela fez o mesmo com ele. Um som baixo escapou da garganta dele.

Ele a distraiu tanto com os beijos que ela nem percebeu que ele havia conseguido abrir os botes em suas costas. No at ele puxar o material de sua pele e as mangas
carem sobre seus ombros. Ele deu um beijo morno em seu ombro.

- Sesshoumaru  ela sussurrou  A porta est aberta. Jaken...

- Jaken  Sesshoumaru gritou repentinamente.  A senhora e eu no queremos ser perturbados.

De algum lugar na casa ela ouviu Jaken gritar de volta  Muito bem, meu senhor.

Sesshoumaru voltou a beijar seu ombro. De repente ele parou novamente.  Jaken, mantenha-se atento s portas!

- Muito bem, meu senhor.

- Todas as portas, menos esta!  ele acrescentou.

- Muito bem, meu senhor.

Rin deu uma risadinha. Sesshoumaru se levantou e fechou as portas da sala de visitas. Ele sorriu para ela enquanto voltava vagarosamente como um gato preguioso,
mas ento seus olhos adquiriram aquele estranho brilho quando ele se sentou ao lado dela.

- Onde estvamos?  ele perguntou.  Oh! Sim. Estvamos bem aqui.

Ele se inclinou para ela e beijou seu ombro exposto novamente. Sentir sua boca contra a pele a fez estremecer. Os poucos goles de brandy que tomou a ajudaram a relaxar,
mas a bebida no lhe subiu  cabea. Sesshoumaru lhe subiu  cabea. Seu cheiro intoxicante, o calor que irradiava dele, mesmo o suave brilho em seus olhos.

- Voc tem um gosto bom  ele disse.  Gostaria de prov-la inteira.

Sesshoumaru abaixou ainda mais o seu vestido e fez um caminho de beijos em direo a seus seios. Ele a sugou atravs do tecido da combinao, a sensao quase mais
ertica do que se ele tivesse empurrado sua roupa de baixo at a cintura junto com o vestido. Os crculos midos deixados pela boca dele contra sua combinao fizeram
com que seus mamilos ficassem mais intumescidos.

- Quero v-la nua.

Seu comentrio a lembrou de que ela o havia visto nu. E ela se lembrava muito bem de que ele era glorioso. Seu corpo o agradaria como o dele a havia agradado? Como
se soubesse que ela estava pensando muito, ele a beijou novamente. Ela no conseguia pensar quando ele a beijava, mas conseguia sentir.

Enquanto sua boca roubava a habilidade dela em raciocinar, ele abaixou sua combinao e suas mos cobriram seus seios, seus polegares fazendo mgicas torturantes
com os mamilos agora expostos. Ela gemeu baixinho e se pressionou contra ele. Ele a ergueu, trazendo-a para seu colo de frente para ele. A posio forou os joelhos
dela para cada lado de suas coxas musculosas, o que era muito indecente.

Ela comeou a dizer-lhe isso, mas ele a ergueu novamente, sua boca em seus seios. Ele se banqueteou a, finalizando seu protesto com o primeiro encontro de sua boca
contra o mamilo. As mos delas o agarram pelos cabelos e ela se segurou nele. Ele mordeu, provocou e sugou seus mamilos at ela no conseguir respirar normalmente,
apenas torcendo os dedos entre os cabelos dele e se segurando.

Ele a sentou em cima dele, agora saboreando e provocando os lbios dela. Ela percebeu que ele juntou seu vestido de tal forma que havia pouco entre eles da cintura
para baixo. Calcinha contra cala, e as calas dele estavam alardeando que ele estava excitado. Muito excitado. Ele se pressionou contra ela, e ela foi surpreendida
com uma resposta imediata entre as pernas. Um formigamento que no era desagradvel, apenas frustrante. Como uma comicho que temos que coar.

Quando ele se pressionou contra ela novamente, ela pressionou de encontro a ele. Sua respirao se uniu e ele colocou uma mo de cada lado da face dela, segurando-a
enquanto a beijava. Ela no conseguia controlar sua parte de baixo, parecia. Quando mais ela se pressionava contra ele, mais frico ela sentia. Uma frico que
facilmente a levaria a loucura.

- O que  isso que eu quero?  ela murmurou sem ar contra a boca dele.

- Isso.  ele disse, e livrando-a do aperto em seu rosto, uma mo se movendo para baixo entre eles, deslizando pela calcinha dela para a verdadeira fonte de sua
frustrao. O carinho de seus dedos num lugar em que nenhum homem ousara chegar antes a chocou por um momento. Ela devia protestar, certamente se afastar, mas seus
dedos eram mgica.

Ele a tocava em um lugar onde todas as sensaes pareciam estar centralizadas, e aquilo combinado com o fluxo e refluxo de seu membro enrijecido contra sua maciez
feminina, era o cu e o inferno. Ela cavalgou em suas mos, cavalgou em seu colo e a presso interna crescia e crescia. Ele continuava a beij-la, embora no fosse
fcil manter os lbios unidos quando nenhum dos dois conseguia respirar normalmente.

- Liberte-se, Rin  ele murmurou, sua voz to baixa e aveludada que a levou a beira da loucura.

A presso que estava num crescendo se liberou. Uma sensao como ela nunca havia experimentado a varreu, e mais embaixo, ela se apertava e se convulsionava contra
ele. Seus dedos se enterraram nos ombros dele, seus dentes no pescoo dele, Ela no conseguia parar os leves gemidos e as palavras ininteligveis que saiam de seus
lbios. Ela no conseguia parar de tremer.

Ela se uniu a ele como se ele fosse a nica coisa slida mantendo sua sanidade intacta. Ele afagou-lhe os cabelos e sua mo se retirou de sua calcinha, subiu pelo
estmago e acariciou-lhe o seio.

- O que acabou de acontecer?  ela conseguiu sussurrar.

- Voc teve um orgasmo  ele respondeu. Quase conseguiu fazer o mesmo comigo, o que teria sido embaraoso, considerando-se que no fao isso sem estar dentro de
uma mulher desde que eu usava calas curtas.

Como eles tinham ido da conversa e do brandy para ela esparramada no colo dele, nua at a cintura e ainda convulsionando por entre as pernas? E o que aconteceria
agora, j que ele ainda estava duro e pulsante debaixo dela? Ele consumaria o casamento com ou sem a sua permisso? Parte dela sentia que, no importava o quo maravilhoso
tinha sido o que aconteceu a ela, algo estava faltando.

Amor, ela tentou dizer a si mesma. Era isso o que estava faltando.

Ele puxou seu vestido e combinao de volta ao lugar, a ergueu, e conseguiu se levantar com ela nos braos.

- O que voc est fazendo?  ela perguntou cautelosamente.

- Estou levando voc para a cama.  Ele respondeu.

CAPTULO 19

Seu corao disparou no peito enquanto Sesshoumaru a carregava para cima. Ele poderia certamente tom-la agora, ela querendo ou no consumar o casamento deles. Ela
o havia provocado demais, permitindo-lhe muitas liberdades, para chorar agora, mesmo que sentisse vontade de chorar. Sesshoumaru j a havia feito compreender que
o dar e receber entre um homem e uma mulher poderia ser uma coisa maravilhosa. Mas quanto mais maravilhoso no seria quando o homem e a mulher se amassem? Ela poderia
nunca descobrir.

As portas dos quartos de ambos estavam abertas. Jaken obviamente estava no processo de acender as lareiras e fazer as camas. Sesshoumaru a carregou para a cama dela,
ao invs da dele. Ele a colocou gentilmente na cama, ento se curvou para beij-la. Ela correspondeu meio entorpecida, imaginando quando ele tiraria as roupas e
se jogaria sobre ela.

- Boa noite, Esposa  ele disse, afastando-se em direo ao prprio quarto.

Rin se apoiou nos cotovelos  Boa noite? Voc vai me deixar aqui?

Ele se voltou, arqueou a sobrancelha: - Voc quer que eu fique?

- Bem, no  ela gaguejou  Quer dizer, sim, bem, no sei!

Sua boca se curvou num sorriso sensual: - Quando voc souber, estarei no quarto ao lado.

Ele fechou a porta ao passar. Ela a encarou por um bom tempo. Ento comeou a se ferver por dentro. Ela estava quase tentada a invadir seu quarto e exigir que ele
fizesse amor com ela  consumando o casamento  sem se importar que ainda no estivesse mentalmente pronta para dar tal passo. Ele disse que no jogaria honestamente,
e no estava. Ao invs de se tornar o agressivo com ela, ele recuou, provavelmente suspeitando que ela reagiria dessa forma ao ser rejeitada por ele.

- Esperto!  ela disse  porta fechada  Mas no esperto o suficiente!

Rin deitou na cama, sentindo-se muito convencida por no ter cado no truque dele. Ela ficou deitada por um momento antes de perceber que estava completamente vestida
e que teria que levantar para colocar a camisola. Ela podia fazer aquilo, ela se encorajou mentalmente. Ela podia fazer isso e no se sentir tentada a abrir a porta
que separava os quartos. Depois de alguns momentos se assegurando disso, ela saiu da cama. Marchou direto para a porta e a abriu.

Sesshoumaru se voltou de sua bacia de rosto. Ele tinha tirado a camisa, e gotculas de gua corriam por seu peito. Ele pegou uma toalha de rosto e enxugou o rosto.

- Deseja alguma coisa?

Os olhos dela passeavam pela pele bronzeada. Ela engoliu audivelmente.  Esqueci de lhe dizer boa noite, Boa noite... Marido!

Ela fechou a porta, depois se encostou a ela, chamando-se de tola repetidamente. Ele no parecia estar deitado aguardando por ela. Como se tivesse antecipado sua
visita intempestiva depois da rejeio. Talvez ele realmente possusse o controle de que se gabava. Enquanto permaneceu ali, ela sentiu a maaneta da porta, que
estava pressionada contra suas costas, se virar vagarosamente. Ela prendeu a respirao. Ento parou. Ela pensou t-lo ouvido praguejar bem baixinho do outro lado.

Sesshoumaru no estava de bom humor. Ele dormiu muito pouco noite passada, e a dor de cabea hoje apenas agravava seu humor irascvel. Rin o estava levando a loucura.
Ele a queria como nunca quisera algo ou algum antes. Seus gemidos baixos de prazer quando ele a liberou destruram seu controle e o fez imaginar o que o havia possudo
quando ele deixou a cargo dela a escolha de dormirem juntos ou no.

Ele a queria to desesperadamente noite passada, que quase destruiu a pouca confiana que ela tinha nele. A tentao quase tinha levada a melhor sobre ele, sua promessa
a ela que se danasse. Se ele no pudesse abrir seus sentimentos a ela, no pudesse am-la como ela merecia ser amada, ele tinha decidido que a relao fsica entre
eles deveria ser o suficiente. Mas at isso lhe foi negado. Negado por si prprio e as malditas palavras dita a ela.

Sesshoumaru entrou no escritrio de um corretor imobilirio. Era o quinto estabelecimento que visitava hoje. Anteriormente havia ido ao seu advogado e feito os arranjos
para a segurana financeira de Rin caso algo acontecesse com ele. Um homem magro com os culos assentados no final do nariz e um enorme molho de chaves balanando
em seu cinto o cumprimentou.

- Boa tarde, senhor. Como posso ajud-lo?

Ele reconheceu a voz do homem. Era o mesmo que estava mostrando para o jovem casal a casa onde Sesshoumaru ficara encurralado.

- Estou interessado em adquirir vrias propriedades  disse Sesshoumaru.  O que voc tem disponvel?

Atrs dos culos, os olhos do homem subitamente brilharam de ganncia.  Sente-se, senhor. Ele indicou uma cadeira em frente a uma mesa arranhada que deveria ter
sido usada como lenha h muito tempo atrs. Sesshoumaru se sentou. O homem correu para detrs da escrivaninha, abriu uma gaveta, e retirou um grande livro.

- Tenho vrias propriedades para venda, como pode ver  ele indicou a lista  Simplesmente teremos de limitar ao que voc est interessado. Bairro, custo da propriedade,
esse tipo de coisa.

Sesshoumaru tinha uma boa idia de onde havia estado noite passada. Sua fuga da casa no o havia deixado tempo para exatido, mas ele fora forado a caminhar pelo
bairro at chegar a uma seo da cidade onde pode alugar coche para lev-lo para casa. Ele no sabia o que havia acontecido ao seu cavalo, mas assumiu que ele estava
na posse dos homens contratados para atac-lo.

-Algo prximo ao East End  ele especificou  No quero pagar muito, mas o aluguel que cobrarei deve ser suficiente para tornar tal compra rentvel.

-  claro  o homem concordou. Ele comeou a olhar a lista.  Tenho muitas propriedades na rea em que est interessado.  comentou.  Tais propriedades so alugadas
aos trabalhadores das fabricas e tipos assim. Algumas esto em tristes condies.  ele disse franzindo a testa.

- Tem alguma cujo preo de compra caiu recentemente?  ele perguntou casualmente. Sesshoumaru estava certo de que o jovem casal que estava avaliando a casa ontem
deve ter corrido do local aos gritos. As autoridades deviam ter sido chamadas; o falatrio de que uma mulher havia sido encontrada morta na residncia devia ter
se espalhado rapidamente pela vizinhana. Nada bom para o proprietrio.

O homem afastou uma mecha dos cabelos grisalhos da testa. Sua mo tremeu visivelmente.  Para dizer a verdade, eu tenho uma propriedade cujo vendedor est ansioso
para se desfazer, e acabou de abaixar o preo essa manh. Um infeliz incidente aconteceu l ontem.

Sesshoumaru arqueou a sobrancelha interrogativamente.

- Assassinato  ele sussurrou.  Uma prostituta foi encontrada morta l dentro. Eu estava mostrando a residncia para um casal interessado. O jovem casal ficou muito
perturbado pela viso. O assassino escapou atravs de uma janela no andar de cima.  O homem estremeceu.  Imagine, eu estava na mesma casa com ele.

- Voc viu o homem?  Sesshoumaru perguntou.

- No.  o corretor respondeu, - Eu estava muito chocado pelo que estava acontecendo para me aproximar da janela e tentar v-lo fugindo. A pobre mulher a quem eu
estava mostrando a casa desmaiou.

- Que pena!  Sesshoumaru disse simpaticamente.  Voc tem outros compradores interessados nessa propriedade em particular?

O homem sacudiu a cabea.  Nada srio. Uma pergunta ou outra. Na verdade, eu tinha um horrio hoje para mostrar a casa, teria mostrado ontem ao interessado, mas
disse a ele que j havia marcado com algumas pessoas querendo alug-la e que esse encontro deveria ser logo depois disso ou hoje. Meu cliente no confirmou o horrio.
Presumo que j tenha ouvido sobre o infeliz incidente na casa e no esteja mais interessado.

Sesshoumaru compreendeu como tinha sido fcil para Bankotsu conseguir a localizao, fazer perguntas e descobrir quando as pessoas chegariam para visitar a casa.
Agora a parte enganadora.

- O interessado na propriedade no seria um homem de nome Bankotsu Chapman, seria?

Os olhos do homem no mostraram reconhecimento do nome. Sesshoumaru percebeu, antes de o homem enrubescer  Esse  um tipo de informao que no posso divulgar 
ele disse.  Tenho muitos clientes com os quais negocio compra e venda de propriedades; e todas as negociaes com eles so confidenciais.

-  claro  Sesshoumaru disse num tom cortante- Ele  meu vizinho e sei que ele lida com tais empreitadas. Eu no queria ir contra ele caso ele mudasse de idia
sobre a propriedade. Sendo vizinhos e tal.  ele explicou.

- Ento est interessado na propriedade?  Os olhos do homem brilhavam com interesse, novamente.

- Talvez  Sesshoumaru se levantou.  Acho que vou pensar sobre isso e se eu estiver, voltarei para visit-lo outra vez.

- E o senhor , Sr...?

Sesshoumaru no respondeu. Ele saiu do escritrio e caminhou pela rua em direo a sua carruagem que o aguardava. Ele havia levado Rin ao ch da duquesa-me cerca
de uma hora atrs. Ela estava nervosa, irritada com o vestido que disse estar fora de moda e que esperava que ningum percebesse. Ele pararia em uma loja na Bond
Street e contrataria uma costureira para Rin antes de ir busc-la na casa da duquesa.

No era algo que Sesshoumaru tivesse feito antes, mas ele no permitiria que Rin se sentisse envergonhada de sair em pblico devido ao guarda-roupa desatualizado.
Ela era sua responsabilidade agora, e se ele no podia lhe dar seu corao, ele lhe daria o que pudesse. Repentinamente, ele se perguntou o que ela estaria achando
de seu primeiro evento social como sua esposa.

O ch era um desastre. Rin desejou ter declinado o convite da duquesa-me. Ela agora entendia como Sesshoumaru se sentia cada vez que escolhesse participar de uma
reunio social. As mulheres ficavam cochichando atrs das mos enquanto lanavam olhares dissimulados em sua direo. Ela se sentou sozinha num canto do enorme salo
social da duquesa-me, bebericando seu ch e desejando que Sesshoumaru voltasse logo para busc-la.

Bankotsu, apesar do quanto o desprezava, estava certo. Seu guarda-roupa estava terrivelmente desatualizado, e ela se sentia como uma leiteira entre a realeza. Amlia
havia lhe lanado olhares suplicantes umas duas vezes. Implorando por perdo porque a me dela estava presente e Amlia no tinha coragem de fazer com que todos
soubessem da amizade delas. Rin estava tentando entender e perdoar, mas era difcil para ela quando era, obviamente, uma pria entre as mulheres presentes.

- Como vai Sesshoumaru?  a duquesa-me se aproximou de Rin e se sentou ao lado dela  Soube que estava excitado com voc desde a primeira noite que a viu no Greenleys.
Eu nunca o vi sem palavras antes. Eu disse a ele que vocs dois fariam um excelente par.

Curiosa, Rin perguntou: - E o que ele respondeu?

A mulher franziu a testa: - Algo vulgar, conforme me lembro. Ele gosta de me fazer corar, e na minha idade isso  realmente um feito.

Rin podia mesmo imaginar que tipo de resposta sugestiva Sesshoumaru poderia ter feito s idias casamenteiras da duquesa-me.  Como voc e Sesshoumaru se tornaram
amigos?  ela tambm queria saber.  Vocs formam um par estranho.

- Eu era a melhor amiga da me dele  ela respondeu.  Gostava do pai dele tambm. Eles formavam um lindo casal, como voc pode imaginar dado o fruto da unio deles.
Quatro filhos, e todos diabolicamente bem apessoados. Pena as coisas terminarem daquele modo.

Rin sabia que estava sendo rude por monopolizar o tempo da duquesa-me, especialmente quando a dama era a anfitri, mas ela tinha tantas perguntas sobre Sesshoumaru
e sua famlia. Perguntas que ela no se sentia suficientemente confortvel de fazer a Sesshoumaru.  A me dele era realmente louca?

A duquesa-me suspirou  Totalmente insana, no final. Embora causada pelo pesar, em minha opinio. Nenhum dos pais de Sesshoumaru era louco de natureza, ou por qualquer
falta herdada, acredito. Eles simplesmente no eram fortes o bastante para suportar a tempestade que surgiu. Isso acabou destruindo-os.

Fascinada, Rin se inclinou para perto da duquesa-me.  Que tipos de problemas eram? E realmente, o que poderia fazer com que um homem tirasse a prpria vida e conduzisse
sua pobre mulher  loucura?

- Isso  um assunto que  melhor deixarmos para Sesshoumaru lhe confiar  ela disse.  Oh, Tinha me esquecido. Lady Sango me pediu para avis-la para se encontrarem
no primeiro quarto de hspedes do piso superior. Acredito que disse  me que precisava se refrescar.  A mulher franziu a testa  Tinha esperado que ela fosse mais
corajosa, Sango Sinclair. Ela tinha o potencial para se tornar totalmente surpreendente, e contudo, de modo intrigante, ela no tem nervos para isso. Uma pena.

- No devia mant-la longe das outras convidadas por tanto tempo  Rin se desculpou. Colocou a xcara de lado e levantou-se.  Vou procurar por Lady Sango.

- Voc era a nica convidada que me interessava hoje  admitiu a duquesa-me.  Queria ter certeza de que Sesshoumaru estava se dando bem, e  claro, mostrar a sociedade
que eu prontamente a adotei como fao com ele, tendo ou no a aprovao dela.

- Sou-lhe muito grata  disse Rin.  A senhora  rara entre a sociedade e eu agradeo sua devoo a Sesshoumaru. Ele no merece a m mo que tem jogado. Ele  honrado,
e bom, embora eu no ache que ele saiba disso a respeito de si mesmo.

A duquesa-me sorriu para ela.  Voc o ama  disse suavemente.  Posso ver isso em seus adorveis olhos quando voc fala dele. Ele merece ser amado, mas temo, que
como o pai dele, ele no consiga compreender que o amor verdadeiro  incondicional. Talvez ele aprenda isso com sua ajuda.

Perturbada pelos comentrios da duquesa-me, Rin no conseguiu pensar em uma resposta. Ela amava Sesshoumaru? Poderio am-lo em to curto espao de tempo? E quais
eram as mensagens ocultas que a duquesa-me estava tentando lhe enviar? Rin murmurou uma despedida e saiu da sala. Ela mal havia chegado ao topo da escadaria quando
Sango colocou a cabea para fora da primeira sala e movendo-se freneticamente pediu-lhe para que se juntasse a ela.

Rin entrou no quarto de hspedes. Sango fechou a porta.  Por favor, diga que no me odeia  sua amiga implorou.  Mame proibiu que eu at mesmo notasse sua presena
aqui hoje. Tentei enfrent-la e dizer-lhe que voc  minha amiga. Ela disse que ser sua amiga prejudicaria minhas chances de casamento com Lorde Collingsworth. O
que eu podia fazer, seno obedec-la?

Rin no estava com humor para lidar com os dilemas de Sango. Ela suspeitava que Sango gostava de dramas. Mas, por causa de sua prpria criao, nem mesmo ela poderia
crucificar Sango por simplesmente ter nascido na alta sociedade. Havia regras, e caso o pai ou me de Rin fossem vivos, ela tambm seria forada a segui-las.

- Eu a perdo  ela disse a Sango.  Voc no deve se indispor com sua famlia por causa de nossa amizade, Sango. Voc nunca saber o quo importante eles so para
voc, e o quanto voc os ama, at que um dia voc no os tenha mais.

Os grandes olhos castanhos de Sango se encheram de lgrimas  Voc tem o corao mais puro, Rin, e a natureza mais corajosa. Eu no mereo ser sua amiga.

O encontro estava se tornando muito emocional, e Rin ainda revirava a possibilidade de estar apaixonada pelo marido.   claro que permaneceremos amigas  Rin disse
 jovem. Ela pegou-lhe as mos e as apertou.  Mesmo que voc tenha de se esconder para poder ir a minha casa me ver.

- Sinto-me travessa ao fazer isso  Sango admitiu, o brilho da travessura de volta a seus olhos.  Sinto-me travessa de verdade. Ela andou at o espelho e fingiu
arrumar seus perfeitos cachos  Mirok Taishou ainda esta na casa, com vocs?  perguntou casualmente.

Rin sorriu. Sango era uma atriz horrvel.  No, Acho que ele voltou  propriedade de campo. O que me faz recordar, voc sabia que Collingsworth Manor faz divisa
com a propriedade de meu marido? A propriedade dos Taishou?

Sango se voltou do espelho  No, no sabia disso. Robert nunca mencionou tal fato para mim.

- Se voc se casar com Lorde Collingsworth, ser vizinha de Lorde Mirok Taishou. No ser fantstico?

Sango franziu a testa  Voc est sendo sarcstica. E parece que vou me casar com Lorde Collingsworth. Ele apresentou o pedido a meu pai noite passada. Meus pais
esto empolgados.

Rin percebeu que os pais estavam mais empolgados com a proposta do que Sango.  Voc no o ama?

- Eu mal o conheo!  Sango respondeu.  Ele  muito limitado para um homem jovem. Ele nunca tentou me beijar. No sou beijvel, Rin? No sou bonita?

- Claro que  bonita  Rin lhe assegurou  Lorde Collingsworth  obviamente um cavalheiro do mais alto grau. Ele deve respeit-la tremendamente para nunca ter sado
da linha em sua companhia.

Sango franziu a testa novamente.  Respeito? Que palavra fria!  seus olhos subitamente danaram com maldade  Eu imagino que Mirok Taishou no seja to cavalheiresco.
Imagino que ele beije uma mulher se desejar faz-lo e no se importaria com a impropriedade de fazer isso.

Deveria ela avisar Sango que Mirok se importava mais em dirigir a propriedade do que beijar mulheres? Ou Sesshoumaru havia insinuado tal coisa a ela. Talvez no,
Rin decidiu. Deixe que Sango tenha sonhos escusos com Mirok e se case como os pais desejam que ela o faa. A vida dela ser bem menos complicada que a de Rin.

Uma leve batida na porta  Rin querida, Sesshoumaru chegou e est l fora andando de um lado para outro em meu gramado esperando por voc. Minhas convidadas esto
subitamente precisando da luz do sol que entra pelas janelas abertas. O homem  uma distrao. Espero que esteja pronta para partir.

Rin caminhou at a porta, abriu-a e sorriu carinhosamente para a duquesa-me.  Obrigada por me convidar hoje. Espero que nos tornemos boas amigas, como voc  com
meu marido.

- Por favor, venha me ver a hora que quiser  a mulher disse  Voc  sempre bem vinda em minha casa.

- E a senhora na minha.  Rin acrescentou, sentindo-se estranha com a afirmao. A duquesa-me se voltou e desceu as escadas. Rin olhou para Sango.  Voc me visitar
de novo em breve?

- Prometo  respondeu Sango.  Enviarei um bilhete para que voc saiba quando me esperar!

- Ficarei esperando.  disse Rin, ento saiu da sala e desceu as escadas, passando pelo salo, onde a conversa ainda zumbia e as mulheres tinham se juntado de modo
suspeito perto das janelas para observar o jardim, e saiu pela porta que o empregado da duquesa-me mantinha aberta para ela. A luz do sol cintilava nos cabelos
prateados de Sesshoumaru enquanto ele caminhava. Ele parecia perdido em pensamentos e ela se perguntou quais negcios ele havia ido resolver enquanto ela ficava
no ch da duquesa-me.

Ele levantou a cabea como se percebendo a presena de Rin antes de ela se aproximar dele. A duquesa estava certa. Ele era uma distrao. O leve sorriso que ele
lhe deu era inconscientemente sensual. Tudo nele era sensual. Ela supunha que as damas reunidas nas janelas estavam abrindo os leques e criando uma ventania no salo
da duquesa-me. Sentindo-se travessa por causa da hipocrisia delas, Rin ficou nas pontas dos ps e beijou Sesshoumaru bem na boca quando se aproximou dele.

Os olhos de Sesshoumaru se encheram de calor quando ela se afastou e a olhou:

- J lhe disse que eu a quero hoje?  ele perguntou.

CAPTULO 20

Agora era Rin que precisava de um leque.  Vamos para casa  ela disse, e pela primeira vez a sentena no soou estranha. Ele deu-lhe o brao e se dirigiram para
a carruagem que os aguardavam. Uma parelha de cavalos baios puxava o coche, suas lindas peles brilhando a luz do sol.  Deveramos cavalgar algum dia  ela sugeriu.
 Minha gua tem nome?

- Mirok a chama de Sahara por causa de sua orgulhosa herana  ele respondeu.  Se quiser, quando chegarmos em casa poderemos ir cavalgar em Hyde Park  um bom passeio.

O pensamento a excitou. Fazia meses desde a ltima vez em que cavalgou.  Montrose tem um estbulo decente.  ela lhe contou.   uma propriedade adorvel. Voc
sabe que herdar os aluguis e tudo o mais referente  propriedade agora... Acho que a prpria propriedade enquanto no tivermos filhos. Voc deve conversar com
os advogados de minha madrasta para resolver o assunto.

- Eu irei  ele disse, e ajudou Rin a subir na carruagem. L dentro, Sesshoumaru se sentou junto a ela: - Como foi o ch?

Embora ele fizesse a pergunta de modo casual, ela sentiu que a resposta era importante para ele. Ela no lhe contaria a verdade, decidiu. No era culpa de Sesshoumaru
ela ser sua esposa. Tudo o que ele fez, at mesmo quebrar o juramento feito a si prprio, ele o fez por ela. Ela no o faria se sentir mal por saber que agora a
evitavam como sempre o evitaram.

- Foi muito agradvel  ela disse.  A duquesa-me e eu nos demos muito bem, e Sango estava l com a me. Tivemos uma conversao muito agradvel.

- Fico feliz que tenha se divertido  ele disse.  Enquanto estava fora pela manh, parei em uma loja escandalosamente cara na Bond Street e marquei uma visita com
a costureira para que voc se modernize seu guarda-roupa. Pensei que voc gostaria de vestidos novos. Qualquer coisa que quiser.

Se Sesshoumaru era egosta com seus sentimentos, ele no o era em nenhuma outra maneira. Primeiro o lindo cavalo, agora um novo guarda-roupa, o que Rin precisava
urgentemente. Ela colocou a mo sobre a dele.

- Muito obrigada, Sesshoumaru. No tinha conscincia de como meu guarda-roupa estava empobrecido. No precisava de roupas bonitas no interior, e os poucos vestidos
que Bankotsu me comprou no eram do meu gosto. Eu no os trouxe comigo quando me mudei.

- Quero que seja feliz, Rin  disse Sesshoumaru, pegando-lhe a mo e entrelaando os dedos.  Se quiser rede core a casa tambm. Sei que os mveis esto fora de
moda, mas solteires no se importam muito com essas coisas.

Ele lhe daria qualquer coisa que seu corao quisesse, parecia. Qualquer coisa, menos o prprio corao. Ela pensou que era uma triste troca, mas no disse nada
sobre isso. Rin ainda estava tentando entender os prprios sentimentos por Sesshoumaru. Ela o amava? Ela sabia que estava terrivelmente preocupada com ele na noite
em que ele no retornou para casa. Ela sabia que o cime podia consumi-la facilmente quando se tratava dele. Ela sabia que o desejava. Mas essas emoes somavam-se
ao amor?

A carruagem passou pela casa da madrasta e Rin passeou o olhar para fora. A casa agora lhe dava calafrios, como se o mal vivesse l. O mal que pretendia ferir seu
marido e, supunha, a ela tambm. Ela se ressentia de ter de lidar com tanta coisa de uma s vez. Seu casamento j era suficientemente um teste. Ela queria que tudo
o que tivesse a preocup-la fosse fazer com que Sesshoumaru se apaixonasse por ela. Mas encontrar a felicidade com ele tinha de esperar at Bankotsu estar fora do
caminho e com a madrasta melhorando ou falecendo.

Relembrando de suas instrues  Mary, Rin olhou novamente para fora quando a carruagem fez a curva para deix-los em frente  casa. Ela pode ver os fundos da casa
ao lado e um lenol branco estendido na sacada de seu antigo quarto.

- Mary me deu o sinal  ela disse a Sesshoumaru.  Bankotsu no est em casa e  seguro ir visitar a duquesa. Podemos adiar nossa cavalgada no parque at eu ter
visto minha madrasta?

- Vou preparar os cavalos enquanto voc a visita  Sesshoumaru disse  Manterei meus olhos abertos, tambm. Se Bankotsu voltar para casa enquanto voc ainda estiver
l, irei para l num piscar de olhos para busc-la.

A carruagem parou em frente a casa. Rin decidiu se apressar e colocar a roupa de montaria antes de visitar a madrasta. Ela queria estar pronta para seu passeio quando
retornasse. Sesshoumaru esperou l embaixo por ela. Ele estava dizendo algo a Jaken, mas vendo-a, apressou-se e a conduziu para fora e pelo gramado.

- No me demorarei  Rin garantiu.  A duquesa no est bem o suficiente para falar comigo. Ela passa a maior parte do tempo dormindo ou olhando para o vazio, como
se sua mente estivesse em algum outro lugar.  muito triste, mas espero que ela saiba que eu vou v-la, e que me importo com ela. Ela sempre foi muito gentil comigo.

-  surpreendente que uma dama to distinta tenha concebido um filho to cruel  Sesshoumaru comentou  Mas, ento, suponho que mesmo os casais de aparncia normal
podem gerar o prprio diabo.

O modo como ele disse isso a incomodou.  Espero que no esteja se referindo a si mesmo  ela meio que provocou  Voc no tem nada da fera que a sociedade o pinta.
Voc j provou isso para mim mais de uma vez.

- Apenas cumpro meu dever para com voc.  ele reagiu.  Cuidado com cozinho que acaricia em seu colo e alimenta com suas mos. Um dia ele pode mord-la.

Ele conseguia ter um humor negro depressivo quando ficava nesse estado. Isso no agradava Rin. Mas quanto mais perto chegava da casa, mas sentia a escurido se fechando
a seu redor. Chegaram s portas do fundo e Rin apertou a campainha que os empregados e entregadores usavam. Mary abriu a porta, a viu e sorriu.

- Estava me perguntando quando voc veria o meu sinal  disse. A mulher reparou em Sesshoumaru e ficou sria  Espero que ele no queira entrar.

- Fique aqui enquanto vou preparar nossa sada. Sesshoumaru disse a Rin  No demore. No gosto nada que venha a essa casa.

Rin concordou com a cabea e entrou na casa. Ela lanou a Mary um olhar gelado.  Mary, no aceitarei que seja rude com meu marido. Ele no  tudo aquilo que os
boatos que circulam por ai afirmam. Ele  um bom homem.

Mary corou sentindo-se culpada: - Desculpe, milady,  que tem sido deste modo h muito tempo.

- Bem,  tempo de mudar as coisas.  ela disse.  Como est a duquesa?

- Na mesma.  a mulher respondeu.  Estava me aprontando para levar-lhe o ch.

- Eu levarei a bandeja.  Rin se ofereceu.  No tem sentido ns duas subirmos ao terceiro andar.

- Deus a abenoe.  Mary disse.  Essas velhas pernas esto muito gastas de subir e descer pelas escadas. Fico esperando o Sr. Bankotsu contratar mais algum para
me ajudar, mas agora que a senhora se foi, suspeito que ele pense que eu consiga fazer tudo sozinha.

Avarento, cruel e, se Sesshoumaru estiver certo, assassino. Rin levou a bandeja que continha um pequeno bule, uma xcara e um pires.

- Faa com que ela beba  Mary disse  O Sr. Bankotsu disse que  a nica coisa que a mantm viva, e tenho de concordar. No consigo fazer com que coma nem um caldo
esses dias.

- Farei o melhor que puder  Rin disse enquanto se dirigia s escadas. Ela carregou a bandeja at o terceiro andar agradecida pela porta do quarto da madrasta estar
aberta, j que estava com as mos ocupadas. A duquesa estava sentada em sua cadeira usual perto da janela, olhando para o nada.

- Boa tarde, Sua Graa  Rin a cumprimentou alegremente.  Trouxe-lhe o ch.  a dama no respondeu, mas Rin no estava realmente esperando por isso. Ela colocou
a bandeja numa mesa prxima e serviu o ch.

No houve fumaa levantando-se da xcara, ento Rin percebeu que o ch no estava to quente que pudesse queimar a boca da duquesa, mas quis ter a certeza de que
estivesse ao menos em uma temperatura confortvel. Para no enfiar o dedo dentro da xcara, ela no teve escolha a no ser beber uns golinhos. O ch tinha um gosto
de cravo da ndia, mas ela no podia dizer que isso melhorava o sabor. Ela tomou outro golinho, mas continuou um pouco suave e at mesmo um pouquinho amargo.

Caminhando cuidadosamente, ela foi ao lado da duquesa. Colocou a xcara nos lbios da dama  Quero que beba, Sua Graa. A senhora precisa de qualquer tipo de alimento.
A senhora est s pele e osso.

Para sua surpresa, a dama bebeu da xcara, quase alegremente, na realidade. Rin pacientemente segurou a xcara para ter certeza de que sua madrasta bebesse todo
o contedo. Ela tentou pensar em algo leve para conversar, mas a sade deteriorada da mulher tornava a tarefa difcil. Rin ainda estava se sentindo tonta do ch
na casa da duquesa-me. Mais precisamente, do que a duquesa-me disse a ela.

- Queria que estivesse bem, Sua Graa. Queria que pudesse conversar comigo. Estou to confusa. Sinto falta de no ter tido uma me. Sinto falta de ter o conselho
que a senhora me daria, e de um brao ao redor dos meus ombros me dizendo que tudo ficar bem.

A duquesa havia fechado os olhos. A mulher sem dvida j devia ter cado no sono. Rin caminhou at a mesa e recolocou a xcara vazia na bandeja.

- Acho que estou apaixonada  Rin disse calmamente.  Estou casada e parece que deveria estar apaixonada, mas  claro que nem todos os casamentos so resultados
de emoes ternas. Queria que me dissesse o que pensa que  o amor. Ou eu poderia lhe dizer como me sinto, e a senhora me daria sua opinio. Sinto-me to sozinha
algumas vezes.

Rin esfregou o frio de seus braos. Ela se lembrou que Sesshoumaru a esperava. O pensamente levantou, de sbito, seu esprito. Ela pegou a bandeja, caminhou onde
a duquesa dormia, e observou a pobre mulher amorosamente.

- Devo ir, mas voltarei. Por favor, tente melhorar. Preciso de voc.

Ela estava certa de que a madrasta no ouvia sua splica. Rin comeou a se afastar, ento subitamente voltou e olhou para a mulher. Uma nica lgrima traava um
caminho at o queixo afundado da dama.

Sesshoumaru estava quase indo buscar Rin a fora quando a viu caminhando pelo gramado na direo do estbulo. Ela o viu e acenou. Saber que ela estava na casa ao
lado o fazia se sentir desconfortvel, mesmo sabendo por certo que Bankotsu no estava em casa. Depois de Rin entrar na casa ele deu uma olhada na cocheira de Bankptsu.
Sua carruagem e condutor no estavam.

Rin tropeou e Sesshoumaru imediatamente se moveu para frente, mas ela se endireitou e logo se juntou a ele. Os cavalos estavam selados, e ele carregava uma cesta
que Jaken havia preparado para eles.

- O que tem a?  Rin perguntou.

- Jaken nos preparou um lanche. Eu pensei em fazer um picnic. Est um dia lindo.

Seu lindo rosto se acendeu.  Eu adoro picnics. No vou a um h muito tempo. No desde que era garotinha.

- Est pronta?

Ela concordou, se aproximou e ele colocou a cesta no cho para ajud-la a montar. Rin havia apenas colocado o p no estribo quando quase caiu de costas. Sesshoumaru
a segurou. Ela colocou a mo na cabea.  Oh Deus. A est de novo.

- O que est errado, Rin?

Ela estava um pouco confusa quando olhou para ele.  A vertigem. Eu a senti agora a pouco quando tropecei, mas pareceu que havia rapidamente passado.

Sua palidez o alarmou. Sesshoumaru descartou o plano deles rapidamente.  Voc deve ir para casa  ele disse.  Precisa deitar-se.

- No  Rin protestou. No quero arruinar nossa sada. Estou to ansiosa para irmos. Ficarei bem.

Sesshoumaru no brincaria com sua sade.  Iremos um outro dia  ele garantiu a ela.  Cavalgar com a cabea girando  perigoso. Voc pode ter uma queda e se machucar.

- Mas eu... Rin oscilou novamente antes de conseguir terminar seu argumento. Ela suspirou.  Creio que tenho de me deitar um pouco.

Henry, um dos cavalarios, segurava os cavalos. Sesshoumaru se dirigiu ao rapaz e lhe entregou a cesta preparada por Jaken para o picnic.  Guarde os cavalos e voc
e os outros ajudantes do estbulo podem ter um bom lanche.

Ele se encaminhou para Rin, a carregou nos braos e se dirigiu para a casa.

- Eu posso andar, Sesshoumaru  Rin se irritou.  No sei o que me aconteceu. Geralmente tenho uma sade de ferro.

- O caminho para casa  pedregoso, como sabe  ele disse  No quero que caia porque sua cabea est girando novamente. Voc provavelmente est exausta, Rin. Voc
passou por muitas coisas nos ltimos dias.

- Creio que sim  ela concordou.  Estou subitamente cansada, e uma longa soneca me parece deliciosa.

Ela pesava pouco e ele a carregou facilmente para a casa. Alm dos irmos, Sesshoumaru nunca havia sido responsvel por outra pessoa. A responsabilidade era novidade
para ele; como tambm o sentimento de preocupao que vinha com ela. Jaken correu atrs deles conforme Sesshoumaru se aproximava das escadas para levar Rin ao quarto.

- A senhora precisa de algo?  ele perguntou.  Devo mandar buscar o medico?

- Ficarei bem, Jaken  Rin disse por cima do ombro de Sesshoumaru.  Preciso apenas descansar um pouco. Por favor, pode continuar fazendo o seu servio.

- Meu senhor?

- Acredito que Lady Taishou ficar bem depois de descansar um pouco. Se precisar de voc, eu o chamarei, Jaken.

- Muito bem, Lorde Taishou.  o homem respondeu.

Sesshoumaru se dirigiu para o andar superior, para o quarto de Rin. Ele gentilmente a sentou na cama. Sua roupa de montaria no estava apenas fora de moda, mas um
pouco justa em certas reas tambm. Sesshoumaru no estava reclamando, mas ele sabia que o traje no seria confortvel para um descanso. Ele se sentou ao lado dela,
voltou-a para olhar para ele e comeou a trabalhar com os botes.

- Posso perguntar o que est fazendo, meu senhor?  sua voz parecia ligeiramente modulada.

- Estou lhe preparando para a cama, minha senhora.  ele respondeu.

Quando ela no fez nenhum comentrio adicional, ele continuou com os botes. Sesshoumaru empurrou o traje pelos ombros dela; ento soltou os laos na frente do espartilho.

- Parece que tem muita habilidade em despir uma mulher  ela comentou.

Ele sorriu.  No sou um santo. Voc sabia disso quando se casou comigo.

Ela franziu a testa.  Uma das poucas coisas que sabia a seu respeito. Esse era o quarto de sua me?

- Sim.  ele respondeu.  Algumas vezes, quando fecho os olhos e me concentro, ainda consigo sentir o perfume dela.

Era quase como se estivesse dizendo a Rin que ele no era um homem normal. Que ele tinha poderes. Poderes que pareciam estar se fortalecendo. Mas Sesshoumaru no
queria pensar sobre isso. No agora.

- Que bom para voc  ela comentou.  Eu no me lembro de nada sobre minha me. Ela morreu quando eu nasci. A duquesa foi o mais perto que tive de conhecer uma me
em minha vida, e ela ficou na propriedade muito pouco tempo.

Sesshoumaru se levantou, ajoelhou-se na frente dela e removeu suas pequenas botas. Ele se inclinou para frente e puxou sua roupa de montaria para baixo e pelas pernas.
Ela ficou apenas de combinao, espartilho e uma fina angua. Ele se aproximou e removeu os grampos de seu cabelo. Ela estava com eles para cima com pequenas fileiras
de cachos caindo pelas costas. Agora estavam cados pelos ombros. Seda negra. Ele queria enterrar o rosto neles, senti-los varrendo sua pele nua.

- Voc  to linda.

Ele sabia que agora no era hora para cumprimentos, mas no podia evitar dizer o que sentia. Ela sorriu, ergueu a mo para seu rosto, e correu os dedos pelo lado
da face.

- Voc tambm.

A mo dela caiu frouxamente ao lado. Ela oscilou e Sesshoumaru a colocou na cama. Ele achou que ela dormiu antes dele conseguir acomodar as cobertas ao redor dela.
Ele ficou sentado olhando para ela por um tempo, observando o subir e descer de seu peito, assegurando-se de que ela parecia estar bem. Apenas para ter certeza,
ele pegou seu pulso e sentiu a pulsao. Batia forte e ele relaxou. Antes de ele poder liber-la, ela apoiou a mo na dele.

Suas mos eram diferentes. As delas eram macias, brancas e suaves. As deles eram grandes, morenas e acostumadas ao servio pesado apesar dos ttulos e da riqueza.
Sua viso borrou enquanto observava o contraste, e por um momento sua mo pareceu diferente: coberta por um grosso plo prateado, garras sobressaindo dos dedos.
Sesshoumaru rapidamente arrancou sua mo e a levantou at o rosto. Seu corao palpitava. Sua viso clareou e sua mo pareceu normal novamente.

O que acontecera com ele? O salto de uma janela no piso superior, a queda no cho abaixo onde pousou em seus ps sem ferimentos? O modo como seus j desenvolvidos
sentidos pareceram se aguar durante a luta com os ladres, e os rostos dos homens enquanto se afastavam dele em terror? Ele sentia que algo estava acontecendo dentro
dele, preparando-se para se tornar algum, ou melhor, algo mais. Mas por que estava acontecendo? Ele olhou para Rin, profundamente adormecida, inocente, ainda que
sedutora, e embora ele soubesse por que a maldio o ameaava agora, ele no iria admitir a verdade. Ele no podia. As conseqncias seriam muito ruins.

CAPITULO 21

O barulho a acordou. Rin assustou-se no sono. Luzes piscando encheram seu quarto, ento o alto rumor e a exploso do som a fizeram pular. Por um momento ela se sentiu
desorientada. Ela olhou ao redor no quarto escurecido, tentando reconhecer onde estava e por que. Seu olhar esbarrou na forma de um homem parado perto da janela,
olhando para fora. Flashes de luzes o iluminaram. A rpida sucesso de relmpagos distorceu suas feies e lhe deram um ar sinistro. Ela o conhecia, no ?

- Sesshoumaru?

- Est se sentindo melhor?  Ele encaminhou das sombras e se aproximou da cama.  Voc dormiu por um longo tempo!

Vagarosamente, ela relembrou os eventos do dia. A vertigem que a atacou antes deles desfrutarem uma cavalgada  tarde e um picnic. Sesshoumaru a carregando para
o quarto. Sesshoumaru ajudando a se despir.

- J  tarde?  ela perguntou.

- Perto da meia noite. - Ele estava parado ao lado da cama agora.  Pensei que voc fosse dormir at de manh.

- A tempestade me acordou  ela estremeceu quando outro trovo soou.  No gosto de tempestades. Elas me assustam.

Sesshoumaru saiu do lado dela, moveu-se em direo ao fogo na lareira e acrescentou mais lenha para aumentar a chama. O brilho amarelado ajudou a dissipar a escurido
do quarto, e Rin imediatamente se sentiu melhor. Agora banhado em uma luz suave, Sesshoumaru parecia novamente o lindo homem com que ela havia se casado.

- Est com fome? Voc no come nada desde o caf da manh.

Seu estmago resmungou com o lembrete.  Estou faminta!  ela admitiu.

- Eu tenho a coisa certa  ele disse e se dirigiu ao prprio quarto, retornando pouco depois com outra cesta de picnic. Ela riu deliciada quando ele trouxe a cesta
para a cama.  No queria desapont-la hoje, ento aqui est o seu picnic.  ele disse.

Parecia uma pequena travessura comer na cama e ainda mais grave querer que um homem se juntasse a ela para o banquete. Mas ela se lembrou que no era qualquer homem.
Ele era seu marido.

- Voc vai se juntar a mim, no vai?  ela pediu.  A cesta  muito grande e tenho certeza que h mais do que eu consigo comer.

Ele se sentou na cama dela e tirou as botas.  No vou trazer o estbulo para sua cama  ele provocou.  Mas picnic para uma s pessoa dificilmente  um divertimento
muito prazeroso, no ?

Ela riu novamente. Rin se sentou e colocou os cabelos atrs das orelhas.  No, Agora, o que voc me trouxe?

Sesshoumaru olhou dentro da cesta.  Tenho duas tortas de carne, queijo, po, vinho e mas fatiadas.

O estmago dela roncou mais alto.

- Foi um trovo?  Sesshoumaru continuou a provocar.  O que vai comer primeiro, minha dama?

- A torta  ela respondeu.  E um pouco de vinho. Minha boca est mais seca que um deserto.

- No parece seca  ele argumentou, pegando um copo da cesta e uma garrafa de vinho, a qual abriu e serviu para ela. Ele deu uma olhada antes de passar-lhe o copo.
 Seus lbios sempre me lembram de frutas maduras cintilando com gotas de orvalho. E tem o mesmo gosto doce, tambm.

Ela sentiu um fluxo de prazer subindo pelo pescoo.  Voc mentiu para mim no ch de Lady Pratt outro dia  ela acusou de modo gentil.  Voc  um poeta. Ou simplesmente
um sedutor de mocinhas inocentes  ela acrescentou, provocando-o de volta.

- Mais provavelmente o ltimo  ele disse em tom seco, entregando-lhe a torta com garfo delicado.

Rin rapidamente comeou a comer. Sesshoumaru no se juntou a ela. Ele se serviu de vinho e se esticou na cama, observando-a. Ele a lembrava de um grande felino com
o brilho do fogo lhe dando uma tonalidade dourada.

- Voc saiu essa noite? Ela perguntou.

- No, a tempestade comeou ao anoitecer. Duvido que muitas mulheres tenham sado para as ruas durante o aguaceiro. Alm disso, minha primeira obrigao  para com
voc, Rin. Queria ter a certeza de que voc estava bem.

A palavra obrigao podia soar to fria quanto respeito, ela decidiu.  Parece que estou melhor agora  ela lhe garantiu.  Provavelmente me sobrecarreguei, embora
nunca tenha me sentido daquele modo antes. Bem, a no ser quando bebi uma taa de brandy  ela acrescentou, sorrindo levemente para ele.

- No h nada de mais em uma mulher beber brandy  ele reagiu.  Eu gostei muito de lhe servir brandy noite passada.

O assunto brandy no foi uma deciso sbia, percebeu Rin. Ela no achava que brandy era o que Sesshoumaru pensasse que uma mulher devesse usufruir mais.  Voc no
est comendo.  ela apontou.

- No, mas estou me banqueteando.  ele disse, seus olhos passeando sobre ela.  Me banqueteando com a sua viso.

Ocorreu-lhe que estava sentada perante ele usando apenas suas roupas de baixo, seus cabelos soltos sobre os ombros. Tambm lhe ocorreu que depois do que fizeram
juntos noite passada, um sbito ataque de modstia pareceria ridculo para ele.

- Voc sempre tenta seduzir mulheres adoentadas, Sesshoumaru?

Ele se esticou como um gato preguioso.  Voc disse que estava se sentindo melhor.

Ela escondeu um sorriso bebendo outro gole de vinho. O silncio se prolongou entre eles enquanto ela terminava a torta e atacava uma ma fatiada. Ela no conseguia
esquecer a noite passada ou o modo como os dedos dele a tinham habilidosamente acariciado, a levando as alturas de prazer que ela nunca sonhou que existissem. Ela
tambm no conseguia esquecer a batalha que ele havia travado consigo mesmo quando ela sentiu a maaneta da porta virando.

- Por que voc simplesmente no toma o que quer?  ela encontrou coragem para perguntar-lhe.

Ele bebeu um gole de vinho ante de responder.  Isso  um convite?

- No.  ela disse firmemente, finalizando os jogos de provocao.  Mas voc  meu marido. Se voc exigir seus direitos maritais, ningum poder culp-lo.

- Ningum exceto voc  ele disse, a encarando por sobre a borda do copo de vinho.  Eu lhe fiz uma promessa. No a quebrarei. No importa o quo tentado eu esteja
 ele acrescentou, e o agora familiar brilho de paixo danou em seus olhos.  Voc parece irritada de que possa resistir a voc.  por isso que voc est subitamente
nervosa?

Ela estava nervosa? Parecia tolice estar chateada por ele manter a promessa feita a ela. Talvez fosse simplesmente o controle que ele parecia exercer to facilmente
sobre si mesmo quando o bom senso a abandonava quando estava nos braos dele. Talvez fosse porque suspeitava que o amava, e ele havia prometido nunca a amaria.

Rin colocou a taa de vinho em uma pequena mesa ao lado da cama.  Por que voc disse que nunca me amaria?  ela perguntou, desejando que tivesse se mantido em silncio.
Fazer perguntas revelava muito de suas prprias necessidades, seus desejos e sonhos.

Ele desviou o olhar  Eu lhe disse o por que.

- Voc me deu uma desculpa  ela reagiu.  Ento disse algo sobre a maldio, e para que eu rezasse para nunca descobrir o que isso significa realmente.

- Deixe o assunto para l.  ele instruiu calmamente.  Pegue o que posso lhe oferecer e no pea por mais.

- O que voc pode me dar?  ela exigiu, - Proteo? Obrigao? Vestidos caros e uma casa ricamente decorada? Por que no crianas, Sesshoumaru? Por que no amor?
Tudo o mais parece uma permuta fria...

- Fria?  ele interrompeu. No mais parecendo um gato preguioso, ele repentinamente estava ao lado dela, colocando sua taa ao lado da dela. Ele tirou a camisa
e pegou-lhe a mo, colocando-a no peito.  Voc me sente frio? Eu queimo por voc! Voc queima por mim! No h nada alm de calor entre ns desde a primeira noite
que nos encontramos. Por que isso no pode ser suficiente para voc?

A pele dele quase lhe queimava os dedos. O odor dele subiu para seduzi-la. Ele se inclinou para frente e capturou-lhe a boca como se para provar a ela que fosse
o que fosse que compartilhavam, no era frio. Ele tinha gosto de vinho, seus lbios um pouco mais fortes. Ele jogou a comida para fora da cama com um movimento do
brao; ento ele estava em cima dela  pressionado contra ela, compartilhando seu calor.

Ele beijou-lhe o pescoo, pegando-lhe os seios em suas mos conforme continuava o ataque sobre os seus sentidos. Se ele quis lhe ensinar uma lio, ela se tornou
um aluno esforado. Suas mos passeavam pelas costas largas, sentindo os msculos se flexionarem com seus toques. A pele dele era macia como um veludo. Ento aconteceu
algo estranho. Correndo os dedos pela extenso de suas costas, ela sentiu sua espinha se mover. Sentiu que ela se expandia e depois voltava ao lugar.

Antes de conseguir pensar a respeito da estranha ocorrncia, ele se moveu para baixo, puxando sua combinao abaixo dos seios para se banquetear neles. Ela entrelaou
os dedos em seus cabelos, segurando-o contra ela. Os crculos provocantes que sua lngua traava ao redor dos mamilos quase a levaram  loucura. Ela se arqueou contra
ele, particularmente devassa em seu desejo de sentir a frico de seus corpos se movendo um contra o outro.

De alguma forma ele removeu seu espartilho, e estava no processo de tirar-lhe a combinao, quando ela percebeu que ficaria nua. Nua e desejosa, bem como ele queria.
Talvez fosse o que ela quisesse, tambm. Era o certo? Era o amor to importante quando eles dividiam esse calor, essa paixo, essa loucura?

- No.  ela suspirou.  No  o bastante.

Os dedos dele apertaram as faixas de sua combinao por um momento, e ela pensou que ele a arrancaria de sua pele. Ele olhou para ela, e seus olhos no estavam somente
incandescentes, eles estavam pegando fogo. Ela estava repentinamente amedrontada. Sentia medo do fogo que queimava em seus olhos, da aparncia de crua selvageria
que se estampava em seus traos. Ele lutava para respirar, e entre seus lbios entreabertos ela viu um brilho... viu algo com a aparncia de presas. Ele fechou os
olhos, respirou ruidosamente, ento rolou para longe dela.

- Me desculpe  ele disse calmamente.  Seja qual for o demnio que me conduziu, no era eu. Eu nunca a machucaria, Rin. Nunca tomaria o que voc no me desse de
boa vontade.

Ela se deitou ao lado dele com seu corao disparado, sua mente em negao de que ela tinha visto algo no natural. O Sesshoumaru que ela conhecia podia no am-la,
mas ela no tinha nada a temer da parte dele. Ela se forou a virar-se e olhar para ele.

O fogo tinha se extinguido, e no leve brilho ele parecia o que sempre parecia para ela. Lindo. Sensual. Irresistvel.

- Olhe para mim.  ela instruiu mansamente.

Ele fez como ela pediu, e no havia fogo queimando em seus olhos agora, apenas um brilho calmo refletindo a luz que danava na lareira.

- Diga algo para mim  ela acrescentou.

Seus dentes eram retos e brancos e de aparncia totalmente normal.

- Voc me odeia?

Ele riu, se aproximou dela, e pegou-lhe a mo, colocando-a sobre a salincia na frente de suas calas.  Isso lhe parece dio?

- Mas no me ama?

- Isso te ama.  ele lhe assegurou.

Ela poderia ter removido a mo, mas sentiu que no queria fazer isso. Na tarde em que o havia tocada, nu no banho, ela havia se maravilhado ao toque e textura dele.
Ele havia dito que suas exploraes inocentes poderiam faz-lo gozar. Gozar como ela havia feito debaixo de seus dedos na noite passada?

- Posso toc-lo? - ela perguntou corajosamente.

Ele gemeu.  Por que voc tem me torturar?

- Estou lhe perguntando se posso fazer a voc o que voc fez por mim noite passada?

Ele se virou para poder olh-la.  Apenas se voc quiser. No quero for-la a fazer algo que no queira Rin. J lhe disse isso. Voc no me deve nada. Eu comecei
esse negcio entre ns.

- Estou curiosa!  ela admitiu. E estava mesmo. Curiosa sobre o corpo dele e curiosa para saber se ela podia dar a ele o mesmo prazer que ele havia dado a ela. No
era a consumao. Embora, ela no fosse to inocente para dizer a si mesma que isso era inofensivo, tambm.

- Diga-me o que fazer.  ela disse.

Se Sesshoumaru tivesse um grama de bom senso, ele teria se levantado da cama, ido para o prprio quarto e fechado a porta. No, mesmo isso no teria sido sbio o
bastante. Ele teria de sair da casa, tambm, apesar da tempestade que rugia l fora. Um momento depois, algo o atingiu. Luxria. Luxria animal. Luxria impensvel
e despreocupada. Ele foi tentado, no, induzido a tomar Rin querendo ela ou no. Induzido a acasalar-se.

Ele arduamente conseguiu se controlar para evitar a quase consumao de seu desejo por ela. Por um momento, ela no era uma mulher com um rosto e um corao, e sentimentos
que ele poderia facilmente esmagar. Ela estava simplesmente disponvel. Aquilo o assustou. A perda de controle o assustou. E agora Rin oferecia a ele outra chance
de perder o controle. Ele estava quase com medo de aceitar.

- Estou sendo muito ousada  ela disse, e quando ela comeou a retirar sua mo, ele colocou a dele por cima da dela.

- Sou seu marido. Voc no pode ser muito ousada comigo.

Ele permitiu que ela soltasse as amarras de suas calas. Ele permitiu que ela deslizasse sua mo para dentro e o libertasse. Sentir seus dedos finos e delicados
o envolvesse quase o fez perder o controle antes de estar pronto.

- Voc  to grande  ela disse.  Se ns, quando ns, isso vai me machucar?

Ele riu, embora no estivesse de muito humor para risos.  No. Eu prometo no machuc-la com isso  ele provocou.  Voc est adaptada para me acomodar  ele tentou
assegur-la.  Voc ver quando chegar  hora.

- Como posso agrad-lo? Ela perguntou, e correu a mo para cima e para baixo em seu membro como tinha feito inocentemente durante o banho. Ele estremeceu. Quando
conseguiu recuperar o flego, disse  Continue apenas a fazer o que est fazendo.

E ela o fez.

Senti-lo em sua mo, duro como ao, comprido e grosso, excitava Rin. Ela continuou como ele a havia instrudo, olhando-o durante o tempo todo, enquanto ele a observava.
Abastecida com sua sbita coragem, ela se inclinou e o beijou, provocando-o com a lngua at que ele se abriu para ela. Ele concedeu-lhe o emocionante poder de ser
a sedutora ao invs da seduzida. Ela roubou um gemido dele, um profundo som gutural que acordou seus prprios desejos.

Atravs da orientao dele, ela entendeu o ritmo do movimento de sua mo pelo rgo. Entendeu, tambm, a resposta de seu prprio corpo ao agrad-lo. Ela ficou quente
e molhada, sua respirao forada enquanto o observava. A intensidade dos olhos dele quando a encarava aumentava as chamas que lhe lambiam o corpo, a viso de seus
lbios firmes e cheios, ligeiramente separados enquanto lutava por respirar.

A luz do fogo lanava um brilho dourado sobre sua pele bronzeada e, para ela, ele nunca havia estado to lindo. Primitivo, masculino, poderoso. Dela. Pelo menos
por agora.

Instintivamente, ela aumentou a presso e o ritmo de sua mo. Ele fechou os olhos, seus longos clios criando pequenos crescentes negros contra sua face. Sua mandbula
ficou tensa e ela soube que ele lutava contra ela, lutava contra o poder dela sobre ele. Ela apertou com mais fora, o movimentou mais rpido. Um gemido partiu de
seus lbios, Os dedos dele se enroscaram nos cabelos dela e ele conduziu sua boca de volta para a dele.

Seu beijo foi selvagem, a machucou, mas a dor no durou muito antes de ele se separar dela, virar seu corpo para o outro lado, e agarrar fortemente os lenis brancos
entre suas grandes mos bronzeadas.  No pare  ele conseguiu dizer rangendo os dentes, e ela no parou.

Ele pareceu inchar ainda mais em sua mo, ficar mais duro, se  que isso fosse possvel; ento ele produziu um som baixo em sua garganta... um som animalesco, antes
que ela o sentisse ficar tenso, ento estremecer violentamente. Ela o segurou, em sua mo e tambm quando as costas dele se deitaram contra a frente do seu corpo.
Ele continuou a pulsar e ela soube que ele havia espalhado suas sementes ali, contra seus lenis virginais.

Eles ficaram deitados desse modo por um tempo, ela o envolvendo protetivamente, enquanto ele ficou deitado exausto e vulnervel. O rosto dela repousava contra suas
costas macias. Ela ouvia o som pesado de seu corao batendo.

L fora, a tempestade ainda fustigava, mas aqui dentro, ela sentiu um contentamento morno e estranho. Ela havia roubado um pedao dele essa noite. Ela sentiu isso
com seu instinto feminino, sabia disso em seu corao. Ele se apaixonaria por ela. Era apenas uma questo de tempo.
CAPTULO 22

Era apenas uma questo de tempo. Tempo que Sesshoumaru sentia que estava se acabando para ele. Ele havia adormecido nos braos de Rin noite passada. Havia acordo
alguma hora antes do amanhecer e se arrastado de sua cama como um covarde. Se teve um momento de preocupao sobre sua perda de controle noite passada, sentiu-se
mais preocupado com os sentimentos que primeiramente tinham mexido com ele quando despertou com ela abraada a ele. Tinha sentido que era o certo. Deus, ele sentia
que era o certo ela estar l perto dele.

E o sentimento que ela despertava no era sexual. Eram emoes enterradas profundamente dentro de seu corao. Um corao que no podia entregar a ela. Um corao
que ela deveria tomar querendo ele compartilhar ou no. Alm de suas instrues a Jaken para proteger sua esposa durante sua sada pela manh, ele pediu ao homem
providenciar um trinco para a porta que separava os quartos. Sesshoumaru havia pensado que poderia am-la com seu corpo sem envolver seu corao. Ele suspeitava
que cometera um grave erro com esse pensamento.

Ele nunca se considerou um covarde, mas nessa manh saiu de casa para no encar-la durante o caf. Saiu porque teve medo de que ela o olhasse nos olhos e visse
seus verdadeiros sentimentos por ela, ou pior, o olhasse nos olhos e visse um mostro a observando.

Sesshoumaru passeava pela Bond Street sem destino algum. Os jornais no noticiavam prostitutas assassinadas na vspera. Hoje  noite ele seguiria Bankotsu novamente,
mas dessa vez ele seria mais cuidadoso com quaisquer armadilhas que pudessem ser colocadas no caminho. De fato, ele tinha uma idia para fazer, ele mesmo, uma armadilha
para o homem.

Uma carruagem parou ao lado dele  Sesshoumaru, querido, venha falar comigo  a duquesa-me chamou.

Ele sorriu ao ver a dama, Sesshoumaru caminhou at a carruagem. O lacaio curvou-se e abriu a porta.

- Entre  ela instruiu.

- Mas e a sua reputao  ele se acautelou, mantendo a expresso sria  Vejo que no tem uma acompanhante com a senhora.

Ela se aproximou e o golpeou, no com o leque, mas com as mos manchadas pela idade.  Pare de provocar uma velha dama, Sesshoumaru e suba.

Ele atendeu sua solicitao e com uma reverncia formal entrou na carruagem.  E como est  senhora neste lindo dia?

- Est lindo? Ela resmungou.  Estou tentando organizar meu prximo baile e percebi que estou muito velha para dar bailes. D muito trabalho!

- Suas festas so sempre esplndidas  ele assegurou

- Voc recebeu meu convite semanas atrs, correto?

Ele pensou que o largou em algum lugar do escritrio  Sim, obrigado por me convidar. Rin provavelmente adorar comparecer.

- Que bom!  a dama disse  Estava com medo de que ela evitasse se aventurar pela sociedade novamente depois do que aconteceu em meu ch.

Confuso, ele perguntou: - O que quer dizer?

- O modo como s damas todas a evitaram,  claro  a senhora respondeu.  Mas ela agentou firme. Ela  bem resistente, sua esposa. Ela at mesmo fez com que quela
Lady Sango Sinclair ganhasse o dia quando a jovem dama s pode conversar com ela atrs das portas fechadas. Ela tem um corao de ouro, sua Rin!

Ela tinha, ele admitiu mentalmente. Ela no havia dito a verdade. Ela no quis preocup-lo ou envergonh-lo. Ela encarou Bankotsu por ele; ela encarou a runa por
ele. Bom Deus, ela merecia muito mais do que ele pudesse jamais lhe dar.

- Sim, ela  uma verdadeira dama  ele disse  duquesa-me.  A senhora poderia me fazer um favor?

- Qualquer coisa, menos dormir com voc  ela comentou.  Voc  um homem casado agora  explicou.  Oh! Ao diabo com tudo. Eu durmo com voc assim mesmo.

Ele gargalhou. A duquesa-me sorriu e ele foi direto ao ponto.  Rin est precisando de novos vestidos. Queria poup-la de ir s lojas para isso, sendo alvo de sussurros
e grosserias por parte de outras mulheres. Poderia pedir que a costureira a atendesse em sua casa? Duvido que alguma concordasse em vir  minha, no importando o
quanto eu estivesse disposto a pagar.

Os olhos da duquesa-me se suavizaram: -  claro, Sesshoumaru. Providenciarei para que sua esposa seja vestida como uma rainha.

- Uma vez pensei que ela parecia uma princesa.  ele comentou, recordandose.

A duquesa-me agarrou e apertou sua mo.  Estou to contente por voc t-la encontrado, Sesshoumaru. Ela o ama. Ame-a tambm.

O corao dele parou de bater por um segundo  Como  senhora sabe que ela me ama?  perguntou calmamente.

A mulher revirou os olhos para cima  Qualquer idiota consegue ver isso. E qualquer idiota pode perceber que voc est apaixonado por ela tambm. No demore muito
para dizer isso a ela.

O pnico quase o agarrou. Ele sentiu a garganta fechada e que no conseguia respirar.  No posso dizer isso a ela.  ele falou  No posso am-la.

- Claro que pode  a duquesa-me retrucou.  Seu pai era fraco. Voc no .

Os olhos dela brilhavam como ao. Sesshoumaru sentiu os pelos do pescoo se eriar.  A senhora sabe!

- Eu era a melhor amiga de sua me  ela disse.  Fui eu quem ficou com ela enquanto ela morria com o corao partido. Seu pai no lhe deu escolha. Ele presumiu
o pior de si mesmo e dela. No cometa o mesmo erro.

A sensao de sufocamento piorou. Sesshoumaru abriu sua gravata; ento abriu a porta e desceu da carruagem. Ele no se despediu da duquesa-me. Ele tinha de fugir.
Ele tinha de pensar. Ele tinha de correr.

Rin temeu enlouquecer. Seu marido estava desaparecido novamente. Para piorar, Jaken trouxe um dos trabalhadores do estbulo at o quarto para colocar um trinco na
porta de ligao. Um trinco que estava sendo colocado no lado dele da porta, no no dela. Ela podia compreender que ele sentisse medo de perder o controle e vir
para sua cama novamente, mas insinuar que precisava se proteger dela, bem, era insultuoso.

Ela estava na sala de visitas, tentando ler, mas as palavras no significavam nada para ela. Tudo em que conseguia pensar era na noite passada e em se sua ousadia
com Sesshoumaru tivesse de algum modo o enojado com relao a ela. No que ele estaria pensando? O que ela deveria estar pensando? O homem a estava levando  loucura!

- Lady Taishou, Lady Sango est aqui para v-la.

Graas a Deus pela distrao: - Mande-a entrar, Jaken!

- Devo servir ch novamente?

Rin comeou a confirmar, ento pensou em outra coisa  No, sirva-nos brandy.

Ele nem levantou a sobrancelha.  Muito bem, Lady Taishou.

Sango entrou logo depois, enrolada em sua capa. Ela parecia a dona morte.

 Desculpe-me por no enviar um aviso  ela disse.  No tinha certeza se conseguiria fugir sem que minha me ou minha acompanhante me perseguissem. Eu disse  mame
que estava com uma dor de cabea horrvel e desejava descansar a tarde toda. Sabia que tive de descer por uma rvore para vir lhe ver?

Impressionada, Rin arqueou a sobrancelha.

- Tudo bem, era uma arvorezinha, um arbusto realmente.  Meu quarto fica no primeiro andar da manso  mas ainda assim, eu transpirei.

Rin riu. Sango era nica, mesmo que no tivesse a coragem que a duquesa-me desejasse que tivesse.  Venha e sente-se, Sango. Sinto falta de sua companhia.

Depois de remover a capa que a escondia da cabea aos ps, Sango se juntou a ela no sof.  E eu sinto a sua. Ela segurou as mos de Rin e apertou.  Alm disso,
preciso de seu conselho.

Jaken entrou com uma bandeja trazendo dois copos de brandy. Ele a colocou perto de Rin e saiu da sala.

- O que  isso?  Sango a perguntou

- Brandy  respondeu Rin.

- Para ns?

Rin ergueu um copo e o entregou a Sango.  J experimentei outro dia.  Rin explicou.

Sango cheirou a bebida, franzindo o nariz  Nunca tive permisso de beber nada alm de um copo de vinho ocasionalmente, ou champagne em eventos especiais, mas s
meio copo.

- Aconselho a beber devagar  disse Rin  Isso queima.

Sango pegou o copo e bebeu o contedo em poucos goles pouco femininos. Ela colocou o copo de lado sem tossir nem fazer careta. Rin simplesmente piscou para ela.

- Agora, sobre o conselho que preciso  ela disse.   de natureza pessoal. Sendo que voc  agora uma mulher casada, pensei que voc poderia me ajudar com meu dilema.

Bebendo um golinho de seu brandy, Rin sabia que no era necessrio responder. Sango provavelmente continuaria em frente. A jovem no faria nada diferente.

- Noite passada, eu fiquei um pouco sozinha com Lorde Collingsworth. Iremos anunciar nosso noivado antes do final da temporada. Pensei que agora que estamos noivos,
ele certamente me beijaria. Ele no fez nada, ento eu assumi o controle e o beijei. Ele ficou chocado. Ainda mais quando enfiei minha lngua em sua boca.  algo
que os franceses fazem  ela explicou  Rin, como se ela no soubesse disso. Ele me chamou de insolente. Disse que uma esposa apropriada no sai por a beijando
o marido quando lhe d vontade.  verdade, Rin? Voc no beija Lorde Taishou sempre que sente vontade? Voc deve primeiro pedir permisso?

A ironia da situao quase levou Rin a rir histericamente. Ela tentou camuflar suas prprias emoes confusas.  Penso que uma esposa pode beijar o marido sempre
que sentir vontade, e,  claro, vice versa. Lorde Taishou diz que nada que duas pessoas faam juntas  errado quando so casadas.  Ele obviamente mentira, porque
ela devia ter feito algo errado, mas no iria discutir isso com Lady Sango.

- Tambm penso assim  concordou Sango.  Eu sou passional, Rin. Pensei que um marido iria gostar disso, mas parece que vou me casar com um homem que no gosta.
O que devo fazer?

Rin se fortaleceu com outro golinho de brandy.  Talvez no devesse se casar com ele  sugeriu.

Sango pensou sobre isso por dois segundos.  Tenho de casar com ele. J concordei. Meus pais esto finalmente felizes comigo. Causaria o maior alvoroo se eu repentinamente
desse o noivado por encerrado. Voc acha que Robert pode se tornar mais passional depois de casado?

Rin no conhecia o homem em questo. Sango era uma linda jovem, contudo. Ela era do jeito certo para agradar um homem. Rin no conseguia imaginar o pretendente de
Sango resistindo ao seu charme por muito tempo... o que trouxe de volta o pensamente em Sesshoumaru e seu trinco.

- Estou certa de que no deve se preocupar  ela garantiu  amiga.  Lorde Collingsworth  obviamente tmido. Tenho certeza de que a beijar muito logo depois do
casamento.

Sua amiga suspirou, - Espero que esteja certa, Rin. Elas se sentaram em silncio por um momento antes de Sango dizer  Posso beber mais brandy?  muito bom. Me d
uma sensao de calor no estmago do mesmo modo quando penso em Mirok Taishou.

Novamente, Rin considerou se Sango deveria se casar no fim das contas. E ela devia se perguntar as mesmas questes que Sango parecia se fazer. O que ela fez de errado
ontem a noite que fez Sesshoumaru fugir pela manh? Para faz-lo tranc-la para fora? Num minuto, ele tenta seduzi-la, no prximo, age como se fosse ele que corresse
perigo de perder a virtude.

Ou ser que no  a virtude que ele teme perder? Talvez, apenas talvez, seja o corao que ele esteja tentando proteger dela. A possibilidade a aqueceu muito mais
do que qualquer brandy conseguiria.

- Quando voc se casar, Sango  ela subitamente resolveu perguntar.  voc se sentir estranha em partilhar a cama com um homem que mal conhece?

Sango pegou o copo da mo de Rin, bebeu um golinho de brandy antes de responder  Considero que seja um dos prazeres do casamento  ela disse. Ah, eu sei, mame
me deu o discurso sobre obrigao e ficar simplesmente deitada l enquanto meu marido me utiliza para suas necessidades, mas eu tambm tenho necessidades, e no
vejo a hora de confront-las.

- Ento no pedir por mais tempo?  Rin queria esclarecer.  Tempo para conhec-lo melhor?

- Para que?  perguntou Sango.  Terei o resto de minha vida para conhec-lo melhor. Eu quero aproveit-lo enquanto ele for jovem, bonito, viril. Vou conhec-lo
melhor quando ele no tiver mais seus dentes e engordar.

Rin riu. Ela no sabia se foi por causa da chocante honestidade de Sango ou pelo brandy ter lhe subido  cabea. Sango sorriu para ela, ento ficou sria, uma expresso
pensativa aparecendo em suas sobrancelhas perfeitamente arqueadas.

- No me diga que voc e seu lindo marido ainda no consumaram seu casamento?

No, ela no diria, mas temeu que o calor que sentiu queimando seu rosto a entregaria. Acertou. Sango suspirou dramaticamente.

- Pensei por causa dos boatos de vocs serem amantes antes de se casarem. O que est esperando, Rin?

- Amor.  ela falou fracamente.

Sango bebeu todo o contedo do copo de Rin.  Amor? Bom Deus, eu nem mesmo acredito nisso. Paixo, sim, desejo, atrao fsica, todas essas coisas so reais o suficiente,
mas no acredito em amor.

Rin estava chocada. Ela sups que uma mulher conduzida pelas emoes se apaixonaria facilmente, talvez diariamente.  Seus pais no so apaixonados?

- Dificilmente.  Sango bufou, de modo pouco feminino.  Eles se casaram porque era um bom acordo social. Tinham respeito mtuo, mas no estavam apaixonados. Minha
me me assegurou que amor  nada mais do que uma emoo passageira, e que no tem nada a ver com felicidade. Ela diz que at mesmo acreditar no amor pode fazer uma
pessoa sofrer a pior de todas as dores. Ela queria me poupar disso.

Embora Rin sentisse muito pela me de Sango a ter desenvolvido tal atitude na filha com relao ao amor, a mulher estava certa. Talvez por Rin estar apaixonada,
ela se sentisse infeliz.

- Devo ir  Sango anunciou de repente.  Usei toda a minha mesada para subornar nosso cocheiro me trazer aqui em segredo. Tenho certeza de que minha me vai bater
em minha porta a qualquer momento e para ver se melhorei.

- Obrigada por vir, Sango. Nossas visitas tm sido muito esclarecedoras.

Ela se levantou e acompanhou Sango at a porta da frente. As duas jovens se abraaram antes de Sango colocar a capa e correr para a carruagem que aguardava. O dia
estava ensolarado e o ar, fresco devido ao temporal da noite, Rin no queria voltar para dentro e roer as unhas at Sesshoumaru decidir voltar para casa e ela poder
confront-lo sobre o trinco colocado na porta.

Ao invs disso, ela caminhou pelo lado de fora da casa, parando para admirar a vista do estbulo. Ela olhou para o outro lado do gramado para a casa ao lado. Um
lenol branco estava pendurado na grade da sacada. O sinal de Mary.
CAPTULO 23

A duquesa no havia melhorado. Rin no esperava realmente encontr-la em qualquer outro estado alm do que a havia visto quando chegou a Londres. Mas sups que bem
l no fundo ela tinha esperana de entrar na sala e ver a dama agitada, ativa e desejosa de retomar o relacionamento que haviam comeado tanto tempo atrs.

Mas era bvio que isso no aconteceria. Rin tomou o ch com a senhora, tentando clarear a cabea dos efeitos do brandy que tomara com Sango. O ch no ajudou a clarear
a mente de Rin, tornando-a ainda mais letrgica. Uma vez que no havia uma conversao alegre para mant-la acordada, ela se viu cochilando inmeras vezes enquanto
a madrasta roncava baixinho na cadeira perto da janela.

-  melhor a senhora ir embora, Lady Taishou  Mary gentilmente cutucou Rin  J est ficando tarde e no tenho idia de quando o Sr. Bankotsu chegar.

As plpebras de Rin pareciam grudadas. Ela se forou a abri-las, olhando para fora para ver que realmente a luz do sol sumia e a noite se aproximava.

- Devo ter cochilado  ela disse com sono. Seus ossos pareciam lquidos quando tentou se levantar. Ela conseguiu se por de p, tropeando em direo da porta.

- A senhora est bem?  Mary perguntou, sua testa enrugada dobrando-se de preocupao.

- Estou bem  Rin tentou assegurar  Minhas pernas esto adormecidas, s isso.

- Mary!

Ela e a governanta congelaram.

- Mary! Quero meu jantar imediatamente! Tenho planos para essa noite!

- Bom Deus, ele chegou  Rin grasnou.

- Ele no deve saber que eu a aviso quando ele no est em casa  Mary preocupou-se.

- Ele no pode me encontrar na casa  Rin expressou sua preocupao.

- Mas como a senhora vai conseguir sair?  perguntou Mary. Ele est l embaixo e a menos que suba e v para o quarto, ele facilmente a veria tentando sair.

Rin pode pensar em apenas uma sada.  A grade perto de minha sacada  ela disse  Eu j desci por l antes; posso conseguir de novo.

- Oh cus.  Mary continuava a se preocupar.  No devia ter permitido que ficasse tanto tempo. Voc parecia to cansada. Pensei que aquele bruto do seu marido a
mantivesse acordada at tarde da noite exigindo mais da senhora que sua fora permitisse. Pensei que precisasse de descanso.

- Lorde Taishou no  um bruto!  ela repreendeu Mary. Ele era um homem que trancava a prpria porta para ela, mas no queria pensar nisso agora. Ela tinha de fugir.
 Mary, v e fique parada no segundo andar observando se Franklin no est subindo.

A governando acenou com a cabea e correu para fora da sala. Rin olhou para a duquesa, ainda profundamente adormecida e roncando na cadeira.  At logo, Sua Graa
 ela sussurrou, ento desceu ao segundo andar. No foi fcil. Seus olhos agiam de modo estranho e algumas vezes a escada debaixo de seu p parecia se mover. Seu
progresso era lento, mas ela conseguiu chegar olhando para o hall para ver Mary posicionada nas escadas que conduziam ao primeiro andar;

A mulher sinalizou para que ela avanasse. Rin tentou novamente se mover rapidamente, mas seus ps se recusavam a cooperar.

- Rpido  Mary sibilou para ela.

- Mary? Voc no me ouviu chamando?

A cabea da governanta se voltou para olhar para baixo, no final da escada.

- Desculpe-me, Sr. Bankotsu, eu estava l em cima no quarto de sua me.

- Bem, desa e venha me fazer o jantar. Tenho planos para essa noite e quero jantar antes de sair.

- Sim. Sr. Bankotsu  Mary disse. A governanta comeou a descer.  O senhor vai subir, sir?  ela perguntou, sua voz muito alta.

- Claro que vou subir  Bankotsu rebateu  Quero trocar de roupas antes do jantar.

- Muito bem, sir.

Rin se forou a ir mais rpido. Bankotsu estava subindo s escadas, e se ela no chegasse a seu quarto e a sacada antes de ele chegar ao primeiro andar, ele a veria.
Sentia a cabea girando novamente e tinha de se apoiar nas paredes para se manter equilibrada. Mary comeou a descer. Rin ouviu a governanta perguntar o que ele
queria para o jantar, ela estava querendo dar tempo  Rin escapar.

Ela conseguiu chegar ao quarto, abriu a porta e entrou. A nica lembrana boa que tinha desse quarto eram as visitas noturnas de Sesshoumaru. Ela se aproximou das
portas da sacada, deixadas abertas por Mary quando colocou o lenol na grade. Rin se dirigiu  sacada e ao lado, onde havia apenas o espao suficiente para se encostar
contra a lateral da casa prxima a grade.

Ela esperou um momento, tentando diminuiu seu corao disparado e clarear a mente. Ela olhou por cima do apoio prximo  grade. Parecia uma boa queda. De repente
ela ouviu passos. Oh Deus, ela deixou a porta aberta. Bankotsu deve ter sido atrado para dentro porque ela sempre mantinha a porta fechada, e Mary deveria fazer
o mesmo.

Ela o ouviu se movendo dentro do quarto, abrindo gavetas e as fechando. Rin se pressionou contra a parede, esperando que ele no a visse parada l na sacada, congelada
de medo. Momentos depois, ela ouviu os passos novamente, saindo, ela pensou. Ficou parada por mais um minuto, mal ousando respirar. Quando ela no o ouviu mais se
mover, ela se aproximou da grade. Toda vez que olhava para baixo, a cabea comeava a girar novamente.

Era perigoso tentar descer, sua cabea girando como estava, mas era mais perigoso ficar. As duas anguas que usava debaixo do vestido, ela sabia por experincia,
tornariam a descida mais difcil. Rin colocou as mos debaixo do vestido e as removeu, deixando-as em um monte a seus ps antes de se esticar e segurar-se firme
na grade.

Ela passou sua perna sobre o apoio e tentou pisar firme. Quando conseguiu, ela se segurou e puxou-se para cima para passar a outra perna. Um p escorregou e por
um momento ela se balanou l, seus ps chutando num esforo para encontrar suporte novamente. Ela olhou para baixo. Sua cabea girou. Ela poderia cair e quebrar
o pescoo.

Juntando suas foras, ela se segurou fortemente na grade at que seu p estava novamente posicionado nas bordas cobertas de vinha da grade. Vagarosamente, ela retomou
seu caminho para baixo. As vinhas ainda estavam midas da tempestade da noite anterior e seus ps escorregavam a toda hora.

Sua cabea continuava a girar e ela pensou que estava ficando doente, o que complicaria ainda mais a descida. Estava quase chegando quando seu p escorregou novamente.
A vertigem se tornou to forte que sua mo se soltou e ela comeou a cair.

Braos fortes a agarraram.  Que diabos est fazendo, Rin?

- Sesshoumaru  ela lutou para se soltar de seus braos, pegou-lhe as mos e o atraiu contra a lateral da casa.

- Rin, eu perguntei...

- Quieto!  ela advertiu.  Bankotsu est em casa  ela sussurrou.  Tive de fugir para ele no me ver.

- No ligo  mnima se ele me ver! Sesshoumaru a informou, e comeou a se afastar da parede.

Rin o puxou de volta  Mas eu sim. Se ele souber que venho aqui, no poderei voltar. Ento no poderei mais visitar a duquesa. Seria muito perigoso.

- J  perigoso.  ele apontou.  Voc quase fez meu corao parar de bater quando a vi pendurada na grade agora a pouco. Pensei que no correria rpido o suficiente
para alcan-la antes de voc cair e quebrar seu lindo pescoo.

- Voc est falando muito alto  Rin o advertiu  Podemos discutir mais tarde.

- Pode estar certa que iremos.  Sesshoumaru garantiu.

Eles esperaram nas sombras da casa at que Rin sentiu que era seguro escaparem. A corrida pelo gramado foi mais ela tropeando e Sesshoumaru tendo de parar e ajud-la
do que uma rpida retirada. Ele acabou carregando-a, como no dia em que iam cavalgar.

Dentro da casa, ele subiu direto para os quartos. Jaken se apressou para perguntar-lhes o que estava acontecendo, olhou para o rosto do patro e se retirou.

Sesshoumaru entrou pela porta aberta do quarto dela e a colocou gentilmente na cama, embora sua expresso fosse pouco carinhosa.

- Jaken no sabia onde voc tinha ido  ele imediatamente comeou a repreend-la.  Ele pensou que voc possivelmente tivesse sado com sua amiga. Estava voltando
ao estbulo para selar um cavalo quando vi a governanta sinalizar para voc. Depois a vi pendurada na grade.

- Eu adormeci  Rin explicou.  No disse a Jaken onde estava indo porque pretendia ficar apenas um pouquinho. Ento Bankotsu chegou e eu no tive escolha a no
ser fugir pela grade. Minha cabea estava girando novamente e eu perdi meu equilbrio.

Um pouco da tenso deixou sua feies.  Vou chamar um mdico, Rin. Essas vertigens esto acontecendo com muita freqncia.

- Aconteceram apenas duas vezes  Rin argumentou. Ela percebeu algo estranho.  E duas vezes depois de visitar minha madrasta.  Sua mente procurou por uma conexo.
Ela no conseguiu pensar em nenhuma... exceto uma.  O ch  ela sussurrou.

Sesshoumaru se sentou ao lado dela  O ch? Do que voc est falando?

Seus ataques de tontura agora comeavam a fazer sentido, e se o que ela estava pensando fosse verdadeiro, a duquesa poderia no estar doente afinal das contas. 
Ele a est drogando.  ela disse.  H algo no ch que ele faz Mary preparar para ela todos os dias.

- Explique-se  disse Sesshoumaru.

Outra vertigem a atingiu e Rin colocou a mo na cabea. Sesshoumaru a deitou na cama  Talvez voc precise descansar.

- No!  ela insistiu.  Quero lhe dizer o que penso estar acontecendo com a duquesa.

- Tudo bem.

- Acho que as folhas de ch que ele instruiu Mary a fazer para a me tm algo que  forte o suficiente para mant-la em um estado letrgico. O dia em que amos cavalgar,
eu bebi um golinho do ch para ter certeza de que no estava muito quente. Hoje, tentei beber uma xcara porque Sango veio me visitar e ns bebemos brandy. Pensei
que me ajudaria a clarear a mente, mas apenas me fez sentir pior. Foi por isso que adormeci e fiquei mais tempo do que pretendia. O ch tinha gosto amargo e eu no
gostei e s bebi meia xcara. Minha madrasta bebe de duas a trs por dia.

- Mas por que Bankotsu drogaria a me?  questionou Sesshoumaru.

Rin pensou por um momento.  Talvez para conseguir ficar com a minha guarda  ela sugeriu.

- Pode ser  ele concordou.  Ou isso, ou ela sabe de algo!

- Voc diz, sobre os assassinatos?

- Sobre Kagura O`Conner.  Ele olhou para ela.  Se sua madrasta soubesse que o filho matou uma mulher, o que ela faria?

Rin no tinha certeza.  Ela sempre amou Bankotsu cegamente, no importava o quo mesquinho ele era para com todos. Eu sei que ela tem princpios. No tenho certeza
do que ela faria  concluiu finalmente.

- Talvez ele no tivesse tambm  comentou Sesshoumaru.

Suas plpebras ficaram mais pesadas. Parecia haver mais alguma coisa que ela queria dizer a Sesshoumaru. Agora ela se lembrou.  Bankotsu vai sair essa noite. 
ela resmungou, - Eu o ouvi dizer a Mary.

- Ento eu tambm sairei  disse Sesshoumaru.  Quero que durma para se livrar dos efeitos de seja a droga que for que Bankotsu esteja usando para manter a me sedada.

- Por que drog-la?  ela imaginava.  Se ele temesse que ela o entregasse, por que no mat-la?

Sesshoumaru removeu o cabelo do rosto dela.  Talvez porque ela seja sua me. Talvez porque mat-la logo aps o assassinato de Kagura O`Conner levantasse suspeitas
contra ele. Seria mais inteligente mant-la drogada, dizer a todos que ela estava morrendo, e, quando chegasse a hora, mat-la. Ningum questionaria sua morte se
ela tivesse ficado doente por algum tempo.

Rin estremeceu e Sesshoumaru estendeu uma coberta sobre ela.  Eu tenho de salv-la  ela murmurou.

- Durma, Rin.

A escurido chegou para reclam-la, mas ainda assim, havia algo que ela queria perguntar a ele. Sua mente no conseguiu lembrar o que era. Ento ela se lembrou.

- Por que voc me trancou para fora, Sesshoumaru? Por que voc me trancou para fora de seus aposentos e de seu corao?

Ela no conseguiu abrir os olhos para ver-lhe a expresso. Ela no conseguiu ficar acordada para ouvir sua resposta. A escurido a chamou.
CAPTULO 24

Talvez ele fosse louco, como todos acreditavam. Sesshoumaru cerrou os dentes e se segurou na parte de baixo do faeton de Bankotsu. Foi a nica coisa que conseguiu
pensar para evitar que Bankotsu soubesse que estava sendo seguido. O nico modo de se certificar de que no havia outra armadilha preparada para ele. Seus msculos
se distendiam pelo esforo de se segurar, mas ele estava conseguindo, de algum modo. Que nenhum homem conseguiria fazer o que ele estava fazendo agora, ele preferiu
desconsiderar.

O que no podia era desconsiderar as perguntas que Rin havia sussurrado para ele antes de cair em um sono dopado. Que respostas poderia dar a ela que no a voltasse
contra ele? Que no a revoltasse? Ele a havia trancado para fora de seu quarto, mas no conseguiu tranc-la fora de seu corao. Ela infiltrou-se dentro dele na
noite em que a conheceu! Ele estava condenado, e se ela o amasse, ela estava condenada tambm. O sbito chiado do carro o trouxe de volta ao presente.

O faeton j havia parado antes para pegar um passageiro. Sesshoumaru soube pelo cheiro que era uma mulher e pelo seu sotaque cockney, que era uma prostituta. Agora
eles pararam em uma rua escura. Uma rua onde Sesshoumaru s conseguia notar o silncio.

- Voc quer que eu entre ai?  ele ouviu a mulher perguntar.  Parece abandonado.

- Servir ao nosso propsito.  Bankotsu disse numa voz cortante.  Realmente tem importncia onde voc abra as pernas desde que ganhe o dinheiro que lhe prometi?

- No precisa ser grosso.  disse a mulher.  Mas, no, acho que no importa.

As molas do faeton estalaram quando Bankotsu e a mulher desceram. Sesshoumaru esperaria at que entrassem na casa antes de se esgueirar de seu esconderijo. Ele no
queria assustar Bankotsu, no quando finalmente o havia emboscado. Sesshoumaru planejava usar a mulher como testemunha contra Bankotsu. Ele poderia no conseguir
sujeitar todos os assassinatos como sendo culpa do homem, mas poderia provar que Bankotsu pretendia matar essa mulher.

Olhando de debaixo do carro, Sesshoumaru viu um brilho que agora preenchia a janela de uma sala trrea em uma rua deserta. Ele se soltou e rolou debaixo do faeton.
Flexionou os braos para relaxar os msculos que se distenderam enquanto se segurava.

A rua estava deserta. Muitas das casas vazias como essa. Ele havia feito anotaes mentais durante a jornada, avaliando a velocidade a que viajava e em que direo.
Silenciosamente se arrastou em direo a casa, ento se moveu para o lado onde viu o brilho suave pela janela. Ele fechou os olhos e se concentrou.

- Voc quer que eu use isso?  a mulher perguntou.  Para que?

- O cavalheiro que se juntar a ns deseja que voc se parea com uma dama.

- Que cavalheiro? Voc no disse nada a respeito de um cavalheiro se juntar a gente.

- No?  Bankotsu soava sarcasticamente inocente.  Bem, sim, um cavalheiro se juntar a ns.

- Espere um pouco.  disse a mulher.  No concordei em agradar dois de uma vez. Eu no fao esse tipo de coisa.

- Far essa noite.  Bankotsu lhe garantiu, - E no sero os dois ao mesmo tempo. O cavalheiro gosta de assistir primeiro, e depois ele tem sua vez.

- Pro diabo que ter.  a mulher bufou  Estou indo embora.

Um tapa soou um minuto depois. Sesshoumaru cerrou os punhos do lado do corpo. Precisou de todo o controle para no correr para dentro e bater em Bankotsu por golpear
uma mulher. Saber que ele tinha feito a mesma coisa com Rin fez o sangue de Sesshoumaru ferver.

- Agora, coloque a porcaria do vestido!  rosnou Bankotsu.  Ou tenho que convenc-la ainda mais?

- No  a mulher choramingou.  Farei o que quer s no me bata mais.

- Assim  melhor  Bankotsu sussurrou.  Considero mulher desobediente um desafio ao meu temperamento. Apenas faa o que  pedido e no se machucar.

Silncio. Sesshoumaru presumiu que a mulher estivesse vestindo seja qual for o vestido que Bankotsu desejasse que ela colocasse. Ele imaginava quando o "outro" cavalheiro
chegaria. Ele sempre suspeitou que houvessem dois homens envolvidos, e agora, em breve ele teria as provas.

- Tire os grampos dos cabelos e os use soltos.  Bankotsu ordenou.  De fato, quanto mais eles ficarem cados em seu rosto, mais facilmente ele conseguir fingir
que voc  outra pessoa.

- Quem  esse cavalheiro que estamos esperando?

A mulher recebeu outro tapa bem forte por perguntar.  Voc no deve falar, no a menos que seja ordenado que fale, entendeu? Voc no tem a voz culta de uma dama,
e  isso que ele quer. Fazer suas coisas sujas com uma dama, apenas,  claro, que ele no pode. Ao menos, no at estar casado com ela.

- Entendi.  a mulher disse, e Sesshoumaru ouviu o medo em sua voz.

- Levante o vestido e se mostre a mim  Bankotsu instruiu adicionalmente.  Quero ter certeza de que no tem doenas.

- J disse que no tenho  disse a mulher.

Recebeu outro tapa.

- Faa!  trovejou Bankotsu.

Bankotsu humilhava a mulher. Ele estava forando Sesshoumaru a agir antes de estar pronto. Ele precisava saber a identidade do outro homem, mas jurou que se Bankotsu
batesse na mulher mais uma vez, no conseguiria esperar.

- Voc acha que eu gosto disso?  Bankotsu perguntou para a mulher  Me exibir para ele? Danar em seu ritmo? Preferia cortar sua garganta gorda.

- Por que ns dois apenas....

- Eu lhe dei permisso para falar?  Bankotsu interrompeu.

A mulher choramingou em resposta. Seu grito um momento depois fez Sesshoumaru pular.

- Volte aqui, sua vagabunda!

Sons de luta partiam de dentro da casa. A mulher gritou novamente, e o som de um punho sendo pressionado contra carne macia chegou ao ouvido ultra-sensvel de Sesshoumaru.
Ele praguejou e se dirigiu a casa, chutando a porta da frente.

- Bankotsu  ele trovejou  Tire suas mos dela!

Uma pistola foi disparada na escurido, estilhaando a parede ao lado da cabea de Sesshoumaru. Ele se jogou no cho.

- Vamos l, Taishou  Bankotsu zombou.  No tem nada do que adoraria mais do que meter uma bala em sua cabea.

Sesshoumaru tambm tinha uma pistola dentro do cinto de sua cala, mas por mais tentado que estivesse em us-la, ainda no tinhas provas concretas de que Bankotsu
havia matado as duas mulheres encontradas em sua propriedade, e que, realmente, pretendia matar a mulher que trouxera consigo hoje. Sesshoumaru no tinha ouvido
Bankotsu dizer que pretendia mat-la. Ele apenas podia dar sua palavra, a qual no contava muito para os inspetores ou entre a sociedade.

- Deixe a mulher ir, Bankotsu.  ele chamou.  Deixe-a ir ou eu atiro em voc.

Bankotsu no respondeu, mas a viso noturna incomum de Sesshoumaru permitia que visse a forma de Bankotsu, e que, realmente, ele estava segurando a apavorada mulher
na frente dele, usando-a como escudo.

- V em frente e atire, Taishou!  ele desafiou.

Ele queria isso. No sabia que Sesshoumaru podia v-lo. No entendia que Sesshoumaru sabia que se atirasse, mataria a mulher e no Bankotsu, e, seria assim responsvel
pela morte dela.

Sesshoumaru cerrou a mandbula e esperou Bankotsu fazer o prximo movimento. O homem forava a mulher em direo  porta aberta. Quando estava quase se aproximando
dela, empurrou a mulher para longe. A mulher tropeou e caiu em cima de Sesshoumaru. Suas mos batiam e ela comeou a gritar. Sesshoumaru lutou para tir-la de cima
dele, e quando ficou em p ouviu um chicote estralar e o rudo do faeton que se afastava da casa.

Correndo para fora, Sesshoumaru viu o carro bem l na frente na rua, movendo-se a uma velocidade que Sesshoumaru no acreditava que Bankotsu conseguisse impor aos
pobres cavalos. Sesshoumaru foi atrs dele, suas botas golpeando as ruas pavimentadas. Parte dele sabia ser sem sentido perseguir um homem que estava em uma carruagem,
puxada por dois cavalos aoitados por chicote; outra parte suspeitava que se ele se pressionasse, conseguiria alcan-los.

Ele forou suas pernas a se movessem mais rapidamente, inspirou o ar profundamente para dentro dos pulmes e arremessou-se para frente, as formas escuras das casas
abandonadas e dos becos fedorentos passavam por ele a uma velocidade impossvel. Sua viso mudou e ao invs de formas via cores. O cavalo que corria a frente dele
se transformou em um borro vermelho contra a noite. Ele via o sangue deles atravs da pele.

Um brilho  sua esquerda e ele viu as formas vermelhas de ratos conforme comiam nos becos. Quanto mais rpido ele se movia, mais duro ficava, e em sua mente ele
no mais se via como homem. Ele tinha quatro pernas, no duas. Longas presas no lugar dos dentes. Garras no lugar de unhas. Plo ao invs de pele. Ele se tornou
um com a noite, um com o alto pulsar de seu corao e do sangue que corria por suas veias.

Ele estava quase alcanando o faeton, estava se preparando para saltar para frente e se agarrar fortemente. Ele estava igualmente preparado para atacar Bankotsu
e rasgar sua garganta. Algo veio em sua direo partindo da esquerda. Ele no conseguiu parar em tempo de evitar o homem e correu direto para ele, fazendo com os
dois se esparramassem no cho.

Sesshoumaru rolou vrias vezes, esfolando a pele contra o calamento spero da rua. Ele ficou deitado l um tempo, tentando respirar.

- Maldito idiota!  O homem com que havia colidido rolou no cho e tropeou quando conseguiu ficar de p.  Olhe para onde vai! Voc me atingiu to forte que pensei
que poria para fora todo o gim barato que bebi hoje.

O homem fez exatamente isso, caindo sobre os joelhos e com nsia de vmito. Sesshoumaru tentou diminuir as selvagens batidas do corao. Ele era um homem, no a
fera que tomara forma em sua mente. Quando conseguiu respirar normalmente, levantou-se.

- O senhor est bem?  perguntou ao homem.

- No graas a voc.  o homem resmungou, ento voltou  sua nsia de vmito.

Sesshoumaru voltou  casa abandonada. Ele precisava ver se a mulher estava bem. A casa estava vazia. Ela tinha fugido e no se podia culp-la. Entrou na sala novamente
onde duas velas ainda queimavam. Um vestido estava jogado no canto. A mulher o havia obviamente abandonado, talvez no querendo motivos para Bankotsu ir atrs dela.

Sesshoumaru pegou o vestido. Seus sentidos imediatamente despertos. Ele conhecia esse cheiro. Ele sacudiu o vestido e o olhou  luz das velas. Era o vestido que
Rin estava usando na primeira noite em que se viram no baile Greenleys
CAPTULO 25

Nosso querido Eros ira aparecer!

Rin abriu os olhos e viu um homem parado sobre ela. O brilho do fogo formava uma aurola dourada ao redor de sua cabea, e seu primeiro pensamento foi que Sesshoumaru
havia vindo ver se ela estava melhor. Quando suas feies entraram em foco, ela percebeu que o homem no era o seu marido. Ela arfou e tentou se sentar.

- No se assuste  o homem disse de forma carinhosa.  No tenha medo. Sou Lorde Inuyasha, seu cunhado.

Era fcil levar sua palavra a srio. Agora que podia v-lo, ela tambm percebeu a semelhana com Sesshoumaru e Mirok e as covinhas que pertenciam ao menininho do
retrato dos Taishou.

- O que est fazendo aqui? Ela considerou que era uma questo bem lcida.

- Aqui  a casa de minha famlia  ele a relembrou.

- Digo, em meus aposentos  Rin especificou, puxando as cobertas para cima, embora percebesse pelas mangas que no estava em roupas de dormir, mas ainda com o vestido
do dia.

To ousado quanto o irmo mais velho, Inuyasha se sentou sobre a cama.  Eu no consegui ser apresentado a voc da ltima vez que estive aqui. Voc estava na cama,
tambm. Acho que voc deve passar muito tempo na cama, sei que se fosse minha, assim seria, ento o que poderia fazer a no ser me juntar a voc e me apresentar?

- Sesshoumaru sabe que voc est aqui?

Ele sorriu, e suas covinhas se abriram como dois cortes em cada lado do rosto.  Aqui na casa ou aqui em seus aposentos?

- Os dois  ela respondeu.

- Nenhum dos dois.  ele lhe garantiu.  No creio que ele gostaria de me ver aqui, em seus aposentos, quero dizer. A ltima vez que sugeri subir, espalhar-me na
cama com voc, e me apresentar, ele rosnou para mim.

Ela quase sorriu.  Ele o fez?

- Nunca foi de dividir  Inuyasha confidenciou  Pensei que deveria conhec-la antes de partir para minha busca.

- Acredito que Sesshoumaru esteja pensando que voc voltou para a propriedade do campo.

- Ele quase sempre erra.  Inuyasha a informou.  Ele lhe falou de mim?

Rin sacudiu a cabea.

- Claro.  ele murmurou. Ele a prendeu com os olhos mais profundos e mbar que ela j havia visto.  Eu sou a ovelha negra.  ele informou. Franziu a testa.  Bem,
j que todo mundo pensa que ns todos somos ovelhas negras, suponho que eu seja simplesmente a mais negra do rebanho. Eu bebo, eu jogo, sou preguioso e mulherengo.
Ah, e agora Sesshoumaru acredita que eu seja um assassino, tambm.

Ela no podia evitar gostar de Inuyasha. Supunha que a maioria das mulheres no conseguiria deixar de am-lo. Ele era muito primitivamente sensual  apenas as covinhas
o salvavam de ser ilegal, mas ento, as covinhas eram lindas.

- No acredito que Sesshoumaru pensasse que voc fosse um assassino sequer por um momento.  ela o informou.   meu irmo de criao de quem ele suspeita.

- Ele me perguntou se eu tinha algo a ver com as mulheres assassinadas encontradas em nossa propriedade. Veja, eu estava em Londres em ambas s vezes. Creio que
isso automaticamente me tornasse suspeito perante meu irmo.

- Que mal educado!  Rin disse.

Ele mostrou as covinhas.  Ele  mal educado  concordou.  Definitivamente no  bom o bastante para voc. Voc deveria ter me conhecido primeiro.

Rin se sentou e arrumou os cabelos.  Ouso dizer que foi provavelmente muito melhor isso no ter acontecido.  Ela suspeitava que nunca teria sado da carruagem
com a virtude intacta na noite do baile Greenleys se tivesse se aproximada de Inuyasha ao invs de Sesshoumaru.

- Para ns dois, penso.  ele disse, suas feies agora srias.  Suspeito que ele se apaixonou por voc  primeira vista.

Seu rosto queimou. Deveria corrigi-lo? De algum modo, ela imediatamente sentiu que podia confiar em Inuyasha Taishou. Talvez se ele fosse um experiente mulherengo,
essa fosse uma caracterstica que fizesse com que as mulheres fossem presas fceis para suas atenes.

- Tenho certeza de que ele lhe disse a razo por ter se casado comigo. De que eu arruinei minha reputao ao lhe providenciar um libi na manh em que outra mulher
foi encontrada morta no estbulo.

- Sim, ele me contou  disse Inuyasah.  E eu tinha acreditado nele antes de ver voc.

Ela enrubesceu novamente.  Voc nunca para de tentar seduzir uma mulher, mesmo que seja a esposa de seu irmo?

Ele pareceu considerar.  Voc  a primeira esposa em nossa famlia, ento s posso presumir que "no" seria minha resposta.

Ela deu uma risadinha.

Ele sorriu seu sorriso de covinhas novamente.  Voc ama Sesshoumaru?

Ele voltou a ficar srio. Rin o olhou bem dentro dos olhos escuros e, novamente, sentiu que poderia ser sincera com ele.  Sim. Mas ele protege seu corao de mim.
Agora, ele colocou trincos na porta, do lado dele. Penso que poderia faz-lo me amar, mas...

Ele colocou um dedo contra os lbios dela.  Algumas vezes o amor no  uma palavra, mas a maneira como um homem olha dentro de seus olhos, nas coisas que ele faz
por voc. Olhe com mais ateno, Rin.

Ela sentiu uma imensa vontade de abra-lo. Ela era esperta o suficiente para perceber que as mulheres no abraavam Inuyasha Taishou a menos que quisessem muito
mais em troca.

- Eu gosto de voc  ela disse.

Ele sorriu.  Claro que gosta. Voc  uma mulher.  Ele se inclinou e a beijou na testa.  Gosto de voc, tambm, Rin. Voc merece ser feliz. E Sesshoumaru tambm,
mesmo que eu, atualmente, esteja bravo com ele. Agora, mais do que nunca, eu estou determinado a fazer essa busca para salvar nossa famlia. Sesshoumaru sempre foi
o responsvel; Mirok, o trabalhador; e eu, nada. Nunca me deram nada de importante para fazer, at agora.

- De que coisa  essa que voc precisa salvar seus irmos?  ela imaginou.

Inuyasha a olhou bem dentro dos olhos antes de responder.  Tenho a esperana de que voc nunca saiba.  Ele se levantou da cama. Ele era alto, como todos os Taishou,
mas no era grande como uma rvore, como Mirok, e era mais magro que Sesshoumaru. Ainda assim, ele era uma viso.  Diga a Sesshoumaru que eu estive aqui. Diga a
ele que parti numa misso para matar uma bruxa.

Ela piscou para ele: - Para matar uma bruxa? Existe tal coisa?

Ele subitamente se curvou, seu rosto chegando a milmetro do dela.  Voc se surpreenderia com o tipo de coisas que existe l fora na escurido, Rin. Se eu puder
evitar, voc nunca ficar sabendo.

Inuyasha estava quase lhe dando um beijo, ela pensou. E ela se deu conta, com certo pnico, que ela teria permitido que ele tomasse essa liberdade. Era como se ele
tivesse lanado um feitio sobre ela, e que no enfraqueceu at ele sair pela porta e desaparecer.

Sesshoumaru acariciou o rosto macio de Rin. Ela ainda dormia com as roupas que havia usado ontem. Seus clios se abriram e ela estava tentando focaliz-lo.

- Inuyasha?

Sua mo congelou no rosto dela: - Voc me chamou de Inuyasha?

Ela sacudiu a cabea como para clare-la.  J amanheceu?

- Voc me chamou de Inuyasha?  ele repetiu.

Rin se apoiou nos cotovelos e olhou pela janela, onde a luz do sol infiltrava-se.  Eu tive um sonho muito estranho noite passada. Sonhei que seu irmo Inuyasha
estava aqui, em meu quarto, falando comigo.

-  muito estranho, especialmente considerando-se que voc ainda no foi apresentada a ele.

Rin correu a mo pelo cabelo.  Pelo menos acho que foi sonho. Voc perguntou a Inuyasha sobre os assassinatos?

Sesshoumaru sentiu uma pontada de culpa.  Sim, e isso o enfureceu. Foi por isso que ele partiu antes de conhec-la.

- Ento no foi sonho, ou eu no saberia sobre isso.  ela disse.  Ele me pediu para avisar voc que ele est partindo para uma busca. Uma busca para matar uma
bruxa e salvar a famlia.  Ela focalizou nele os profundos olhos violetas.  Isso no faz sentido, Sesshoumaru. Foi por isso que pensei que tinha sonhado.

As revelaes de Inuyasha no faziam sentido para Rin, mas Sesshoumaru entendeu o que Inuyasha estava pensando. Era uma misso tola, ele pensou. E a deciso de seu
irmo mais jovem no poderia ter vindo em hora pior.

- Estava querendo mandar voc para a propriedade de campo  Sesshoumaru disse.  Tinha decidido que estaria mais segura com Inuyasha e Mirok, s que obviamente,
Inuyasha no est l, e se Mirok chegou em casa e descobriu que ele no retornou, no ficaria surpreso se no estiver voltando para procurar por ele.

- A propriedade?  Rin afastou as cobertas e se sentou.  Mas no posso partir, Sesshoumaru. Ainda no, Preciso ajudar a duquesa.

- Voc est em perigo, Rin. Sesshoumaru no pretendia falar isso para ela, mas estava preocupado. Ele havia comeado a juntar as peas em relao a Bankotsu e o
at agora desconhecido cmplice. O vestido, as mulheres todas escolhidas porque se pareciam com Rin, estava claro que ou seu irmo de criao, ou seu cmplice tinha
uma obsesso por ela. Ento havia as estranhas coisas acontecendo com ele. Talvez Rin no estivesse segura na mesma casa que ele. Talvez no estivesse segura em
Londres.

- O que aconteceu quando saiu noite passada?  ela perguntou.

Ele no queria contar a ela. Especialmente no sobre o vestido. Especialmente no sobre si prprio e o modo como perseguiu o faeton pela rua deserta e quase conseguiu
alcan-lo, no fosse o bbado que saiu do beco e se colocou em seu caminho.

- No o peguei  foi tudo o que disse.

O toque gentil que ela fez em seu rosto o assustou e o fez olhar para ela  Voc parece cansado, Sesshoumaru. Voc dormiu?

- No.  ele admitiu, e pensou que ela estava adorvel com a roupa amassada e os cabelos emaranhados sobre os ombros.

- Voc deveria  ela insistiu.  Vou pedir para Jaken lhe preparar um banho quente e ento voc deve passar o dia na cama.

Ele arqueou uma sobrancelha.  Voc vai me ajudar no banho novamente?

Ela no sorriu com sua provocao. Ao invs disso, seus olhos violetas o fitaram de frente: - Voc vai me trancar para fora?

Sua deciso a havia magoado, ele percebeu. Ela no sabia que era para a proteo dela que ele havia mandado colocar o trinco em sua porta. Ele no conseguiria explicar
que teria sido mais sbio ter colocado o trinco do lado dela sem contar mais do que estava preparado para fazer.

- Tem horas que eu prefiro ficar sozinho  ele disse.

Seu olhar permaneceu firme, mas seus olhos ficaram marejados por um momento.  Minha ousadia com voc na outra noite te enojou? Eu lhe dou nojo agora?

Seu corao quase se partiu nesse momento. Ela no podia pensar que sua deciso de resistir a ela fosse culpa dela.  Voc nunca me enoja!  ele disse, correndo
os dedos pelos cabelos despenteados.  Voc  a mulher mais desejvel que conheci, E a mais corajosa.

Suas lindas e arqueadas sobrancelhas se sulcaram: - Ento, por qu?

Pelo menos ele poderia ser honesto sobre sua deciso.  Porque voc merece mais do que posso lhe dar  ele respondeu.  E porque no vou pedir para voc se vender
por menos. Voc se ofereceu para ser minha amiga. Talvez seja o melhor.

Ela voltou o rosto para o outro lado, mas no antes de uma nica lgrima traar um caminho em direo ao queixo. Corroeu at sua alma, aquela lgrima. A lgrima
que ele a fez derramar.

- Droga de vida amaldioada!  ele murmurou, e porque no podia suportar a viso de suas lgrimas, ele se levantou, dirigiu-se a porta que ligava seus quartos, a
fechou e a trancou.
CAPITULO 26

O inicio do hentai!

Ela considerava que Sesshoumaru estivesse dormindo. Ele havia se trancado no quarto, ento Rin no tinha como ter certeza. Havia ainda o problema com sua madrasta
que precisava de imediata ateno e o fato era que Sesshoumaru ficaria bravo se Rin agisse por conta prpria. Ainda assim, quanto antes ela instrusse Mary para
parar de servir  duquesa o ch especial que Bankotsu ordenava que fosse servido, mais rpido a senhora se recuperaria, esperava Rin.

Com o assunto em mente, ela procurou Jaken. Ele era um empregado e no tinha autoridade para impedi-la, mas ela avisaria sobre onde estava indo, dessa vez. Ele quis
argumentar com ela, ela percebeu, mas sabia o seu lugar e simplesmente disse que se ela no voltasse logo, ele acordaria Lorde Taishou.

Ainda era muito cedo e Rin suspeitava que Bankotsu ainda no houvesse levantado. Tudo o que planejava fazer era ir  porta dos fundos, esperando encontrar Mary na
cozinha, e lhe dar as instrues sobre o ch da madrasta. Rin se esgueirou sob a cerca viva que separava as duas propriedades o quanto foi possvel, mas uma hora
teve de, corajosamente, atravessar o gramado em plena vista das duas propriedades. Ela correu.

Seu corao estava disparado ao chegar  entrada de servio da casa. Ela teve de tocar a campainha de entrega apenas uma vez antes de Mary abrir a porta. A mulher
franziu a testa.

- O que est fazendo aqui, milady?  ela sussurrou.  No coloquei o lenol. O Sr. Bankotsu est l em cima, na cama.

- Preciso falar com voc!  Rin tambm sussurrou.  Ela entrou na cozinha. Olhando ao redor, viu a lata de folhas de ch que Mary misturava para fazer o ch da duquesa.
Dirigiu-se ao balco onde ficava a lata e abriu a tampa. Tinha um odor pungente.

- O que est fazendo, milady?  Mary repetiu.

- O ch.  Rin disse em voz baixa.  Suspeito que tenha algo nele que  responsvel pelo estado letrgico de Sua Graa. Penso que Bankotsu a est drogando!

Mary arregalou os olhos.  Por que ele faria tal coisa?

Rin no podia comear uma explicao detalhada sobre suspeitas que tinha a respeito de Franklin, e imaginou se Mary acreditaria em tudo que ela e Sesshoumaru suspeitavam
sobre seu irmo de criao.

- Quero que voc esvazie essa lata e a encha com folhas de ch normais. Vamos ver se estou certa e a duquesa melhora sem o ch que seu filho instruiu que desse a
ela, e ento, eu explicarei. Agora no tenho tempo.

- No sei no, milady  Mary disse, torcendo as mos  Ir contra as vontades de meu empregador...

Rin se manteve firme  Por favor, Mary. Se o que suspeito no for verdade, no far mal  senhora. E se o que suspeito for verdade, ela melhorar muito em breve.

Mary mordeu o lbio.  Tudo bem  concordou.  Mas se o Sr. Bankotsu descobrir que desobedeci s ordens dele, ele me dispensar, e ento quem cuidar da pobre dama?

- Estou rezando para que logo a duquesa seja capaz de se cuidar sozinha. - E Rin tambm esperava que se sua madrasta realmente soubesse da m conduta do filho, ela
providenciaria para que ele pagasse por seus crimes. Ento Rin no teria que se preocupar com o que ele faria a Sesshoumaru se tivesse a chance, ou com ela.

- Mary! J toquei a campainha duas vezes! Onde diabos se meteu?

Rin arfou. Mary empalideceu. Bankotsu estava se dirigindo  cozinha. Elas o ouviam caminhando para l.

- V! - Mary a apressou.

- Ele me ver no gramado e saber que estive aqui.  ela sussurrou freneticamente.

Mary a empurrou na direo da porta que levava ao poro e aos pequenos aposentos dos criados. Havia apenas dois quartos, um deles era ocupado por Lydia quando ela
trabalhava na casa.

- Fique a embaixo at que eu veja o que ele quer.  Mary ordenou.

Rin deslizou pela porta bem quando ouviu Bankotsu entrar na cozinha.

- A est voc!  ele falou alto  Minha cabea est doendo tanto que no consigo dormir. Pensei que uma xcara de ch, da mistura especial que comprei para minha
me, poderia ajudar. Faa uma xcara e me leve l para cima.

- Muito bem, Sr. Bankotsu, agora mesmo  Mary concordou rapidamente.  Estava justamente preparando um bule para levar para sua querida me.

Por um momento se fez silncio. Rin pressionou o ouvido contra a porta.

- Onde est a lata? No est onde voc geralmente a deixa!

Horrorizada, Rin olhou para baixo para ver que ainda mantinha a lata em suas mos.

- Devo ter colocado em outro lugar,  tudo  Mary contemporizou.  Vou encontrar, senhor, no se preocupe. Levarei seu ch l para cima rapidinho.

- Encontre mesmo  Bankotsu avisou.  Aquela mistura  muito cara e descontarei de seu salrio se voc a perdeu.

- No perdi  Mary lhe assegurou.  Apenas a guardei em outro lugar, como disse. Pode voltar para a cama, Sr. Bankotsu.

Rin prendeu a respirao at ouvir os passos se afastando. Ela olhou para baixo para a escada escura. Antes Mary tambm ficava aqui, ou pelo menos era o que havia
contado. Depois que a duquesa adoeceu, Mary se mudou para um pequeno quarto ao lado do da dama. J havia teias de aranha pela falta de uso nas escadas, e Rin se
sentiu atrada para o quarto l embaixo onde Lydia dormia.

Rin queria ter certeza de que Bankotsu tivesse tempo suficiente para voltar l para cima antes de sair de seu esconderijo. Ela desceu as escadas e abriu a porta
do quarto de Lydia. Havia apenas uma pequena janela, e muita pouca luminosidade entrava no quartinho. Um guarda roupa marcado ocupava uma parede. Uma pequena cama
ficava em um canto. Pouco mais do que um catre servia de cama. A cama estava desarrumada. As cobertas jogadas de um modo estranho.

Rin se dirigiu ao guarda roupas e o abriu. L dentro estavam as roupas de Lydia. Rin quase derrubou a lata de ch. A viso das roupas de Lydia a deixou nervosa.
Por que ela no as levou quando Bankotsu a demitiu?

Talvez porque Lydia nunca tenha deixado a casa. Ou se deixou, no foi por vontade prpria. Calafrios percorreram as costas de Rin. Ela tentou se lembrar da noite
em que acordou com o som de gritos. Mas Bankotsu no podia t-la enforcado no teto. Ele esteve com Rin a noite toda na festa de LeGrandes.

- Lady Taishou  Mary sussurrou para ela.  Apresse-se agora, ele se foi. Preciso da lata.

Rin saiu do quarto. Subiu as escadas e entrou na cozinha e entregou a lata  Mary.  Voc esteve no quarto de Lydia desde ela se partiu?

- No.  Mary admitiu, e um rubor de culpa subiu por seu rosto.  Tenho certeza de que precisa de uma boa limpeza, mas at o patro contratar algum para o lugar
dela, no vejo motivo, no com tudo o que tenho de fazer por aqui.

-  claro  concordou Rin.  Faa o ch para meu irmo de criao com essas folhas, mas lembre-se, no as use para minha madrasta.

A governanta concordou e Rin se esgueirou para fora da casa. E enquanto corria pelo gramado, algo mais do que Lydia ter deixado suas coisas para trs a incomodava.
Bankotsu imaginar que uma xcara do ch o ajudaria a dormir. Ela sabia que estava no caminho certo sobre sua suspeita de a madrasta estar sendo drogada.

Ela contaria a Sesshoumaru quando ele acordasse. Sua coragem fraquejou enquanto se aproximava da casa. Ele queria mand-la embora. Ele queria manter a porta trancada
entre eles. Ele queria ser seu amigo. O futuro deles no parecia brilhante. E, se Bankotsu conseguisse, eles no teriam futuro algum.

Rin sentia como se sua vida tivesse sado de controle novamente. E ela se sentia sem foras para coloc-la de volta no caminho certo. Sua lembrana sobre a visita
noturna de Inuyasha era confusa, ela supunha que era em virtude do efeito do ch adulterado. Teria ela dito que amava Sesshoumaru? Ela temia que sim, o que a fez
se sentir mais infeliz, admitindo seus sentimentos e, ela suspeitava, admitindo sua dor por Sesshoumaru no retribu-los.

Mas ento ela se lembrou do que Inuyasha havia dito a ela. Ele disse que algumas vezes o amor de um homem por uma mulher no est refletido nas palavras, mas nos
olhos e nas aes.

Ela pensou sobre isso. Ela pensou na preocupao de Sesshoumaru para com ela, sobre sua determinao de proteg-la, e sobre as palavras que disse quando lhe falou
sobre o trinco na porta.

Ela havia se concentrado apenas nas ltimas palavras dele, sua sugesto para que fossem amigos, e por causa disso, ela havia diminudo a importncia da verdadeira
razo dele ter colocado um tranca entre eles.

Sesshoumaru achava que ela merecia mais do que ele podia dar, e havia dito que no aceitaria que ela pedisse menos. Ele havia sacrificado a relao fsica que desejava
entre eles em respeito a sua vontade, seus desejos, seus sonhos. Que tipo de homem faria tal coisa a uma mulher? Parecia haver apenas uma resposta, e era a resposta
que subitamente a encheu de alegria e tanta ternura por ele que ela queria chorar.

Sesshoumaru a amava. Ele podia no querer am-la, mas amava. Mas como derrubar as barreiras que ele construiu entre eles? Como faz-lo perceber que no havia nada
errado em se amarem um ao outro? Nenhuma maldio idiota que pudesse roubar a felicidade de um futuro juntos. No havia razo para no serem amigos, parceiros, e
amantes.

A chocante observao de Sango sobre a no consumao do casamento soou em seus ouvidos repentinamente. "O que voc est esperando, Rin?" Ela havia respondido que
esperava por amor, e agora o amor a havia encontrado. Ela no esperaria mais. Essa noite, ela destruiria as paredes que Sesshoumaru Taishou havia construdo ao redor
de seu corao. Essa noite, ela o reivindicaria.

Sesshoumaru passou o dia em um sono inquieto. Tinha sonhos obscuros sobre Rin em uma casa deserta, usando o vestido que usara na noite do baile em Greenleys e jazendo
morta em um colcho atirado ao cho. Algumas vezes, os sonhos se alteravam dela para ele, e ele via seu reflexo em um espelho. Via que tinha presas e plo e um brilho
azulado nos olhos.

Seu mundo havia mudado desde a primeira noite em que encontrou Rin, e ele no podia evitar o sentimento de que estava caminhando por uma trilha de autodestruio,
sem rdeas para diminuir o passo, sem controle para parar o inevitvel. Ele tinha de impedir Bankotsu. Tinha de impedi-lo mesmo que isso significasse mat-lo sem
provas de que o irmo de criao de Rin fosse um assassino. Sesshoumaru salvaria Rin mesmo que isso significasse sua destruio total. A hora do encantamento estava
sobre ele. Negar a verdade no o salvaria.

Ele sabia disso agora.

Uma batida suave veio do quarto de Rin.  Sesshoumaru? Est acordado? Preciso falar com voc.

Ele pensou que era melhor ignor-la.

- Sesshoumaru?  ela chamou novamente  Descobri algo na casa ao lado que voc deve saber.

O que ela foi fazer na casa ao lado? Ele havia planejado dizer a ela que no era para se arriscar a ir l, mesmo com Bankotsu ausente. Sesshoumaru no queria pensar
sobre ela naquela casa. Agora era uma boa hora para lhe comunicar seus desejos sobre o assunto.

Embora estivesse nu, Sesshoumaru juntou o lenol ao redor da cintura e se dirigiu  porta que havia trancado. Ele a abriu. Rin entrou.

- Fui  casa ao lado hoje para dizer a Mary parar de dar o ch que Bankotsu insiste em fazer a me beber diariamente.  ela o informou.  Eu...  ela parou no meio
da frase, correndo os olhos sobre ele.  Por que voc est nu?

Ele sorriu para ela, esperando que ela ficasse vermelha e um pouco surpreso por isso no acontecer.  Eu durmo nu  ele explicou.  Dormi o dia todo.

- Oh  ela respirou  Bom. Agora, como estava dizendo, fui a casa o lado e descobri algo sobre Lydia.

"Ela disso "bom"?"  Sesshoumaru se afastou da porta e voltou para a cama, onde se sentou.  Quero falar com voc sobre ir  casa ao lado. Sei que est preocupada
com sua madrasta, mas no permito mais que se coloque em perigo por causa dela.

- No quer saber o que descobri sobre Lydia?

Ela havia questionado seu modo de se vestir, agora ele estava distrado, mentalmente questionando o dela. Ela usava um tipo de capa, e suas mos geralmente expressivas
agora se agarravam juntas ao traje em um aperto to forte que as articulaes de seus dedos estavam brancas.

- Sesshoumaru. - ela disse chamando-lhe a ateno.  As coisas de Lydia ainda esto no quarto dela. No acredito que ela tenha ido embora. Acho que foi levada contra
sua vontade. Eu ouvi gritos aquela noite e pensei que estava tendo pesadelos.

Ele desviou a ateno de suas mos agarrando a capa.  Sempre suspeitei de que Bankotsu a houvesse espancado.  disse.  No conseguia entender como ele poderia
ser responsvel pelo enforcamento quando esteve com voc toda a noite na festa de LeGrandes.

Rin franziu a testa.  Isso  verdade. Mas voc no suspeita que Bankotsu tenha um parceiro para suas ms aes?

Ele mais do que suspeitava, ele sabia disso de fato.  Sim, tenho certeza agora.  disse a ela.  Mas por que algum envolvido com ele faria algo como fingir que
uma mulher se enforcou debaixo do teto de Bankotsu?

Ela deu de ombros, e ao fazer isso, a capa deslizou por um ombro, expondo sua pela plida e cremosa. Um bolo se formou na garganta de Sesshoumaru. Ele o engoliu
para perguntar  Rin, o que est usando?

Ela mastigou seu lbio inferior ao invs de responder.

Ento se aproximou dele. Parou na frente dele e ele percebeu que seu p estava descalo, como o dele.

- Na noite em que nos casamos, voc me disse que no me foraria a consumar nosso casamento. Voc disse que a deciso seria minha.  Ela respirou entrecortadamente
e soltou as mos da capa. Ela deslizou por seu corpo at o cho  J tomei minha deciso. Essa noite, Sesshoumaru.

Suas palavras mal foram registradas. Como poderiam? Ela estava parada frente a ele to nua quanto ele sobre os lenis. Seus olhos beberam a beleza dela. De seus
pequenos e delicados ps, suas pernas longas e delgadas, seu monte feminino coberto de pequenos pelos encaracolados, os quadris magros, a cintura pequena e os seios
redondos e firmes. Ela era uma obra de arte. Ela era o sonho de todo homem, e era dele para que a tomasse. Mas como ele poderia tom-la se ela ignorava o tipo de
homem a quem estava se oferecendo?

- Voc disse que queria mais  ele a lembrou.  Por que a mudana repentina?

Ela levantou o queixo.  Sei o que h em meu corao. E acredito que sei o que h no seu. Voc se recusaria a mim, Sesshoumaru?

Ele tinha que desviar os olhos dela. Sua fora de vontade enquanto homem estava em perigo, mas isso no era o pior. Ele sentia a fera rondando debaixo de sua pele.
A fera que sentia a atrao dela por ele. A fera que somente conhecia a luxria e no o amor.

- Volte para o seu quarto  ele ordenou calmamente.  O que quer que esteja em seu corao, est sendo desperdiado comigo.

Ela no respondeu de imediato, e ele estava com medo de olhar para ela. Medo de que seus olhos estivessem cheio de lgrimas novamente e ele a tomaria nos braos.
Se ele a tocasse, estaria perdido.

Ao invs disso, ela o tocou. Rin agarrou a mo dele e a colocou contra o seio, como ele havia feito com ela na outra noite.  Tem certeza?

Sua mo se moldou ao monte macio, sua palma sendo provocadas pelo mamilo ereto. Seu sangue ferveu por ela. Seu pnis tinha ficado ereto no momento em que ela entrou
no quarto. Ela era uma sereia; e ele, o marinheiro encantado por sua msica.

- Voc no sabe tudo o que precisa sobre mim  ele a advertiu, mas no removeu a mo de seu seio.  Estou amaldioado, Rin.

Os olhos dela se suavizaram para ele  Ento estou amaldioada junto com voc. Se renda a mim, Sesshoumaru. Eu te amo. Estou me entregando de todo corao.

Ouvir as palavras sarem de seus lbios era agridoce. Parte dele se alegrou, outra parte, chorou. Chorou pela injustia da vida e pela dor do amor onde o futuro
poderia ser escuro e frio. Ele poderia libert-la, decidiu. Quando acontecesse e seria... logo, ele desapareceria. Ela poderia amar o homem a quem olhava com carinho
agora, mas no amaria aquilo em que se transformaria dentro de pouco tempo. Nenhuma mulher poderia. Inclusive sua me.

Sua mo se moveu lentamente do seio para a cintura. Ele a puxou para cama, ao lado dele, rapidamente a deitando de costas.

- Pensei que tivesse aprendido em nosso primeiro encontro a ter cuidado com o que deseja  ele disse.  Voc pode conseguir.
CAPTULO 27

-  o que voc vive me dizendo  ela o provocou.  Nada de jogos, hoje, nada de se preocupar com as conseqncias. Essa noite  nossa e apenas nossa.

Ele deslizou para cima dela, o lenol que envolvia sua cintura enrolado entre eles. A pele dele era macia e firme, quente por entre seus dedos quando ela os correu
por toda sua costa. Seus seios estavam pressionados contra o peito dele, e ela sentia o bater dos coraes de ambos. Ele a beijou, ento, vagarosamente, deliberadamente,
sua pacincia completamente em contraste com o selvagem pulsar de seu corao.

O beijo era gentil e possessivo ao mesmo tempo. Ele a tranqilizava com sua boca, a tranqilizava ao relaxamento at que aprofundou sua reivindicao, at for-la
a sentir mais do que uma sensao prazerosa. Sua lngua a acariciou at que ela respondesse, juntando-se a ele na dana. Ento os portes da paixo foram escancarados.

Ela gemia contra a boca aberta dele; suas unhas na pele macia dos ombros dele. Seu corpo registrava o completo sentido do corpo dele contra o dela, o lenol que
estava enrolado entre eles desaparecera misteriosamente. Seu membro duro e impressionante se pressionava contra o ventre dela, e algum instinto que ela nem sabia
que possua a fez pressionar de volta, fez com que ela se movesse contra ele.

- Ainda no  ele murmurou  Quero ver se voc est pronta para mim.

Ele a beijou no pescoo, seus dentes mordicando a pele suavemente, ento se moveu para baixo, suas mos se fechando em seus seios doloridos antes de envolver cada
mamilo em sua boca e os sugar. Ele a provocava sem piedade, sua lngua desenhando crculos preguiosos ao redor dos mamilos ante de pegar um deles na boca novamente,
a suco quente de sua boca ligando-se com a presso que ela sentia crescer mais embaixo. Ela afundou as unhas mais profundamente, e de novo, no conseguiu controlar
a necessidade de se arquear contra ele.

Sua mo deslizou entre eles e a tocou onde j havia tocado antes, a acariciou da mesma maneira que a fez se desmanchar entre seus dedos habilidosos. Ela entendia
o ritmo agora e o que aspirava encontrar, mais do que desejava se mover com ele, contra ele, o que fosse preciso para aumentar a presso e acabar com a dor que crescia
e crescia. Ele introduziu um dedo dentro dela e ela congelou momentaneamente.

- No vou machuc-la  Sesshoumaru disse prximo  sua orelha.  Preciso prepar-la para me receber.

Gradualmente seu temor cessou e Sesshoumaru continuou a acariciar o seu boto de prazer com o polegar, enquanto seu dedo se introduzia mais profundamente dentro
dela. A combinao apenas aumentou sua sensao, trazendo-a quase no limite da loucura, e logo viu movendo-se contra ele novamente, dando as boas vindas aos dois
dedos que a invadiam.

Arqueou as costas e tentou aprofundar os dedos para dentro dela. Ela sabia que estava molhada l embaixo, quente ao ponto de estar febril; inchada contra a palma
de suas mos, dolorida, dolorida com a necessidade de ser preenchida.

- Sesshy  ela resfolegou  Eu preciso... Ela no estava certa do que precisava.  Eu quero...

- Eu sei  ele disse, sua voz baixa e rouca. Ele gentilmente retirou os dedos de dentro dela, deixando um vazio; ento se levantou acima dela, afastou-lhe bem as
pernas com os joelhos, e ela sentiu sua rgida masculinidade posicionando-se entre ela.

Ela sentiu a resistncia de sua estreita passagem quando a larga cabea de seu membro tentou penetr-la. Ela tentou fugir, uma ao inconsciente, sups, instinto
de sobrevivncia. Ele no a deixou escapar. Suas mos se fecharam na cintura dela e a segurou parada.

- No se fique tensa  ele instruiu.  Relaxe; permita minha invaso. S a machucar por um momento.

"Machucar? Ele planeja me machucar?" Tendo sido criada sem uma me, Rin estava dolorosamente desinformada com relao  intimidade entre um homem e uma mulher. Ela
sabia o bsico. No sabia sobre dor.

- Dor?  ela perguntou.  Voc vai me machucar?

Ele a olhou profundamente e ela percebeu que seus olhos estavam incandescentes  Eu vou reivindic-la!  ele respondeu, e o fez.

Antes que ela compreendesse o que sua reivindicao pudesse exigir, ele se impulsionou para dentro dela, impulsionou profundamente bem no centro dela. A dor veio,
como uma punhalada, arrancando um grito de seus lbios. Lbios que ele acalmou com beijos pouco depois, embora mal conseguisse fundir suas bocas sem ter de se separar
para respirar. Ele pressionou a testa contra a dela, como se ele, tambm, lutasse contra o choque da invaso.

Lgrimas inundaram os olhos de Rin. A aguilhoada tinha sido chocante, roubando-lhe a paixo, embotando o prazer que tinha encontrado nos braos dele at que ele
a reivindicou. Ela ficou contente por ter terminado, e o disse a ele.

Os lbios dele encontraram sua orelha, ele mordicou gentilmente o lbulo.  Est longe de terminar, Rin  disse.  Acabou de comear.

Ele se moveu e ela se preparou para sentir mais dor. Mas a dor no veio. Ele a preencheu completamente, a preencheu at transbordar. Seu tamanho e fora a faziam
arfar cada vez que ele se retirava apenas para impulsionar novamente. Mas no doa, o que ele fazia. No qualquer tipo de dor que ela pudesse entender ou ter sentido
antes. Sua umidade o fazia escorregar dentro dela e ele manobrava com relativa facilidade, o que a surpreendeu, dado seu tamanho.

Quando percebeu que no haveria mais a dor perfurante novamente, ela conseguiu se concentrar nele e nela  a sensao que ele criava com os movimentos, o formigamento
onde seus corpos se encontravam, a presso aumentando uma vez mais quando ele retrocedia e a preenchia com golpes firmes e vagarosos.

Seu sexo provocava seu inchado boto de prazer, e ela percebeu que se apenas se movesse, o contato era maior, e a sensao mais pronunciada. Foi para isso que ela
se entregou a ele to completamente.

As inibies sumiram. Algo primitivo dentro dela assumiu. Algo primitivo nele, tambm, ela percebeu. No havia palavras suaves de amor vindo dele. Ele parecia focalizado
em um objetivo, e apenas em um objetivo. O prazer dela e o dele prprio. Finalizar o que haviam comeado juntos. A respirao dele se tornou mais difcil, o corpo
coberto pelo suor enquanto continuava com o ritmo vagaroso e firme que rapidamente a trouxe para um lugar onde havia apenas a necessidade, o desejo, apenas ele e
ela, nesse quarto, escondidos do mundo.

As unhas dela desceram pelas suas costas, suas mos deslizando para os msculos tensos de suas ndegas. Segurava-o de encontro a ela, passando as pernas ao redor
dele, como se j tivessem feito isso milhares de vezes, como se ela soubesse o que queria e o que ele queria tambm.

Ele murmurou o nome dela; no, ele rosnou o nome dela. Um som baixo, gutural que a trouxe para as alturas do xtase. Seus dentes enterraram-se contra a garganta
dela, no dolorosa, mas possessivamente, como algo que ela havia visto os machos nos celeiros da propriedade fazerem com as fmeas durante o acasalamento. Uma amostra
de sua dominncia. Uma amostra de sua completa possesso. E ele a possua. Corao, corpo e alma tudo embrulhado, todos lutando para serem dominados dentro dela.

O corpo venceu. Suas estocadas firmes estimulando-a a um ponto prximo da dor, de certa obsesso. Ela no conseguia pensar em mais nada a no ser no modo como seus
corpos se moviam juntos, nada exceto o modo como eles pareciam se ajustar, embora certa vez ela tivesse jurado que ele nunca se ajustaria. Mas ele o fez, e de um
modo onde ela no sentia sobra.

Ele a preenchia completamente, preenchia at explodir, e quando ela arqueou os quadris para aumentar o ritmo, ela percebeu que ele ainda no havia dado tudo de si
a ela. Ele o fez agora, penetrando to profundamente, mas ainda, era um tipo diferente de dor. Um tipo prazeroso de dor. Uma dor que no lhe deixou escolha a no
ser cruzar a fina linha que separa a sanidade da loucura.

Ela se uniu a ele, seu corpo agora escorregadio contra o dele com seu prprio suor. Ela se torcia e arqueava at a crescente sensao mais uma vez crescer e crescer
e no poder ser contida.

Subitamente a exploso, ela se desmanchou contra ele, as ondas de xtase quebrando sobre ela apenas intensificada pelas estocadas em seu ntimo. Suas unhas se enterraram,
arrancando sangue e ela o chamou pelo nome, convulsionando e mordendo-o no ombro.

- Solte suas pernas e me liberte.

Sua voz veio bem de longe. Ela no podia se mover, apenas se segurar nele, como se ele fosse a nica coisa slida no mundo. Ela tinha medo de soltar, tinha medo
de deslizar para algum lugar de onde no conseguisse retornar.

- Rin  ele grunhiu novamente, suas estocadas mais profundas, rpidas e slidas. Ele lutava para se soltar, ela percebeu, tarde demais para registrar, que ele queria
se liberar do seu aperto.

Ento ele ficou tenso, enterrado profundamente dentro dela imaginando se ele conseguiria encontrar o caminho de volta. Ele praguejou em sua orelha. Um palavro muito
feio. O pior, de fato, que j ouvira. Ele estremeceu e ela o sentiu bem dentro dela, liberando sua semente.

Novamente, tarde demais, ela compreendeu que era esse o motivo dele querer se libertar. Para derramar sua semente em outro lugar. Em algum lugar no perigoso. Era
como se ela sentisse seu tero se abrindo para ele, convidando-o a entrar para plantar, como era o objetivo dele na vida, e o dela em receb-lo.

Ele se retirou vagarosamente, at finalmente cair de costas no lenol, um brao atirado sobre os olhos, seu peito subindo e descendo com evidente esforo.

- Deus, o que foi que fiz?  finalmente murmurou.

Mesmo com sua limitada experincia, Rin sentiu que no era isso que uma mulher queria ouvir um homem dizer depois de fazer amor. Uma vez que a audcia estava controlando
suas aes essa noite, ela respondeu: - Creio que fez o que lhe pedi para fazer. E mesmo com minha ignorncia sobre o assunto, acredito que voc o fez extraordinariamente
bem.

Ele se manteve silencioso por um momento. Finalmente, disse: - Quando o fizermos novamente, voc no deve permitir que eu libere minha semente dentro de voc, Rin.
Meu smen  maculado e no deve gerar vida.

Novamente, no eram palavras que uma mulher gostaria de ouvir de seu marido depois de fazer amor. Ento algo que ele disse foi registrado.  Vai haver uma prxima
vez? Ela se levantou sobre os cotovelos e olhou para ele.  Digo, ainda hoje?

Ele retirou o brao de sobre os olhos. Ainda brilhavam levemente. Quanto mais ela o encarava, mais brilhantes eles ficavam na escurido ao redor deles.  Tenho planos
de possu-la novamente  ele disse.  E novamente, depois dessa, e talvez uma vez mais antes de amanhecer. Eu lhe disse para ser cuidadosa com o que desejasse.

Ela suspirou sonhadoramente e se deitou de costas ao lado dele.  Suponho que sim, se acha que deve.

Ele se inclinou sobre ela repentinamente  Eu devo!  lhe assegurou.

CAPTULO 28

Ele a possuiu duas vezes mais antes de a primeira dor o atingir. Sesshoumaru agora estava sentado aconchegado em um canto do aposento, coberto de suor, tremendo
incontrolavelmente, enquanto sua esposa dormia o sono dos exausto em sua cama. Mesmo sofrendo as dores que o faziam se contorcer, ele a queria novamente. Seria o
homem que no conseguia se saciar dela, ou seria a fera que se recusava a ser saciada?

Ele a amava. Ele soube antes da noite de hoje, antes de se tornarem um. Ele soube no momento em que a viu no Greenleys, o primeiro baile da temporada. Ele acreditou
que negar o que sentia poderia salv-lo da maldio. Estava alm dele, agora. Ele olhou pela janela, a suave brisa movendo as cortinas como se danassem na noite.
Ele podia ver a lua, ver que estava quase cheia. Quanto tempo tinha? Uma noite? Duas? Trs no mximo.

Rin se mexeu e murmurou seu nome no sono. Ele no podia ir para ela, no como estava, no lutando com o que em breve se tornaria. Ele pensou no pai, ento. Entendia
agora seu desespero. Como havia temido machucar sua esposa, seus filhos. A pistola tinha sido sua nica amiga no final. Ento Sesshoumaru pensou sobre o que a duquesa-me
disse a ele com relao a sua me.

Ela morreu de corao partido. Seu pai no havia lhe dado escolha no dia em que se matou. Da mesma forma que Sesshoumaru faria com Rin quando fosse forado a desaparecer
da vida dela. Mas antes de ir, havia algo que devia fazer. Ele tinha de matar Bankotsu. E seu cmplice, tambm.

Ele estava pensando sobre isso. Ele suspeitava fortemente de quem estava ajudando Bankotsu em suas ms aes contra as mulheres. Era bvio, realmente. Amanh, desde
que sua dor acalme e ele tenha uma face normal, ele descobriria com certeza.

- Sesshoumaru?  Rin se sentou na cama. Ele a viu procurar no quarto escuro. Debaixo da pele, ele viu o sangue pulsando em suas veias. Ele apertou os olhos bem fechados.
Forando o ar para dentro e para fora dos pulmes, ele tentou parar de tremer, tentou ignorar a dor que o torcia por dentro.

Um leve toque em sua testa.  O que voc est fazendo aqui no cho?

O que poderia dizer a ela? A verdade? Ela no seria capaz de compreender a verdade. Muitas pessoas no eram. Era egosmo, mas ele queria deix-la sabendo que ela
ainda o amava.  Tentado me impedir de fazer amor com voc novamente  ele respondeu.  Voc vai pensar que sou um tipo de monstro.

- Se voc for, ento me transformou em um tambm.  ela disse docemente. Ela se inclinou para beij-lo. Ele a tinha de costas antes de ela conseguir fazer contato.

Bom Deus, Rin sentia com se tivesse apanhado. No havia uma parte de seu corpo que no doesse. Em alguma hora durante a noite, Sesshoumaru a havia levado para a
prpria cama, ela achava em considerao a ela no dormir nos lenis manchados de sangue, ou apenas em considerao a sua pessoa. Seriam todos os homens to...to
viris? Quando ele a possuiu no cho, ele havia sido insacivel. Tinha sido primitivo, quase selvagem, e havia mexido com algo dentro dela que era do mesmo modo.

Ele fez outra coisa que a confundiu. Ele fez o que havia dito no dever fazer novamente. Enterrado profundamente dentro dela, havia dado sua semente a ela de novo.
Por que, se no queria filhos? Talvez houvesse mudado de idia sobre isso, ela esperava. Poderia uma noite de amor mudar tudo? Se sim, talvez ela devesse ter instigado
a consumao do casamento antes de ontem a noite.

Uma discreta batida soou em sua porta. Jaken a chamou  Lorde Taishou ordenou que se preparasse um banho para a senhora, est na sute dele, uma vez que ele ordenou
que no a acordssemos muito cedo.

Rin adoraria um longo banho de imerso. No quarto de Sesshoumaru? Ser que ele se juntaria a ela? Ela se levantou, vestiu o roupo e abriu a porta de ligao. Como
disse Jaken, uma banheira de gua quente estava no meio do quarto. A cama havia sido feita, ela imaginou que os lenis foram substitudos, o que a fez corar. Jaken
no teria dvidas do que ela e Sesshoumaru haviam feito nesse quarto noite passada e hoje de madrugada. Tudo parecia em ordem no quarto, tudo em seu lugar, exceto
por uma coisa... seu marido.

O desapontamento espantou seus pensamentos alegres. Ela esperava que Sesshoumaru se juntasse a ela para o caf da manh antes de sair para fazer o que quer que fizesse
quando saia de casa. Ela se dirigiu para a banheira, tirou o roupo e aliviou seu corpo dolorido na gua quente. Seus sabonetes estavam colocados ao lado e o cheiro
de lavanda logo a acalmou. Ela se deitou de costas e fechou os olhos. Memrias da noite de amor com Sesshoumaru trouxeram um suave sorriso a seus lbios.

Ela o havia reclamado, e ele a ela. Simplesmente porque seu dia no comeou como havia desejado, no significava que o relacionamento deles no se desenvolveria
como ela esperava. Ela tentou se manter confiante. Procurou no pensar na casa ao lado e na ndoa escura que manchava a sua felicidade. Se ao menos tivessem prova
irrefutvel da culpa de Bankotsu, ela e Sesshoumaru poderiam ir s autoridades e deixar que eles lidassem com o irmo de criao.

Rin ento se perguntou como estaria a madrasta sem sua dose diria de ch adulterado. J teria passado o efeito? Estaria a senhora em breve melhor e conseguindo
conversar com Rin? Seriam as confisses da duquesa contra Bankotsu suficientes para se convencerem as autoridades de sua culpa? E a senhora acusaria o prprio filho?

A desordem dos pensamentos de Rin tornou impossvel que relaxasse no banho. Ela se ensaboou, lavou e condicionou os cabelos, ento saiu, secando-se com a toalha
felpuda deixada por Jaken. Recolocou o roupo e voltou ao quarto para se vestir. Quando estava pronta, retornou ao quarto de Sesshoumaru. Novamente andou pelo quarto
tocando seus objetos pessoais, embora fossem um pobre substituto para a ausncia dele nessa manh.

Ela encontrou um livro que estava deslocado na estante. Parecia muito antigo, e curiosa, ela o pegou e considerou se o emprestaria ou no. O que havia emprestado
do escritrio de Sesshoumaru no lhe prendeu o interesse. Conforme passava pelas pginas antigas, uma desbotada folha de papel amarelo flutuou ao cho. Rin se abaixou
para peg-la.

Estava escrito em Latim, mas seu pai a havia educado com tutores nos anos em que viveu no interior e ela no teria problemas em decifrar os rabiscos escritos  mo.
Parecia ser um poema.

Jaken bateu suavemente na porta de novo.  Est vestida, Lady Taishou?

Rin enfiou o papel apressadamente dentro do livro e o recolocou na prateleira de Sesshoumaru.  Sim, Jaken, pode entrar.

O mordomo entrou.  Lorde Taishou me pediu para avis-la de que hoje de manh, a duquesa-me de Brayberry mandar a carruagem para busc-la. Acredito que a senhora
far uma prova de roupas na residncia de Sua Graa. Vossa Senhoria achou que gostaria de ter a opinio de outra mulher sobre os novos trajes que sero encomendados.

- Obrigada, Jaken  Rin resmungou.  Quanta gentileza a dela.  "Mas no tanta para ficar e tomar caf com ela!" - Voc poderia pedir para me servir o caf aqui
no quarto, Jaken? Agora que sei que tenho de sair pela manh, quero me arrumar um pouco mais.

- Muito bem, Lady Taishou!  respondeu Jaken.

Quando o homem de Sesshoumaru se retirou, Rin olhou para o livro novamente. Sesshoumaru disse que ela tinha livre acesso dentro da casa. Ser que se importaria se
emprestasse o livro? Ela o agarrou e o levou para o quarto. Uma vez l, o colocou na mesa prxima da cama, mas o poema dobrado dentro dele parecia cham-la.

Novamente ela foi virando as pginas e encontrou o velho pedao de pergaminho. Havia traduzido apenas a primeira linha quando Jaken arranhou sua porta novamente:
- Seu caf, Lady Taishou  ele chamou do outro lado.  Posso entrar?

Rin recolocou o poema de volta dentro do livro e foi abrir a porta para Jaken.

- A carruagem chegar dentro de meia hora  ele disse.  Espero que seja o suficiente.

O modo que olhou para seus cabelos soltos, fez Rin supor que fosse uma dica de que precisava tomar mais cuidado com a aparncia. Ela concordou. Rin se sentiu apressada
a engolir o caf e arrumar o cabelo. No havia tempo para voltar ao poema, embora o fizesse to logo retornasse. A primeira linha a deixou intrigada:

Maldita seja a bruxa que me amaldioou.

A linha ficava martelando em seu crebro enquanto mordicava torrada com marmelada, ento bebeu seu chocolate quente enquanto arrumava o cabelo. Uma bruxa. Era estranho
que Inuyasha tivesse dito que iria sair numa busca para matar uma bruxa. Uma maldio. Os Taishou eram supostamente amaldioados, com insanidade, ela havia pensado,
mas Sesshoumaru disse que no era verdade. At mesmo a duquesa-me havia dito que no acreditava que a loucura que tomou os pais de Sesshoumaru fosse herdada, mas
trazida por uma tempestade que foram forados a encarar.

Que tipo de tempestade? Que tipo de maldio, ento? Sua curiosidade havia sido provocada, mais do que nunca queria correr para a casa da duquesa-me e fazer a prova
das roupas, ento correr de volta e ler mais do poema. Talvez a ajudasse a esclarecer o segredo que Sesshoumaru fazia sobre a maldio.  claro que no tinha meios
de saber se o pergaminho desbotado tivesse algo a ver com Sesshoumaru e seus irmos.

- A carruagem de Sua Graa chegou  Jaken avisou Rin pela porta.

Rin foi para o guarda-roupa e pegou um xale para, esperava, disfarar o vestido fora de moda. Atravessou o quarto em direo  porta, mas no conseguia manter os
olhos longe do livro. Abriu a porta e seguiu Jaken para baixo. Ele abriu a porta para ela, mas to logo o lacaio segurou a porta da carruagem aberta para ela, Jaken
lhe desejou um bom dia e retornou a suas tarefas.

Rin aceitou a ajuda do lacaio para subir na carruagem, pensando que a duquesa-me tinha um bom coche, realmente. Algo a fez olhar por sobre os ombros na direo
da casa vizinha, e l flutuando ao vento estava o lenol amarrado em sua antiga sacada.

- Oh! Puxa!  ela murmurou.

- Milady?  o lacaio se dirigiu a ela.

Emoes conflitantes lutavam dentro dela. Sesshoumaru havia dito que ela no podia ir  casa ao lado sozinha novamente. Mas o tolo nunca ficava em casa tempo o suficiente
para ajudar quando ela se via nessa situao desagradvel. E se Mary estivesse precisando de ajuda com a duquesa? E se a dama tinha sado de seu estado letrgico
e podia conversar com ela? Rin recusou a ajuda do lacaio.

- Acabo de me lembrar que tenho outro compromisso agendado anteriormente  Rin disse ao homem.  Por favor, transmita minhas desculpas a Sua Graa.

Como no era seu dever question-la sobre o assunto, o lacaio acenou com a cabea de maneira formal, fechou a porta, e se dirigiu ao condutor avisando-o para retornarem
para casa.

Assim que a carruagem partiu, Rin ficou novamente dividida. Ela suspeitava que Sesshoumaru tivesse instrudo Jaken de que Rin no podia ir ao vizinho novamente.
O mordomo se acharia no direito de proibi-la. Ela iria, decidiu. Iria e diria a Mary para no pendurar mais o lenol a menos que fosse uma emergncia. Quando Rin
precisasse ver a madrasta, ela simplesmente combinaria com Sesshoumaru para que ele arrumasse um tempo para acompanh-la.

No que Bankotsu os receberia alegremente em sua casa. O assunto a fez ficar se remoendo enquanto caminhava pelo caminho pedregoso passando o estbulo, pela cerca
viva e depois pelo gramado.

Mary havia deixado a porta do fundo aberta. Rin entrou na casa pela cozinha. Mesmo com o lenol sinalizando, ela se precaveu e se moveu silenciosamente pela casa
e pelas escadas. A porta de Bankotsu estava aberta. O quarto, vazio. Ela se apressou pelo outro lance de escadas e para dentro do quarto da madrasta para ver Mary
lutando com a mulher.

- Agora acalme-se, Sua Graa!  a governanta bufava de raiva.  A senhora ir se machucar batendo-se desse modo!

- Meu Deus!  murmurou Rin, ento correu para ajudar Mary.  O que est acontecendo?

- No sabia mais o que fazer a no ser sinalizar para a senhora!  Mary bufou.  Eu suspendi o ch completamente ontem e hoje pela manh como a senhora me pediu,
e a senhora est enlouquecida! No ouso contar ao Sr. Bankotsu sobre sua condio por medo de que ele descubra que no segui suas instrues.

Rin conseguiu segurar os magros ombros da duquesa  cama. Sentou-se ao lado dela.  Sua Graa, a senhora deve ficar quieta. Vai se machucar.

- O ch  ela sussurrou, sua voz spera pela falta de uso.  Tenho de beber meu ch!

Por mais preocupada que estivesse ao ver a duquesa nesse estado, o corao de Rin pulou de alegria ao finalmente ouvir a dama falar.  A senhora no deve beber o
ch, Sua Graa.  explicou  A senhora tem sido drogada h meses.

A testa da senhora estava coberta por uma fina camada de suor. Apesar disso, ela tremia.  Ele me viciou  ela disse por entre os dentes que batiam  Sinto que posso
enlouquecer sem o ch.

Quando Rin ordenou a Mary que parasse com o ch, no levou em considerao que o corpo da dama poderia sofrer srios sintomas de abstinncia. Devia ter pedido a
Mary que enfraquecesse o ch cada vez que o servisse, compreendeu. Ela se voltou  governanta: - Mary, voc ainda tem as folhas que meu irmo de criao trouxe para
o preparo do ch?

A mulher confirmou com a cabea.  Fiquei com medo que ele me pedisse para fazer outra xcara para si e percebesse que no era o mesmo.

- Bom.  disse Rin.  Corra l para baixo e prepare uma xcara para a duquesa, bem fraca.  instruiu.  Erramos ao parar de servi-lo de modo abrupto. Provocou uma
reao nela.

- Farei rapidinho  assegurou-lhe Mary.  O fogo ainda est quente por causa do caf, ento no demorar a preparar.

Enquanto Mary foi preparar o ch, Rin acariciava o cabelo da senhora e tentava dizer coisas suaves para ela. Apesar dos sintomas da madrasta, era a primeira vez
que Rin a via com sinais reais de vida desde que chegara a Londres. A situao lhe deu esperanas, mas tambm, preocupao. E se sua deciso prejudicasse mais a
dama do que o ch adulterado?

- Sinto muito  ela sussurrou para a duquesa, com lgrimas nos olhos.  Apenas queria ajud-la.

Para sua surpresa a mulher agarrou-lhe a mo e apertou.  Sabia que estava aqui comigo  ela disse com dificuldade.  Voc tem sido um conforto!

Erguendo a frgil mo da senhora, Rin a esfregou contra o rosto.  Ele no vai sair livre disso  ela garantiu a sua madrasta.  Eu farei com que pague.

Tremores violentos sacudiram o corpo magro da dama.  Voc est em perigo  ela sussurrou.  Ele  um monstro! Meu menino. Pensei que poderia mud-lo, mas falhei.

- No tente falar agora  disse Rin.  Poupe suas foras.

Mary entrou correndo com uma xcara do ch.  Est aqui, milady.  disse.

Juntas, Rin e Mary ajudaram a duquesa a beber e logo aps terminar a xcara, ela se acalmou e dormiu.

- Penso que agora descansar  disse Rosalind  governanta.  D-lhe um pouco mais, mais tarde, mas sempre faa cada xcara mais fraca do que a anterior at que
o corpo dela possa tolerar ficar sem a droga.

- Ela est falando agora, pelo menos  disse Mary.  Movendo-se como no a tinha visto fazer em meses.

Rin odiava deixar a dama, mas j tinha ficado muito tempo.  Mary, apenas pendure o lenol se for muito urgente me ver. Seno, somente poderei vir se Sesshoumaru
me acompanhar. Meu irmo  perigoso  disse para a governanta.  Voc deve ficar sempre atenta com ele e no deve deix-lo saber que voc e eu sabemos sobre sua
me.

- Nunca achei que ele fosse bom da cabea  Mary confidenciou a Rin.  Apenas fico aqui por causa da senhora.

- Devo ir agora  Rin se levantou da cama da madrasta.  Se ela piorar, pendure o lenol. Virei o mais rpido que puder.

A governanta concordou. Rin se apressou para fora do quarto e desceu as escadas. Ela no respirou at chegar  cerca viva que separava as duas propriedades e estar
novamente no caminho pedregoso que a conduzia para casa. Ela esperava encontrar Sesshoumaru em casa quando chegasse. Pelo silncio, percebeu que isso no aconteceria.
Jaken a olhou surpreso.

- J de volta, Lady Taishou?

Ela resmungou um simples "sim" e correu para o seu quarto. L dentro, comeou a andar de um lado a outro. Onde estava Sesshoumaru? Precisava falar com ele. Tinha
decidido que precisaria agir pelas costas de Bankotsu e retirar a duquesa da casa. Rin precisava monitorar sua condio e chamar o mdico caso fosse necessrio.
Ela no podia deixar a situao perdurar.

O dia estava passando e Sesshoumaru ainda no havia voltado para casa. O que ele estava fazendo?
CAPTULO 29

Sesshoumaru estava sentado na carruagem olhando o escritrio do corretor. Homens haviam entrado e sado, mas no o homem que Sesshoumaru estava procurando. A dor
que o havia torcido por dentro tarde da noite havia se acalmado, e ele estava conseguindo ter um dia normal. Perguntava-se quando a dor voltaria. Quando seria capaz
de se manter distante dos efeitos da maldio que ameaava tom-lo. Ele sentia que o tempo estava passando e ele tinha de resolver o assunto com Bankotsu e seu cmplice
rpida e eficientemente.

Abaixando-se para pegar uma pequena mochila, ele saiu da carruagem e se aproximou do escritrio. O homem olhou para cima quando Sesshoumaru entrou, o reconhecimento
estampando-se em seus olhos por detrs dos culos.

- Ento, voltou?

Sesshoumaru caminhou diretamente para a mesa do homem e se sentou na frente dele. Decidiu ser brusco.  O Visconde Jenine  um de seus clientes?

O homem piscou antes de bradar: - J lhe disse que no posso dar informaes sobre os clientes que atendo!

Tarde demais, Sesshoumaru havia lido o reconhecimento do nome de Jenine no rosto do homem antes dele responder.  Qual  a propriedade em que ele est interessado
no momento?  pressionou.

- No posso dizer  insistiu o homem.  Quem  o senhor? E que direito tem...

- Sou Lorde Taishou, Marqus de Taiglen, Conde de Bumont  interrompeu, ento se abaixou e abriu a mochila. Retirou vrios maos de notas e os colocou na mesa do
homem.  Desejo comprar a propriedade sobre a qual Jenine o questionou mais recentemente.

Os olhos do homem se arregalaram: - Mas o senhor nem mesmo perguntou o preo.

- Estou certo de que isso  mais do que suficiente, correto?

Lambendo os lbios, o homem pegou um mao de notas  Sim  concordou.

- Quero a localizao e a chave, e os quero agora!

- Claro.  o cabelo fibroso do homem bateu no rosto quando acenou.

Sesshoumaru colocou a mo por cima da do homem  E voc no vai dizer a ningum, especialmente ao Visconde que a propriedade j foi vendida.

- Ele nunca compra nada mesmo  o homem reclamou  Apenas quer saber quais esto vazias.

E Sesshoumaru sabia por que Jenine queria tal informao. Ele prepararia uma armadilha para Bankotsu e Jenine. Dessa vez, Sesshoumaru se esconderia na casa que usariam
para praticar seus maus feitos. Dessa vez, no escapariam. Ele saiu do escritrio do corretor com o documento da propriedade e a chave. Ele passou rapidamente pela
casa de que agora era dono antes de ir a casa da duquesa-me ver como estava indo Rin em sua prova de roupas.

Rin. Apenas pensar nela fazia o sangue correr mais rpido. Ele sentiu uma pontada de culpa pelo modo como a destratou noite passada. Seu corpo virginal no era para
ser usado do modo como ele a exigiu. Ele teve de se forar a sair de casa pela manh a fim de no se jogar em cima dela novamente. Agora que ela havia se entregado
a ele, ele no conseguia mais resistir a ela. Ele no conseguia saciar-se dela. Ele imaginava se algum dia conseguiria. Mas ento, tal opo seria logo tirada dele.
Rin logo seria tirada dele. Sua vida como a conhecia seria logo tirada dele.

No era uma vida to boa assim, ele compreendia, at Rin entrar nela. To logo casse, ele a deixaria. Ele se refugiaria na propriedade de campo, esperando que seus
irmos escondessem o fato de saberem de suas andanas. Mirok tomaria seu lugar no mundo, e Sesshoumaru sofreria pelo tempo que lhe restasse de vida. Rin poderia
se casar novamente, desde que encontrasse um homem desejoso de desconsiderar seu no muito aceitvel primeiro casamento.

O pensamente de Rin casada com outro homem o fez torcer a mo fortemente contra a mochila que ainda segurava. Ele no queria que outro homem a tocasse, ainda que
seus desejos fossem egostas. Ela devia ter tudo o que merece na vida. Um casamento feliz, crianas. O ltimo pensamento o fez torce a mo na mochila novamente.
O que o possura para que derramasse sua semente dentro dela uma segunda vez noite passada? Ele sabia o que o possura. Tinha apenas que esperar que o possusse
completamente.

Rin segurava o poema novamente. Ela quase o havia esquecido por causa da preocupao com a duquesa. Rin estava tendo mais dificuldade do que pensou com a traduo.
A noite se aproximava e a luz l fora comeava a diminuir. Ela se aproximou da janela. Algumas linhas estavam menos apagadas do que outras e ela apertou os olhos.
Ela as leu em voz alta.

Trado pelo amor, meu prprio idioma falso, /Ela ordenou  Lua para me transformar. /O nome de famlia, antes meu orgulho,/Se tornou a besta que me assombra.

Que nome de famlia? Seu olhar desceu pelo pergaminho enrugado para ver a assinatura. Ela havia ignorado o nome do autor em primeiro lugar por estar na parte mais
apagada do poema, e por isso a parte mais difcil de decifrar. Rosalind forou a vista at finalmente conseguir ler a assinatura. "Taishou"  sussurrou.

Arrepios subiram-lhe pelos braos. O cabelo atrs do pescoo se eriou e seus olhos embaaram. Ela piscou e olhou para fora para focalizar novamente antes de ler
mais. Quando seus olhos clarearam, algo l fora chamou sua ateno. Na casa ao lado o lenol estava colocado sobre sua antiga sacada.

Se Mary recolocou o lenol, algo havia acontecido. Talvez a duquesa houvesse piorado. A dama poderia estar morrendo, e Mary no saberia o que fazer. Rin correu para
seu criado mudo e colocou o poema por cima do livro. A preocupao agora afastando as palavras que a assombraram, e ela correu escadas abaixo e para fora da casa
e pelo caminho pedregoso, passou pelos estbulos, pela cerca viva e pelo gramado.

Ela estava ofegante quando chegou  casa. A porta dos fundos estava aberta, como se Mary lhe sinalizasse e corresse de volta para o lado da madrasta. Rin entrou
e correu pela cozinha, atravs da sala de jantar, passou pelo salo da frente e subiu as escadas. Estava quase no acesso do segundo andar em direo ao terceiro
quando a voz a parou.

- Ol, Rin!

Ela gemeu e se voltou. Bankotsu estava parado no corredor, bloqueando sua sada para o primeiro andar.

- Onde est Mary?  ela ofegou, tentando recuperar o flego e disfarar o sbito terror.

- Insisti para que ela fosse visitar sua filha  respondeu.  Disse que me ocuparia de minha pobre me essa noite.

O olhar de Rin se dirigiu pelas escadas at o quarto da duquesa.

- Ela dorme, como sempre  ele disse.  Eu queria v-la, Rin. Sei sobre o lenol, e voc no devia deixar suas anguas jogadas na sacada. Eu as vi mais tarde naquele
dia quando saia. Essa manh fingi sair, mas esperei at ver se Mary penduraria o lenol novamente. Quando ela o fez, e logo depois vi voc correndo pelo gramado,
compreendi que voc visitava minha me sempre que eu me ausentava.

- Voc me enganou  ela sussurrou.

Ele sorriu, mas como sempre, a expresso nunca lhe chegou aos olhos.  Voc no me deixou escolha. Jenine se cansou de substitutas. Ele quer voc.

- Jenine?  Era aquele repulsivo o parceiro de Bankotsu nos assassinatos? Fazia sentido ser ele, ela compreendeu. O homem tinha mais do que as dvidas de jogo pendendo
sobre a cabea de Bankotsu. No admira Bankotsu estar submetido ao visconde.  Ele  to culpado como voc  disse.

Ele deu de ombros.  Mas seu ttulo e sua riqueza fazem sua palavra valer mais do que a minha. Ele gosta de jogar. Ele deixou Lydia como uma mensagem de que no
poderia lhe negar nada, nem mesmo voc. Ele me forou a sair mais tarde e deixar outra mulher morta no estbulo de Taishou para tirar as suspeitas da que morreu
em minha prpria casa. Ele  cruel para conseguir o que quer, Rin.  uma pena que ele lhe queira.

- Por que voc me trouxe para Londres?  Os motivos de Bankotsu no faziam sentido agora. Se ele queria conseguir o melhor preo pelo casamento dela para quitar
suas dividas de jogo, Jenine ainda teria o assassinato de Kagura sobre sua cabea.

- Tinha planos para escapar dele  admitiu.  Pensei que se conseguisse vend-la como esposa pelo maior preo, vendesse a casa e pegasse a herana de minha me deixada
pelo seu pai, uma vez que tivesse lhe dado tempo suficiente para morrer devido a sua longa doena, poderia escapar. Poderia ir para o exterior com dinheiro suficiente
para me comprar um titulo e viver a vida que seu pai me negou. No contava que Jenine a visse e decidisse que queria t-la.

Suas confisses a deixaram lvida. Ele usaria qualquer um em proveito prprio. Ele no tinha corao.  Se voc matasse sua prpria me por dinheiro, voc  to
monstruoso quanto ele.

- Eu sei  admitiu, ento deu de ombros.  O mundo est cheio de monstros, Rin. Meu pai era um. Voc no sabia disso, sabia? Ele batia em minha me e em mim, e foi
uma pena aquele dia em que me levou para caar com a idade de dez anos e eu virei o rifle para ele e o matei. Minha me pensou que eu teria uma chance ainda, suponho,
mas ela estava errada. Era muito tarde. J havia aprendido que o nico modo de me sentir bem era controlar as pessoas, oprimir os fracos, do modo que ele fazia.

Bankotsu a considerava fraca. Sempre havia, compreendeu Rin. Mulheres, ela supunha, em geral. Ela no era fraca, embora tivesse sido humilhada por ele a ponto de
quase perder seu esprito antes de Sesshoumaru a resgatar. Ela no se lembrava se a porta da duquesa tinha trinco. Valia a pena tentar, mesmo se s o segurasse por
pouco tempo. Talvez ela conseguisse encontrar algo no quarto para usar como arma contra ele. Ela escapuliu pela escada.

Bankotsu a agarrou antes de ela chegar  metade. Ele enfiou a mo em seu cabelo e a arrastou para trs. Ela gritou e ele fechou uma mo cruel contra sua boca. Desviando-se
ele a arrastou at o patamar do primeiro andar.

Ela lutou contra ele com todas as foras, enfiando as unhas na mo que lhe cobria a boca. Ela mordeu a palma da mo dele e ele praguejou alto e a liberou. Conseguiu
dar apenas poucos passos antes dele agarr-la pelos cabelos novamente. Ele a girou e bateu nela. Bateu com tanta fora que ela viu pontos de luz perante os olhos
antes de mergulhar na escurido.

CAPTULO 30

Sesshoumaru chegou em casa de mau humor. Havia ido  casa da duquesa-me buscar Rin apenas para descobrir que ela nem havia ido para l. O lacaio da duquesa-me
disse que a esposa havia se lembrado de um compromisso anterior. Que compromisso? Jaken o saudou na porta.

- Lady Taishou est em casa?

O homem piscou.  Acredito que sim, mi lorde. No a vejo desde que subi um pouco mais cedo para lhe informar quando o jantar seria servido.

Sesshoumaru marchou pelo mordomo e subiu. O odor de lavanda permanecia em seu quarto por causa do banho matinal de Rin. Ele inalou profundamente por um momento,
ento se dirigiu ao quarto dela. Ela no estava l. Ele olhou ao redor e viu um livro no criado mudo; por cima um pedao de papel esmaecido. Seu corao disparou.
Respirou profundamente e se aproximou da mesinha. Ele soube o que era antes de peg-lo e se certificar. O poema. Um escrito muito tempo atrs pelo primeiro Taishou
amaldioado.

Ela sabia. Certamente ela havia lido o poema e se conscientizou que estava conectado a ele e aos irmos,  maldio da famlia. Suas mos tremiam ao recolocar o
pergaminho de volta por cima do livro. Ele tinha que falar com ela sobre isso, explicar o que ele sabia, avis-la do que estava por vir, implorar para que o perdoasse
por no ter contado antes. Rezar para que no o odiasse, ou, pior, o temesse. Mas, onde ela estava? Teria fugido com medo? E se foi isso, onde buscaria abrigo?

Primeiramente, ele procuraria pela casa, decidiu. Se Jaken no a ouviu sair ela poderia simplesmente estar se escondendo. Aquele pensamento o fez se sentir fisicamente
doente. Que ela estivesse em algum lugar escondida dele, como se pensasse que ele a machucaria. E ele no sabia de fato que no o faria quando a fera o dominasse.
Sesshoumaru comeou uma busca meticulosa pela casa, tentando manter sua crescente preocupao escondida de Jaken. No encontrou a esposa, no sentiu seu cheiro em
nenhum dos quartos que no estavam em uso, ou nos quartos que seus irmos usavam quando estavam na residncia.

Acabou voltando ao quarto dela novamente, procurando por pistas que pudessem indicar para onde teria ido. Ele se moveu pelo quarto, sentindo seu cheiro, mais fortes
em alguns lugares onde ela deveria ter estado. Um desses lugares era a janela. Ele parou olhando para fora, seus pensamentos em um turbilho. Ele havia esperado
passar ainda mais uma noite com ela, outro dia quando ela o olharia e veria apenas um homem. Se ela fugiu, como o fez?

O estbulo parecia ser a prxima escolha lgica para ir. Ela deveria ter levado seu cavalo. Comeou a se voltar quando algo lhe chamou a ateno. Um lenol pendurado
na sacada da casa vizinha. O sinal da governanta para a visita de Rin quando Bankotsu saia da casa.

Ele se voltou da janela e saiu rapidamente do quarto dirigindo-se s escadas. Ele corria. Correu quando saiu da casa e pegou o caminho pedregoso para o estbulo.
A porta de trs estava fechada e trancada. Correu ao redor da casa para a entrada da frente, encontrando a mesma coisa. Sesshoumaru bateu para anunciar sua presena.
Ningum atendeu  porta. Ele se dirigiu  cocheira e olhou para dentro. A carruagem estava l, o faeton, no. No havia criados perambulando.

Sesshoumaru olhou para a sacada de onde o lenol balanava com a brisa. Aproximou-se da grade e comeou a subir. As portas da sacada no estavam trancadas. Ele atravessou
o antigo quarto de Rin e foi para as escadas. A casa estava mortalmente quieta, No havia ningum nela. Mas algum tinha de estar em casa. A duquesa, a madrasta
de Rin. Ele subiu para o terceiro andar. A porta dela estava aberta, o quarto na penumbra e a mulher adormecida. Ele se aproximou da cama e a olhou.

Algo dentro dele disse que Rin estava em perigo. Seu cheiro estava na casa... O de Bankotsu, tambm. Ele sacudiu a mulher gentilmente. Ela abriu os olhos e o encarou.

- Rin, Sua Graa? A senhora sabe onde ela est?  perguntou.

A mulher fechou os olhos novamente. Sesshoumaru se virou. Iria procurar pela casa.

- Ele a levou  veio uma voz spera da cama.  Eu a ouvi gritar. No pude fazer nada para ajud-la. Voc deve salv-la dele! Ele  um monstro!

O sangue de Sesshoumaru congelou. Bankotsu estava com Rin? Ele voltou para a cama  Onde est sua governanta? No posso deix-la sozinha.

- Ele a dispensou por essa noite, imagino  veio a resposta rouca.  A dispensou para poder praticar suas ms aes. Voc deve impedi-lo. Ele est louco. To louco
quanto o pai era. Tinha esperanas de que mudasse. Tentei salvar sua alma, mas no pude. Compreendi isso quando espancou a pobre mulher dentro de minha prpria casa.
Eu ouvi os gritos. Uma de suas festinhas que saram de controle. Ele queria jogar a culpa em outra pessoa. Disse a ele que no podia. Disse que devia confessar seus
crimes e assumir responsabilidade por eles. Ento ele se voltou contra mim.

- Eu a carregarei para minha casa, Sua Graa.  Sesshoumaru se ofereceu.

- No  ela insistiu.  Minha vida est acabada. A de Rin est apenas comeando. Ela est apaixonada. Eu a ouvi me dizer, embora no soubesse que podia entender
o que me dizia. Voc deve ir agora, encontre-a, salve-a dele.

A dama estava certa. No havia tempo a perder. Graas a Deus ele sabia onde Bankotsu estava levando Rin. Graas a Deus ele tinha a chave. Ele mataria Bankotsu hoje
a noite. Mataria por ter ousado tocar em Rin novamente. Mataria para que no a ameaasse nunca mais.

Rin abriu os olhos e viu Bankotsu encostado com o ombro na parede encarando-a. Velas tremeluziam dentro de um quarto vazio, Ela estava deitada no cho, em cima de
um colcho sujo. Seu maxilar doa. Imaginou que estava machucado e tentou erguer a mo para esfreg-la no ponto dolorido, mas suas mos estavam amarradas atrs das
costas. Tentou mover os ps. Seus tornozelos tambm estavam amarrados.

- O que vai fazer comigo?  perguntou, e odiou o tremor em sua voz. Fez com que Bankotsu sorrisse.

- No tenho certeza de que queira saber  informou.  Mas ainda assim, eu quero te contar, e vou. Lembra-se quando disse que Jenine tem problemas com suas partes
masculinas?

Ela assentiu.

- Bem, eu no lhe disse tudo.  Ele se desencostou da parede e comeou a andar de um lado ao outro em frente ao colcho. Jenine tem com certeza um problema, mas
um acidente na noite em que eu o estava entretendo, juntamente com Kagura, o fez compreender algo que o ajudou tremendamente com seu problema.

Rin tentou mover as mos. Ela estava deitada sobre elas e estava quase sem circulao. Bankotsu colocou a bota em suas costelas e a cutucou.

- Preste ateno! Voc no vai conseguir fugir!  ele lhe garantiu.  Agora, onde eu estava? AH sim, Ns estvamos bebendo e jogando cartas e eu decidi que queria
ter Kagura, ento eu a possu bem ali na sala de visitas. Parece que Jenine ficou excitado ao me assistir com ela, mas quando ele disse que era sua vez, Kagura no
o aceitou. Eu a estapeei um pouco para convenc-la a servir Jenine, mas a puta comeou a gritar e a lutar comigo.

- Minha me estava dormindo l em cima, ento eu no podia permitir que ela continuasse a gritar. Bati nela ainda mais.  Ele suspirou.  Bati muito nela. Eu a estrangulei
tambm. Jenine ficou mais estimulado pela surra que eu apliquei na mulher do que me ver fazer sexo com ela. Pensei que a tinha matado. Jenine a possuiu enquanto
pensava que ela estava morta. Minha me me chamou das escadas. No podia deixar que descesse  sala e visse a mulher morta, ento subi para conversar com ela por
pouco tempo. Jenine, o idiota, preparou-se um drink bem forte e deu as costas ao corpo ensangentado e espancado de Kagura.

- S que ela no estava morta.  Rin j sabia.

Bankotsu subitamente se abaixou e colocou as mos em sua garganta  Eu estou contando a historia! Cale a boca!

Rin arfou por ar, Bankotsu pareceu compreender que a estava matando e soltou-a. Ele se levantou, arrumou seu colarinho e continuou a caminhas de um lado a outro.

- A puta escapou pela porta de trs e conseguiu se arrastar at o vizinho e para o estbulo de seu marido. Fui atrs dela, mas ento vi o bastardo chegando em casa.
Ento percebi que foi um golpe de sorte que eu tive. Todos sabiam que os Taishou eram perigosos, eram amaldioados com a insanidade. Lorde Taishou pareceria mais
suspeito do que eu jamais seria se tivesse a m idia de chamar as autoridades, o que  claro, ele fez. Assim, tudo terminava, pensei,

Jenine queria mais, ela pensou em dizer, mas no ousou falar novamente. No com as mos amarradas s costas e sem auxilio.

- Jenine tinha se divertido tanto, disse que queria fazer novamente, e que me veria enforcado por assassinato. Fui eu, de qualquer forma, quem espancou Kagura, e
o que era responsvel por sua morte. Ento, eu estava nas mos dele, no apenas pelo dinheiro que lhe devia, mas com a ameaa de assassinato.

Bankotsu parou para secar o suor de sua testa com a manga da camisa.  Tentamos por um tempo repetir a noitada sem matar as prostitutas. No era o suficiente para
Jenine. Seu membro ficou frouxo novamente, e ns tnhamos de brincar com outros jogos para entret-lo. Ele gostava de vestir as mulheres como damas. Ele gostava
de fingir que estava possuindo uma senhorita de sociedade inocente, o que,  claro, nunca poderia fazer sem srias conseqncias... a menos at voc aparecer.

- Deveria ter previsto.  admitiu, como se o que estava dizendo fosse apenas uma ofensa simples que merecia um tapa na mo.  Ele sabia que voc no tinha famlia,
exceto eu e minha me, a quem, por falar nisso, tive de drogar para manter em silncio. Quando ela ouviu sobre a mulher morta encontrada na casa ao lado, soube que
eu era o responsvel. Ela tentou me levar s autoridades, dizer a verdade, assumir a responsabilidade pelo que havia feito. Fingi considerar, mas apenas tempo suficiente
para vici-la em um tipo especial de ch que mandei fazer para ela. Ch misturado com pio. O resto voc j sabe.

- Por que Jenine queria se casar comigo?  queria saber.

- Para que pudesse ter o bolo e com-lo tambm, querida irmzinha. Uma senhorita da sociedade que ele poderia tratar como prostituta, e quem viria a sua defesa?
Seu pai e sua me estavam mortos. Voc no tinha ningum, exceto eu. Teria sido eu, sem duvida, o pai de seu filho, Rin. Jenine no acreditava que mesmo que conseguisse
o feito, que sua semente teria fora suficiente para gerar frutos.

Ela estremeceu com algo maior que o medo, estremeceu de nojo. Rin estava tentada a provocar Bankotsu com seu conhecimento sobre o ch adulterado servido  madrasta,
mas pensou que apenas colocaria a duquesa em perigo.  O que vai fazer comigo?  repetiu a pergunta.

Ele se curvou na frente dela novamente.  O que quisermos.

De repente, ela escutou passos se aproximando do quarto. Jenine entrou pouco depois. Ele forou um sorriso para ela.  Lady Rin, Ah!  corrigiu  Lady Taishou, to
bom v-la essa noite.

- Vocs no vo se livrar dessa  Rin informou a ambos.  Meu marido sabe o que esto fazendo. Ele sabe que voc tambm est envolvido, Jenine.  Ela no sabia disso
de fato, mas suspeitava que Sesshoumaru tivesse descoberto a verdade.

- Seu marido  um peste  Jenine zangou-se  E eu no o perdoarei por ter roubado o que me pertencia por direito. Ele estragou tudo!

- Ele vai matar vocs, se qualquer um dos dois me tocar  ela garantiu a eles.

Os dois homens se olharam e apenas sorriram.  A piada  explicou Jenine   que planejamos fazer parecer bvio que ele a matou. Que ele, de fato, matou todas as
mulheres encontradas assassinadas recentemente. Voc poderia ter sobrevivido  Jenine continuou, seus lbios de peixe em outra careta horrenda.  Se no tivesse
se casado com Taishou. Ento voc seria a minha esposa e seria simplesmente forada a entreter seu irmo de criao e a mim at que cansssemos desse joguinho. 
claro que no esperava me cansar disso por um longo tempo. Voc  muito bonita, Rin.

- E voc  louco  ela se irritou  Os dois so.

- Vamos l, Bankotsu  Jenine ordenou subitamente.  Cansei de falar. Quero experimentar os encantos da dama e preciso de estimulo adicional.

Bankotsu se curvou ao lado dela. Encarou-a bem nos olhos e ela tentou apelar: - Bankotsu, por favor no faa isso  sussurrou  Sou sua irm de criao. Somos parentes.

Ele pareceu entristecido por um momento; ento seus olhos mortos desceram por seu corpo.  Tenho esperado por isso por muito tempo  confessou.  Voc se lembra
do dia em que estvamos brincando no celeiro e perguntei se voc queria jogar um jogo especial comigo?

Ela tentou se lembrar  No.  respondeu.

- Bem, seu pai se lembraria se ainda estivesse vivo. Teria te possudo, ento, mas um estpido cavalario ouviu nossa conversa e correu contar a seu pai. Foi quando
ele me expulsou de sua propriedade e disse que nunca mais queria me ver.

A confisso a deixou enjoada.  Eu era uma criana, Bankotsu!

- Uma criana muito bonita  ele se defendeu.  E uma mulher ainda mais adorvel. Vou gostar muito disso.

Ele se aproximou e rasgou o corpete de seu vestido. Rin ofegava. Tentava lutar, mas estando amarrada frustrava seus esforos. Ele puxou as partes rasgadas de seu
vestido de lado, ento removeu uma faca do cinto. Ela pensou que ele lhe rasgaria a garganta e achou isso muito melhor do que ele e Jenine haviam dito que fariam
com ela. Ao invs disso, Bankotsu comeou a cortar os laos de seu espartilho; ento, ele escorregou a faca para as finas tiras de sua combinao e as cortou. Ela
estava nua at a cintura em poucos segundos.

- Deixe-me v-la  respirou Jenine  Quero olhar para ela.

Humilhada, Rin viu Bankotsu se afastar para que Jenine se agigantasse sobre ela. Baba comeou a descer pelo canto de sua boca, e seus olhos pequenos e brilhantes
percorreram pela nudez dela.  Perfeita  ele coaxou.  Bem como sabia que seria,

Bankotsu se aproximou e agarrou seus seios. Seu aperto doloroso a fez arfar. Ele pegou a faca e se dirigiu para baixo, cortando a fina corda que a amarrava pelos
tornozelos. Uma vez livre, ela o chutou imediatamente. Ela conseguiu golpe-lo no brao e a faca escorregou de sua mo. Ele amaldioou e agarrou suas pernas, as
separando com fora antes de se arremessar para cima dela.

Seu peso retirou o ar dos pulmes dela. Ele no a tentou beijar. No tentou acariciar seus seios ou se comportar como se houvesse outras emoes a conduzir seus
desejos que no fossem a luxuria de humilh-la, estupr-la e exercer seu poder sobre ela. Ele se levantou o suficiente para empurrar o vestido para cima ao redor
da cintura; e ento rasgar sua calcinha. Os braos dela doam com o peso adicional do corpo dele pressionando o dela. A dor se tornou menos importante quando ele
conseguiu tirar-lhe a calcinha. Ela se retorceu contra ele.

- Fique parada, droga!  ele gritou com ela.

- Bata nela  encorajou Jenine de sua posio acima deles  Puna-a como todas as boas prostitutas da sociedade merecem ser punidas.

Bankotsu fechou os punhos. Ela fechou os olhos fortemente.

- Bata nela e apenas farei com que sofram mais antes de mat-los.

Rin sentiu Bankotsu congelar. Ela abriu os olhos para ver que Jenine ainda parado acima deles tambm estava congelado no lugar. Seu corao moveu-se dentro do peito.
Sesshoumaru tinha vindo. Sesshoumaru a salvaria. Ela quase desmaiou de alivio ao ouvir a voz dele.

- Saia de cima de minha mulher, Bankotsu!  ordenou Sesshoumaru.  Odiaria que a arma que tenho apontada para sua cabea disparasse e o sangue espirrasse nela.

Bankotsu saiu de cima dela.

- Jenine, voc e Bankotsu mexam-se para o canto e fiquem parados.  instruiu Sesshoumaru.

- H uma faca em algum lugar do cho  Rin advertiu Sesshoumaru  Eu a chutei das mos de Bankotsu.

- E eu tenho certeza de que um dos dois, ou os dois tm uma pistola escondida em algum lugar.  Sesshoumaru disse.  Abram seus casacos.

Os dois fizeram como ordenado. Jenine tinha uma pistola. Seu marido ordenou que ele a removesse pela coronha e a colocasse no cho, depois a chutasse em direo
a ele. Logo estava com a arma; ento Sesshoumaru andou, nunca tirando a pistola da mira dos dois homens. Encontrou a faca. Apenas ento olhou para Rin. A raiva fulgurou
em seus olhos quando a viu deitada no cho, seus seios expostos e o vestido ao redor da cintura.

Andou at ela e se curvou, seus olhos ainda observando os dois homens no canto. Sesshoumaru abaixou seu vestido at os joelhos. Colocou a faca ao lado dela, e cuidadosamente
removeu seu casaco, cobrindo sua nudez antes de coloc-la de p.

- Como me encontrou?  ela perguntou.

- Comprei essa casa hoje. No foi difcil convencer o corretor a me dizer qual propriedade Jenine estava mais interessado recentemente. Bastou comprar a casa pelo
dobro do que valia.

Bankotsu olhou acusadoramente para Jenine, obviamente por no ter previsto esse possvel desenrolar, e deu um corajoso passo em direo a eles. Sesshoumaru ergueu
a pistola.

- Adoraria que um de vocs tentasse algo enquanto corto as cordas ao redor do pulso de minha esposa.  ele disse.   tudo o que evita que eu os mate agora, mas
no forarei Rin a testemunhar a morte de vocs.

- Permita que eu chame um policial, Sesshoumaru  disse Rin.  No quero o sangue deles em nossas mos.

Ele a olhou nos olhos por um momento, e ela notou o suor em sua testa, notou tambm que a mo que usava para cortar as cordas estava tremendo. Ele parecia doente.

- Posso permitir que faa isso  concordou antes de desviar os olhos para Bankotsu e Jenine.  Sua me est se sentindo bem melhor, Bankotsu. Rin descobriu que voc
a estava drogando e pediu para a governanta parar com o ch. Ela me contou que voc estava com minha mulher.

Rin sentiu uma profunda satisfao quando o rosto de Bankotsu empalideceu e os msculos da mandbula comearam a pulsar em seu queixo.

- Bankotsu me contou sobre Kagura  Rin disse a Sesshoumaru, sentindo o sangue correr pelas mos quando as cordas foram finalmente cortadas. Ela voltou s costas
para os homens enquanto se enfiava dentro do casaco de Sesshoumaru.  ele me disse sobre o envolvimento de Jenine, tambm. Eles mataram Lydia.  Sua voz se quebrou.

- Quero que saia daqui.  Sesshoumaru disse.  Pegue meu cavalo e v.

- Encontrar as autoridades?  ela queria confirmao.

- No.  ele disse mansamente.  V at a casa de sua madrasta e cuide dela. Ela est l sozinha. Irei ter com voc em breve.

Ele ia matar Bankotsu e Jenine. Ele ia mat-los por causa dela. Conseguiria viver com a morte deles na conscincia? Poderia aceitar que o marido tivesse o sangue
deles nas mos? Ela os odiava, Bankotsu muito mais do que Jenine. Mas mat-los...

- Sesshoumaru  murmurou, colocando a mo nos braos dele.  Isso nos seguir pelo resto da vida. Deixe que a corte decida a punio deles.

- Eu decido a punio deles.  ele a repreendeu. Ele se voltou para olh-la e ela ofegou.  Seus olhos possuam agora um brilho azulado. Quando ele tinha falado,
ela viu que seu canino estava mais comprido e pontudo.

- Sesshoumaru  ela sussurrou.  O que h com voc?

Ele subitamente se dobrou em dor. Ele arfava e tentava se endireitar. Ele colocou as duas pistolas nas mos dela, pegou a faca e a arremessou pelo quarto.

- V agora!

Bankotsu se moveu em direo a eles. Rin o viu pelo canto do olho e se voltou para encar-lo, ambas as pistolas apontadas para Jenine e para o irmo de criao.
Ela conhecia armas porque seu pai a havia ensinado a us-las. Ela levantou o co primeiro de uma, depois da outra.  Para trs  advertiu,

- V, Rin  ordenou Sesshoumaru, mas ele j se dobrava novamente, obviamente em grande dor.

- No vou  disse, seus olhos indo de um lado a outro, do marido para os dois homens que matariam a ele a ela se tivessem chance.  No vou abandon-lo enquanto
est doente!

Ele ofegava em dor, mas conseguiu olhar para ela. Por um momento seus olhos clarearam.  Eu te amo, Rin. Sempre te amei. A maldio me alcanou agora. Por favor,
v.


CAPTULO 31

Lgrimas queimavam-lhe os olhos, mas ela as afastou para manter Bankotsu e Jenine em sua linha de viso. A maldio? Ela se lembrou das poucas linhas que havia lido
do poema. Algo sobre a lua o transformar, e uma besta. Acreditaria em tais coisas?

Rin sentia como se os dois estivessem muito vulnerveis, ela sentada no colcho e Sesshoumaru acocorado perto do cho. Ela se levantou do colcho e parou, suas pistolas
ainda apontadas para Jenine e Bankotsu, que olhavam para seu marido como abutres acompanhando a morte de um animal.

Repentinamente o corpo de Sesshoumaru entrou em convulso. Ele gemia, fechou os olhos e comeou a rasgar a roupa. Apenas ento ela viu as mos dele  viu que as
unhas agora sobressaiam das pontas dos dedos como garras. Ela respirou fundo e se moveu para o canto, mas ainda manteve a pistola apontada para os bandidos.

- Que diabos est acontecendo a ele?  perguntou Jenine.

Bankotsu estava obviamente muito abalado para responder. Rin olhava com horror enquanto algo tomava conta do marido. Ele se retorcia no cho. Seu corpo parecia mudar
de forma. Os cabelos cresceram mais perante seus prprios olhos  cresceram at cobrir todo seu corpo. Ele tinha cado no cho como homem, mas quando se levantou
nas quatro patas, ele era um lobo.

Um lobo com brilhantes olhos mbar e longas presas que apareciam enquanto rosnava para Bankotsu e Jenine.

- Atire nele, Rin  gritou Bankotsu.

A pistola em uma das mos tinha se balanado na direo da fera. O lobo parou tempo suficiente para girar a cabea para ela. Ela olhou profundamente dentro dos olhos
do lobo, e em algum lugar no corpo da besta ela soube que Sesshoumaru ainda vivia. Encurralado. Amaldioado. Bom Deus, ela temeu desmaiar. Mas no podia desmaiar.
Ela voltou a pistola para Bankotsu.

- No  murmurou  No vou mat-lo.

Jenine correu para a porta. A fera saltou, atacando-o. Seus gritos ecoaram na casa vazia. Bankotsu subitamente atacou Rin, tentando arrancar uma das pistolas de
sua mo. Ela sabia que se ele conseguisse, ele atiraria no lobo, matando-o, e Sesshoumaru junto com ele. Sua fora a surpreendeu. A adrenalina corria pelo corpo,
enquanto ela tentava atirar em Bankotsu com a outra pistola. Ele derrubou a pistola de sua mo, quase quebrando seu pulso no processo. Ela gemeu com a dor, mas conseguiu
chut-la para longe.

Ele a estapeou e a prensou contra a parede. A outra pistola caiu de sua mo. Bankotsu comeou a se abaixar para peg-la quando subitamente o lobo estava l, rosnando
baixo, o iridescente olho mbar focado sobre ele.

Ao invs de alcanar a arma, Bankotsu agarrou Rin e a colocou na frente dele. Ela estava face a face com a fera. O rosnado imediatamente parou. Ela olhou bem nos
olhos do lobo.  Sesshoumaru  sussurrou.  No me mate.

Seu olhar se dirigiu a Jenine, esforando-se para se arrastar pelo cho. O homem tinha a mo agarrada na garganta; sangue esguichando de uma ferida l. A bile subiu-lhe
a garganta e ela voltou o olhar para o lobo. Ele olhava para alm dela, para Bankotsu, erguendo os lbios para exibir suas presas mortais.

Bankotsu usava Rin como um escudo, mantendo-a entre ele e a fera enquanto se dirigia para a porta que conduzia para fora do quarto. O lobo rosnava baixinho em sua
garganta, seguindo, mas no atacando. O animal teria de passar por Rin para chegar a Bankotsu, e embora estivesse aterrorizada, ela compreendeu que ele no a atacaria.
Jenine fazia sons de sufocamento e tentava se arrastava para eles.

- No me deixem aqui.  disse, sua voz meramente um gorgolejo.

Uma vez que Jenine atraiu a ateno do lobo novamente, o animal o atacou. Bankotsu usou a morte de Jenine para sua prpria vantagem e rapidamente puxou Rin atravs
da porta, empurrando-a para fora e fechando a porta antes de o lobo conseguir reagir. Ela ouviu a alta pancada do animal se jogando contra a porta.

Bankotsu se virou, agarrou seu brao e a puxou com ele atravs da casa A porta da frente estava aberta e eles estavam subitamente l fora, dirigindo-se para o faeton
que havia sido deixado ao lado da casa. Outra carruagem tambm estava l. A de Jenine, ela achava, e um dos cavalos de Sesshoumaru, suas rdeas no cho.

Bankotsu dirigiu-se para o faeton e a sentou. Pegou as rdeas e as desceu sobre os cavalos e eles partiram. Estavam descendo uma rua deserta quando ocorreu  Rin
que estava partindo com o homem que planejava mat-la essa noite. Ela estava em choque, compreendeu. O carro se movia muito rpido para ela pular. Embora achasse
que como iria acabar morta, seria melhor que fosse pela prpria mo do que pela de Bankotsu. Ela tinha se preparado mentalmente para pular, mas hesitou fisicamente,
o que lhe custou.

Como se adivinhasse suas intenes, seu irmo de criao a golpeou e a deixou desorientada. Ela oscilou, pensou que poderia mergulhar para fora do faeton e morrer
apesar de tudo, antes de perder a conscincia.

Quando acordou, Rin estava deitada em uma cama, em um quarto que reconhecia. O da casa de Bankotsu. Ela lutou para se levantar, retrocedendo com a dor no pulso e
no rosto onde Bankotsu havia batido, no apenas uma, mas vrias vezes desde que a atraiu para a casa da duquesa. A razo da dor de Rin estava sentado em uma cadeira
em frente  lareira fria, olhando para ela.

- Com que diabos se casou?  perguntou  Um monstro?

Sua mente iria logo rejeitar tudo que tinha visto anteriormente. O que quer que Sesshoumaru fosse, e ela no tinha certeza ela mesma, ele no era to monstro como
o homem que estava sentado em sua frente. Sesshoumaru a reconhecera, no a atacara, tentou proteg-la, mesmo quando a fera o dominou.

-  a maldio dele!  entendeu repentinamente. Aquela que ele havia tentado manter em segredo. Aquela a que seu antepassado descreveu no poema. Ela desejou ter
tido tempo de ler o poema todo. No sabia com o que estava lidando, com o que Sesshoumaru estava lidando.

- Pensei que ele fosse amaldioado com a insanidade. O que vi foi impossvel  disse Bankotsu, e ela percebeu que a tenso do que havia testemunhado conseguiu penetrar
at mesmo em sua alma demonaca. As mos dele tremiam visivelmente quando ele correu os dedos pelos cabelos.  Se todos souberem da verdade, o caaro como animal
que  e o mataro.  ponderou.  Tudo isso ser muito vantajoso para mim.

No demorou muito para que seu irmo de criao voltasse sua ateno para sua grande preocupao... ele mesmo.  Como planeja tirar vantagem disso, Bankotsu?  ela
provocou.  Voc  um assassino. Eu posso testemunhar isso. Sua me tambm.

Ele acenou com as mos.  Nenhuma de vocs representa perigo. J forcei minha me a beber mais ch. Est dormindo agora. Quando Mary chegar, eu a mandarei embora.
Resta lidar apenas com voc, Rin.

Rin se perguntou se Bankotsu sabia que o ch na lata no era mais a mistura especial. Ela olhou pelas janelas da sacada, surpresa por perceber que o amanhecer j
estava clareando o cu. Ela deve ter ficado inconsciente por horas.

- Tenho certeza de que Jenine j no est mais vivo.  disse Bankotsu.  Seu corpo ser encontrado na casa que pertence a ningum mais do que seu marido. Lorde Taishou
 agora um animal. Ele permanecer nessa forma, no ?

Oh Deus! Ela no havia pensado nisso. Ficaria ele? Mas no, seu ancestral que havia escrito o poema havia sido amaldioado. Um animal no poderia escrever um poema.
O pai de Sesshoumaru tambm havia sido amaldioado. Ele se matou. Um animal no pode colocar uma pistola contra a cabea e puxar o gatilho. Ela no tinha idia de
como estaria Sesshoumaru nesse exato momento. Um homem ou ainda lobo.

Ela tinha certeza de que se ele pudesse, ele viria para salv-la de qualquer forma. Mas como ficar viva at ele chegar?

- Ningum sabia que voc tinha partilhava com Jenine algo alm do amor pelo jogo  ela disse.  Mas se voc matar a mim e a sua me, a suspeita cair naturalmente
sobre voc.

- Minha me continuar  beira da morte por mais um tempo  disse. Ele voltou os olhos frios para ela.

- Mas se voc for encontrada morta, e o corpo de Jenine for encontrado em uma casa comprada recentemente pelo seu marido, todos assumiro que vocs simplesmente
se tornaram duas vitimas a mais de Taishou.

E Bankotsu se safaria dos assassinatos. Ela precisava conseguir mais tempo para si.  O que o faz pensar que eu quero ficar com um homem...com um homem que no 
mais humano?  perguntou, tantas emoes se agitando dentro dela. Medo, choque, e pior, preocupao com Sesshoumaru e o que aconteceu com ele, e o que aconteceria
com ele no futuro.  Talvez possamos fazer um acordo.

Bankotsu arqueou a sobrancelha.  Boa tentativa, Rin.  disse.  Voc no conseguiu nem atirar nele, mesmo com a sua prpria vida correndo risco. Voc est apaixonada
pelo monstro.

Ela pensou no que disse Bankotsu. Suas emoes eram cruas, limpas e machucadas como seu rosto. Ela olhou bem dentro de seu corao, tinha de julgar Sesshoumaru com
o que sabia dele antes da noite passada. Ele no lhe dissera a verdade, mas teria ela acreditado nele sem que tivesse visto ele se transformar bem em sua frente?
Ele a havia protegido, tinha cuidado dela, feito amor com ela. Tinha jurado nunca am-la, mas em seu corao ela sabia que ele a amava, e noite passada ele confirmou
tal fato. Ele fez o que foi preciso ser feito quando Bankotsu e Jenine ameaaram a vida dela, primeiro na forma de homem e ento na forma de um lobo.

- Ele pode ser um monstro  admitiu.  Mas no chega nem perto do quanto que voc o .

- No precisava acabar dessa forma  Bankotsu ps-se de p e se aproximou da cama sobre a qual ela estava - Voc no devia ter me abandonado, Rin. Ao menos debaixo
do meu teto, voc poderia continuar viva.

Ela enfrentou o olhar dele.  No considero viver debaixo de sua tirania, sendo abusada e usada para quaisquer benefcios que esperava ganhar com minha pessoa, vida.

Ele sorriu com ar triste para ela.  Ento no se importar muito em morrer.


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Ele acordou nu e tremendo, deitado perto de um homem morto. Sesshoumaru rolou para longe de Jenine, enojado pelos olhos sem viso do homem e da ferida aberta em
sua garganta. Olhou em redor pelo quarto vazio onde as velas queimaram at derreter e para o colcho sujo e o cobertor jogados no cho. Ento ele se lembrou. Rin.
Bankotsu. E a maldio que caiu sobre ele enquanto estava tentando evitar que sua esposa fosse assassinada.

Sesshoumaru agarrou o cobertor do colcho e o enrolou em seu corpo tremulo. A preocupao revirou suas entranhas e aumentou o enjo que sentia no estmago. Ele olhou
para a porta fechada. O que encontraria do outro lado? Tinha medo de olhar. Ele no conseguia se lembrar do que aconteceu depois que a maldio o transformou. Teria
Rin morrido de choque ao v-lo se tornar um monstro?

A porta tinha marcas profundas de arranhaduras, e ele olhou para as mos. As pontas de seus dedos estavam ensangentadas, suas unhas curtas quebradas e irregulares.
Ele se lembrou da ltima coisa que disse a Rin. Disse que a amava, mas ser que a matara? Vagarosamente, ele se levantou e se aproximou da porta fechada.

Ele a abriu e olhou pelo pequeno corredor para encontrar a porta da frente ainda aberta. A luz da manh tentava penetrar nas trevas da casa. Uma olhada para fora
mostrou que uma carruagem e um cavalo estavam parados ao lado da casa, e o seu cavalo ainda estava l, de cabea baixa, rdeas tocando o cho. O faeton que tinha
estado l quando ele chegara ontem a noite tinha sumido.

Bankotsu escapou...e Sesshoumaru tinha o pressentimento, um grande pressentimento de que ele levou Rin junto. Ela estava em perigo, se Bankotsu ainda no a tivesse
matado, mas no, Sesshoumaru no podia aceitar isso. Ela tinha de estar viva; ele no permitiria que ela morresse. E ele devia salv-la, embora tudo o que quisesse
fazer no momento fosse fugir e se esconder do mundo. Se enterrar na autocomiserao que ameaava subjug-lo. Mas ele no podia. No ainda. Rin precisava dele.

Ele se voltou e retornou pelo corredor at o quarto onde jazia o corpo de Jenine. As roupas de Sesshoumaru estavam rasgadas no cho. Ele no tinha escolha a no
ser tirar as roupas de Jenine. Sesshoumaru o fez rapidamente, tentando no olhar para o homem. Ele no se sentia culpado. Um animal matou outro. Era da natureza.
As calas de Jenine eram muito largas e curtas, mas ele conseguiu se fazer um cinto com as cordas que amarraram Rin. Ele tirou o casaco de Jenine, no removendo
a camisa ensangentada do homem. Sesshoumaru calou as botas e depois rolou Jenine para o cobertor. Levantou o peso morto do homem sobre os ombros, carregou-o para
fora, jogou o corpo em seu carro, e se aproximou dos cavalos do falecido, felizmente no os cinzas que havia vendido para ele, mas um par de pretos no to bonitos.

Os cavalos bufaram e se assustaram com sua aproximao. Mesmo seu prprio cavalo, o lindo castanho que usara por ser o mais rpido, se encolheu. O cheiro de Sesshoumaru
estava diferente agora, compreendeu. Os cavalos tinham medo dele. E Rin  quando ele a encontrar e a resgatar, ter medo dele tambm? Ele no podia pensar nisso.
S podia pensar em encontr-la, ter certeza de que ela estava segura.

Bankotsu deve t-la levado para sua casa, suspeitava Sesshoumaru. O homem deveria estar to disperso e chocado quanto Rin e Jenine ficaram ao v-lo se transformar
em uma fera. Bankotsu no devia estar pensando claro o suficiente para levar Rin para qualquer outro lugar.

Sesshoumaru lanou os cavalos e o carro partiu rua abaixo, carregando o cadver de seu proprietrio, ele esperava que de volta para a casa de Jenine, onde os cavalos
tentariam voltar automaticamente. Ele se aproximou de seu amedrontado castanho, usando tons de amansamento para que o animal o reconhecesse. Ele estendeu sua mo
e o cavalo o cheirou. O cavalo continuava arisco, mas Sesshoumaru no tinha tempo para acalm-lo mais.

Sesshoumaru montou o cavalo; ento estavam correndo pelas ruas. Ele tinha de chegar  Rin. Era o nico pensamento que se permitia ter. Esse pensamento e uma orao
para que quando a encontrasse no fosse tarde demais.
CAPITULO 32

Musica: Evanescence: Give Unto Me

"D Para Mim"

I've been watching you from a distance
But distance sees through your disguise

- No vou me aquietar.  Rin garantiu a Bankotsu.  No vou me acovardar com a dor de seus punhos, ou lhe dar o poder de me amedrontar. Voc no ter satisfao
ao me matar, Bankotsu. No permitirei.

Eu tenho te observado de uma distncia
A distncia v atravs do teu disfarce

Seu sorriso se apagou  Bravas palavras para uma mulher  ele zombou.  Vamos ver quo corajosa  quando eu a jog-la na cama e a possuir.

All I want from you is your hurting

Palavras corajosas realmente. O pensamento de Bankotsu a possuindo fez com que a repulsa a inundasse. Apesar da reao, ela levantou o queixo.  Fui amada e amei
o homem que escolhi, o homem que conquistou meu corao. No h nada que faa comigo que apague a memria do que ele e eu compartilhamos juntos.

Tudo o que eu quero de ti  a tua mgoa

O rosto do irmo se transformou numa mscara vermelha de irritao. Quo frustrante sua vida deve ter se transformado desde que casara com Sesshoumaru. T-la to
perto, mas ao mesmo tempo to longe de seu alcance. Ela iria pagar o preo por sua raiva represada. Disso ela no tinha dvidas. Rin se preparou para a dor que iria
sentir. Ela procuraria no centro profundo a sua fora e reconquistaria o orgulho prprio que ele havia roubado dela. Orgulho que Sesshoumaru lhe devolvera.

I want to heal you
I want to save you from the dark

Ela firmou o olhar sobre BanKotsu enquanto ele se aproximava. Ela curvou seus dedos em forma de garras, esperando que suas unhas conseguissem cortar e rasgar, desejando
nesse instante que estivesse amaldioada como Sesshoumaru. Pois sua maldio havia sido uma beno noite passada. Uma ddiva que a havia salvado de ser estuprada
por dois homens, ao invs de apenas um.

Eu quero te curar
Eu quero te salvar do escuro.

- Voc no tocar nela, Bankotsu.

A ordem a surpreendeu. Surpreendeu Bankotsu, tambm. Ele se voltou rapidamente. A duquesa estava parada na porta, apoiando-se no batente para se sustentar.

- A senhora no devia estar aqui  ele rosnou.

Sua me parecia se esforar para ficar estvel.  Deveria ter sido capaz de vir ajudar Rin antes.  ela argumentou, sua voz ainda spera.  H meses voc me mantm
prisioneira do vcio a que me subjugou. Sabia que ela estava aqui, Sabia quando ela me visitava que seu corao estava pesado, que voc era cruel com ela, mas no
podia fugir das amarras do vcio para ajud-la, at mesmo para dizer que entendia seu sofrimento.

Give unto me your troubles
I'll endure your suffering

Os olhos de Rin encheram-se de lgrimas. Ela havia desejado que sua madrasta soubesse que estava com ela e que se preocupava profundamente com a senhora. Deve ter
sido horrvel ser prisioneira em seu corpo inativo enquanto a mente ainda estava apta para entender as injustias que aconteciam ao ser redor. As injustias sendo
praticadas pelo prprio filho.

D para mim a sua pertubao
Eu vou suportar o teu sofrimento

- Deveria t-la matado h muito tempo, me.  disse Bankotsu.  Calado sua voz de bondade e responsabilidade para no ter de ouvi-la novamente. Vocs so fracas.
Da mesma forma que no enfrentava meu pai quando ele a espancava, mesmo quando me espancava, voc no me enfrentar hoje. Volte para o seu quarto. Lidarei com voc
mais tarde.

- No  disse a duquesa, e sua voz soou mais forte.  No desta vez, Bankotsu. Pensei que pudesse ajud-lo, mas voc est alm da ajuda. Voc  filho de seu pai,
e tudo o que odiava nele voc possui agora dentro de voc. Rin sempre foi uma criana querida. A inocente em toda a escurido que voc trouxe para a vida dela. No
pude salvar voc, mas vou salv-la.

Place onto me your burden
I'll drink your deadly poison

Assim dizendo, a dama levantou uma pistola. Onde a duquesa conseguiu a arma, Rin no saberia dizer, nem se importava. Alivio tomou conta dela. Rin estava para se
levantar da cama e se dirigir para a madrasta quando Bankotsu atacou. Ele se moveu com a velocidade de um raio e estava em cima da me antes de ela conseguir puxar
o co da arma e atirar. Ele a atirou ao cho. Rin gritou e disparou da cama. Ela pulou sobre as costas de Bankotsu, atingindo-o com os punhos para impedi-lo de machucar
a me.

coloque sobre mim o seu fardo
Eu vou beber o teu veneno mortal

Com um grito de indignao por se ver ameaado por duas mulheres, Bankotsu conseguiu agarrar Rin pelos cabelos e a puxar de cima dele. Ela caiu pesadamente no cho,
seu couro cabeludo doendo no lugar em que Bankotsu a agarrou. De repente ele agigantou-se sobre ela e o dio em seus olhos dizia que agora ele no a estupraria.
J havia acabado a pacincia para prolongar sua morte. Ele se inclinou e colocou as mos ao redor do pescoo dela, impedindo a passagem de ar.

Rin enfiou as unhas nas mos dele. Ela arfava, mas o ar no lhe chegava aos pulmes. O som de vidro quebrando desviou a cabea de Bankotsu para as portas da sacada.
Ele afrouxou o aperto e Rin conseguiu respirar pesadamente. Atravs dos olhos marejados ela viu um homem se levantar do cho. Um homem alto, seus cabelos prateados
soltos de modo selvagem ao redor dos ombros. Ele usava um casaco aberto que era muito pequeno para ele, seu largo peito nu. Parecia um pirata. Parecia meio maluco,
e ela nunca se sentiu to feliz ao v-lo na vida.

Why should I care if they hurt you?
Somehow it matters more to me.

- Taishou  Bankotsu murmurou. Ele se afastou de Rin, encarando Sesshoumaru.

- Eu lhe disse que se tocasse nela novamente, eu lhe mataria.  disse Sesshoumaru  Considere-se morto.

- V...voc era um lobo  Bankotsu gaguejou.  Eu vi com meus prprios olhos.

- E agora eu sou um homem.  Sesshoumaru andou cuidadosamente at seu irmo de criao  Um homem que ter a certeza de fazer com voc nunca mais ameace Rin.

Porque que devia me importar se eles te magoarem?
De alguma maneira me importa mais

Bankotsu tentou correr. Sesshoumaru o agarrou num piscar de olhos. Seu marido podia ser um homem essa manh ao invs de uma fera, mas no mostrou piedade. Ele socou
Bankotsu to fortemente que o homem se dobrou no cho; ento Sesshoumaru se abaixou, o ergueu e o atingiu novamente. Rin no tinha dvidas sobre o destino de Bankotsu.
Ela engatinhou at a duquesa, que ainda estava deitada no cho.

- Sua Graa  ela gemeu, colocando a cabea da madrasta no colo  A senhora est bem?

A mulher abriu os olhos  Me perdoe, Rin  ela implorou  Me perdoe por ser o instrumento que Bankotsu usou para prend-la a esta casa. Meu corao se partiu quando
deixei seu pai. Acreditava tolamente que poderia ajudar a meu filho  que poderia mudar-lhe o carter  mas ele foi deformado h muito tempo atrs por causa da violncia.

Than if I were hurting myself

- Quieta.  Rin sussurrou  A senhora no deve se culpar. A senhora foi boa comigo, me amou e enquanto eu a tive, a me que sempre desejei a vida toda, nunca poderei
culp-la pela crueldade de Bankotsu para comigo. Eu a levarei comigo para longe dessa casa.

A dama fechou os olhos como se sentisse dor. Ela apertou a mo de Rin.  Meu tempo j acabou. O seu apenas comeou.

Do que se estiver magoando a mim mesma

As lgrimas corriam pelo rosto de Rin. Ela temia que a duquesa estivesse morrendo. A julgar pelos sons dos punhos de Sesshoumaru esmagando Bankotsu, ele logo estaria
morto tambm. Ela tinha de conseguir ajuda para a madrasta.

- Sesshoumaru! Temos que conseguir um mdico para Sua Graa!

Seu marido parecia surdo a seus apelos, to focalizado estava em matar Bankotsu, espancando-o at a morte. Seu irmo de criao parecia inconsciente. Rin se levantou
do cho e correu para Sesshoumaru. Ela agarrou o punho que ele havia trazido para trs para armar outro golpe.

Save you (save you)
I'll save you

- Sesshoumaru!  gritou para penetrar na nvoa de raiva que obviamente lhe cobria o crebro.  Minha madrasta! Ela est morrendo. Devemos ir buscar ajuda!

Por um momento, Sesshoumaru apenas olhou para Rin, como se sua ateno no se fixasse tempo suficiente para entender o que ela dizia. Finalmente seu punho caiu ao
lado do corpo. Ele deixou que Bankotsu escorregasse para o cho. Ela puxou Sesshoumaru para onde a dama estava cada. Ele se curvou sobre ela. Rin ao lado dele.

Te salvar (Te salvar)
Eu vou te salvar

- Bankotsu lhe aplicou um golpe mortal  ela explicou ao marido.  Temo que ela no resista.

- Sua Graa?  Sesshoumaru chamou gentilmente.  A senhora esta me ouvindo? Fique conosco!

A mulher abriu os olhos novamente e olhou para Sesshoumaru.  Eu conheo voc  ela sussurrou.  Voc mora na casa vizinha. Ouvi coisas a seu respeito, mas se Rin
o ama, voc deve ter um bom corao. Cuide dela.

- No  a voz de Rin falhou.  No me deixe, Sua Graa! Todos aqueles a quem amei me abandonaram.

- Vocs dois devem ir  Sua madrasta de repente lutou para tentar se levantar.  No queria que esse negcio seguisse Rin. Coloquei fogo no andar superior.

Give unto me your troubles
I'll endure your suffering

Rin estava to envolvida no que estava acontecendo que nem sentiu o cheiro de fumaa. Agora ela percebeu.  Temos de sair daqui  disse freneticamente a Sesshoumaru.

Ele concordou e rapidamente se voltou para levantar os ombros da duquesa. Rin se perguntou por que a mulher olhava por cima dela. Por que os olhos da duquesa se
arregalaram subitamente. Ela se voltou e viu Bankotsu, ensangentado e espancado, se agigantando sobre ela, o atiador da lareira erguido por sobre as costas dela.

D para mim a sua pertubao
Eu vou suportar o teu sofrimento

- No.  gritou Sesshoumaru, mas antes que ele pudesse soltar a duquesa e se atirar sobre o homem um tiro soou. Um pequeno buraco apareceu na testa de Bankotsu,
e ele caiu para trs. Rin virou a cabea rapidamente para olhar para Sesshoumaru. Ele no estava com a pistola. A duquesa conseguiu erguer a arma e matar o filho.
A dor espalhou-se por seu rosto; seus olhos se firmaram em Rin e ela viu a luz da vida se retirando deles.

- Seja feliz  ela murmurou antes de cair sobre os braos de Sesshoumaru, seus olhos sem vida olhando para cima.

Place onto me your burden
I'll drink your deadly poison

- Sua Graa  Rin cobriu o rosto com as mos. Ela sentiu as mos de Sesshoumaru em seus ombros pouco depois.

- Ela se foi, Rin. Temos que sair daqui. Agora!

A fumaa comeava a engasg-la. Ela tossiu. A prxima coisa que percebeu foi que Sesshoumaru a pegou nos braos e correu pelo corredor em direo s escadas. Ela
se agarrou a ele, seus pulmes doendo enquanto a fumaa comeava a atingir o primeiro andar. Ele a colocou no cho na porta da frente, se apressando com as trancas.
Ele escancarou a porta, pegou a mo dela e a puxou para fora. Pegou-a nos braos e correu pelo gramado.

coloque sobre mim o seu fardo
Eu vou beber o teu veneno mortal

No estbulo, ele parou para gritar com os cavalarios para juntar os cavalos e os remover. Ele a carregou pelo caminho pedregoso e praguejou contra Jaken por no
abrir a porta, pois teve de desc-la ao cho para realizar a tarefa. Rin entrou antes dele.

- Jaken!  gritou Sesshoumaru.

O homem veio correndo.

Give unto me your troubles
I'll endure your suffering

- A casa vizinha est em chamas. Mantenha os olhos abertos. O fogo pode se espalhar.

D at mim a sua pertubao
Eu vou suportar o teu sofrimento

- Muito bem, milorde.  Jaken disse e correu para fora.

Pegando-a pela mo, Sesshoumaru conduziu Rin para cima. Chegando ao quarto, ele comeou a tirar suas roupas esquisitas. Rin percebeu por que. Eram de Jenine. Depois
de despir as roupas e as empilhar ele disse.  Queime-as, Rin.

Ele comeou a tirar roupas de seu guarda-roupa. Rin percebeu que ainda estava em choque, pois no conseguia fazer nada a no ser olhar enquanto ele se vestia apressadamente.

- Farei com que meu condutor a leve para a casa da duquesa-me.  disse, puxando uma camisa sobre a cabea.  Voc deve dizer que quando a coloquei em segurana,
voltei esperando resgatar seu irmo de criao e sua madrasta. Voc nunca mais me viu, entendeu?

Place onto me your burden
I'll drink your deadly poison

Ela piscou para ele.  Que? No, eu no entendi.

Ele no se aproximaria dela.   a melhor maneira, Rin. Agora voc sabe por que eu no podia am-la, por que eu no podia lhe dar filhos. A maldio passa de semente
a semente. No poderia fazer isso com meus filhos. No poderia fazer isso com voc.

Com tudo o que acontecera, tudo que fora forada a testemunhar e forada a agentar ela no entendia o que ele estava dizendo. Subitamente, ela entendeu.  Voc
est me deixando!

coloque sobre mim o seu fardo
Eu vou beber o teu veneno mortal

- Eu a estou poupando  ele corrigiu.  Junte tudo o que precisa levar com voc at a casa da duquesa-me. Eu tomei providencias com relao a voc, Rin. Voc est
livre agora. Jenine e Bankotsu no podero mais amea-la. Voc pode viver a vida.

- Mas no ter uma vida com voc.  ela compreendeu.

Ele desviou os olhos dela. Ela pensou ter visto por um instante o brilho de lgrimas em seus olhos.  No. No comigo. Adeus, Rin. Lembre-se de mim como um homem,
e no no monstro em que me transformei.

Ele se afastou dela e saiu do quarto. Rin estava congelada no lugar. Ela ainda tinha de examinar a fundo tudo o que acontecera desde a noite passada. Sua mente ainda
no tinha aceitado as coisas que vira, o terror de estar a merc de Bankotsu e Jenine, o que acontecera a Sesshoumaru quando viera socorr-la, a morte da madrasta.
Ainda assim, havia uma coisa que Rin sabia com certeza. No podia terminar desse modo. Ela correu para fora do quarto de Sesshoumaru at o topo das escadas.

Fear not the flame of my love's candle
Let it be the sun in your world of darkness

- Sesshoumaru!  gritou, sua voz ferida pela emoo.

Ele havia partido.

No temas a chama da vela do meu amor
Que fique o sol no teu mundo de escurido

CAPITULO 33

- Sinto muito, Rin, querida  disse a duquesa-me, dando tapinhas em sua mo.  Encontrei a duquesa em vrias ocasies e gostava muito dela.

Rin bebeu um golinho do ch que a duquesa-me havia pedido para ela to logo chegou.  Ela era uma dama adorvel  respondeu automaticamente. Suas emoes haviam
passado de cruas para dormentes.

- Seu irmo de criao, porm, acho que no o conhecia bem  disse cuidadosamente a duquesa-me.

- No sofro por ele  Rin bebeu outro golinho de ch, agradecida pelo calor que se espalhava da garganta ao estmago.  No devemos falar sobre ele.

Seguiu-se um momento de silncio.  Onde est Sesshoumaru, Rin?  perguntou a senhora.  Cuidando dos preparativos para voc?

Ela olhou fixamente para a xcara de ch, como se uma resposta apropriada fosse aparecer a.  Ele disse que devo dizer a todos que ele morreu.

A xcara da duquesa chocalhou contra o pires quando ela a colocou de lado.  O que est acontecendo, Rin?

Devagar, Rin levantou os olhos.  Sesshoumaru est...ele no  ele mesmo.

- Oh puxa!  disse a senhora suavemente  Ento aconteceu. Bem como temi que acontecesse.

Ainda cuidadosa com suas palavras, Rin perguntou: - A senhora sabe sobre ele? Sobre sua famlia?

A mulher acenou com a cabea  Apenas o que a me dele me contou naqueles dias terrveis em que se perdeu. Uma histria chocante. Pensar-se-ia que ela enlouqueceu
por dizer tais coisas.

- Apenas que a senhora sabia que ela no estava louca  disse Rin.  Ela ainda amava ao marido?

- Voc quer dizer depois da maldio o dominar, ou depois de ele se matar por causa disso?

- Depois que o dominou?  especificou Rin.

O sorriso triste da duquesa-me tocou Rin.  Sim! Mas ele no lhe deu tempo para contar a ele que no fazia diferena para ela. Ele acreditou no pior. E penso que
temia machuc-la e aos filhos. Ele escolheu a soluo mais simplista para o problema, como os homens geralmente fazem.

Como Sesshoumaru estava fazendo tambm, obviamente. Rin aprendeu algo durante os poucos meses que estava em Londres. A vida no era to simples, nem o amor, parecia.
Ela no tinha tido tempo de absorver tudo o que acontecera com Sesshoumaru, e se isso havia mudado seus sentimentos por ele. Parecia absurdo que no mudar, e ainda
assim seu corao doa muito mais do que seu corpo machucado. Seu corao doa por Sesshoumaru e pelo futuro que o destino teimava em roubar deles.

- Voc parece acabada, querida  disse a duquesa-me.  E voc cheira a fumaa. Permita-me que mande lhe preparar um bom banho; ento voc deve descansar. Pedirei
que preparem um quarto de hspede para voc.

- Estou cansada  admitiu.  E aprecio muito sua hospitalidade, Sua Graa.

- Sesshoumaru estava certo ao mand-la para mim. Acompanhe-me querida.

Rin colocou a xcara do lado e se levantou. Cansadamente seguiu a dama para um quarto no piso superior. A cama a chamava, mas esperou pacientemente enquanto a duquesa-me
apressava os empregados para preparar-lhe um banho e a deixar o mais confortvel possvel. Uma jovem criada a ajudou. Fazia um longo tempo, parecia, desde que Rin
teve esse luxo. No desde a pobre Lydia morrer, ou melhor, ser assassinada pelo seu irmo de criao.

Ela se permitiu ser mimada, ser despida e ajudada no banho. Ela havia trocado o vestido e roupas de baixo destrudas antes de a carruagem de Sesshoumaru a conduzir
 casa da duquesa. Agora Rin estava dentro de uma banheira com gua quente e deixou que a criada a lavasse da cabea aos ps. Depois, Rin se viu entre os frescos
lenis da cama. O cansao rapidamente a arrastou.

Ela dormiu profundamente enquanto a tarde se tornava noite. Quando acordou, pensou em Sesshoumaru. O que ele estaria pensando? O que estaria fazendo? O que ela devia
pensar e fazer? Devia fazer o que pediu e dizer a todos que ele morreu no incndio? Mesmo sabendo que seria melhor se ela mentisse, ao menos melhor para ela, Rin
no sabia se poderia cortar para sempre os laos que a prendiam a Sesshoumaru Taishou.

Tinha de v-lo novamente. Se ela o visse, seu corao falaria por ela. Ela havia dito  madrasta que todos a quem amara a abandonaram. Agora o marido queria abandon-la.
Poderia permitir que ele lhe desse as costas e ao amor que dizia ter por ela no corao? Poderia voltar as costas a ele? Mesmo com a maldio, poderia se afastar
e nunca olhar para trs?

Eram essas as questes que tinha de responder. Questes que Sesshoumaru tinha de responder tambm. Rin se levantou e encontrou suas roupas colocadas de forma organizada
perto da cama. Ela se vestiu apressadamente, ento desceu para agradecer  duquesa-me pela hospitalidade e para pedir emprestada a carruagem.

- Esqueci de lhe dizer  a senhora falou quando a acompanhava at a porta.  Ontem quando voc no veio na prova das roupas, fui em frente e escolhi uns poucos modelos
e tecidos para voc. Sou boa em adivinhar medidas e espero que no se importe, mas pensei que precisava de alguns itens de imediato. Devero ser entregues dentro
de poucos dias e os enviarei a voc assim que possvel.

Lindos vestidos pareciam sem importncia para Rin nesse momento. Apenas queria estar bonita para Sesshoumaru  Obrigada, senhora.

- Tem certeza de que no quer ficar mais um tempinho, talvez apenas essa noite?

Rin sacudiu a cabea.  Sinto que devo ir para casa.

A duquesa-me tocou o brao de Rin. Sua testa enrugada  Tem certeza de que estar segura, Rin?

Seu primeiro instinto foi dizer no, ela no estava certa, mas bem no fundo de seu corao, Rin sabia que Sesshoumaru, apesar do quem ou o que era, nunca a machucaria.
 Ficarei bem  tentou assegurar  duquesa.  Logo mando notcias.

O temor de Rin crescia enquanto a carruagem atravessava as ruas de Londres em direo a casa. A noite estava chegando. Sesshoumaru se transformaria na fera novamente
essa noite? Transformar-se-ia todas as noites agora? Ela precisava perguntar a ele sobre a maldio. Precisava ler o poema.

A casa que o pai havia comprado para a madrasta estava em runas. A fumaa ainda se erguia da cinza escura que cobria o cho. Rin notou que o fogo no se espalhou.
O estbulo de Sesshoumaru parecia intocado, bem como o lar que dividiam, ou ao menos costumavam dividir.

Jaken lhe abriu a porta to logo chegou em casa. Sua presena rgida era um conforto para ela.  Lorde Taishou est em casa?

- Tem estado no quarto desde que a senhora saiu pela manh.  Jaken a informou  Disse que no era para ser perturbado a noite toda. Disse-me para tirar a noite
de folga...Devo mudar meus planos, Lady Taishou?

- No ser necessrio, Jaken.  disse.  No quero ser perturbada tambm.

- Muito bem ento, milady. Deixei um jantar frio preparado caso algum dos dois tenha fome.

- Obrigada, Jaken. Boa noite.  disse enquanto subia as escadas.

A porta de Sesshoumaru estava fechada. As duas, percebeu logo. Rin se dirigiu para o criado mudo. O poema ainda estava em cima do livro que emprestara do quarto
de Sesshoumaru. Ela o pegou e leu:

Maldita seja a bruxa que me amaldioou.

Eu pensei que seu corao era puro.

AH! Nenhuma mulher entende o dever,

Seja ele a famlia, o nome ou a guerra.

Eu no encontrei modo algum de quebr-la

Nenhuma poo, encantamento ou faanha.

Do dia em que ela rogou a maldio,

Ela passar de semente a semente.

Trado pelo amor, meu prprio idioma falso,

Ela ordenou  Lua para me transformar.

O nome de famlia, antes meu orgulho,

Tornou-se a besta que me assombra.

E na hora da morte da bruxa

Ele me chamou ao seu lado.

Sem clemncia, nenhuma compaixo,

Ela falou antes de morrer:

"Procure e encontre seu pior inimigo,

Seja bravo e no fuja.

O amor  a maldio que te prende

Mas  tambm a chave para te libertar."

Sua maldio e charada  minha destruio,

Essa bruxa que eu amei e com a qual no pude casar.

Batalhas eu lutei e ganhei,

E ainda derrotado eu fiquei em meu lugar.

Aos Taishou que sofrem meus pecados,

Aos filhos que no so nem homens nem bestas,

Desvendem o enigma que eu no resolvi

E se livrem dessa maldio.

Taishou

No ano do Senhor de 1715.

Rin piscou na ultima linha. Se livrem da maldio? Ento havia esperana? Por que Sesshoumaru no lhe disse que podia quebrar a maldio? Ento no estava tudo to
certo e condenado como ele a levara a acreditar? Ela tinha de perguntar a ele, decidiu.

Ela se voltou para a porta que os separava, surpresa ao v-lo parado na entrada a observando.

- Voc devia ter ficado com a duquesa-me  disse.  Est quase anoitecendo. Voc no estar segura comigo.

- Por que no me disse que a maldio pode ser quebrada?  exigiu ela, ignorando seus avisos.

- Por que no sabemos exatamente o que fazer para quebr-la.

Rin andou at ele, o poema nas mos.  O poema mostra o caminho. Diz para procurar o seu maior inimigo, ser corajoso e no fugir.

Ele passou uma mo pelos cabelos desgrenhados.  Eu procurei meu pior inimigo. Enfrentei Jenine e Bankotsu, e no fugi. Qualquer um que a machuque  meu pior inimigo,
Rin.

- Mas ontem  noite voc os enfrentou. Talvez hoje a noite no acontea novamente.

Ele a olhou com expresso severa.  No quero voc aqui em casa  disse.  No quero voc perto de mim.

Suas palavras a machucaram, porque ela temia que significassem mais do que essa noite. Temia que significasse para sempre.  Por que voc no luta?  perguntou.
 Por que no luta por ns?

Subitamente ele a agarrou pelos ombros, trazendo-a para perto dele.  Quebrar a maldio no deve ser to simples. Voc o leu inteiro? Leu a parte em que ele diz
que "Batalhas lutei e ganhei / e ainda derrotado eu fiquei no meu lugar"? Se isso no a balana, olhe para mim. Olhe bem de perto, Rin.

Ela o encarou. Seus dentes estavam maiores. Ela olhou para as mos dele que pressionavam seus ombros. Suas unhas pareciam garras.  No!  sussurrou, seu corao
se partindo.

- Sim!  ele sibilou.  Est comeando a me tomar agora. Voc no est segura comigo. Prefiro tirar minha prpria vida a machucar voc. Agora sei porque meu pai
tomou sua deciso.

- Ele no deu escolha a sua me  ela disse.  Do mesmo modo que voc quer tirar minha escolha de mim. Voc disse que seu maior inimigo  qualquer um que me machuque,
Sesshoumaru. Ento voc  meu pior inimigo. Sua disposio em abandonar o amor que temos um pelo outro me machuca mais do que o punho de um homem, ou sua faca, jamais
faria. Se voc deixar seu medo te derrotar, se permitir que ele lhe tire a vida e leve a minha junto, ento voc  o seu prprio pior inimigo.

Ele a soltou e voltou para o prprio quarto.  V agora, Rin. Volte para a casa da duquesa-me e fique l at que eu consiga localizar meus irmos e dizer a eles
o que aconteceu.  Ele se voltou para ela e seus olhos estavam tomados pela luz azulada.  Voc merece mais do que isso.  ele indicou o rosto com um gesto de mo.

Ela ofegou levemente e deu um passo para trs quando o viu. Seu medo o machucou. Compreendeu seu erro tarde demais. Ele agarrou a porta e comeou a fech-la na cara
dela. Rin se precipitou para frente.  Qual  o seu maior medo, Sesshoumaru?

Ele parou, seus olhos brilhando fortemente na escurido que se aproximava.

 Tenho medo de ferir voc. Vi o que fiz com Jenine. No me lembro do que fao quando a fera me domina, Rin. Se ele domina minha mente, como posso control-lo? Como
saber se no a atacarei e rasgarei sua garganta?

- Voc poderia ter me machucado noite passada  disse a ele. Ela se lembrava de como Bankotsu a usara como escudo porque o lobo no a atacaria.  Voc nunca me machucaria,
Sesshoumaru. No importa a forma que tiver.

- Eu no sei disso! Ele trovejou para ela; ento repentinamente sufocou e se dobrou. Ele se adentrou mais profundamente no quarto e caiu no cho.

Rin relembrou da noite passada quando a dor o dominou. Entendeu que quando a dor chega, o lobo no tarda a chegar. Ela havia pedido que ele tivesse f em si mesmo,
agora ela deveria encontrar a fora para fazer o mesmo. Tinha de confiar em Sesshoumaru quando ele no confiava em si mesmo. Rin respirou profundamente, entrou no
quarto dele, fechou a porta e os trancou juntos.
CAPTULO 35

Mais tarde eles conversaram. Mas falaram sobre os assuntos que precisavam resolver ao invs do futuro deles. A casa vizinha queimou at o cho. No havia corpos
para enterrar, mas Rin queria uma lpide em homenagem  madrasta.

- Farei uma para Bankotsu tambm  surpreendeu-a Sesshoumaru dizendo isso.  No  necessrio que todos saibam que ele no foi um bom filho.

O gesto de Sesshoumaru a surpreendeu e a fez am-lo ainda mais pelo sacrifcio feito. Ele poderia acabar com os boatos sobre os assassinatos relacionados  sua famlia
se ambos fossem s autoridades e contassem o que sabiam, mas ao invs disso, seu marido decidiu honrar a memria do irmo de criao.

- Voc no precisa fazer isso  Rin disse a ele de modo suave.

- Quando eu me for, no quero que mais nada alm da mancha de ter sido minha esposa arrune seu futuro, Rin.

Foi como se ele a socasse no estmago. Os doces sentimentos que tinha por ele foram rapidamente substitudos pela raiva.  Voc faz amor comigo e depois me diz que
ainda est pensando em me abandonar? Est tudo certo se sou sua prostituta, mas nada est bem se sou sua esposa?

Seu olhar intenso capturou o dela enquanto se encaravam frente a frente na mesa onde comiam a refeio fria.  Eu disse a voc que foi um erro.

Sua resposta a deixou ainda mais furiosa. Ela se levantou da mesa.  E foi um erro a segunda vez que fez amor comigo hoje, ou a terceira?

Sesshoumaru desviou os olhos dela e correu uma mo pelos cabelos.  Queria me sentir como um homem, e apenas um homem.

- Voc queria? Ela repetiu, ficando mais furiosa a cada momento.  E o que eu quero, Sesshoumaru? E o nosso futuro juntos? E as crianas que quero segurar nos braos?
E...

- E a maldio?  ele gritou repentinamente, - Droga, Rin, no vou pedir para que sofra meus pecados, ou minha vergonha comigo! Eu te amo demais.

Embora seu corao quisesse levantar vo com sua confisso de amor, ele no podia decolar.  Se voc realmente me amasse, voc entenderia que nada pode ser pior
para mim do que perder voc! No lhe provei noite passada que voc no me machucaria, Sesshoumaru? Voc no pode me machucar porque divide o corao com a fera.

- E voc quer compartilhar sua vida com ela?  ele perguntou  Voc quer que a maldio caia sobre as cabeas de nossos filhos? Como pode desejar isso, quando pode
ter muito mais? Quando pode ter um homem normal, uma vida normal?

Ela deu a volta na mesa para olhar para ele.   isso realmente o que quer? Que eu seja de outro algum? Dar a outro tudo o que dei a voc? Seu pai cometeu esse
erro com sua me. Ele no deixou que ela escolhesse. A deciso dele a destruiu.

- A maldio a destruiu  argumentou Sesshoumaru.  O que ela teve de testemunhar, o que ela imaginou que um dia recairia sobre seus filhos. Foi isso que destruiu
minha me.

Rin sacudiu a cabea.  No. Ele partiu o corao dela, do mesmo modo que voc quer partir o meu. Ele tomou a deciso para ambos. Foi a deciso errada. Rezo para
que voc no cometa o mesmo erro.  Rin se afastou dele.

- Para onde est indo?  ele a chamou de volta.

Rin havia dito o que tinha a dizer. Sesshoumaru sabia que ela o amava, que ela o amava apesar da maldio desencadeada pelo amor que ele tinha por ela. Ela no podia
for-lo a vir para a luz. Seu homem das sombras. Ele tinha de lutar pela prpria felicidade. Ele tinha que lutar por seu prprio futuro e pelo dela. Ele tinha de
encarar seu pior inimigo. Ele mesmo.

- Estarei na casa da duquesa-me. Ela pode me ajudar com os arranjos necessrios para a lpide de minha madrasta. Agora a deciso cabe a voc, Sesshoumaru. Voc
pode partir, desaparecer na escurido da noite, ou pode caminhar para a luz do sol comigo a seu lado. A maldio  um inconveniente, com certeza, mas, juntos, podemos
encontrar um modo de quebr-la. Separados, no podemos fazer nada.

Sesshoumaru a viu partir. Deix-la ir foi a coisa mais difcil que fizera na vida. Mas era por ela que ele sacrificaria a prpria felicidade. Duas noites observando
o sofrimento da fera o dominando poderia no parecer to amedrontador para ela. Mas o que dizer de toda uma vida?

O que ele deveria fazer? Ser egosta? Pegar o que queria acima de tudo e pro inferno o que fosse melhor para Rin? Ele havia jurado proteg-la. No queria dizer proteg-la
de tudo o que pudesse machuc-la? Uma palavra poderia cortar e despedaar mais facilmente que uma faca. Ele sabia disse bem demais. Negar-lhe filhos a deixaria ferida,
mas no seria pior para ela cuidar dos filhos sabendo que estavam condenados desde o nascimento?

Sua deciso era o melhor para ela. Com o tempo, ela encontraria outra pessoa. Mesmo isso no lhe dava paz. Ele se levantou da mesa e comeou a andar de um lado pro
outro. Ele no podia suportar o pensamento de outro homem a abraando, a tocando, fazendo amor com ela. Ela era dele, droga! Seu amor. Sua vida. Mas a felicidade
entrava em choque com a sua raiva. Ele queria que ela fosse feliz. Para que ela pudesse viver a vida que ele desejava a ela, ele tinha que deix-la partir.

- Lorde Taishou  Jaken estava parado rigidamente no corredor.

- Que foi, Jaken?

- Lady Taishou pediu-me que trouxesse a carruagem. Ela est fazendo as malas...

- Sim  Disse Sesshoumaru num tom cortante.  Ela vai passar uns dias na casa da duquesa-me.

- E o senhor est de acordo com isso, Lorde Taishou?

Jaken estava com ele h quase dez anos, e o homem nunca se intrometeu nos assuntos de Sesshoumaru.  Por que no estaria de acordo, Jaken?  ele repreendeu.

- Simplesmente pensei...pensei que com tudo o que a dama sofreu, ela desejaria ficar com o senhor, milorde. A casa fica estranha sem ela.

E ficaria ainda mais estranha.  Pelas prximas noites desejo ficar sozinho depois do jantar. Voc no deve ir ao piso superior...no importa o que oua.

- Muito bem, milorde.  Jaken recuperou sua formalidade. Ele se virou para sair, parou e ento voltou  O senhor tem certeza de que quer deix-la ir?

No. Ele no queria que ela se fosse. Mas era o melhor, pelo menos para ela.

 Sim.  respondeu serenamente.

Foi a primeira vez que viu Jaken encurvado. O homem se retirou.

Sesshoumaru permaneceu na sala de jantar at ouvir Rin partir. A casa estava assustadoramente silenciosa, mas ento, ele pensou que sempre fora assim antes de Rin
morar ali com ele. Ele havia enviado um bilhete solicitando a presena de Mirok, mas ele ainda no respondera nem viera. Sesshoumaru o havia mandado ir atrs de
Inuyasha. Se Mirok o estivesse caando, ningum saberia onde a jornada o levaria.

Sesshoumaru no deixara a casa desde o incndio no vizinho. Apenas Jaken sabia que ele estava em casa, e Sesshoumaru supunha que quando chegasse a hora, at mesmo
Jaken poderia ser subornado com uma boa quantia para viver confortavelmente em sua aposentadoria. Ento o que? Viver na propriedade de campo, escondido. O pensamento
no era agradvel para Sesshoumaru. Mirok gostava da vida solitria no campo, mas Sesshoumaru sempre sentira necessidade de sentir a vida se agitando a seu redor,
mesmo tendo sido apenas um observador ao invs de participante.

Bem, ele corrigiu-se, tinha sido um observador at Rin entrar em sua vida e o forar a participar. Ele sorriu ao lembrar de sua audaciosa aproximao no baile em
Greenleys. E se ela nunca tivesse se aproximado dele? Teria ele a notado entre a multido? Sim, de algum modo ele sabia que teria. De algum modo ele sabia que o
destino os uniria, se no naquela noite, em outra qualquer.

E agora o destino os separava. Ele andou at a janela e olhou pela lateral da casa, na direo do estbulo. Rin ainda tinha de cavalgar sua prezada gua rabe. Eles
ainda tinham de fazer um picnic no parque ou comparecer a um evento social como marido e mulher. Ele se sentia roubado. Ento novamente se sentia abenoado por t-la
conhecido, por am-la, mesmo que por um curto tempo.

Ela havia pedido para que ele caminhasse com ela na luz do sol. Poderia haver luz do sol para ele? Para um homem amaldioado? Ele nunca havia pensado  nunca ousara
sonhar ou esperar que sua vida pudesse ser algo mais do que tinha sido antes de conhec-la. E era isso que ela pedia a ele. Deixar de lado a amargura que o mantinha
prisioneiro de seus prprios medos.

Ele a regatara de seu mundo sombrio, e ela o resgatara do dele. Ele poderia se libertar? Poderia aceitar o presente que ela oferecia? O amar sem restries? O amar
incondicionalmente? Eram essas as questes que ele se fazia e que tentaria responder nos prximos dias, enquanto a lua estava cheia e ele estava  merc da fera.

Os rumores abundavam em Londres. Durante sua estada na casa da duquesa-me Rin soube que o Visconde de Jenine havia sido assassinado. O corpo do homem chegara a
sua casa em um carro puxado por dois cavalos assustados. Ele havia sido despido, sua garganta estava cortada e fora obviamente vtima de ladres. Ningum se importou
muito com a morte do visconde, ao que parecia. Ele era rico, mas no popular.

A duquesa-me ajudou Rin a escolher a lpide para sua madrasta e seu irmo de criao. Sabendo o que sabia do passado da duquesa agora, Rin instruiu que a pedra
fosse colocada em Montrose, ao lado de sua me e seu pai. Bankotsu, decidiu, teria a sua colocada ao lado do pai que odiava. O pai de quem herdara sua crueldade.

Os pacotes com seus novos vestidos chegaram. Tinha tambm roupa de baixo, capas, luvas; a duquesa-me no poupara quando foi para gastar o dinheiro de Sesshoumaru.
A dama tambm teve boa vista com relao ao manequim de Rin, e a costureira que veio entregar os pacotes encontrou umas poucas alteraes a serem feitas.

Agora Rin estava usando um de seus muito vestidos, um traje de musselina ma verde que caia perfeitamente bem e complementava sua aparncia. Ela estava aproveitando
a luz do sol no jardim da duquesa-me. As flores lembravam Rin da esperana. A viso das flores, delicadas, mas vibrantes, elevava seu nimo quando ele ameaava
afundar. J se passara uma semana, e ela no tinha notcias de Sesshoumaru.

Nem tinha freqentado a sociedade. Ela pedira a duquesa-me que mantivesse silncio sobre o destino de Sesshoumaru. Rin sups que se preciso, ela faria o que ele
pedira e deixaria todos saberem que ele havia morrido no incndio onde sua madrasta e Bankotsu tambm pereceram. A morte de Sesshoumaru a deixaria livre do casamento,
mas era uma liberdade que ela no desejava ter. Sua menstruao estava atrasada. Suspeitava que a primeira noite que fizera amor com Sesshoumaru poderia ter produzido
frutos. Apesar da maldio que assombrava sua famlia, ela no podia sentir seu corao triste por carregar o filho dele. Rezaria por uma filha, mas amaria e trataria
com carinho um filho.

Parando para admirar uma rosa perfeita, Rin se curvou para cheirar o sutil aroma da flor. Sentiu uma presena antes de olhar para cima e procurar pelo jardim. Um
homem estava parado nas sombras, olhando para ela. O batimento de seu corao se acelerou. Ele era alto, e quando deixou as sombras em direo  luz do sol, os raios
solares danaram em seus cabelos prateados. Deus, como ela sentira saudades dele. Mas Rin no permitiu que seu esprito levantasse vo ainda. Por que ele estava
aqui?

Enquanto caminhava para ela, ele ainda a lembrava de um gato bronzeado, gracioso e perigoso. Seus olhos mbar tempestuosos estavam fixos nos delas e sua expresso
no revelava nada do que estava pensando. Subitamente, parou na frente dela, seu olhar intenso ainda fixo no dela.

- Decidi vir para a luz, Rin.

Ela se jogou em seus braos. Lgrimas de felicidade descendo pelo rosto e ela se uniu a ele, querendo nunca mais sentir negado novamente o sentimento de estar em
seus braos, de sentir seu cheiro, de ouvir a rica textura de sua voz.

- O que o fez mudar de idia?  sussurrou de forma quebrada.

- O que voc me disse  Ele acariciou seus cabelos e a puxou para trs para que pudesse olhar para ela.  Voc estava certa, Rin. Eu sou o meu pior inimigo. Por
anos eu guardei meu corao e me emparedei em minha autocomiserao. No fiz nada at ser forado a agir. Isso no era vida, e s percebi isso depois de tudo o que
voc me ensinou. Meu pai tomou a deciso errada. Ele deveria ter ficado e lutado. A rendio dele  escurido nos derrotou a todos antes que pudssemos crescer para
entender que ficar requer mais coragem. Sua bravura me inspirou, Rin. No entregarei minha vida  fera, mas entregarei totalmente meu corao a voc.

Seu prprio corao alou vo. Ele a havia salvado, agora ela o salvaria.  O que quer que o futuro nos traga, Sesshoumaru, ns o enfrentaremos juntos. Dois coraes
so sempre mais fortes do que um.

Ele se curvou para beij-la. Seus lbios mal haviam se tocado quando ele inspirou e olhou assustado para ela. Ele caiu de joelhos, segurando o estmago.

- Sesshoumaru  gritou Rin, se apressando para ajoelhar-se a seu lado  O que foi?

- Pensei que tivesse ido embora, agora  ele arfou  Por duas noites fui para cama como homem e levantei como homem. Mas a dor...  Ele parou para respirar.  
a mesma.

- Como pode ser?  Rin olhou para o cu claro e ensolarado.  Ainda  dia claro.

Sesshoumaru no respondeu. Seu corpo se contorcia. Mesmo assim, tentou levantar. De repente ele caiu de costas, pousando pesadamente contra a alta coluna feita de
pedra ao redor da qual uma trepadeira crescia.

Rin piscou surpresa. Da ltima vez que o vira se transformar, ele no tinha feito isso. Sesshoumaru gemia de dor; seu corpo lanou-se para frente, espremendo-se
contra o passadio de tijolos que cercava o jardim da duquesa-me. Era como se alguma fora invisvel houvesse possudo Sesshoumaru e lutasse contra ele.

Novamente Rin correu para o lado dele. Ele rolou para frente, buscando o ar que a queda retirara dele. E enquanto o observava, sentindo-se intil, a boca dele foi-se
abrindo, abrindo, ela notou, mais do que era humanamente possvel. Seu peito se elevou, seu corpo se arqueou, e uma luz brilhante foi expelida pela boca.

Rin gritou e tropeou para longe dele. A luz que jorrou da boca aberta tomou forma, tomou aspecto, embora no fosse slida, pois Rin podia ver atravs dela. A forma
era a de um lobo. Parado nas quatro patas, encarando-a. Ela o encarou de volta, embasbacada, hipnotizada por seus olhos brilhantes, mais brilhantes do que a luz
brumosa de seu corpo. Mais brilhante ainda do que a luz do dia. Ela no sabia por que ele ficou parado encarando-a, mas sabia que tinha de fazer algo para expuls-lo
para longe deles.

- Suma  ela sussurrou.  Suma daqui!

O esprito, pois tinha de ser um esprito, voltou a cabea para olhar para Sesshoumaru, que jazia assustadoramente silencioso no cho; ento fugiu, atravs das flores,
das moitas e dos arbustos, e sobre a parede que fechava o jardim privativo da duquesa-me. Rin sentou-se chocada por um momento; depois recuperou os sentidos e se
arrastou at Sesshoumaru.

- Sesshoumaru, - gritou. Tentou sacudi-lo  Sesshoumaru!

Ele no estava respirando.

Rin o golpeou no peito.  Sesshoumaru!

Subitamente ele arfou, respirou profundamente, e seus olhos se abriram.  O que aconteceu?

Ela quase desmaiou de alivio por ele ter falado, por ele estar respirando.  No sei  ela sussurrou.  Mas graas a Deus voc est vivo!

Ele levantou a mo e tocou seu rosto. Ele ficou deitado mais um pouco; ento disse.  Ele se foi, Rin. No o sinto mais. Por toda a minha vida ele esteve dentro
de mim, esperando para sair, agora ele se foi.

As lgrimas corriam pelo rosto dela. Ela disse  A maldio foi quebrada. Voc a quebrou, Sesshoumaru.

Ele sacudiu a cabea.  No. Voc a quebrou. Meu amor por voc a quebrou. O amor  a maldio, mas  tambm a chave. Voc me forou a encarar o meu pior inimigo.
Por de lado as minhas dvidas, meus medos, minha auto-piedade, ter uma chance para amar, e ser amado.

- Eu realmente te amo  ela murmurou.

Ele a puxou para baixo para terminar o beijo que haviam comeado anteriormente.
Eplogo

Era o seu primeiro baile como Lady Rin Taishou. A festa da duquesa-me era muito grandiosa, realmente, e Rin sabia que Sesshoumaru e ela apenas foram convidados
porque a mulher os amava cegamente. A presena deles provocava sussurros, com certeza, mas Rin no se importava. No havia homem em toda Londres mais lindo do que
seu marido.

- Voc pode ouvir o que esto dizendo sobre ns?  ela perguntou a Sesshoumaru. Ele havia contado a ela sobre os estranhos poderes que tinha desde menino,

Ele parou para escutar. Ento sorriu para ela.  Nenhuma palavra.

- Talvez seja at bom  ela disse.  Alm disso, no me importo com o que esto dizendo. Eu sou a mulher mais feliz do mundo essa noite, e tambm a mais sortuda.

- Voc est linda!  disse Sesshoumaru, olhando-a nos olhos.  A duquesa-me gastou meu dinheiro muito bem.

Ele estava lindo tambm, apesar de que, quando ela mencionou isso anteriormente, ele havia dito que homens no eram bonitos. Ele estava errado.

- Estou excitada para ver a propriedade de campo  ela disse.  Uma tranqila lua de mel no campo soa to bem.

Sesshoumaru franziu a testa.  Ainda no tive noticias de Mirok, mas se ele partiu a procura de Inuyasha, sei que voltar para a propriedade primeiro.  o seu verdadeiro
amor.

Falar de Mirok a fez naturalmente procurar pela sala por Lady Sango. Rin avistou a amiga do outro lado da sala, parada ao lado de uma jovem um tanto magra e plida.
Como se percebendo que Rin a olhava, Sango olhou em sua direo. A linda loira enrubesceu e desviou o olhar.

Que Sango ainda no reconhecesse publicamente Rin a magoou, mas ela se recusou a deixar qualquer coisa prejudicar sua noite.  Quero cavalgar minha gua  ela disse
a Sesshoumaru.  E quero que cavalgue a meu lado. Quero fazer um picnic. Ele sorriu  Adoraria fazer outro picnic tambm. Em sua cama.

Seu sangue se aqueceu com o olhar sensual que ele lanou. Eles passavam um bom tempo juntos na cama. Ela no estava reclamando. Sua menstruao ainda no tinha vindo.
Instintivamente, ela sabia que uma criana crescia dentro dela. Ainda no se sentia pronta para dizer a Sesshoumaru. Ela queria ter certeza.

- Rin?  ela se voltou, surpresa ao ver Sango parada ao lado dela. A linda morena respirou fundo e deu um passa a frente, pegando a mo de Rin na sua.  Sinto muito
por sua perda. Deveria ter ido visit-la antes, mas estava sobrecarregado com os planos do casamento.

Rin arqueou a sobrancelha.  Vai se casar com Lorde Collingsworth, ento?

Sango suspirou.  Sim. Agradarei a meus pais e a sociedade com isso, mas essa noite serei rebelde.  Virou-se para Sesshoumaru.  Uma vez disse a sua esposa que
se o encontrasse novamente em outro evento social lhe pediria uma dana.

Sesshoumaru sorriu para Sango.  Voc  muito corajosa.

- Sim  ela concordou.  A duquesa-me tem grande f em que me torne a mulher mais chocante de Londres. No posso desapont-la.

Pegando as mos de Rin, Sesshoumaru disse.  Adoraria danar com a senhorita, Lady Sango, mas primeiro, devo danar com minha adorvel esposa.

-  claro  disse Sango.  Estarei aqui quando retornarem.

Rin riu quando Sesshoumaru a conduziu  pista de dana. Ele a conduziu na dana, e como na noite em que o conheceu, houve mgica entre eles. Eles se moviam em perfeita
sintonia, olhos nos olhos. Ela relanceou o olhar apenas para ver que vrias senhoritas haviam se juntado a Sango, e Rin teve o pressentimento de que seu marido danaria
mais do que ela, essa noite. A sociedade se renderia, afinal de contas.

Ela olhou para Sesshoumaru novamente e o encontrou encarando-a bem dentro dos olhos. Ele se curvou para perto de seu ouvido e sussurrou.

 Hoje eu j lhe disse que te amo?

FIM

